Pensamentos Mais Recentes
Caro direitista,
Te desejo o salário mínimo sem direitos trabalhistas, a segurança do morador de favela,
a fartura de quem faz fila pelo osso,
o "livre mercado" de pagar gás e gasolina em dolar,
o patriotismo que bate palma para estrangeiro
e a justiça que finge demência para as
joias e rachadinhas.
A busca de um Capuchinho
Vi um homem cujo coração não se prendeu às coisas deste mundo,mas antes de ser homem,foi apenas um pequeno choro em uma sala fria.
Era o ano dois mil.Enquanto muitos temiam o fim,a vida começava a florescer.Em meio ao caos daquele tempo,nascia um menino,um menino chamado Capuchinho.
Naquele instante,seu maior desejo não era conhecer o mundo,nem descobrir os caminhos da vida.Queria apenas o calor de sua mãe,seus braços quentinhos,seu colo, seu aconchego.
E naquela sala fria,o amor de uma mãe mostrou que há calor que nenhuma estação vence,há abraço que nenhum frio suporta,há amor que transforma qualquer começo em lar.
O tempo passou devagar,e quase dois anos se foram antes que Capuchinho decidisse caminhar.
Talvez soubesse, lá no fundo,que muitos caminhos o esperavam.Ou talvez simplesmente quisesse ficar mais um pouco naquele colo que tanto amava.
Mas um dia ele se levantou,deu seus primeiros passos e, ao olhar para sua mãe,encontrou em seus olhos a mais bonita das recompensas:
a alegria de uma mãe vendo seu filho caminhar.
E assim a vida continuou.
Ainda tão jovem,já aprendia a cuidar de quem um dia havia cuidado dele.
Não colecionou inimigos,mas conquistou muitos amigos.Não buscou vaidade,mas carregou humildade.
Tinha um coração gentil,daqueles que deixam marcassem precisar fazer barulho.
E talvez seu maior “defeito”fosse justamente este:
querer ser hoje um pouco melhor do que ontem.
Seu coração não desejava apenas as coisas passageiras deste mundo.Havia dentro dele uma pergunta maior,um desejo mais profundo:
“Como funciona o mundo de Deus?”
Queria compreender os caminhos do Senhor,queria conhecer a verdade,queria ser salvo,queria ser aprovado por Deus.
E em suas orações,havia uma sinceridade que poucos conheciam.
Ele dizia ao Senhor:
“Se eu já estiver pronto para a salvação,não prolongue meus dias a ponto de eu me perder pelo caminho.
E, se assim for possível,quando chegar a minha hora,que eu possa simplesmente dormir.”
Talvez ninguém pudesse imaginar que uma oração tão íntima um dia seria atendida.
Mas Deus conhece o coração que ninguém consegue enxergar.
E em 2026,quando chegou o tempo determinado,Capuchinho adormeceu.
Sem barulho.Sem grandes despedidas.Apenas fechou os olhos para este mundo e abriu o coração para a eternidade.
Talvez tenha sido a misericórdia que pediu.
Talvez tenha sido a resposta que esperava.
E agora ficam aqueles que o amaram.
Fica a família.Ficam os amigos.Ficam as histórias.Ficam os abraços que não se repetirão,as palavras que não serão ouvidas novamente,os momentos que o tempo jamais poderá apagar.
Porque algumas pessoas partem,mas não desaparecem.
Elas continuam vivendo nas lembranças,nos ensinamentos,nas histórias contadas com saudade,e principalmente dentro do coração de quem as amou.
Hoje, talvez exista silêncio onde havia sua voz.
Mas também existe gratidão por tudo o que foi vivido.
Porque Capuchinho não deixou apenas uma história.
Deixou amor.Deixou amizade.Deixou humildade.Deixou lembranças.Deixou saudade.
E se um dia alguém perguntar quem foi aquele homem que não tinha o coração preso às coisas deste mundo,talvez a resposta seja simples:
Foi um homem que nasceu querendo o colo de sua mãe,cresceu querendo cuidar dela,viveu querendo ser melhor,e partiu desejando apenas estar preparado para encontrar Deus.
Em memória de um Capuchinho.
Que sua história permaneça viva no coração daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e amá-lo.
@gs_capuchinho
É engraçado...
Costumava muito ouvir falar da doçura do café com açúcar
E eu não entendia como poderia ser a sensação porque..
Por algum motivo sempre estive acostumada com o café amargo
Talvez não só pelo mau gosto, pela robustez, pelo sabor que marcava por um tempo e depois se esvaia
Talvez mais sobre o saber o que esperar do mesmo gosto que eu sentia todos os dias
Sem expectativas, sem a esperança de algo novo, sempre pronta pro amargo.
Até que em um dia qualquer me veio à boca uma doçura...
Café com açúcar.
E então um respingo de alívio que antes eu não costumava esperar
Foi como o vício.
Seu doce me criara esperança, como algo que eu gostaria de provar todas as manhãs, de todos os dias.
E então me peguei desesperada e ansiando por mais a cada minuto que se passava
Foi como um afago, um suspiro, um alívio no peito.
E um pingo de algo que eu nunca havia tido.
No entanto, cômico como uma xícara quebrada
Rápido sua doçura se esvaiu como sua chegada e então senti falta do amargo.
Aquele amargo que eu esperava todos os dias do mesmo.
Porque quando o doce sumiu, me doeu como facadas.
Me deixou marcas de queimadas na pele que o café, amargo como era, nunca deixaria.
Eu não gosto da sua doçura porque ela me dói,
Me dói como o açúcar se estilhaçando dentro das minhas veias, me dói como o último respiro de uma vida, me dói como a falta de oxigênio.
E então voltarei pro amargo
Porque nada hei de esperar de algo que sempre me entregou o que era.
Amargo.
O verdadeiro patriota hoje em dia está muito ocupado gritando com a televisão para estender a mão a alguém. Afinal, amar o país é fácil; difícil é respeitar quem mora nele. Se o benefício social socorre o necessitado, por que celebrar o direito conquistado quando podemos chamá-lo de "esmola"? O patriotismo moderno virou um belo grito de guerra, convenientemente blindado contra qualquer vestígio de empatia pela própria terra.
Descobri o novo manual do patriotismo: você ganha 10 pontos por gritar o hino nacional, mas perde 50 se ajudar o irmão necessitado. Parece que o amor ao país virou um esporte de torcida onde o gol é ignorar o benefício social alheio. Vamos atualizar a definição? Ser patriota não é usar a bandeira como capa de super-herói; é entender que cuidar do povo dá menos trabalho do que passar vergonha defendendo o egoísmo em praça pública!
Enquanto o Ritmo Muda
Se a vida mudar de tom,
mude também a dança;
há melodias que terminam
para dar lugar à esperança.
Não nasci para ficar presa
a uma música que não me faz bem;
se o compasso já não me cabe,
que outro ritmo venha também.
Mude os passos, recomece,
deixe o coração conduzir;
às vezes, aquilo que parece fim
é só outra melodia a surgir.
— Então dance comigo?
— Eu danço, até a música fazer sentido.
Mas talvez eu ainda esteja no mesmo passo,
mesmo que a dança tenha mudado de sentido.
E talvez seja isso:
há coisas que não consegui deixar para trás,
há passos que o tempo repete
mesmo quando a alma pede mais.
Difícil é encontrar alguém
que acompanhe o meu compasso,
que não queira mudar meu ritmo,
mas compreenda cada passo.
Porque eu preciso de uma nova dança,
de um ritmo que eu ainda não conheço;
não de alguém que chegue sabendo,
mas de alguém que queira aprender comigo,
mesmo quando o ritmo mudar.
Pode ser difícil encontrar essa companhia,
alguém disposto a permanecer,
mas talvez não seja preciso procurar tanto…
talvez seja preciso apenas enxergar.
Enxergar além da música ouvida,
além do compasso e da canção;
pois há melodias que os ouvidos não percebem,
mas que encontram morada no coração.
Não é sobre já chegar sabendo dançar,
é sobre aprender enquanto o ritmo muda;
é tropeçar, recomeçar, mudar os passos
e ainda assim não soltar a mão da dança.
Talvez a vida insista no mesmo passo
até que a gente escolha outra direção.
Talvez uma nova dança comece
quando duas almas, sem conhecer a melodia,
decidem descobrir juntas o refrão.
E se a música estiver no mudo,
que o silêncio nos ensine a sentir:
há ritmos que não precisam ser ouvidos,
basta haver alguém disposto a seguir.
Porque, no fim,
não é sobre dançar perfeitamente igual.
É sobre encontrar quem permaneça
quando o compasso mudar —
e, mesmo sem conhecer a música,
ainda escolha dançar.
O paladino da privatização descobriu o amor pelo SUS! É irônico ver a direita, que tanto critica o tamanho do Estado, usar a saúde pública. Mas essa contradição traz uma reflexão: o SUS não é esmola, é um direito universal financiado por todos, inclusive pelos ricos.
Quando a elite política usa o sistema que ela mesma sucateia, o debate muda de figura. A ironia de ver um defensor do mercado na fila da UTI nos lembra que, na hora da doença, a ideologia desmorona diante da necessidade. Que essa experiência force a liderança a melhorar o serviço para quem não tem outra opção.
Ah, a coerência política é uma coisa linda. Passam o ano inteiro dizendo que o Estado é ineficiente, que tudo deveria ser privado e que o cidadão não deve depender do governo. Mas, na primeira emergência, adivinhe quem corre para os braços acolhedores do SUS? Aparentemente, o "comunismo" da saúde universal só incomoda na hora de votar o orçamento; na hora da necessidade, a carteirinha do plano privado misteriosamente some.
“Quando uma mulher perde o respeito pelo marido, não precisa gritar para enfraquecê-lo; basta tratá-lo como incapaz, tomar suas decisões por ele e construir diante dos outros uma imagem negativa de sua pessoa. A filosofia nos lembra que quem tira do outro a autonomia acaba destruindo não apenas sua autoridade, mas também a própria relação que pretendia sustentar.”
Alerta de prioridades: o fiscal de rede social está desesperado achando que alguém que "não precisa" vai receber o Bolsa Família. Mas adivinha? Esse mesmo fiscal finge demência para o auxílio-moradia e o auxílio-paletó de políticos que ganham fortunas e não precisam de um centavo disso. A regra é clara: privilégio de rico a gente tolera, mas o prato de comida do pobre a gente fiscaliza com lupa. Essa indignação seletiva é uma miséria moral tão profunda que nem o maior programa social do mundo consegue curar.
Senhores políticos, vamos colocar as cartas na mesa: o que realmente custa caro ao Brasil? O benefício social que garante o arroz na mesa de quem tem fome, ou os privilégios absurdos de quem já ganha fortunas? É vergonhoso ver quem tem salários astronômicos ainda receber auxílio-moradia, auxílio-paletó, verba de gabinete e plano de saúde VIP, tudo bancado pelo trabalhador. O dinheiro na mão do povo vira comércio forte e emprego local. O dinheiro na mão de vocês vira ostentação desnecessária. Fiscalizar a janta do pobre é fácil; difícil é abrir mão do banquete de privilégios.
É fascinante a teoria de que o brasileiro descobriu o segredo da riqueza e decidiu se aposentar para viver no puro luxo de... R$ 600 por mês! Claro, quem é que quer um emprego estável quando se pode pagar aluguel, água, luz e compras do mês com o valor de uma cesta básica, né? Se a sua vaga de trabalho perde a disputa para um auxílio de extrema pobreza, talvez o problema não seja o Bolsa Família, mas sim a sua proposta de salário que parou no século passado. Valorizar a mão de obra ninguém quer, mas culpar a janta do pobre é um clássico.
O Bolsa Família é mais que um auxílio; é o motor que move o Brasil. O dinheiro vai direto para o comércio local, gerando empregos e aquecendo a economia. Exige frequência escolar, reduz o abandono e transforma o amanhã. É investimento social com retorno real para toda a nação.Deveria nos fazer refletir: enquanto alguns criticam o prato de comida alheio, o programa faz o país crescer. A ignorância de quem é contra só prova que a falta de empatia também é uma miséria profunda — mas essa, infelizmente, não tem benefício que cure.
Acho lindo quem fica chocado com a possibilidade de alguém fraudar R$ 600 para comprar arroz, mas acha super normal político com salário de 40 mil receber auxílio-moradia, auxílio-paletó e plano de saúde VIP pagos por nós. Realmente, o grande rombo do Brasil é o prato de comida de quem tem fome, e não o banquete sem fim de quem já está no topo. Que coerência econômica fantástica! Criticar o benefício social que faz o comércio do bairro girar enquanto bate palma para os mimos do terno alheio é de uma inteligência rara.
*Até Breve, Divarde*
(Xodó da Vó Ana)
Descansa em paz, meu primo, tio, irmão *Edward*
O nosso Divarde.
Foi bom esposo,
foi pai, foi avô,
foi tio, foi primo e irmão.
Foi tudo pra gente numa vida só.
A vida segue...
mas a tua saudade fica.
Fica na mesa vazia,
fica na história contada,
fica no nome que a gente repete com carinho.
Até breve, Divarde.
Que lá no céu você continue
espiando a gente com orgulho,
cuidando da família como sempre cuidou.
(Saul Beleza)
Tá tudo bem:)
Tem muitas mulheres que acordam, arrumam a casa, trabalham, cuidam de todo mundo, respondem mensagem com "tá tudo bem :)" e por dentro estão sangrando.
Ela sorri. Por dentro, sangra.
Sorriso no rosto, hemorragia na alma.
Ela aprendeu a sorrir com a mesma boca que segura o grito.
Ela não está bem. Ela só ficou boa em disfarçar.
O sorriso dela não é de felicidade. É de resistência.
Por fora, maquiagem. Por dentro, campo de batalha.
Ela cuida de todo mundo com o mesmo coração que ninguém cuida.
A consciência infinita é uma superposição estatística: ela não tem movimento além do nosso enquanto vivos, porque, se ela possui tudo, não tem o que buscar. Não tem sentido, nem direção, nem o porquê de ter — essa é a grande verdade.
O Todo se fragmentou em nós por não suportar viver a eternidade existindo, mas de uma forma como se nunca tivesse existido. E, de fato, ele não existe; ele é a nossa construção. Se por acaso descobrirmos todos os segredos do universo, assim também deixamos de existir. Por isso existe o mal: para que nunca cheguemos ao Todo. Pois qualquer sentido acabaria, e, sem sentido, não há existência.
2891 📜 Muito bem... Assumam e Deitem e Rolem. Quanto a Mim, 'Vou deitar com as Galinhas' (Outra Vez)!
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Estou me retirando, por hoje e por ora, para voltar Amanhã ou a qualquer momento, em Edição Normal ou Extraordinária. Assim sou Eu ou... souassim.top!
“Estejamos atentos. Mesmo os dias mais ordinários revelam as leis que regem o universo. O que percebemos, porém, depende do lugar de onde observamos e daquilo que somos capazes de compreender.” — Leonardo Azevedo. A reflexão nos convida a reconhecer que o extraordinário não está apenas nos grandes acontecimentos, mas também naquilo que se repete silenciosamente diante de nós. O movimento das sombras, a sucessão dos dias e das noites, as estações e tantos outros fenômenos cotidianos são manifestações das mesmas leis que organizam o universo em escalas muito maiores. Entretanto, observar um fenômeno não significa necessariamente compreendê-lo, pois toda percepção parte de um ponto de referência e encontra os limites do conhecimento de quem observa. A frase aproxima, assim, ciência e filosofia ao sugerir que a realidade possui uma ordem independente de nós, enquanto nossa interpretação permanece condicionada pela perspectiva, pela experiência e pela capacidade de compreender. Estar atento significa mais do que simplesmente olhar; significa interrogar o aparentemente comum, reconhecer os próprios limites e perceber que, muitas vezes, aquilo que chamamos de ordinário é apenas o extraordinário tornado familiar pela repetição.
“Estejamos atentos. Mesmo os dias mais ordinários revelam as leis que regem o universo. O que percebemos, porém, depende do lugar de onde observamos e daquilo que somos capazes de compreender.” — Leonardo Azevedo.
Existe uma parábola simples sobre um copo quebrado no chão. À primeira vista, parece só perda, estilhaços espalhados, água derramada. Mas quem observa com calma percebe que aquele espaço vazio no chão é também o lugar onde algo novo pode ser colocado.
O vazio funciona assim. Ele chega como se fosse o fim de tudo, mas na verdade é apenas um começo disfarçado de ausência. Quando perdemos algo, uma pessoa, um sonho, um propósito antigo, sentimos que o chão sumiu debaixo dos pés. Só que esse chão vazio não é um abismo, é um terreno limpo, pronto para receber uma nova construção.
Pense num campo depois da colheita: parece morto, sem vida, sem cor. Mas é justamente esse vazio aparente que permite à terra descansar e se preparar para germinar de novo.
Assim é a alma humana diante das perdas profundas. O vazio dói, sim, e dói de verdade, mas ele não é o destino final da história, é apenas a página em branco antes do próximo capítulo ser escrito. Quem aprende a enxergar o vazio dessa forma, aos poucos para de temê-lo e passa a usá-lo como espaço fértil de recomeço genuíno.
