Reflexões sobre Sensualidade
Cada evocação
mística, sensual
e romântica,
Tem o signo
arrebatador
da distância
atlântica
Que o teu
heroico
amor
há de cruzar
glorioso
por nós,
por tudo aquilo
que para nós dois
é valioso e nos reunir.
A música intensa tocava,
Você sensual me olhava,
As fitas coloridas giravam,
Os mastro não mais enxergava,
Só em você me concentrava,
Dançávamos o passoda Rede de Pescador,
Para vibrar o amor que chamava.
Te quero muito
Sensivelmente,
Unido numa doce
Kepleriana órbita sensual
Infinita e única sendo
Meu com amor imensamente,
Imparavelmente e intensamente.
Eu sei o quê fizemos
no Verão passado,
Vivemos um romance
tórrido e sensual
que resultaram
em Versos Intimistas,
poesias de amor
e uma eterna paixão.
Teus lábios lindos
bem grudadinhos
nos meus uma
sensual Buritizada
Nascidos totais
para me deixar
enamorada por mais
de um amanhecer e muito
mais do que uma madrugada.
Nos lábios e coração
passar por sedução
o mel de Guadalupe
por sensual atrevimento.
Ser a tua alucinação
e a sua perdição
no jardim secreto
da nossa imaginação.
Atemporal com hibiscus
raros nos cabelos a aparição
divinal de amor e paixão.
Quando chegar o momento
a rota que não precisará
jamais de convencimento.
Ela é mulher, com jeito de menina, aparência admirável e essência inquestionável. Onde passa ela transborda de sensualidade e revela suas verdades.
SIMBIOSE
Vamos nos misturar.
Nos tornar um
Transladar nossas essências
Numa indecência inocente
Sem pudor, declarar
o nosso amor...
Não há dúvida ou paradoxos
Não há medo, não há dor.
Na saliva e no suor
Há beleza
Há arte
Há poesia
Uma harmonia que preenche o cosmo
Paixão em homogeneidade
Minha pele na tua
Minha nudez nas tuas mãos
Na compleição dos gestos
Na pureza dos complexos
Nos movimentos aleatórios
Simbióticos
Com plexo e sem nexo
Somos o côncavo e o convexo
Somos razão e emoção
No meu
No teu
Coração.
Existem infinitas formas, cores, formas e tipos de pessoas sensuais que merecem ser celebradas. O trabalho de cada um de nós é rejeitar a comparação da nossa noção de beleza e perceber que nós somos a porra da beleza.
O frascário amor
Forasteiro, vermelho, cru que assanha!
Dá um tanto de hiena
Leva um pouco de cidadão
Grito uníssono aterrador,
Lá de onde vem
Mas sensual aqui
Nos segue e o seguimos,
Desde a infância a sequidão dos seios da morte
Por vezes só pela pureza e realidade em um beijo.
POUSO
Tal qual a caneta que após percorrer todas as linhas repousa exaurida sobre a folha de papel
Depois que eu fizer todo o percurso de sua pele
Embrenhar-me em seu corpo
Enfim exausta
Ofereça-me seu peito como pouso.
Ela se amarra mesmo em beijo bem dado. Em olho no olho com olhar safado. Em pegada da boa com cabelo molhado. Gosta de música alta e movimentos marcados. De sentir o cheiro na nuca e morder a orelha. Desejar e ser desejada. Cobiçar e ser cobiçada. É um jogo e vale tudo que ela permitir, não se preocupe, ela sabe dar o recado. Está para fazer e acontecer, é incansável. Se dedica aos detalhes, não tem pressa, gosta mesmo do inesquecível, do inenarrável, do que lhe parece demais. Usa lingerie preta e boca marcada. É inteligente, observadora e pode surpreender. Banheira de espuma, com champanhe importado e pétalas de rosas jogadas ao chão. Mas ela não é para qualquer um, não venha com papo furado.
“ 'Poderia prosseguir, se não fosse pelo corpete'. Mas por que o ainda usava?... Fechou os olhos: toda a sua propriedade orgânica, plástica, sensorial estava lá. Mas o corpete, no apuro dos sentidos, imobilizava-lhe o instinto; atrapalhava o prelúdio, limitando movimentos, desafiando-a para sempre... Eis o modismo e o massacre, através dos séculos".
MORDIDA
Mordeu o lábio inferior
bem no cantinho direito da boca
fez que ia abraçar-me e cravou os dentes
Foi embora nem olhou para trás
E eu fiquei ali a sentir a dor
e o gostinho de quero mais
SOMBRAS D'ALMA.....
Quando você está caminhando...
Completamente sem rumo, na neve...
E o frio te consome...
Qualquer coisa serve pr'aquecer...
Gravetos pra fogueira, luvas furadas...
Ou até mesmo um casaco velho, e pequeno demais.
Mas quando este glacial frio parte de dentro pra fora...
É quando tomamos conhecimento, como a noturna neblina que desvela a lua prateada...
A iluminar o nortiador caminho, de que temos alma e coração...
E esta alma juntamente com seu emérito coração, precisa de mais...
D'um calor que não se acende à aquecer com sol...
Casacos ou cachecóis ...
Mas sim pelo insubstituível calor humano...
E somente pelo amor, do calor humano!
