Realmente Nao sou Perfeita nem Dona da Verdade
Cobertores, aquecedores, meias, roupas de frio, podem até ajudar, mas nada substitui o calor de um outro corpo.
Acho que todo mundo já tentou interpretar sinais, da vida, de alguém, do destino, do acaso. Acho que é um tipo de condição humana tentar colocar uma razão para tudo, explicando e correlacionando os fatos que podem ser aleatórios ou desconexos, e achar que tudo tem uma razão e um motivo de ser traz um pouco de conforto. Eu adoro a frase “nada é por acaso”, e acredito mesmo que não seja, mas interpretar sinais é algo muito complexo, que algumas vezes podem enlouquecer a mente, nos trair com a realidade. Quando queremos acreditar muito em algo, parece que nossa mente funciona, em muito, para que tudo faça sentido ao que queremos acreditar. Eu não duvido que sinais existam, mas eu gosto de duvidar das interpretações tendenciosa. Evita muitos problemas. Eu não duvido que os sinais que a Joana tenha recebido podem mesmo terem existidos como ela descreve, mas se tratando de realidade, convencer apenas a si próprio é só uma parte do processo, mas dar real sentido, comprovar o que se diz e convencer outros já é outra história. “Uma espada no campo pode ser apenas uma espada no campo”. Mas há controvérsias.
Como pode durante a madrugada de céu nublado, uma única estrela ficar diante de meus olhos, apenas uma que nuvens não conseguem esconder, ou o céu insiste em me mostrar? Parece brincadeira de mal gosto do universo, a esta hora, com o vento que vem de fora da janela, ela insiste em ser o centro da atenção. Se torna impossível não intensificar no pensamento que já estava a pensar antes mesmo de me deparar com ela, antecedendo o momento em que tomei a decisão de fechar a janelar, esquecer do mundo e me forçar a dormir, ou dormir para me forçar a esquecer do mundo.
Apenas ela. A mais brilhante de todas as estrelas deste infinito céu, tomado por nuvens de tom laranja, quase avermelhado refletindo as silenciosas luzes da madrugada. As nuvens fazem questão de passarem sem a ocultar, quem dera fosse só mais um sonho, mas é real. Tão real quanto as sensações e lembranças que essa estrela traz.
Já não é a mesma luz que viaja a milhões de anos, já não é o mesmo brilho da mesma noite, assim como já não somos mais os mesmo, como não permanecemos iguais, nem tão pouco com os mesmos olhares que a viram. Mas esta sempre será a estrela que não era estrela, ela continua sendo Vênus, que agora você já sabe que não possuir luz própria, que brilha apenas por causa da luz do Sol. Como agora eu já sei, que o brilho que via em meus olhos não era meu, era só por ver os teus, e o que deixamos de descobrir por depois, é apenas o que eu posso imaginar ao me ver olhando a mesma estrela que não é estrela, pensando na escuridão que um dia foi a luz que dava sentido a minha vida.
Vejo mais pessoas que buscam ser amadas do que aquelas que buscam ser alguém para se amar, buscando mais pessoas que as façam felizes ao serem pessoas dispostas a fazerem outros felizes, esperando aparecer alguém que vá realizar todos os seu sonhos ao se tornarem capazes de serem o sonho de alguém. Esperam respeito, mas não se dão ao mesmo.
Pessoas querem provas de amor antes de entregar seus sentimentos, mas estão fechadas ao provarem seu amor pelo mesmo medo que sentem. Aqueles que esperam são muitos, aqueles que agem são poucos.
Todos tem medos de errar, de se magoar, todos, por mais diferentes que sejam, conhecem os mesmos sentimentos. Poucos são os que se permitem sofrerem, e estes, são os melhores. E é a verdade. Se tem uma ocasião onde ser forte é ser fraco é quando se trata de amor. Para quem acha ser forte é não se envolver, é não se permitir a expor o que se sente, a esconder e muitas vezes negar suas vontades, a fugir de suas vontades, este se faz fraco.
O que de mais belo e puro uma pessoa pode fazer para demonstrar um amor é o fazer sem esperar receber. Fazer por se sentir bem, se sentir bem por sentir amor.
Enquanto vejo muita gente amando para poder se sentir no direito de cobrar amor. Cobrar amor. Tem algo mais irônico do que chegar ao ponto de cobrar por isto? Tem sim, se achar em dívida por receber tanto amor, se sentindo preso como quem deve algo.
Admiro quem tem a força de admitir todo amor que sente para quem o sente, sem grandes certezas, sem esperar escutar o mesmo, e se sentir feliz por se sentir forte diante do que mais o faz tremer, independente da reação. Admiro quem tem a coragem de arriscar ver seu amor se perder, mas admiro mais ainda quem arrisca em oferecer seu amor ao outro, permitindo a possibilidade de enfim acontecer.
Acho que nenhum de meus medos será maior do que o de amar. Esse medo já vem relacionado a outro dos grandes medos: o perder. Parece um pacote completo: o perder, o sentir falta, o fracasso do fim, o de não se bom o bastante. O amor tem disso, de nos colocar à frente de alguém, dentro de alguém, da responsabilidade assustadora de querer ser alguém extraordinário ao outro, de ser necessário e reconhecido. Quando o amor não dá certo é incerto o que fica, e o que vai. É triste a princípio, um triste que não se vê o final
Só se contenta com farelos quem nunca comeu o bolo. Se contenta com um quase amor, quem nunca provou do amar ao ser amado.
Sou presa.
Esse seu olhar de predadora;
Faz assim:
Avança em mim?
Não pensa...
dispensa todo seu pudor,
me avança,
seja lá como for,
mas que venha por inteira,
fique ao meu dispor...
te espero,
quero...
e nem precisa ter amor.
Quero só que se lambuze,
que me use,
com ardor.
Nunca pedi para ser do jeito que sou
Nunca quis que minha vida fosse assim
mas suponho que não há motivo para se queixar
Para quem é que eu vou me queixar?
Eu quero uma forma vazada
que guie as lamúrias do mundo
quero um peru grande e gordo todos os dias do ano
e não somente no dia de Ação de Graças
quero paz, a paz desses vampiros esquisitos
que não querem me deixar sozinho
eu quero a morte tanto quanto quero a vida
A única diferença entre elas
é que a morte é muito fácil
e eu sempre tenho uma
para que não haja discordância
quero me levantar, algum dia, antes do meio-dia
quero bater punheta até me entediar
quero ver o deserto, em segurança,
de dentro do meu carro com ar condicionado.
Eu vou querer uma outra dose!
Mais do que nunca, sou um homem de uma causa só. E esta causa se chama Brasil.
Amo e sou obcecado em música melancólica, triste e sombria; Hurts, Muse, Lykke Li e Lana Del Rey são minhas devoções. Com o tempo aprendi e vi que a dor é o que mais me encanta em estar vivo. Ela nos faz ver quem realmente somos, o quão desprezíveis estamos e o quão fortes conseguimos ser.
Eu sou incompleto, inacabado, me descubro e me surpreendo todos os dias, eu sou uma criatura feita de terra, vento e água, de palavras e de reticências, e esse sou eu, um menino que vive o dia para aprender que o dia é feito para viver.
"A quem quero enganar!?
Sou um lobisomem!
Nasci de um ventre verdadeiro, mas fui incumbido de viver uma vida que nunca foi minha, nasceu assim em mim outra vida, uma que não é a minha, mas estou vivendo dias que jamais imaginaria se fossem contadas por outra pessoa...
Vi meu amigo intimo estraçalhar vidas, algumas mundanas e vis, outras inocentes e perdidas e animais sem nenhum caráter para questionar. Vi ser amaldiçoado e o vi ser abençoado, vi demônios e vi anjos.
Meu ser se perdeu e se encontrou, se modificou e voltou a ser o que era antes, mas é a primeira vez que o vejo mais perdido de que quando foi criado. Nunca o havia visto acuado por motivo nenhum.
E agora nesse momento me vejo, mais forte e no controle do que ele já foi muitas vezes...
Vivi perdendo a cabeça por muitas paixão não resolvidas, já me acostumei a me recuperar de cada uma delas, mas confesso que desta não estou bem certo, e sinto mais dor ainda, porque sinto as dele dentro de mim e aprendi que as bestas também perdem a cabeça e o sentido de viver por alguém de quem se gosta!!"
Sou professora há nove anos. Nesse período, muitas crianças tentaram me assustar de diversas formas, e sabe o que eu aprendi? Que eu sou muito mais corajosa do que as pessoas pensam. Incluindo eu mesma.
O QUE EU TENHO DO MAR
Eu sou assim
Me formo lá perto do infinito
o que vocês vêem de mim é só minha arrebentação, meus espasmos
Também sou marasmo sim
Sou calmaria até
Só não sou azul e nem me peça pra ser
Gosto mesmo é das tempestades, dos relâmpagos que por vezes desabam em mim
É , eu sou assim
O que? o que eu tenho do mar?
Não tenho nada!
Ele que roubou todo esse esplendor de mim.
Somos seres complexos, humanos,
Uma parte de mim é exposta,
A outra oculta.
Sou consciente, inconsciente, subsequente.
Mas o que falo e escrevo são sentimentos puro e singelo...
