Reflexão sobre a Morte

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“A morte do falso eu não destrói a alma; apenas retira do ego o trono que nunca lhe pertenceu.”
Do livro O Espelho da Alma Livre — Amor, Consciência e Dissolução do Ego no Silêncio Divino, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Ainda aqui
por Sariel Oliveira

Eu já vi a morte levar gente demais de mim.
Gente que eu amava, que eu queria perto,
gente que eu achava que ainda tinha tempo.

E não teve.

A morte não dá aviso,
não dá chance de preparar o coração.
Ela só vem… e tira.

E depois disso, alguma coisa muda dentro da gente.

Hoje, eu prefiro que as pessoas se afastem.
Prefiro ver de longe, mesmo que doa.
Prefiro saber que estão vivendo, sorrindo, seguindo a vida…
mesmo que não seja comigo.

Porque a distância machuca,
mas não destrói do jeito que a morte destrói.

A morte não deixa escolha.
Não deixa caminho de volta.
Não deixa nem um “e se”.

Então, se for pra perder…
que seja pra vida.

Que seja vendo de longe,
que seja em silêncio,
mas sabendo que ainda estão aqui,
em algum lugar do mundo.

Porque no fundo…
o que mais dói não é a distância.

É a certeza de que nunca mais vai existir nem a chance de estar perto de novo.

So começamos a gostar da vida, depois que paramos de temer a morte

⁠A ignorância é tão perigosa que pode levar o indivíduo à morte.

Em um mundo de tanta desigualdade existe algo que conecta todo ser humano ( A MORTE ). Ela é a única certeza que temos na vida e que não escolhe quem irá abraçar, todos provaram do seu sabor.

Se Elias tivesse mantido os olhos apenas em Deus, teria pedido a morte debaixo de uma árvore por causa das ameaças de Jezabel? A depressão nasce quando a pressão das circunstâncias sufoca a esperança, e o medo começa a falar mais alto que a fé. O profeta que fez fogo descer do céu agora tremia sozinho numa caverna, porque até homens usados por Deus podem desmoronar quando a alma perde forças para confiar.

A vida é apenas a forma que a morte encontrou de nos ensinar a sentir.

Tudo na vida é morte, mas há quem morra devagar, tentando ainda viver um pouco mais.

Tudo na vida é morte – só muda o tempo em que ela chega.

"A morte traz paz, a dor é o preço de quem vive."

Sobre a morte Jalison santos disse"
"A morte é a tempestade que eu não posso evitar e muito menos adianta lá, a única coisa que eu posso fazer é comprar um cobertor pois quando ela chegar estarei preparado."

O meu destino está comprido, a morte foi apenas a certeza de que eu consegui.

A humanidade carrega o peso da morte.

⁠O primeiro dia após a morte
É vago, vácuo, vazio e ócio.
Pois a insatisfação, a tristeza, a dor e o esmorecimento promove a prostração.
0 primeiro dia após a morte
É também o primeiro passo à depressão.
A nostalgia e a angústia causam o dissabor
E incitam a consternação.
A amargura é fruto do
padecimento
Do luto, do infortúnio
E da mortificação.
O primeiro dia após a morte
É sim, um dia de aflição
Da pena , do pesar e da inquietação.
O primeiro dia após a morte !
É dia da infinidade sem fim;
É sempiterno.

04032018

JÓIAS DEVOLVIDAS.
Do livro: Quem Tem Medo da Morte?
de Richard Simonetti.
“Jóias Devolvidas” é um dos contos mais conhecidos e emocionalmente penetrantes da literatura espírita contemporânea. A narrativa apresenta uma reflexão profunda sobre o apego humano, a transitoriedade da matéria e a verdadeira natureza dos vínculos afetivos sob a perspectiva da Doutrina Espírita.
O enredo gira em torno de uma mulher que perde prematuramente os filhos e mergulha numa dor devastadora. Revoltada contra Deus e incapaz de aceitar o sofrimento, ela procura um sábio homem espiritual em busca de explicações. Esperava consolo imediato, talvez alguma fórmula para anestesiar a própria angústia. Entretanto, recebe uma comparação inesperada.
O mentor lhe pergunta se ela possuía jóias valiosas guardadas em casa. A mulher responde que sim. Então ele questiona:
“Se alguém lhe emprestasse jóias preciosas durante alguns anos e depois viesse buscá-las, você acusaria essa pessoa de roubo?”
A mulher responde negativamente, afirmando que aquilo que é emprestado continua pertencendo ao verdadeiro dono.
É nesse instante que surge o núcleo filosófico do conto.
O sábio explica que os filhos não pertencem aos pais em sentido absoluto. São Espíritos imortais confiados temporariamente ao cuidado da família terrestre. Deus os concede por empréstimo sublime para que haja aprendizado, reencontro, reparação e amor. Quando regressam ao plano espiritual, as “jóias” são apenas devolvidas ao verdadeiro proprietário da Vida.
A alegoria é profundamente coerente com os princípios espíritas sobre reencarnação e sobrevivência da alma. Segundo O Evangelho segundo o Espiritismo, os laços familiares transcendem o túmulo, e a morte física não rompe os vínculos do afeto legítimo. O corpo perece, porém o Espírito continua sua jornada evolutiva.
O conto não banaliza a dor materna nem reduz o luto a um discurso frio de resignação. Pelo contrário. Richard Simonetti trabalha a dimensão psicológica da perda mostrando que o sofrimento nasce, muitas vezes, da ilusão de posse. O ser humano acostuma-se a dizer “meu filho”, “minha esposa”, “meu pai”, como se as almas fossem propriedades definitivas. O Espiritismo, entretanto, ensina que ninguém possui ninguém. Todos são companheiros temporários na travessia terrestre.
Há também um aspecto moral extremamente elevado na narrativa. A maternidade e a paternidade aparecem como missões espirituais e não como direitos absolutos. Os pais são administradores de consciências em formação, responsáveis por oferecer amor, orientação ética e amparo moral enquanto durar a experiência encarnatória.
Sob prisma psicológico, o conto toca numa das maiores angústias humanas: o medo da separação. A perda física parece insuportável porque a consciência materialista encara a morte como extinção. Já a visão espírita modifica radicalmente essa percepção. A ausência transforma-se em distância temporária. O túmulo deixa de representar destruição definitiva e passa a simbolizar apenas mudança de estado existencial.
A força do texto reside justamente na simplicidade simbólica da metáfora. As jóias representam aquilo que mais amamos. E quanto mais valiosas, menos realmente nos pertencem. O amor verdadeiro não aprisiona, não reivindica posse e não exige permanência eterna na matéria. Ama sabendo libertar.
O conto também dialoga profundamente com a questão 934 de O Livro dos Espíritos, quando se discute por que criaturas boas sofrem tanto na Terra. A resposta espírita demonstra que as provas dolorosas frequentemente possuem finalidade educativa, expiatória e evolutiva. Muitas vezes, reencontros familiares são breves porque certas almas necessitam apenas de pequeno contato regenerador antes de retornarem ao mundo espiritual.
Richard Simonetti consegue transformar uma reflexão doutrinária em experiência emocional. Não escreve apenas para instruir intelectualmente, mas para tocar regiões profundas da alma humana. Seu conto convida o leitor a substituir revolta por entendimento, desespero por esperança e posse por gratidão.
A verdadeira tragédia não é devolver as jóias ao Céu. A verdadeira tragédia seria jamais ter recebido seu brilho por um único instante sequer.

Fontes:
Quem Tem Medo da Morte?
O Livro dos Espíritos.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
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Viver em função de uma causa perdida, é viver como um refém, e isso, é pior que a morte.

A morte é a transferência de um sonho.

Pastores prometem o paraíso depois da morte, enquanto vivem o deles aqui na Terra às custas do dinheiro e dos corpos dos fiéis.

O sofrimento não me fez melhor. A morte não me ensinou nada. O caos não tem lição. Qualquer narrativa contrária é autoengano.

Se deus existisse na minha vida, eu saberia. Mas nunca fui feliz, só vi dor, morte e caos.