Reflexão sobre a Morte
A objetividade da vida...
Um dia depois do outro...
o perfume das flores com a primavera...
o frio que já era...
o calor que se anuncia...
a flor que virou fruto...
quem diria!!?
Um passo depois do outro...
as coisas que o amanhecer anuncia...
a noite que segue o dia
na vida não há monotonia.
A chuva a escorrer dos montes,
o hoje que vira ontem
à vida...só segue a morte...
e ninguém a isso chama falta de sorte.
Na objetividade da vida,
a morte única saída.
Vestida de preto
Vestida sempre com seu manto preto e longo, que mal permite vê os seus pés;
Sempre serena, observadora, detalhista e próxima;
Misteriosa, cheia de segredos, para a grande maioria assustadora, para poucos é descrita como muito realista e amigável;
Conhece os segredos sobre o outro lado, sabe muito bem o que existe após a linha do horizonte;
Muitos dizem que ela está por perto quando os animais começam a uivar, ou quando estamos sendo acompanhados por olhares atentos de corvos e corujas, sentimos o frio congelante que marca o começo do fim.
Ela não pede passagem, ela é a própria passagem, na maioria das vezes não pede opiniões e nem desculpas;
Já disseram por ai, que ela gosta de sussurrar ao pé do ouvido e não interessa se estão dormindo ou acordados;
Implacável, única e talvez a ultima coisa que queremos vê chegando, com seu véu preto e longo arrastando no chão.
Espelho, espelho meu!
Hoje tentei me vê na frente do espelho e me deparei com o reflexo da minha ausência, surtei ao me sentir um vampiro sucumbindo no vazio e no frio da solidão, não vi meus sonhos, não vi esperanças, não vi o meu amor.
Renascerei todos os dias até me reencontrar novamente na frente daquele espelho.
Vida ou morte, nós podemos enxergar todos os dias na frente de um espelho.
"Galguei os montes
da eternidade
estendi meus braços
Só para Ti.
Cheguei em casa
Abri a porta
E feito névoa
Desapareci..."
Lori Damm
PREMONIÇÃO
Alguma coisa mudou para sempre neste velho e obcecado mundo.
Um quê de pesar avisa que acabou para a raça humana.
Não mais outro dia, não mais esperança, não mais sopro renovador.
É hora de catar os trapos e levantar acampamento.
Para onde iremos? Só Deus sabe.
O que seremos? Só Deus dirá.
Homo Sapiens não aproveitou, não deu valor ao certo, idolatrou o errado,
E esta tristeza que varre o mundo é a intuição de que não vai haver outro dia.
Gemem tantos por dentro, gritam outros por fora.
Gargalham os loucos, dançam os frívolos e os avarentos agarram seu ouro.
Pobres choram de fome, ricos se escondem em mansões invioláveis.
Alguma coisa está se aproximando e quando esta coisa chegar,
não vai dar tempo de gemer, de gritar ou gargalhar.
Cessarão as danças e as praças estarão cheias de sapatos perdidos.
O ouro dos avarentos escorrerá por entre as mãos encarquilhadas de medo.
Insurgirá a fome e as casas invioláveis cairão por terra com um estrondo de morte.
Se estou com medo? Acho que não, apenas escrevo estas notas.
Mas lá fora, no escuro e no frio, tem alguma coisa brilhando por sobre a casa.
Tempo de partir. Não mais aqui, não mais a Terra, a Terra acabou.
Hora de ir.
Mas ir para onde? Só Deus sabe.
E o que seremos? Só Deus dirá.
(Lori Damm, 19/05/2024)
Quando eu morrer
Quando eu morrer, saberei se todas as histórias eram verdade ou mentira
Se todo mal será perdoado
Se o pó voltará a ter vida
Se todo amor será compensado.
De tempos em tempos
São apagadas uma categoria de pessoas
O que elas sentiam, o que elas pensavam
Elas
Tudo desaparecia da história
Minha categoria está no meio do caminho
Já vou adiantando o meu
Adeus Mundo
Não importa o quanto
O homem seja inteligente
O Universo sempre será mais
O que resta saber é sua função
Fico pensando,
quando tudo virar Trevas
e os Monstros tiverem torturado
todos os Heróis por uma Eternidade,
o que vão fazer
quando o Tédio dos Shinigamis
chegar?
Bem e Mau são realidades que o Mau tenta esconder e o Bem tenta revelar, embora todos geralmente têm medo do Mau e sempre o seguem, ou nunca o admitem, por sempre achar que não podem vencê-lo, embora seja muito fácil, apenas seguir o que você achar bem melhor.
A palavra do Senhor que veio a Joel, filho de Petuel.
Ouçam isto, anciãos; escutem, todos os habitantes do país. Já aconteceu algo assim nos seus dias? Ou nos dias dos seus antepassados?
Contem o que aconteceu aos seus filhos, e eles aos seus netos, e os seus netos, à geração seguinte.
O que o gafanhoto cortador deixou o gafanhoto peregrino comeu; o que o gafanhoto peregrino deixou o gafanhoto devastador comeu; o que o gafanhoto devastador deixou o gafanhoto devorador comeu.
Acordem, bêbados, e chorem! Lamentem todos vocês, bebedores de vinho; gritem por causa do vinho novo, pois ele foi tirado dos seus lábios.
Uma nação invadiu a minha terra, poderosa e inumerável; seus dentes são dentes de leão, suas presas são de leoa.
Arrasou as minhas videiras e arruinou as minhas figueiras. Arrancou-lhes a casca, e derrubou-as, deixando brancos os seus galhos.
Pranteiem como uma virgem em vestes de luto que lamenta pelo noivo da sua mocidade.
As ofertas de cereal e as ofertas derramadas foram eliminadas do templo do Senhor. Os sacerdotes, que ministram diante do Senhor, estão de luto.
Os campos estão arruinados, a terra está seca; o trigo está destruído, o vinho novo acabou, o azeite está em falta.
Desesperem-se, agricultores, chorem, produtores de vinho; fiquem aflitos pelo trigo e pela cevada, porque a colheita foi destruída.
A vinha está seca, e a figueira murchou; a romãzeira, a palmeira e a macieira, todas as árvores do campo secaram. Secou-se, mais ainda, a alegria dos homens.
Ponham vestes de luto, ó sacerdotes, e pranteiem; chorem alto, vocês que ministram perante o altar. Venham, passem a noite vestidos de luto, vocês que ministram perante o meu Deus; pois as ofertas de cereal e as ofertas derramadas foram suprimidas do templo do seu Deus.
Decretem um jejum santo; convoquem uma assembléia sagrada. Reúnam as autoridades e todos os habitantes do país no templo do Senhor, do seu Deus, e clamem ao Senhor.
Ah! Aquele dia! Sim, o dia do Senhor está próximo; como destruição poderosa da parte do Todo-poderoso, ele virá.
Não é verdade que a comida foi eliminada diante dos nossos próprios olhos, e que a alegria e a satisfação foram suprimidas, do templo do nosso Deus?
As sementes estão murchas debaixo dos torrões de terra. Os celeiros estão em ruínas, os depósitos de cereal foram derrubados, pois a colheita se perdeu.
Como está mugindo o gado! As manadas andam agitadas porque não têm pasto; até os rebanhos de ovelhas estão sendo castigados.
A ti, Senhor, eu clamo, pois o fogo devorou as pastagens e as chamas consumiram todas as árvores do campo.
Até os animais do campo clamam a ti, pois os canais de água se secaram e o fogo devorou as pastagens.
Teve um tempo, em que eu sentia dor
mas encontrava felicidade
Mas sempre vinha mais dor
Chegou um tempo que eu comecei
a não ligar mais se tinha dor
e passei a gostar dela
Muita gente ficou feliz com isto
Era o que eles queriam
Quarta feira, em cinquenta tons de cinza...
O mar ficou cinza.
A linha do horizonte, nesta manhã de quarta feira tem um fundo cinza.
A areia, confete colorido, também ficou cinza.
Passou o carnaval, e o amor de carnaval também virou cinza.
Mas, cinza não é fim de nada.
Cinza é o início em cor, como gota de orvalho, nuvem de chuva,
É tempo de espera entre o preto e o branco na cabeleira dos avós.
Foto antiga que mata saudade também é cinza.
Até o amor no cinema moderno tem tons de cinza.
E nós hoje coloridos de preto, branco, amarelo, marrom...
Seremos um dia cinzas,
Em todos os tons de cinza.
