Rei
Louvado seja o nome santo,
Do Rei da glória, do Deus de amor.
Jesus, meu guia, meu alto encanto,
Meu Salvador, meu Redentor.
O Rei de Outro Planeta
Num mundo cinza de ruas sem cor,
Vivia um homem sem brilho, sem flor.
Sem ouro, sem trono, sem lar, sem pão,
Vagava sozinho na escuridão.
Mas eis que um dia, no céu a brilhar,
Uma luz estranha veio o buscar.
Um portal se abriu no véu do além,
E sugou seu corpo por entre o além.
Acordou perdido em terra estranha,
Sob um céu de fogo e lua castanha.
Criaturas de pele azul e olhar sagaz
O cercaram, atentos, sem gesto voraz.
"Quem és tu, forasteiro sem nome?"
Perguntaram com vozes de eco e fome.
"Sou apenas um homem sem sorte,
Que outrora vagava à mercê da morte."
Deram-lhe abrigo, deram-lhe voz,
Ouviram suas lutas, sentiram-lhe a foz.
Mas um mal sombrio assolava a terra,
Um tirano cruel, senhor da guerra.
Com astúcia e força, ergueu-se o pobre,
Ensinou estratagemas aos guerreiros nobres.
Lutou com coragem, sem medo ou recuo,
Até ver o déspota cair ao seu júbilo.
Eis que o povo, com olhos brilhantes,
Ergueu-lhe um trono de pedra radiante.
O homem sem nada, sem lar e sem sorte,
Tornou-se o rei de um mundo mais forte.
Assim, num planeta distante e altivo,
Um pobre terrestre tornou-se cativo
Não mais da dor, da fome e da perda,
Mas de um destino de glória e lenda.
Aleluia! Ele é Rei, Ele é Senhor,
No Seu nome há poder, paz e clamor.
Bendito seja o Deus que nos ama sem fim,
E nos chama a caminhar sempre perto d'Ele, assim.
O Véu de Lete
Antes do alvorecer, fui tudo.
Rei e réptil, mãe e mártir,
ferro e flor.
Fui punhal e promessa,
fui incêndio e oração.
Mas ao nascer, bebi do rio.
E esqueci.
O nome da lâmina que me cortou.
O rosto da alma que me amou.
Os juramentos murmurados entre dentes
na última noite de outra vida.
Tudo se perdeu.
Como areia entre os dedos do tempo.
E no silêncio do não saber,
floresceu o saber maior.
Não o saber das lembranças,
mas o saber do instinto,
da escolha que pulsa sem porquê,
do medo que avisa, da paixão que chama,
do erro que retorna como mestre.
Esquecer foi meu pacto.
Minha chance de ser novo
sem me ferir do antigo.
Pois se eu lembrasse…
ah, se eu lembrasse!
Perdoar seria impossível.
E amar, um risco repetido.
Cada gesto se tornaria prisão.
Cada encontro, um julgamento.
Mas neste esquecimento sagrado,
a alma dança.
Livre de correntes de glória ou culpa,
ela ousa errar de novo.
E ao errar, aprende —
não com a mente, mas com a essência.
No final, quando o corpo dormir
e o véu se erguer,
voltarei à margem do rio.
E saberei.
Mas por ora, bendito seja o esquecimento.
Ele é o ventre onde renasço.
É o chão fértil do esquecimento
que guarda a semente da eterna sabedoria.
🌿 A Volta do Rei 🌿
No trono dourado da mente brilhava,
Salomão, filho da promessa e da paz,
Com mãos erguidas e voz que guiava,
Fez do saber seu escudo eficaz.
Ergueu palácios de ouro e juízo,
No templo, o incenso subia ao céu.
Mas no silêncio do falso sorriso,
Deixou-se enredar por laços de fel.
Mulheres e deuses sussurraram ao vento,
E o rei, que ouvira o Eterno falar,
Tropeçou na trilha do esquecimento,
Beijando o chão ao invés de orar.
Porém, a Graça — como rio secreto —
Desceu das alturas com luz e perdão.
Pois mesmo o sábio, por orgulho inquieto,
Pode cair... e ainda assim ser irmão.
Deus, que molda reis no pó da alma,
O trouxe de volta com amor e calma.
Pois não há glória maior sob o sol
Que ser encontrado ao perder o farol.
Amor Canibalesco
Irei me banquetear de seus ossos e carne, como uma mera refeição de um rei absoluto
De seu coração, comerei e desfrutarei do gosto amargo de seu sangue
Devorarei cada parte sua, como se fosse minha
E por fim, despejarei todo meu amor engolindo seus olhos, para você poder observar por dentro todos os seus sentimentos sendo absorvidos por mim.
Quando Deus Se Chamava Lear
Disse-se outrora que houve um rei cujo nome não era nome, mas sentença. Chamavam-no Lear — embora esse som não bastasse para contê-lo. Não era homem, nem rei apenas: era a imagem que o mundo fazia de Deus em ruína.
Governou por anos uma terra que se curvava ao gesto de sua mão. Mas, como todo soberano que envelhece, quis dividir o poder antes que a terra o dividisse a ele. Três filhas. Três mundos. Pediu amor, mas em voz alta. Pediu afeto, mas diante da corte. Queria ternura, mas com pompa. Queria certeza — o que só os deuses buscam quando estão à beira da dúvida.
As duas primeiras disseram o que ele queria ouvir. A terceira, não disse.
E foi expulsa.
Desde então, Lear vagou por campos de vento e neblina, coroado apenas pela ausência. Aos poucos, descobriu que a coroa que pesava sobre sua fronte não era de ouro — era o silêncio.
Chorou pela primeira vez numa noite sem estrelas, onde os trovões respondiam às suas perguntas com risos. Gritou aos céus: “Sou mais pecador ou mais punido?”. O céu não respondeu.
Mas ali — no barro, na lama, no desabrigo — nasceu algo que jamais possuíra no trono: visão.
Não dos olhos, que já falhavam. Mas da alma.
Viu o mendigo e o bobo. Viu o traidor. Viu a filha fiel, que nada dissera porque tudo sentia. Viu o tempo, que não se dobra à vontade dos reis. Viu Deus, talvez — mas hesitante, escondido sob o capuz de um louco.
Quando enfim morreu, ninguém soube. Nem sinos dobraram, nem anais registraram o fim do reinado.
Mas alguns dizem que, em certos dias de tempestade, uma voz ainda ecoa pelas montanhas:
“A arte é o consolo no abismo onde o próprio Deus hesita.”
E nesse eco, dizem, está Lear — não mais rei, não mais homem,
mas lembrança.
O rato roeu a roupa do rei de Roma
O rato roeu a roupa do rei de Roma
O rato continuou a roer a roupa
Até não ter mais roupa para se roer
Páscoa é vida que renasce em flor,
É graça, é paz, é puro amor.
É o Rei que vence, é luz que invade,
Trazendo ao mundo a eternidade.
Não há luto que resista,
nem dor que persista,
quando o Rei da Vida diz:
"Vem, Eu sou a ressurreição e a vida feliz!"
Quando o legislativo é forte e soberano, o morcego-rei é esvaziado e terá as suas asas cortadas.
Pensamento do Livro “O Pântano” do autor (Editora UICLAP).
Não era descuido, nem acaso,
era promessa embalada em pano.
Jesus, o Rei ressuscitado,
deixou um sinal para cada humano.
"Vão”, disse Ele, com voz de Rei,
“Façam discípulos, onde vocês forem, Eu irei.
Batizem, ensinem, anunciem a verdade —
o Reino chegou, e Eu sou a realidade.”
O lenço dobrado ainda fala,
as nuvens guardam o Seu sinal.
A trombeta um dia soará,
e o Rei virá… triunfal!
O reino dos pecadores perdidos está sob o controle das trevas, onde todos andam longe e fora do reino dos pecadores salvos em Cristo Jesus.
No Centro do Reino, a Paz do Rei
No centro do reino, onde o tempo é gentil,
Ergue-se um trono sob o céu de anil.
Não feito de ouro, mas de raiz e flor,
Ali reina um homem, com fé e amor.
O rei não precisa de espada ou temor,
Seu povo o escuta com puro ardor.
Sua voz é branda, seu olhar é farol,
Guiando seus dias com paz e com sol.
As aves não fogem ao ver sua mão,
Pois sabem que ali não há opressão.
O campo floresce, o rio corre em paz,
Tudo obedece à lei que ele faz.
Seus conselhos nascem do silêncio e da dor,
De quem já lutou por um mundo melhor.
Não manda com grito, nem exige temor,
Comanda com alma, com graça e valor.
À noite, as estrelas se deitam no céu,
E o reino adormece em sereno véu.
Pois enquanto vigia esse rei tão fiel,
A paz se espalha como doce papel.
E quem visita esse canto do mundo,
Sente um abraço calmo e profundo.
Pois ali, no centro onde o bem é lei,
Habita o amor… e a paz do rei.
