Reflexões sobre Música
O melhor som vem do vento, melhor música dos pássaros, lindas cores da natureza, águas e vida se misturam... O sol reflete o brilho e aquece o luar que gera canções... E a vida passa no milagre que acontece a todo instante!
“O fone de ouvido não serve só pra ouvir música; é o esconderijo de quem se protege do ruído de fora para não explodir com o caos de dentro.”
“See You in September”, do The Happenings, música que me traz as melhores recordações da adolescência: a alegria, a luz, o calor, as flores, as festas e os sonhos com os amores da primavera.
Tem uma música que diz: aquilo que doía, agora não dói mais.
Ah quem me dera não doesse mais a sua ausência que aconteceu de forma tão tragica. Quase inexplicável. Doi e doi muito.
Escrevo sob corpos. Cada música é uma morte. Em todas, eu sou a vítima, deixando sobre o chão o meu próprio cadáver. Renasço como uma vampira, e sugo o meu próprio sangue para fazer da dor uma nova arte, enquanto gasto todas as minhas vidas, até que chegue o dia onde sol me queime, e não me deixe mais voltar a abrir os olhos. Quando terei escrito a última poesia, a última música e o último poema. Quando finalmente a dor cessará e não terei mais que morrer para me manter viva.
- Marcela Lobato
O homem inventou mil idiomas para se entender, mas esqueceu que já nasceu fluente em um: a música. Ela é compreendida por quem ainda nem aprendeu a existir.
Não é que eu estou ficando velho, é que eu vivi a melhor época da música. Quem conhece o poder de uma canção romântica sabe que o amor de verdade não precisa de batidão, precisa de alma.
Ser 'quadrado' em um mundo de amores descartáveis é um elogio. Prefiro a nostalgia de uma música internacional que faz chorar do que a pressa de um funk que não me faz sentir nada.
A música é a minha expressão e salvação. É a minha verdade mais pura e sem filtro, amplificada para o mundo inteiro ouvir.
- Marcela Lobato
Quando a música provoca sentimentos nunca sentidos afetando a profunda camada da sua alma, seria talvez o despertamento lento de uma vida passada?
Que privilégio falar português para compreender e sentir toda a poesia que existe na música popular brasileira.
Eu gosto de música antiga porque ela tem pressa de sentir, não de acabar; cada nota ali é um pedaço de alguém que amou, chorou e viveu de verdade, nos ensinando que o tempo pode até levar as pessoas, mas a alma do que elas sentiram fica eterna se a gente souber escutar.
Aquele silêncio esquisito, tipo quando param de tocar uma música no meio e o ouvido continua esperando a nota que não vem.
O compasso hoje não desafinou nem uma vez. Ele só ficou mais lento, tipo música de final de um show longo, quando a plateia já sabe que a noite tá quase acabando, mas ainda quer mais uma música antes de ir embora.
