A busca de um Capuchinho Vi um homem... Genilson de Sá capuchinho
A busca de um Capuchinho
Vi um homem cujo coração não se prendeu às coisas deste mundo,mas antes de ser homem,foi apenas um pequeno choro em uma sala fria.
Era o ano dois mil.Enquanto muitos temiam o fim,a vida começava a florescer.Em meio ao caos daquele tempo,nascia um menino,um menino chamado Capuchinho.
Naquele instante,seu maior desejo não era conhecer o mundo,nem descobrir os caminhos da vida.Queria apenas o calor de sua mãe,seus braços quentinhos,seu colo, seu aconchego.
E naquela sala fria,o amor de uma mãe mostrou que há calor que nenhuma estação vence,há abraço que nenhum frio suporta,há amor que transforma qualquer começo em lar.
O tempo passou devagar,e quase dois anos se foram antes que Capuchinho decidisse caminhar.
Talvez soubesse, lá no fundo,que muitos caminhos o esperavam.Ou talvez simplesmente quisesse ficar mais um pouco naquele colo que tanto amava.
Mas um dia ele se levantou,deu seus primeiros passos e, ao olhar para sua mãe,encontrou em seus olhos a mais bonita das recompensas:
a alegria de uma mãe vendo seu filho caminhar.
E assim a vida continuou.
Ainda tão jovem,já aprendia a cuidar de quem um dia havia cuidado dele.
Não colecionou inimigos,mas conquistou muitos amigos.Não buscou vaidade,mas carregou humildade.
Tinha um coração gentil,daqueles que deixam marcassem precisar fazer barulho.
E talvez seu maior “defeito”fosse justamente este:
querer ser hoje um pouco melhor do que ontem.
Seu coração não desejava apenas as coisas passageiras deste mundo.Havia dentro dele uma pergunta maior,um desejo mais profundo:
“Como funciona o mundo de Deus?”
Queria compreender os caminhos do Senhor,queria conhecer a verdade,queria ser salvo,queria ser aprovado por Deus.
E em suas orações,havia uma sinceridade que poucos conheciam.
Ele dizia ao Senhor:
“Se eu já estiver pronto para a salvação,não prolongue meus dias a ponto de eu me perder pelo caminho.
E, se assim for possível,quando chegar a minha hora,que eu possa simplesmente dormir.”
Talvez ninguém pudesse imaginar que uma oração tão íntima um dia seria atendida.
Mas Deus conhece o coração que ninguém consegue enxergar.
E em 2026,quando chegou o tempo determinado,Capuchinho adormeceu.
Sem barulho.Sem grandes despedidas.Apenas fechou os olhos para este mundo e abriu o coração para a eternidade.
Talvez tenha sido a misericórdia que pediu.
Talvez tenha sido a resposta que esperava.
E agora ficam aqueles que o amaram.
Fica a família.Ficam os amigos.Ficam as histórias.Ficam os abraços que não se repetirão,as palavras que não serão ouvidas novamente,os momentos que o tempo jamais poderá apagar.
Porque algumas pessoas partem,mas não desaparecem.
Elas continuam vivendo nas lembranças,nos ensinamentos,nas histórias contadas com saudade,e principalmente dentro do coração de quem as amou.
Hoje, talvez exista silêncio onde havia sua voz.
Mas também existe gratidão por tudo o que foi vivido.
Porque Capuchinho não deixou apenas uma história.
Deixou amor.Deixou amizade.Deixou humildade.Deixou lembranças.Deixou saudade.
E se um dia alguém perguntar quem foi aquele homem que não tinha o coração preso às coisas deste mundo,talvez a resposta seja simples:
Foi um homem que nasceu querendo o colo de sua mãe,cresceu querendo cuidar dela,viveu querendo ser melhor,e partiu desejando apenas estar preparado para encontrar Deus.
Em memória de um Capuchinho.
Que sua história permaneça viva no coração daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e amá-lo.
@gs_capuchinho
