Rebeldia
AMOR E REVOLUÇÃO
Nasceu na quebrada, sem nada na mão
Na infância doente, só dor e solidão
Vendia gelinho pra ajudar a crescer
Nos campos de futebol, só queria viver
Engraxava sapato, sonhava em voar
Aos 16, se cansou de esperar
Viu a injustiça, não dava pra aguentar
Virou Punk anarquista, pronto pra lutar
Entre passeatas e brigas, quase se perdeu
Mas a chama da luta nunca se apagou
Com a moça Punk, o amor renasceu
Família e revolução, o caminho mudou
Caminhava nas ruas, a cabeça erguida
Na mão, o protesto, na alma, a ferida
Embates violentos, skinheads por perto
Mas o sonho de um mundo mais justo, mais certo
Aos 19, casou, sua Punk ao lado
Com 17, ela também tinha lutado
Três filhos vieram, mas a luta é viva
A revolução no sangue, a justiça ativa
Entre passeatas e brigas, quase se perdeu
Mas a chama da luta nunca se apagou
Com a moça Punk, o amor renasceu
Família e revolução, o caminho mudou
Agora mais fortes, ainda de pé
Na luta pelo povo, no que a vida é
Pelo socialismo, por um mundo de amor
Lutam por justiça, por um futuro melhor
Entre passeatas e brigas, quase se perdeu
Mas a chama da luta nunca se apagou
Com a moça Punk, o amor renasceu
Família e revolução, o caminho mudou
Na luta e no amor, o sonho floresceu
Com os filhos ao lado, o mundo renasceu
Por justiça e igualdade, ainda vão lutar
Família e revolução, prontos pra sonhar!
Não me questione quanto as minhas ações ou atitudes, sobretudo, em razão daquilo que falo e faço; se rebeldia foi sinônimo de rupturas, de insurgência contra o podre sistema, corrupto e atrofiado, então serei um eterno rebelde.
A consciência de poucos, em um mundo que se torna cada vez mais indiferente, já é um mérito extraordinário. Em um sistema que exalta a ignorância, ter consciência é um ato de rebeldia.
A consciência de classe do pobre periférico é a faísca que falta pra acender a rebelião, onde a opressão cairá pela resistência e as correntes da desigualdade serão quebradas pela força coletiva de uma voz que finalmente se recusa a ser silenciada.
Há quem ouse fingir, não perceber o mal que a si mesmo faz.
Que se cala em um turvo silêncio, insistindo em chamá-lo de paz.
Que paz? Não é paz! Se nunca aprendeu, é orgulho ou capricho.
Por não querer se reciclar, prefere conviver com o lixo.
É a saga do centauro, cara de homem, coração de bicho.
Que fique bem claro: não sou contra a revolução, muito pelo contrário. Mas sou contra pessoas que ainda não revolucionaram a própria vida acharem que vão revolucionar um país.
Acho incrível quem tem coragem de assumir uma personalidade rebelde independente da aceitação alheia!
Mostra-se absolutamente legítimo rebelar-se contra o poder do qual discordamos e que não aceitamos nos seja imposto. Mas vencida a contenda e cessada a submissão compulsória, moralmente não há mérito algum em tripudiar sobre uma ameaça que não mais existe, nem sapatear sobre um amor-próprio que a própria derrota já feriu o suficiente.
Deixemos os "normóticos" acinzentados andando em círculos, cabisbaixos e vamos sorridentes em linhas retas e tortuosas, colorindo.
Eu fiz uma viagem
Pensando em não voltar
Quando em uma miragem
O Mestre mandou retornar
Ele mandou eu parar
De fazer o que queria
Disse para aprender a amar
E parar com rebeldia
Ser rebelde bom não é
Melhor é se corrigir
Para contar com a Fé
E o direito de decidir
Decidir com razão
Com amor e alegria
Completar com o coração
Vivendo em harmonia.
PÁGINAS LIDAS E NÃO LIDAS (B.A.S)
Sou a minha catedral, meu templo
Dos meus deuses e meu Deus
Moldados ou não à revelia, à rebeldia...
São minhas dores, torturas...
Que busca a cura, a paz, a salvação...
Sou minha casa, minha rua, minha cidade...
Em todas moradas e lugares...
Memórias gravadas, computadas
Sou o relógio, a medida do meu tempo
São minhas horas contadas
São dias de labutas e de esperas
São meus dias de ócio e preguiça...
Sou mais do que tudo
O livro de minha vida
Dos meus encontros e desencontros
Minhas chegadas e partidas
Sonhos vividos e negados
Meu riso e meu choro
Páginas lidas e não lidas...
...
Talvez o universo conspire,
Forçando os astros a alinhar.
Mas eu prefiro o caos das estrelas,
Que brilham ao despedaçar.
...
A filosofia não é a mãe de todas as disciplinas, é a madrasta, pois ela é aquilo que uma mãe dificilmente será: rebelde
O sofrimento físico não é nada comparado a prisão espiritual, pois a libertação do Egito ocorreu em dias, mas o fim da rebeldia no deserto demorou 40 anos.
