Reflexão sobre a Morte

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⁠Viver é uma jornada repleta de oportunidades para celebrar a existência, enquanto a morte é o destino final que nos lembra da efemeridade de cada instante vivido.

"A morte não é o fim da história, mas o momento em que ela deixa de ser escrita por nós para ser lida por todos os que nos amaram."

"A morte não interrompe a história do espírito. Apenas fecha um capítulo do corpo."

ERRATICIDADE:
O INTERVALO SAGRADO ENTRE AS EXISTÊNCIAS. A VIDA DO ESPÍRITO APÓS A MORTE E ANTES DA REENCARNAÇÃO.
INTRODUÇÃO: A MORTE COMO TRANSIÇÃO, NÃO COMO FIM.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Na visão espírita, a morte não representa o desaparecimento da individualidade espiritual, mas apenas a libertação do Espírito dos limites temporários impostos pelo corpo físico. Ao abandonar o envoltório carnal, o ser inteligente retorna ao seu estado natural: a vida espiritual.
Entre uma encarnação e outra existe um período denominado erraticidade, conceito fundamental da Doutrina Espírita apresentado por Allan Kardec em O Livro dos Espíritos.
É importante compreender que erraticidade não significa vagar sem rumo, estar perdido ou condenado à inatividade espiritual. Ao contrário, representa uma fase dinâmica de aprendizado, reflexão, preparação e progresso.
Como esclarecem os Espíritos a Kardec:
“Os Espíritos errantes são mais ou menos felizes segundo o seu grau de adiantamento. O estado errante não é sinal de inferioridade dos Espíritos.”
(O Livro dos Espíritos, questão 224).
Portanto, a erraticidade é uma condição temporária de todos aqueles que ainda necessitam de experiências reencarnatórias para alcançar a perfeição espiritual.

O QUE É A ERRATICIDADE SEGUNDO ALLAN KARDEC?
A palavra “errante” poderia sugerir, no entendimento comum, alguém que anda sem direção. Porém, no contexto espírita, possui outro significado.
O Espírito errante é aquele que aguarda uma nova oportunidade de encarnação, permanecendo no mundo espiritual entre duas existências corporais.
Kardec esclarece que:
“A erraticidade é o intervalo entre as existências corporais.”
(O Livro dos Espíritos, questão 223).
Assim, a erraticidade não é propriamente um lugar, mas um estado de existência espiritual.
O Espírito continua vivendo, pensando, sentindo, aprendendo e relacionando-se com outros Espíritos. Ele não deixa de possuir sua personalidade, suas tendências, seus conhecimentos e suas imperfeições.
A desencarnação não transforma imediatamente um Espírito ignorante em sábio, nem um Espírito desequilibrado em perfeito. A morte física apenas muda o campo de manifestação.
Como afirma a orientação espírita:
“A morte não produz milagres.”
O Espírito leva consigo aquilo que construiu interiormente.

OS ESTÁGIOS DA ERRATICIDADE NA ÓTICA ESPÍRITA.
Embora a Codificação não estabeleça uma divisão rígida em “fases” da erraticidade, podemos compreender, através dos ensinamentos de Kardec e das obras mediúnicas posteriores, diferentes momentos que caracterizam a caminhada espiritual após a desencarnação.

1. O PERÍODO DE ADAPTAÇÃO APÓS A DESENCARNAÇÃO.
O primeiro momento é aquele em que o Espírito se desprende dos vínculos materiais.
Esse período varia profundamente conforme a condição moral e intelectual de cada indivíduo.
Um Espírito equilibrado pode despertar com serenidade, reconhecendo a continuidade da vida.
Já aquele que cultivou apego excessivo à matéria, vícios, ódio ou sentimentos inferiores pode experimentar dificuldade em compreender sua nova realidade.
Em O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta sobre a perturbação que segue à morte:
Questão 163:
“A alma tem consciência de si mesma imediatamente depois de deixar o corpo?”
A resposta espiritual demonstra que existe um período de adaptação:
“A alma passa algum tempo em estado de perturbação.”
Essa perturbação não é uma punição divina, mas uma consequência natural da transição.

2. O MOMENTO DE REFLEXÃO E RECONHECIMENTO.
Após a adaptação, o Espírito começa a perceber com maior clareza sua própria realidade.
Muitos relatos espirituais descrevem esse momento como uma avaliação da existência anterior.
O Espírito compreende:
as oportunidades aproveitadas;
os erros cometidos;
os sentimentos cultivados;
os compromissos assumidos;
as necessidades de renovação.
A consciência torna-se o grande tribunal interior.
Não existe condenação arbitrária, mas a compreensão das próprias escolhas.
Como ensina O Evangelho Segundo o Espiritismo, a responsabilidade moral acompanha o Espírito além da morte:
“O homem sofre sempre a consequência de suas faltas; não há uma só infração à lei de Deus que não tenha sua punição natural.”

3. O ESTÁGIO DE APRENDIZADO E TRABALHO ESPIRITUAL.
A erraticidade é também um período de estudo.
Segundo a Doutrina Espírita, os Espíritos podem adquirir conhecimentos, desenvolver virtudes e preparar-se para novas experiências.
A questão 227 de O Livro dos Espíritos esclarece:
“De que modo se instruem os Espíritos errantes?”
Resposta:
“Estudando o seu passado e procurando meios de se elevarem.”
O Espírito não permanece parado. A vida espiritual é uma continuidade educativa.
Nas obras complementares, especialmente na série atribuída ao Espírito André Luiz, encontramos descrições de comunidades espirituais organizadas, onde existem atividades de auxílio, estudo, tratamento e preparação.
A obra Nosso Lar, psicografada por Francisco Cândido Xavier, apresenta uma visão de uma colônia espiritual onde Espíritos em recuperação trabalham e aprendem antes de novas experiências.

4. O PLANEJAMENTO REENCARNATÓRIO.
A erraticidade culmina na preparação para uma nova existência corporal.
A reencarnação não seria, segundo a visão espírita, um acontecimento aleatório, mas uma oportunidade educativa.
O Espírito, auxiliado por benfeitores espirituais, analisaria suas necessidades evolutivas e as experiências capazes de favorecer seu progresso.
A questão 258 de O Livro dos Espíritos aborda a escolha das provas:
“Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá durante a vida?”
A resposta indica que o Espírito pode entrever suas necessidades e participar das escolhas relacionadas à nova jornada.

O TEMPO NA ERRATICIDADE.
Analisando uma das características mais profundas desse conceito é a relatividade do tempo espiritual.
Não existe uma duração fixa.
Um Espírito pode permanecer pouco tempo ou muitos séculos antes de uma nova encarnação.
Tudo depende:
do seu desejo de progresso;
do seu preparo;
das necessidades evolutivas;
das oportunidades disponíveis.
O Espírito superior pode desejar retornar rapidamente para auxiliar.
O Espírito ainda preso às imperfeições pode retardar sua renovação por resistência própria.

ERRATICIDADE NÃO É INFERIORIDADE ESPIRITUAL.
Um dos equívocos mais comuns é imaginar que “Espírito errante” significa Espírito atrasado.
Kardec esclarece que todos os Espíritos que ainda não atingiram a perfeição encontram-se na erraticidade.
Inclusive Espíritos elevados podem estar nessa condição.
Somente os Espíritos puros, completamente depurados, não necessitam mais de encarnações.
A erraticidade é, portanto, uma etapa universal da evolução.

A GRANDE LIÇÃO DA ERRATICIDADE.
O estudo da erraticidade oferece uma profunda reflexão moral:
A vida não termina no túmulo.
Cada pensamento, sentimento e atitude constrói a realidade espiritual futura.
O Espírito não foge de si mesmo.
Ele leva consigo:
sua consciência;
seus valores;
seus conhecimentos;
suas imperfeições;
suas conquistas.
A erraticidade revela a justiça e a misericórdia divinas: nenhum esforço sincero se perde e nenhuma criatura está condenada eternamente ao sofrimento.
A evolução é uma lei universal.
CONCLUSÃO.
A erraticidade, segundo o Espiritismo, é uma escola entre duas existências. Não é abandono, vazio ou espera passiva, mas uma etapa viva da caminhada espiritual.
Entre a morte e o renascimento, o Espírito aprende, trabalha, reflete e prepara-se para novas experiências.
A compreensão desse período amplia a responsabilidade humana, pois demonstra que a existência terrestre é apenas um capítulo de uma história muito maior: a longa ascensão do Espírito rumo à perfeição.
FONTES CONSULTADAS:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Paris, 1857. Questões 100 a 113; 223 a 263.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Paris, 1864.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Paris, 1865.
KARDEC, Allan. A Gênese. Paris, 1868.
XAVIER, Francisco Cândido (pelo Espírito André Luiz). Nosso Lar. FEB, 1944.
XAVIER, Francisco Cândido (pelo Espírito Emmanuel). Roteiro. FEB, 1952.
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A morte precoce de Bruce Lee, o Pequeno Dragão, aos 32 anos, em 20 de julho de 1973, foi resultado da busca incansável pela perfeição. 🐉

É na hora da morte que a alma do corrupto é julgada e lançada no inferno por Deus, o Justo Juiz. ⚖️
📖 Hebreus 9:27; Salmos 9:17

A melhor defesa pessoal é evitar o confronto. Mas, se a escolha for entre a vida e a morte, defenda a sua vida. 👊

Após a morte, o espírito do ser humano sai sem forma e consciente de si mesmo.


📖 2 Coríntios 5:8

"A vida é o dia, a morte é a noite"

Cinco coisas que a morte não terá de mim:


Minha presença,
Meus pêsames,
Minhas lágrimas,
Meu luto,
Meu adeus.


Afinal, a morte é pura ilusão.

⁠A morte de alguém se entrelaçam no passado e no futuro. O passado traz recordações e o futuro a saudade, somente o presente nos traz a dor e o luto ardente.

⁠A realidade da morte, como sua iminência e inevitabilidade, torna o homem refém do desconhecido, do transcendente, de uma força maior.

"A morte apenas remove o véu; no epílogo da vida, a verdade nos expõe exatamente como fomos."

A morte do artista não é a morte da sua arte.

A morte pode por fim, mas a arte é nosso guia no alvorecer do novo dia.

A morte da tolerância é se valorizar e sair quando o respeito não está sendo ofertado.
Não existe presença de Deus em opções.

A morte de um ser humano, por principio moral da vida, nunca deve ser celebrada. Muitas das vezes, em nome da justiça e da humanidade, ela pode até ser necessária mas nunca deve ser festejada. Afinal todos que estão devidamente ou indevidamente nesta dimensão, por vida estão aqui para evoluir e se transformarem mas se não evoluem, prestaram contas da desobediência ao Altíssimo, o infinito Criador.

A historia de Santa Sara Kali, mais comum é que após a morte de Jesus, os romanos colocaram em um barco sem remos e sem direção, como uma forma de condenação a morte eram elas Maria Magdalena, Maria Salomé e Maria de Cleofás e a serva egípcia Sara, durante a viagem no meio da turbulência do mar, Sara tirou o lenço azul da cabeça e fez uma promessa a Deus, se elas fossem salvas ela Sara usaria aquele lenço por toda sua vida. Logo após seu pedido o mar se acalmou e chegaram ao sul da França. As três Marias, foram as colinas para levar a palavra e os ensinamentos do mestre, enquanto Sara permaneceu na planície, durante sua jornada deparou com um grupo de ciganos, onde foi acolhida e aprendeu toda sua cultura. Ela não foi canonizada pela Igreja em 1712 como muitos afirmam.

Escrevo sob corpos. Cada música é uma morte. Em todas, eu sou a vítima, deixando sobre o chão o meu próprio cadáver. Renasço como uma vampira, e sugo o meu próprio sangue para fazer da dor uma nova arte, enquanto gasto todas as minhas vidas, até que chegue o dia onde sol me queime, e não me deixe mais voltar a abrir os olhos. Quando terei escrito a última poesia, a última música e o último poema. Quando finalmente a dor cessará e não terei mais que morrer para me manter viva.
- Marcela Lobato

“Confundir um leão com um cachorro é como brincar com a morte achando que é só diversão.”