Reflexão sobre a Morte
A morte é o encontro de todas as pessoas, com seus costumes, valores e tradições, onde suas diferenças
se anulam diante da mesma situação.
O sujeito da tristeza, sempre estará sujeito para a morte facilmente, a morte que roubou o robô da felicidade e o pensar da mente que o corpo não precisa mais de ter gratidão à ele.
O amor nunca morre de morte natural. Ele sobrevive em silêncio, esperando um detalhe bobo para despertar de novo.
Sumir não é pressa de ir embora; é o cansaço extremo de assistir à própria morte em vida no coração de quem você mais amou. Quando eu finalmente desaparecer do seu mapa, não chore pela minha ausência; chore pelo dia em que eu estava bem na sua frente, implorando em silêncio para ser visto, e você escolheu a cegueira.
O mistério do pós-morte não me assusta, desde que o destino final seja o privilégio de te conhecer de novo.
Na morte de um pai,
a memória insiste em
reconstruí-lo em detalhes,
as palavras, o sorriso,
o olhar, os gestos
— só para depois
deixá-lo partir outra vez.
A morte é a última coisa que devemos pensar, dicas do motivo?
Pois estamos atarefados demais já e temos que resolver coisas da vida antes de pensar nela e, como disse deixá-la por último.
"A ressurreição de Cristo é a certeza da vitória da vida sobre a morte,do amor sobre o ódio, e do bem sobre o mal."
As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.
Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.
Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.
Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.
Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.
A morte é a realidade mais concreta e dolorida que temos. Muitos dizem que 'vai passar', mas a verdade é que a dor nunca passa: ela se eterniza porque o amor era real e insubstituível
Seria assim tão estranho não desejar a vida?
Não desejar a morte — apenas não desejar a vida.
Talvez exista uma diferença entre essas duas coisas que raramente nos permitimos pensar.
Não falo daquele sofrimento profundo que transforma a própria existência em peso, nem da angústia de quem deseja desesperadamente desaparecer. Falo de algo mais silencioso. Mais difícil de explicar.
Uma espécie de ausência.
A vida continua, o corpo acorda, os dias passam, as pessoas chegam e vão, o mundo permanece acontecendo diante dos nossos olhos. E nós seguimos junto com ele.
Não porque tenhamos sede da vida.
Apenas porque estamos vivos.
E talvez seja estranho admitir isso em um mundo que parece exigir de nós uma paixão constante pela existência. Esperam que desejemos crescer, conquistar, amar, viajar, construir, envelhecer. Esperam planos para amanhã e motivos para levantar hoje.
Mas e quando não há esse desejo?
Quando viver não dói o suficiente para querer partir, mas também não encanta o bastante para querer permanecer?
Talvez exista um intervalo entre querer viver e querer morrer.
Um lugar quase sem nome, onde a pessoa não deseja necessariamente abandonar a existência, mas também não sente que precisa agarrar-se a ela.
Ela simplesmente continua.
Levanta porque amanheceu.
Come porque tem fome.
Trabalha porque precisa.
Sorri porque alguém sorriu.
Dorme porque o dia acabou.
E, no dia seguinte, tudo recomeça.
Talvez o mais estranho não seja isso.
Talvez o mais estranho seja a nossa necessidade de transformar toda existência em uma declaração de amor à própria vida.
Como se estar vivo exigisse entusiasmo.
Como se sobreviver tivesse que significar desejar.
Como se aquele que não sente uma profunda vontade de viver estivesse, necessariamente, quebrado.
Mas será que estamos?
Ou será que existe uma diferença entre amar a vida e simplesmente aceitá-la?
Talvez algumas pessoas atravessem determinados períodos sem encontrar na existência algo que as faça dizer “eu quero estar aqui”, mas ainda assim continuem abertas à possibilidade de que alguma coisa aconteça.
Um encontro.
Uma conversa.
Uma manhã qualquer.
Uma música.
Um lugar.
Uma pessoa.
Ou simplesmente uma versão de si mesmas que ainda não conheceram.
Talvez continuar não seja necessariamente desejar a vida.
Às vezes, continuar é apenas não fechar completamente a porta.
E talvez isso já seja alguma coisa.
Porque há dias em que viver parece uma escolha.
Em outros, parece apenas uma sequência.
E há momentos em que nem sequer sabemos se estamos escolhendo ou apenas seguindo o movimento das coisas.
Talvez a vida seja estranha justamente por isso.
Ela não nos pergunta todos os dias se queremos estar aqui.
Ela simplesmente amanhece.
E nós precisamos decidir o que fazer com mais um dia.
Talvez eu não precise sentir uma fome imensa pela existência para continuar existindo.
Talvez eu possa apenas caminhar enquanto procuro alguma razão que ainda não conheço.
E talvez, no fim, a vontade de viver não seja algo que precisamos possuir o tempo inteiro.
Talvez ela também possa ser encontrada.
Aos poucos.
No meio do caminho.
Sem promessa.
Sem certeza.
Sem nome.
Apenas aquela pequena sensação de que, apesar de ainda não saber exatamente por quê,
talvez amanhã valha a pena descobrir.
Tudo que gera segregação na espécie humana, morte e guerra por ego de capitalistas, não é palavra de Deus ou do filofoso Cristo que a representou.
Cristo era do bem comum e do amor, não do marketing e da materialidade.
Quem atira no mensageiro apenas demonstra desespero.
Se Deus é por nós, quem é contra nós?
Deus.
O código escrito do justo é observado.
Nenhuma fantasia dura mais do que a medíocre vida de seu tirano.
Deus já sublima esse planeta a 4.5 bilhões de anos.
E se o céu e o inferno não existirem após a morte? Tal hipótese convidaria a uma profunda reflexão sobre a fé dos crentes e o significado das crenças sustentadas pelas congregações religiosas. Furucuto, 2026
