Reflexão Bíblica
Explicando o que não é a presciência Bíblica e Ortodoxa para calvinistas desonestos e alguns Arminianos desinformados: A presciência não é consultar e nem prever um futuro, pois Deus já sabe de antemão; portanto, não há nada para consultar ou prever. Se Deus consulta ou faz previsão de um futuro, Ele está absorvendo informação desse futuro, e isso é progressão de conhecimento, então, Deus não seria Onisciente por natureza, mas teria adquirido isso, o que seria um ataque a Sua Onisciência.
Se quisermos discernir entre o que é uma doutrina Bíblica (Ortodoxa) e uma doutrina não Bíblica (heterodoxa) é imprescindível que voltemos às fontes (Escrituras e Patrística até o III Século).
Uma igreja Bíblica nunca blindará a instituição ou líder que errou em detrimento daqueles que sofreram os abusos nessa instituição. Essa igreja não tentará esconder os abusos que ocorreram ou ocorrem dentro dela para blindar os agressores, sejam eles quem forem.
Em uma igreja Bíblica e Ortodoxa, não se faz malabarismos e cambalhotas dos textos bíblicos para que eles se harmonizem com uma doutrina denominacional. Já em uma igreja não bíblica e heterodoxa, a lealdade à doutrina denominacional, aos catecismos e aos falsos mestres, tem precedência a Escritura e a Ortodoxia.
A Adoração Bíblica
Algumas pessoas ainda não entenderam algumas coisas acerca da adoração e do culto que agrada a Deus!
A adoração e o culto não tem nada a ver com a música, com os instrumentos, com as técnicas, com as luzes ou com o estilo musical!
Deus não ama a música, Deus não ama o som, Deus não ama a voz, Deus ama o adorador. Deus ama a pessoa que se dispôs a adora-lo. O que Deus observa é coração limpo de quem está emitindo o som, a alma rendida de quem está tocando o instrumento.
Por isso Deus não aceitou a oferta de Caim, pois seu coração era maligno (Gênesis 4.1-7; 1ª João 3.12); por isso Deus não aceitou o culto, os cânticos e as ofertas do povo de Israel (Amós 5.21-27); por isso Jesus disse que temos que nos reconciliar com o próximo antes de oferecermos qualquer oferta em um culto a Deus (Mateus 5.23-24).
Temos que entender de uma vez por todas que Deus não ama a música, Deus não ama a oferta, Deus ama o adorador, Deus ama pessoas. Deus é atraído pelo coração do adorador!
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Resuminho:
A santificação bíblica é um processo que já aconteceu (Posicional 1° Co 6-11),
está acontecendo(Progressiva
2° Co 7.1), e ainda vai acontecer (Definitiva 1° Co 15.52-53).
Alguns pontos porque uma Igreja que NÃO é Bíblica
funciona, mas não se move no Propósito de Deus:
Se não há Bíblia, não exortação;
Se não há exortação, não há correção;
Se não há correção o pecado continua;
Se o pecado continua, ele se torna em um estilo de vida e não é repelido;
Se o pecado se torna em estilo de vida, teremos uma igreja onde não há convertidos;
Se não há conversão não haverá santidade;
Se não há santificação, não existe salvação.
Uma das verdades mais comoventes da doutrina Bíblica é que Deus, apesar de tudo poder fazer, espera que o homem faça o que pode e ore por aquilo que não pode, mesmo sendo o seu poder algo tão pequeno desde a criação, e mais enfraquecido ainda depois da queda. Não há nada mais agradável a Deus do que ver o homem fazendo, com muita dificuldade, o pouco que pode fazer. É absolutamente impossível, na ordem atual de coisas, que Deus negue maior auxílio a quem se esforça para fazer o que pode. Portanto, não desista: a tua pouca força e o teu pouco fazer não são invisíveis para Deus. Deus nunca nos pede o impossível; e se um dia nos pedir, não é senão porque já nos garantiu o auxílio suficiente para que possamos fazê-lo.
Definição de Inspiração Bíblica:
“Inspiração é a revelação de Deus comunicada por meio de escritores humanos que usaram suas próprias mentes, suas próprias palavras, suas experiências e vocabulário; porém, Deus, de forma soberana, organizou suas vidas, pensamentos e escolhas de tal maneira que as palavras que eles livremente escreveram eram exatamente aquelas que Ele, desde a eternidade, determinara para comunicar Suas verdades.”
Coronavírus ou COVID-19, pense como for, peste descrita na bíblica sim senhor; vai ficar para história, mas vai passar, por que aqui no mundo, tudo é passageiro, não tenho nem que te provar, o nosso povo vai vencer, pode ter certeza, tudo vai ficar beleza, por que o justo vive pela fé, vc e eu venceremos essa de pé.
O BOM PASTOR, A COLHEITA E O TRABALHADOR FIEL.
UMA LEITURA BÍBLICA À LUZ DA CODIFICAÇÃO ESPÍRITA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A expressão “Eu sou o bom pastor” situa-se no âmago da pedagogia moral do Cristo e encontra-se no Evangelho segundo João, capítulo 10, versículos 11, 14 e 15. Nela, Jesus não apenas se apresenta como guia espiritual, mas estabelece uma analogia viva entre o cuidado do pastor e a responsabilidade moral daquele que conduz consciências. O bom pastor conhece as suas ovelhas, vela por elas, antecipa perigos e, sobretudo, sacrifica-se quando necessário. Trata-se de um modelo de autoridade que não domina, mas serve, não explora, mas protege.
À luz do Espiritismo, essa imagem adquire densidade ainda maior. O pastor representa o Espírito que, já mais consciente da lei divina, assume compromisso com os que ainda caminham em graus iniciais de entendimento. Essa função não se confunde com privilégio, mas com dever, pois quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade moral. Tal princípio encontra respaldo em “O Livro dos Espíritos”, questões 614 a 621, quando se ensina que a lei de Deus se resume na prática do bem e que o homem responde pelo uso que faz do que lhe foi confiado.
Quando Jesus afirma “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos”, conforme o Evangelho segundo Mateus, capítulo 9, versículo 37, Ele desloca o olhar do indivíduo isolado para o campo coletivo da humanidade. A colheita simboliza o momento espiritual da Terra, madura para receber o ensino moral, enquanto os trabalhadores representam aqueles que se dispõem ao serviço desinteressado do bem. A escassez não é de recursos, mas de consciências verdadeiramente comprometidas.
Surge, então, a questão central. O que ocorre quando aquele que deseja servir ao Cristo com retidão não aproveita os ensejos oferecidos pelas analogias evangélicas. Aqui se impõe a enumeração das comparações utilizadas por Jesus, todas convergindo para a responsabilidade do servidor fiel.
Primeiramente, a analogia do pastor e das ovelhas ensina vigilância, cuidado e renúncia pessoal. Em seguida, a analogia da colheita remete à urgência do trabalho, pois o tempo oportuno não se repete indefinidamente. A parábola do trabalhador fiel e prudente, presente em Mateus capítulo 24 versículos 45 a 47 e em Lucas capítulo 12 versículos 42 a 46, reforça a ideia da constância no dever, mesmo na ausência aparente do senhor. Já a advertência “Dá conta da tua administração”, registrada em Lucas capítulo 16 versículo 2, amplia o sentido da prestação de contas para todos os recursos morais e espirituais confiados ao Espírito.
A imagem do sal da terra, exposta em Mateus capítulo 5 versículo 13, introduz uma analogia de natureza profundamente ética. O sal conserva, dá sabor e impede a corrupção. Quando perde suas propriedades, torna-se inútil. Sob o prisma espírita, isso significa que o conhecimento espiritual sem aplicação prática degenera em estagnação moral. Tal ensinamento é confirmado em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, capítulo 17, item 4, ao afirmar que o verdadeiro espírita reconhece-se pela sua transformação moral e pelo esforço que faz para domar suas más inclinações.
A própria formação natural do sal oferece uma lição silenciosa. Os depósitos salinos resultam de processos lentos e graduais, decorrentes da dissolução das rochas ao longo de milhões de anos. Essa lei natural do tempo e da maturação espelha o princípio da evolução progressiva dos Espíritos, exposto em “O Livro dos Espíritos”, questões 114 e 115, segundo as quais os Espíritos não são criados iguais em adiantamento, mas destinados a alcançar a perfeição por esforço próprio e sucessivas experiências.
No contexto hebraico antigo, o sal simbolizava aliança, fidelidade e compromisso moral. Toda oferta deveria ser temperada com sal, conforme Levítico capítulo 2 versículo 13, representando a incorruptibilidade do pacto com Deus. A chamada aliança de sal, mencionada em Números capítulo 18 versículo 19, reafirma a estabilidade da lei divina, que não se altera, mas se revela progressivamente à consciência humana. Essa permanência da lei moral encontra eco em “O Livro dos Espíritos”, questão 617, quando se ensina que a lei de Deus é eterna e imutável em seu princípio.
A parábola dos trabalhadores da última hora, narrada em Mateus capítulo 20 versículos 1 a 16, dissipa a falsa ideia de injustiça divina. O trabalhador não estava fora do campo, aguardava durante todo o dia no local de contratação diária, mas aguardava oportunidade que embora parecidamente tardia ela lhe chegou e ele fiel foi realizá-la. Segundo “O Evangelho segundo o Espiritismo”, capítulo 20, item 5, Deus considera a intenção reta e o esforço sincero, e não apenas a duração aparente do serviço. Cada Espírito é chamado segundo seu grau de adiantamento, sem privilégios arbitrários.
Entretanto, muitos trabalhadores, embora aptos, não são ou não se deixam aproveitar no momento da colheita. Por temor, orgulho ou apego a conveniências pessoais ou de daqueles que deviam mesmo lhes impulsionar onde mourejam , assim ambos acabam por comprometerem a própria tarefa. Assim, não é a ausência de capacidade que os inutiliza, mas a resistência moral, tal como o sal que perde o sabor por influência externa. Reflexões análogas encontram-se na “Revista Espírita”, ao tratar da responsabilidade individual e da influência moral dos Espíritos.
A formação da pérola, fruto de longa e silenciosa elaboração, oferece outra analogia instrutiva. Assim como ela não se produz instantaneamente, o Espírito não se aperfeiçoa em uma única existência. Esse princípio está claramente estabelecido em “O Livro dos Espíritos”, questões 132 e 167, ao tratar da finalidade da encarnação e da pluralidade das existências. Nada se perde do que pertence ao Espírito, pois as conquistas morais são patrimônio intransferível, conforme ensina “O Céu e o Inferno”, primeira parte, capítulo 7.
Dessa forma, o ensinamento “Vós sois o sal da terra” não se reduz a figura retórica. Ele convoca cada consciência à fidelidade prática ao bem, à coerência entre saber e agir, e à perseverança no serviço. O sal salga por natureza, assim como o bem se manifesta espontaneamente quando o Espírito se encontra afinado com a lei divina, mediante a reforma íntima contínua.
Assim compreendido, o Evangelho redivivo apresenta-se como chamado permanente ao trabalho consciente, no qual cada analogia de Jesus se converte em espelho moral. A colheita prossegue, os campos permanecem vastos, e o convite ao serviço fiel ecoa através dos séculos, conduzindo o Espírito, passo a passo, à sua elevação moral e à realização plena do destino que lhe cabe na ordem divina da vida espiritual.
