Referência
Quanto mais conhecimento, intelectualidade e valores de referência tu tens, mais difícil fica entender que 1+1 é apenas 2. Esse é o preço que pagas pela busca daquilo que no final pode ser só teu e de mais ninguém, embora contigo também acabará. Se perder o equilíbrio nesta busca, só terá mais dúvidas, será mais triste e viverá na prisão de tua própria arrogância, prepotência, verdadeira ignorância e a falta de fé.
Todos devem ser medidos pelo seu próprio esforço e individual evolução, não por uma referência genérica e global, pois na individualidade há transformações em uns que deixam outros certos, ainda errados.
REFERÊNCIA
E se o feio não for feio
E se o bonito não for bonito
É uma questão de prisma
De ângulo
Olhe o que vem de dentro pra fora
Não o que vai de fora pra dentro
Quando se perde o controle
Todo mundo é sincero
Na hora da raiva
Fale pouco e magoe menos
Mary had a little lamb
Isso quando criança
Na adolescência se encantou com um jumento
Mas só uma questão de sentimento
Nada de fora pra dentro
Nesse caso o bonito é bonito
E o feio pastava e zurrava poesia
A beleza da natureza não escolhe ângulo
Mas não esquece, é referência
O feio gosta de funk
E o belo canta bolero e dança tango
A NOITE
Fica de sobreaviso: a lua é uma referência, mas toda a nostalgia, as desilusões, todas as agruras, todas as tristezas então se acentuam; mas especificamente pode não ser essa coisa física, essa metáfora vai muito além de um céu estrelado, penumbra e todas as características que envolvem a noite.
Genilse carrega um saco nas costas; garrafas pet e latinhas, atravessa; a praça e diante da torre do relógio, para e constata meia noite; diante da igreja se benze como se ainda atendesse aqueles temores cristãos que um dia lhe foram ensinados; naquela selva, "amai-vos uns aos outros" parecia algo impossível de se praticar. Ali entre os galhos do velho oitizeiro guardava um colchonete e uns molambos com os quais se cobria; "morava" sob uma marquise onde durante o dia funciona um restaurante, onde sempre lhe sobrava um resto de comida que lhe era entregue por um velho cozinheiro; ali, de uma forma ou de outra ela funcionava como uma espécie de vigia, num momento em que o ser humano perde suas referencias de ser humano e o único laço que os uni é o medo. passará pela cabeça de alguns, ou de muitos, naquele momento crucial do último suspiro em que pensarão; "até que enfim, o
fim dessa eternidade, enfim a morte". temor, pânico e ansiedade é o preço para esse alívio, essa é a noite subjetiva de cada um; a droga é o elo, por paradoxal que possa parecer, a tornar naquele espaço, harmoniosa e suportável psicologicamente essa pressão.
Uma criança correndo em suas lembranças, muitos abraços, beijos, muitos momentos de paz; uma referencia que se perde quase imperceptivelmente e assim se vão o zelo, o cuidado, o carinho, a palavra doce; tudo isso é parte do lado iluminado da vida, o que não é iluminado é penumbra; e quem saberá lidar com suas armadilhas. Genilse tinha uma luz no fim do túnel, naquele momento raríssimo de privacidade, quando estendia seu colchonete, depois de uma breve oração, tirava de uma velha carteira, uma foto três por quatro de uma criança com a pureza dos seus primeiros anos; seu sorriso era um farol iluminando toda aquela noite densa que era sua vida. Era fato corriqueiro e naquela noite era o corpo de Genilse morto; ao seu lado, uma marmita com restos de comida, migalhas pelo chão e uma foto três por quatro de tudo o que era referência de luz. muitos olhavam enquanto o IML fazia o seu trabalho... Genilse vivia imaginando aquela cena de tanto vê-la acontecendo com os outros; imaginara aquela cena, aquilo jamais acontecera, não consigo. Vira muitos morrendo por uma marmita, um pedaço de pão, por qualquer discussão fútil e banal. Naquela noite discutira com outra garota por espaço, pela marmita, acabara dividindo-a mas então decidiu: pegaria o corujão que lhe levaria de volta à Vila Norma; e assim o fez. Três anos depois voltara à praça, agora a passeio com Maria Eugênia, a filha, criada pela avó, agora com sete anos; acenou para alguns entrou na Igreja, rezou e pediu forças aquele ser superior que certamente lhe salvou de muitas mazelas; foi até o restaurante comeu um sanduíche com a filha, agradeceu ao velho cozinheiro e saiu, olhou o velho oitizeiro que ainda guardava alguns colchonetes; anoitecia, mas não havia mais aquela sensação de medo; depois de todas as noites agora tinha uma única certeza; pra quem tem um sinal de luz e acena pra esse sinal, haverá sempre manhãs ensolaradas.
No meio da noite em total solidão, alguém olha as estrelas; esta é a referência de referência nenhuma, quem um dia não ficou no meio da noite olhando estrelas, tentando entender o que se fez ou o que se deixou de fazer. Existe muito mais gente do que se possa imaginar olhando estrelas; metaforicamente, todas as noites alguém olha o seu copo de cerveja, olha o seu uisque, olha o seu vinho, olha o lago, tentando entender as constelações. As noites são tão longas e os mundos tão distantes, por mais que se veleje nas fantasias há um desencontro e os pontos luminosos que vemos foi só um adorno divino num momento de total solidão. As vezes fico assim olhando estrelas, buscando a minha intuição, quem criou tantas luzes quem criou tantos mundos deve viver em total solidão; se vivo solitário nas minhas indagações, se com um simples poema não sou compreendido quem compreenderá tanta imensidão...
o seu passado é o seu espelho, o seu presente é a sua referência, e o seu futuro é o seu passaporte.
Antigamente os idosos eram ponto de referência de sabedoria e experiência de vida, hoje com a Internet os idosos ficaram obsoletos, os mais jovens vão pedir ajuda no GOOGLE e no YouTube.
Se o ser humano tomar a si mesmo como referência para medir sua moralidade, considerará até razoável a índole da maioria das pessoas — enxergando-as como regulares, ou até mesmo boas. Mas o padrão correto é Deus. Ele é a verdadeira referência. E diante da santidade absoluta de Deus, todos nós nos revelamos como pecadores profundamente depravados. Deus é santíssimo.
Que o nosso símbolo de Natal seja a MANJEDOURA, referência da renúncia de Cristo para presentear-se a nós e não o GORRO DO PAPAI NOEL - referência expressa do Natal destituído de Cristo, do Natal dos presentes por mera compulsão capitalista consumista
Que para nós a manjedoura também seja SINAL, ou seja: a referência de que o Rei dos reis se fez pobre, para se fazer como um de nós, pobres que somos e se fazendo pobre como nós, de algum modo, pôde nos conceder as suas mais gloriosas riquezas que estavam ocultas consigo em sua glória
Os professores sempre serão uma referência por sua experiência e capacitação, pois o aluno é como um turista precisando de um guia.
Todos nós precisamos de um ponto de referência. Algo que marque nossas vidas e que mostre o caminho para onde devemos retornar e recomeçar a caminhada novamente.
Quando se tem como referência padrões subjetivos, qualquer afeto se torna exelso, o declínio dos sonhos acaba se dando pelas características incoerentes ao padrão vivido
Antes de julgar os erros do próximo!
Evidencie seus acertos e seja uma referência;
A se seguir pelas atitudes e discernimento!
#Assistencial André Luiz
Silenciosa em certas ocasiões, emoções de um olhar pensativo, um silêncio atraente, uma referência sutil da sua venustidade.
Existe um belo pôr do sol colorido, veemente no seu coração intenso, cujo esplendor, poucos conseguem contemplar.
Pois o seu amor é seletivo, floresce no momento certo, onde o seu eu se sente acolhido, quando a reciprocidade se faz presente.
Desta maneira, o recíproco será intensamente compensado por sua presença encantadora, incomparável, essência íntegra e belas formas.
Muitos podem até ser uma referência em nossa vida, mas somente Cristo poderá ser nosso modelo fiel e genuíno!
