Reforma
Alguns líderes da reforma protestante cometeram uma grande falha quando não retornaram até ao Cristianismo dos pais da igreja (Ortodoxia) até o 3º Século. Infelizmente eles só retornaram até ao Cristianismo de Agostinho, que nesse período já era heterodoxo, pois estava fermentado por variadas superstições e cheio de brigas politicas pelo poder. Isso gerou um grande prejuízo para as próximas gerações, que ficaram sem conhecer a fé genuína dos primeiros irmãos e irmãs.
A verdade é que a reforma protestante apenas melhorou a religião que já existia naqueles dias, mas não restaurou a fé bíblica que a Igreja Apostólica viveu até o 3° século antes de Constantino.
Ninguém pode negar que a reforma foi importante em alguns temas, mas a reforma não foi uma volta ao espírito e aos ensinos do cristianismo primitivo do primeiro ao terceiro século, antes da Constatinização da igreja e a entrada de superstições dentro dela. A reforma foi uma volta ao cristianismo de Agostinho de Hipona, um ex-maniqueísta convertido ao catolicismo romano e que depois se tornou bispo da igreja católica romana.
A "reforma" heterodoxa (calvinista) tinha um objetivo diferente da reforma Anabatista e Luterana. Na "reforma" calvinista, Calvino não buscava uma reforma da igreja, ou o retorno a Sã Doutrina como os Anabatistas e Lutero! O desejo de Calvino era adaptar o modelo do papado romano. Calvino tentou mudar o eixo do monopólio da salvação instituído pela igreja católica romana (Em resumo: o Credo, o Pai Nosso, os Dez Mandamentos e os sete sacramentos.) para um modelo determinista e fatalista (Maniqueísta) para dentro do Cristianismo. Como a história mostra, Calvino se tornou uma espécie de papa de Genebra, nos moldes do catolicismo romano. As semelhanças do modelo calvinista com o catolicismo romano são:
1- Monopólio da salvação;
2- São os únicos intérpretes das Escrituras;
3- Semi-canonicidade e observação das fórmulas confessionais;
4- Veneração e defesa cega de líderes calvinistas;
5- Racionalização da fé;
6 - Vida cristã superficial. Marcelo Rissma
Muitos cristãos têm a errônea concepção de que a reforma consertou essa bagunça toda. Acham que a reforma proporcionou o retorno a um cristianismo genuíno. Na verdade, porém, ela apenas colocou uma nova forma de “doutrinianismo” no lugar da antiga. A reforma foi meramente uma batalha entre velha teologia versus nova. Nem os católicos, nem os reformadores ensinavam um cristianismo que requer frutos. Ambos adoravam junto ao altar do “doutrinianismo”.
Infelizmente grande parte dos teólogos desde a reforma vem corrompendo a mensagem do Evangelho da Graça. Sistematicamente, muitos deles transformaram a mensagem simples do Evangelho numa parafernália de formulas filosóficas e declarações racionais que nada tem haver com o Evangelho ensinado por Jesus Cristo, os Apóstolos e a Igreja Primitiva até o III século.
Foram principalmente os teólogos da reforma que, ao longo dos séculos, transformaram o Apóstolo Paulo em um teólogo a semelhança deles próprios, quase um sofista.
Quando Lutero e os seus companheiros de Wittenberg iniciaram o movimento da reforma, Calvino tinha 08 anos de idade. Não foi Lutero e os reformadores que aderiram a Calvino, mas Calvino e os calvinistas que aderiram à reforma. O calvinismo é apenas uma ramificação extremada e desajustada da reforma protestante.
A Reforma Protestante começou em 31 de outubro de 1517, e os cinco princípios da Reforma são: 1. Somente as Escrituras; 2. Somente a fé; 3. Somente a graça; 4. Somente Cristo; 5. Glória somente a Deus.
É preciso que as classes trabalhadoras percebam a real necessidade de uma reforma intelectual e moral.
A consciência não deve ser ofuscada pelo marketing alienante.
Entre os muitos benefícios do que hoje melhor atentos reputamos como reforma íntima - com seus gratíssimos acenos ao novo - é
poder realizar desejos antigos; outrora apressados, e agora, melhor compreendidos!
Entre os muitos benefíciosdo que
hoje melhor atentos, reputamos
comoreformaíntima - além do
gratíssimo acesso ao novo - é
nossa chancederealizar desejos
antigos; outrora apressados,
e, agora,melhor
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os muitos benefícios
do que já compreendemos como
reforma íntima - alémdo gratíssimo
e progressivo acesso ao novo - a chance
de realizarmos sonhos antigos; outrora
apressados,inconclusivos; e, hoje,
maisconsistentes e
possíveis!
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os muitos benefícios
do que hoje melhor atentos
reputamos como reforma íntima -
com seus gratíssimos acenos
ao novo - é poder revisitar e por fim
realizar certos desejos antigos;
ontem apressados e, hoje,
mais sustentáveis
e plausíveis!
