Realmente Nao sou Perfeita nem Dona da Verdade

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ela era uma rosa
mas quem a pegou na mão
não tinha intenção
de guardá-la

Quando não se tem experiência, não se pode julgar coisa alguma.

(Memórias da Casa dos Mortos)

Prometa-me que se eu ceder e chorar e me deixar todo exposto, isso não será um erro.

Eu não tenho ataque de ciúmes, não brigo, não cobro, não ligo? Ou você me magoou, ou não te amo.

Posso até morrer de saudade, mas não corro mais atrás de pessoas que não dão um passo por mim.

Não limite seu pensamento com coisas fúteis.
Pense, discuta, questione, fale, interrogue
Só assim você terá uma visão crítica do mundo.

Antes de criticar alguém, faça a sua própria autocrítica. Quem não tem humildade para julgar a si próprio ou reconhecer seus defeitos, não tem legitimidade para julgar o alheio. Cada qual com suas falhas. Apontar o dedo é fácil, difícil é encontrar argumentos sólidos para falar de si mesmo.

Escuto às vezes pessoas que dizem “nossa, peço tanto a Deus, mas ele não me atende!”. Na verdade, nem sempre o que queremos é de fato o que nos fará bem, Deus sabe o que é melhor para nós. E da forma dEle, tenta nos colocar no rumo dos planos que ele preparou. Lutar contra isso só vai atrasar sua vida. Por isso, na hora de pedir, peça sabedoria, que Deus limpe seus olhos para enxergar o caminho certo.

Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é úninca no mundo.

Não importa o escuro e a imensidão de tuas noites,
quero sempre acender estrelas no teu coração!

O dia que eu ouvir alguém dizer “não vivo sem você” eu saio correndo. Vai aprender a viver sozinho para viver comigo! Não quero ninguém que tenha medo de me perder, quero alguém que não queira me perder. São coisas bem diferentes. O medo de perder não quer dizer que você ama a outra pessoa, quer dizer que você não se ama e não quer ficar sozinho. O não querer perder é o simples fato de preferir estar junto.

“Eu passei a vida toda estudando... eu não consegui encontrar até hoje, nada que me convencesse de que não existe um arquiteto do universo. Não consegui. A filosofia marxista é belíssima, ela diz: "O universo é matéria em movimento". Concordo plenamente. Só que a filosofia marxista não diz se é só matéria em movimento... Eu olho para este universo, físico, químico, matemático, biológico sociológico, psicológico, eu olho para este universo e o vejo de uma complexidade estarrecedora. Nada é simples, nem uma gota d'agua, nenhum átomo, é uma ignorância brutal do ser humano que acha tudo simples. tudo é extremamente complexo, e eu me curvo diante de uma vontade suprema. Eu creio em Deus".

Os pactos, sem a força, não passam de palavras sem substância para dar qualquer segurança a ninguém.

O sentido normal das palavras não faz bem ao poema.
Há que se dar um gosto incasto aos termos.
Haver com eles um relacionamento voluptuoso.
Talvez corrompê-los até a quimera.
Escurecer as relações entre os termos em vez de aclará-los.
Não existir mais reis nem regências.
Uma certa liberdade com a luxúria convém.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Bruxas


Há muitos anos as mulheres são chamadas de bruxas.
Esse nome nos persegue, não sei se por maldição ou por encanto...
Acho mais que é por encanto.
Por isso, vou abrir o programa falando do "despertar das bruxas"

Voe!
A alma liberta sonhos vãos!
Busque a alegria, viva intensamente!
Ouse, grande arauto, voar sempre mais alto, admirando a beleza de tudo o que foi criado, perseguindo o sonho, seu verdadeiro aliado, reunindo forças para o salto.
Revele toda a sua essência sem demora,
como também és sol...
Renasça com a aurora.

O despertar de uma bruxa é especial:
- abra os olhos
- espreguice-se como um gato, vagarosamente
- sinta o calor e a maciez das cobertas
- agradeça a dádiva de um novo dia
- não saia correndo como se participasse de uma maratona
- primeiro, lave o rosto, sinta a maciez do sabonete.
Olhe-se no espelho, olhe para você e não para seus cabelos, pés de galinha ou o formato do nariz que não lhe agrada...
Diga "bom dia" para a mulher que está na sua frente, sentindo-se uma vitoriosa.
Olhe profundamente nos seus olhos e diga que você é uma bruxa, uma mulher inteligente e capaz.
Sorria para a imagem que está à sua frente.
Acordem, bruxas, o planeta precisa de vocês!
Não tenham medo, a era das fogueiras acabou!

Se o Rei não se mover, seus súditos não irão segui-lo.

Casal perfeito é aquele que briga por tudo, mas não se separa por nada.

Venham amigos,
Não é tarde demais para procurar um novo mundo, pois eu existo para velejar além do pôr-do-sol.
E apesar de hoje não termos a força que nos velhos tempos mexia com a terra e os céus, o que somos.
Somos um temperamento de corações heroicos, enfraquecido pelo tempo e o destino, mas com grande força de vontade.
Para perseverar, persistir, encontrar e não hesitar

Em política, um absurdo não é um obstáculo.

A melhor maneira de manter sua palavra e nunca dá-la.

Endymion

O que é belo há de ser eternamente
Uma alegria, e há de seguir presente.
Não morre; onde quer que a vida breve
Nos leve, há de nos dar um sono leve,
Cheio de sonhos e de calmo alento.
Assim, cabe tecer cada momento
Nessa grinalda que nos entretece
À terra, apesar da pouca messe
De nobres naturezas, das agruras,
Das nossas tristes aflições escuras,
Das duras dores. Sim, ainda que rara,
Alguma forma de beleza aclara
As névoas da alma. O sol e a lua estão
Luzindo e há sempre uma árvore onde vão
Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos
De uvas num mundo verde; riachos
Que refrescam, e o bálsamo da aragem
Que ameniza o calor; musgo, folhagem,
Campos, aromas, flores, grãos, sementes,
E a grandeza do fim que aos imponentes
Mortos pensamos recobrir de glória,
E os contos encantados na memória:
Fonte sem fim dessa imortal bebida
Que vem do céus e alenta a nossa vida.

John Keats
KEATS, J. The poetical works of John Keats. London: William Smith, 1841.

Nota: Trecho do soneto "Endymion", traduzido por Augusto de Campos no livro "Byron e Keats: Entreversos" (2009)

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