Reflexão sobre o Acaso
“Um poema por acaso”
Sem inspiração
estou agora.
Tento alcançá-la
mas não entendo a demora.
Mal consigo pensar em algo
que me faça criar rimas.
É como querer sobrevoar
toda a américa latina.
Como é chato ser incapaz de imaginar
Isso é a faltaque a inspiração me faz passar.
Não acho um bom assunto
que combine com meus versos.
Mesmo que no mundo
exista diversos.
No final eu acabo relendo
todos aqueles meus pensamentos.
E se no início eu não tinha um tema
parece que eu criei um poema!
Por acaso eu vi sua foto
E não deu para esconder
O mais sincero sorriso
Que eu dei sem perceber
Na verdade o que sinto
É o mais puro amor...
Amor que é para sempre
Mesmo que me traga dor
Quando penso em desistir
Do nada lembro da paciência;
Que vem do amor
Mesmo na sua ausência
O que farei sem você...?
Sem o seu sorriso
Sem os seus abraços
Sem você não vivo.
AMOR
Na caminhada dessa longa estrada que se chama vida,
No acaso quantos olhares cruzam-se,
Quantos corações encontram-se,
Tocam no mesmo acorde,
Em paixão ardem.
Tempo, só o tempo dirá o quanto ira durar,
Enquanto isso porque não se permitir, e viver o que a vida possibilitou acontecer.
Na cautela de não machucar e nem se deixar ferir.
Fios de um acaso incompreensível se esticavam como cordas de piano pela minha vida, e nessa noite uma forja de fogo soldava passado e presente.
Imagine se um dia estivermos dentro de um ônibus e você por acaso deitar sobre minha perna e acabar caindo no sono e sentisse minhas mãos acariciando seus cabelos. Eu me sentiria tao feliz e talvez você sentiria o mesmo.
O Ser Humano não é uma criação do mero acaso e cada qual é detentor de uma missão importante e intransferível, seja ela qual for. Logo, não consigo anuir que tal criatura não esteja fadada a vitória.
SONETO DO LAMENTO
Quando, o acaso na má sorte vem
O lamento soluça no tal sentimento
Que maldigo o fado sem entendimento
Das lágrimas do azar que consomem
Sou tal sofredor deste encoscoramento
Que invejo o estado de quem não tem
Da bonança e fortuna dos que vão além
Descontente é o meu porte sem portento
Se a amargura é algo que me convém
É, pois, de desprezo feito meu momento
Tal quem destinado à vida com desdém
E nesta lama, enlameado é o meu contento
Pois triste é lembrar que sorte não contém
Mas sereno, tenho a Deus como fomento
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
“Nada acontece por acaso, tudo tem um propósito, uma razão de ser; quando, por exemplo, recebemos a visita inesperada de um passarinho nos agraciando com seu belo gorjear, seria isso mera obra do acaso ou um pequeno milagre de Deus?! Prefiro ficar com a última opção.”
Se por um acaso somos parte da natureza
porque se destrói a natureza,
se vivemos nesse ecossistema não o porquê dar fim em tudo só pelo bel prazer,
se tem a verdade entre as mentiras que consomem o mundo... todos tem direito de existir...
Você pode pensar que a vida humana é uma mera aventura rumo ao acaso ou uma mega viagem rumo ao extraordinário e à grandes conquistas.
Seu pensamento e seus resultados estarão sempre relacionados à visão que você tem da sua identidade pessoal.
Esses versos que aqui faço
Nunca foi por acaso
É para externar meu sentimento
Que a você tanto falo
Daria minha vida
Deixaria tudo de irrelevante para te convencer
Somente para te mostrar
O que realmente posso para ti, ser
Se Heráclito estiver correto
Tudo irá fluir
Isso me deixa contente
E me faz prosseguir
Entretanto
Obrigado pela motivação
E pelos seus gestos,
Que conquistaram o meu coração
eu gosto de como o acaso toma as rédeas às vezes eu gosto do acaso eu sento sozinha na cama e quero arrancar a página cinquenta e um do livro de faces grudadas de yasmin. não cai uma folha sequer. nenhum acidente me acontece. eu e você não estamos sentados na grama não encosto não alcanço a altura de tua testa. eu testo as lâmpadas eu testo as lâminas eu olho de canto de olho e não esbarro de novo contigo. não temo nada, mas o acaso não me persegue.
Não se entristeça se por acaso você oferecer flor a alguém e em troca receber espinho. Não são todas as pessoas que, assim como você, tem uma alma gentil e um coração em plena floração o ano inteiro.
PARA ALÉM DE UM LUGAR
Por onde tens andado?
Oh, anjo de asas douradas
Acaso, tens caminhado
Onde começa e acaba a madrugada?
Para além de um lugar tens pousado
Em que a primavera premente
Cultiva uma única flor estranha
Em que fazes teu vinho
Acre-doce, ora fino e também triste
a servires nas taças dos querubins
Que voarão sobre a terça parte da terra
E ferirão os povos nas faces, nas mãos.
Derramar-te-ás esse cálice a mim?
Oh, anjo de asas douradas
Tu tens a chave desse segredo
Em que se abre o livro do começo e do fim.
Então... Dize-me, o que é isso?
esse fim que a tudo consome
isso deve ter um nome.
