Reflexão de Solidão
Em meio à escuridão que me envolvia, à tristeza que me oprimia e à solidão que me acompanhava, eu despertei para a minha própria importância. Pois, naquele momento, percebi que ninguém estava lá para me salvar, apenas eu mesmo.
"Na solidão do tempo, vamos aprendendo a conviver com empecilhos diários, criando paciência e resistência. Assim sendo, cria-se esperanças, foca-se em objetivos e também aguarda-se as voltas da vida, para que sejamos surpreendidos"
E se eu falar sobre rosas, desejos e afetos.
E se eu falar de cuidado, destreza e solidão.
E se eu falar do poder, do alto, do chão.
Talvez eu não falasse, só o vivesse, por merecimento.
Roseie-se de espinhos, se for com amor-próprio.
Kelly Batista
São os extremos que apavoram. O medo do fracasso pode ser apenas uma ilusão.
A solidão é o espelho do amor próprio e o desespero pode não ser a retratação da face que tanto espera ter.
Com fé e determinação podemos alcançar o ápice do sucesso pessoal que nada mais é do que um extremo.
Quem não desafia a busca do real conhecimento jamais apreciará a razão verdadeira de viver.
Solidão é o momento em que nos deparamos de frente conosco mesmos. É um instante de introspecção, de silêncio e reflexão. Na solidão, temos a oportunidade de nos conhecer profundamente, de explorar nossos pensamentos, desejos e medos. É nesse encontro solitário que descobrimos nossa verdadeira essência e encontramos respostas para nossas inquietações. Portanto, abrace a solidão como um período de autodescoberta e crescimento. Aprenda a apreciar a sua própria companhia e transforme esses momentos em uma oportunidade de amor-próprio e autocuidado.
No meio do oceano, na escuridão e absoluta solidão, não um farol ou holofote, mas a centelha e ignição de simples palito de fósforo no longínquo horizonte, será um raio de luz de incomensurável esperança, de vida e nova vida. Portanto, é momento de ficar atento, pois chegada do novo ano sempre trás, um abençoado palito de fósforo.
Sou a solidão
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Sou os dias longos, os crepúsculos desolados, as noites sem fim,
as madrugadas tediosas e as auroras sem glamour...
Enfim, sou a solidão.
Meu silêncio é um grito de socorro
Minhas lágrimas são solidão
Meus sonhos são feitos de espinhos
Minha realidade é só escuridão.
Me tornei folha ao vento,
sem rumo e sem destino.
Que desatino - de homem a menino
No endereço de todos os perdidos:
Avenida dos Desesperados,
número zero à esquerda.
Foi quando vivi momentos de solidão e pensei estar abandonado, que descobri a segurança da fé no Criador.
Da solidão eu tiro a minha criatividade; da perseguição a minha firmeza na fé; da leitura na Bíblia a minha sabedoria e da fidelidade em Cristo a minha esperança de entrar na vida eterna.
Minha história é isso, uma colcha de retalhos emocionais onde fé, dor, memória, solidão e lucidez coexistem como os fios que sustentam uma alma ferida, mas viva.
A solidão pode ser a cura de vários males. No isolamento forçado pelos leitos de hospital, encontrei uma retidão brutal, sem distrações, minha mente enfrentou cada trauma sem disfarces. Foi nesse vazio que reconheci o valor de estar só, lá, sem máscaras, pude confrontar o que me assombrava e, por um breve momento, aprender a me reconstruir sem a influência corrosiva dos olhares alheios.
Nasci sozinho e morrerei assim.
A solidão não é escolha, mas estado de fato, quando o corpo abandona sua plenitude e a mente se isola em labirintos de dor, estar só se torna destino inevitável. No entanto, essa solidão não me define completamente, é apenas o pano de fundo contra o qual tento colorir minha existência com versos e memórias que ecoam além do vazio.
Houve momentos em que um abraço era tudo que eu precisava… mas ninguém estava lá. A solidão se torna um grito mudo, um vazio que aperta o peito, quando o corpo implora por calor e só recebe o frio implacável das paredes gélidas. Nessas horas, a ausência do toque se torna tortura, e o abraço que nunca veio rasga ainda mais a minha alma já despedaçada.
Mesmo cercado de vozes, às vezes sou só silêncio. Aprendi que a solidão não mora na falta de pessoas, mas no espaço invisível entre o que sinto e o que o mundo enxerga. Há dias em que sou multidão por fora e deserto por dentro, mas ainda assim, sigo procurando um olhar, um gesto simples, que me alcance além das palavras.
Dias de alegria e dias de solidão. Nos de solidão, parece que com a tristeza estão em concubinato, os velhos amigos não atendem o telefone, os lugares conhecidos estão vazios e a vida perde a pouca graça que ainda tem. Respire fundo e siga em direção do não conhecido, quem sabe aparece outro triste por lá.
A solidão é cada vez mais obvia e o silencio minha constante oração, pelos idiotas e mesquinhos que se acham espertos ao longo dos caminhos.
