Reflexões sobre Música

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O compasso hoje não tocou música nenhuma. Ficou só o silêncio de depois, esse que às vezes diz mais que qualquer letra.

A música e as artes em geral podem ser utilizadas para declarar sentimentos que não conseguem ser expressados pelas palavras.

O louvor é mais do que uma música bonita: é uma arma de guerra espiritual, uma chave para destravar milagres e um decreto de vitória.
Quando o povo de Deus aprende a adorar antes de ver a solução, o inimigo já é derrotado no mundo espiritual.

A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.

A música que salva é a que escorre pelas veias do abraço. Não aquela que se anuncia em rádios, mas a que nasce na intimidade. Um acorde sustenta mais que qualquer plano de fuga. E se a memória falha, a canção lembra por nós. Por isso canto baixinho para as partes minhas que ainda tremem.

Quando a alma geme, a música responde com acordes que costuram o peito e reaprendem
o fôlego.

Se existe uma composição preferida na música clássica? Tenho muitas, de Beethoven, Rachmaninoff, mas a que mais me toca, a que realmente amo é um prelúdio, que foi Inspirado pelo inverno chuvoso de Maiorca e por um estado febril no isolamento de um mosteiro, Frédéric Chopin eternizou a melancolia da chuva constante na nota repetida de seu famoso Prelúdio "Raindrop" (Op. 28, No. 15).

Existe uma música que só tocamos na cabeça. Ela passa notas de perda e refrões de resistência. Se alguém escutar, talvez entenda por que sorrimos devagar. A vida é uma partitura mal escrita que insistimos em interpretar. E há beleza em quem desafina com propósito.

Ele ficou, quando o mundo desabou em telas mortas e a música aprendeu a sangrar. Com a roupa rasgada pela história, olha anjos quebrados que esqueceram o céu, e corvos que sabem o nome do fim. Há almas passando por ele como neblina que não pede licença, e uma cachoeira distante tentando lembrar que ainda existe queda, e ainda existe som.

Hoje, meu espírito é a Sonata nº 14 de Beethoven, primeiro movimento, não como música, mas como um luto que respira, um luto que anda comigo pelos corredores escuros da alma, onde sombras sem rosto vagam em silêncio, arrastando correntes invisíveis feitas de memórias que doem, de nomes que já não ouso pronunciar, de sonhos que apodreceram antes mesmo de aprender a nascer, e cada nota que ecoa dentro de mim não consola, apenas confirma que ainda estou aqui, inteiro por fora, em ruínas por dentro, como uma catedral abandonada onde o vento reza no lugar de Deus, e essas sombras passam por mim como se me reconhecessem, como se soubessem que pertenço ao mesmo lugar que elas, um território onde a esperança é uma palavra estrangeira e a saudade é idioma oficial, e eu caminho nesse adágio eterno com os pés feridos, carregando um coração pesado demais para ser chamado de vivo, leve demais para ser chamado de morto, apenas existindo, apenas suportando, enquanto o mundo lá fora insiste em girar como se nada estivesse quebrado, e aqui dentro tudo é escombro, tudo é noite, tudo é um piano tocado por mãos que sangram.

A música de Sergei Rachmaninoff não é apenas ouvida, é sofrida em cada terminação nervosa, uma arquitetura de dor e glória onde os concertos para piano se erguem como catedrais de um romantismo tardio e visceral. Há uma beleza quase insuportável na forma como suas notas fortes golpeiam o silêncio, não por violência, mas por uma necessidade urgente de existir, enquanto as mãos gigantescas do mestre costuram harmonias complexas que parecem traduzir o peso de uma Rússia eterna e nostálgica. É um mergulho em águas profundas e gélidas, onde a melancolia se transfigura em virtuosismo, revelando que, por trás de cada acorde denso e cada fraseado melódico que se arrasta como um suspiro de despedida, habita a alma de um homem que transformou o próprio exílio interno em uma das linguagens mais sublimes e devastadoras que o mundo já ousou escutar.

O coração é uma caixa de música quebrada que, de vez em quando, solta uma nota perfeita no meio do ruído de engrenagens emperradas. É por essa nota que eu ainda luto, por esse lampejo de harmonia que justifica todos os anos de dissonância existencial.

O ⁠Candomblé brasileiro é cultura e musica, esta é a verdade. Nos toques noturnos do Rum, Rupi, Lé e o Gan que são instrumento sagrados que dão ritmos ao candomblé. O culto sagrado que deu origem a cultura e assim deve ser tratada. Inclusa na diversidade artística e cultural brasileira.

A pintura e a música são dotes de inteligência humana em que os deuses não interferem.

O caminho da Vida tem acordes musicais: caminha-os ritmicamente e musica-te por dentro.

Eu te amei, querido, em cada estação, em cada música de amor e em cada momento de nós dois, mas amar não significa engolir todas as frustrações e lutar por tudo sozinha. Relacionamento é um ato bilateral, meu bem, e ninguém aqui é Atlas para carregar o mundo inteiro nas costas.

⁠“What’s love got to do with it?” Começou a tocar assim que liguei a TV. A música estava nas redes sociais e agora em minha TV, como se precisasse ser ouvida, compreendida, assimilada por mim e eu estivesse fugindo dela. Ela dizia para eu não pensar, para me jogar mesmo sem ter certeza do que iria acontecer amanhã. E quando é que temos certeza? Eu tenho resistido à música assim como tenho negado dar um nome para isso que eu sinto. Porque se eu der um nome se torna real. Mas o que o amor tem a ver com isso, certo? O que a paixão tem a ver? Eu só estou um pouco boba quando falo com ele e só. Eu só estou um pouco sentimental mas deve ser por causa dos remédios que estou tomando e não tem nada a ver com Tina Turner, Sade, ou em como me arrepio inteira quando as mãos dele tocam meu corpo.

A música tece como a linha, e a vida ouve como o laço; amarrando a música à vida é como um fio alinhado.

✨💞"...vêm...vêm dançar a música da vida...a gente não sabe o dia de amanhã...aproveite o hoje...se entregue...dance."💞✨

Prefiro ser uma exilada nesta época com arte, música e poesia. Não me dou por vencida.