Racismo
O negro também é luz, mas para ver, é necessário enxergar com a visão interior que não esconde nenhum crepúsculo
Só existem dois medos: O que te paralisa e o que te faz avançar ,a escolha é sua, tai ai na sua mente!
A hora é agora, vai que a coragem vem!
A criança em seu coração acolhe a outra, sem receios, sem diferenças e sem preconceitos. O preconceito e o racismo é uma condição, ninguém nasce racista e preconceituoso, é condicionado a sê-lo, por pura ignorância dos adultos!
As Cotas raciais são não-inclusivas, no instante que não respeita a parcela da sociedade que, não sendo negra, mas possuindo condições degradantes que, em todas as nuances da vida, não lhes permitem a dita inclusão social...
Ser negro hoje é orgulho para quem respeita a história de superação, e vergonha para quem usa o passado como muletas para viver às sombras daqueles que de fato construíram a estrada tanto para os negros como para as demais raças.
O Respeito devido não está na vitimização do negro moderno, mas, em acabar com as CASTAS SOCIAIS, que não escolhe raça, apenas se perpétua no orgulho e demagogia de membros desta sociedade como você!
Baixe o chicote erguido em forma de regras, dizendo como, com quem e o que o preto deve ou não deve ser, estar ou fazer, se vestir ou o que ouvir, sempre em conformidade com a interpretação do não negro sobre a atual realidade vivida pelos descendentes das senzalas.
CONSCIÊNCIA NEGRA
Sim e para além...
Novembro... e todos os outros meses do ano sejam de consciência.
De Consciência Negra e, para além, seja principalmente um mês de consciência de amor.
Neste novembro, que se trate além das questões raciais, para além da cor da pele, ou a textura de cabelo, para além das marcas dolorosas de um povo forte.
Que em consciência se possa cultivar interiormente e deixar reverberar no mundo a semente do amor, que as pessoas possam ser vistas, acolhidas e tratadas com respeito, justiça, verdade, empatia e para além de raça, credo, gênero, ou seja, lá do que for que e possa nos diferir uns dos outros, porque no fundo e na essência, sim, são as diferenças que nos fazem únicos, por elas nos tornamos também fortes e por elas é que podemos trocar, aprender e nos desenvolver enquanto seres infinitos que somos. Quando se age com respeito, generosidade e empatia, se cultiva a semente do amor e que o amor possa ser o enfoque do mês da Consciência Negra, que o amor possa ser semeado, cuidado e cultivado com garra, coragem e persistência.
Enfatizar, semear e cultivar o amor pode criar um mundo mais humanizado e feliz. Pois, onde há amor, não há exclusões e ou comparações, pois o amor aniquila a comparatividade, a ganância, a maldade.
No amor, coisas belas e boas se apresentam, práticas justas, partilhas e políticas públicas assertivas podem ser efetivadas e, assim, maravilhas criadas. E então, o mundo, ah, o mundo, esse fica totalmente como deveria ser, lindo, feliz e justo.
O amor envolve o todo, transcende tudo, melhora, enriquece, floresce, alegra, encanta, acolhe, cria, partilha, inclui, embeleza, reviva, celebra e vibra.
No amor tudo se revitaliza e se transforma, tudo.
Num crescer, que o nosso mundo em amor se fortaleça e como uma onda, arrebate, desmistifique e acabe com rótulos, com dores, e assim, no mundo não haverá brancos, vermelhos, negros, amarelos, pobres, ricos, baixos, altos, magros, gordos, migrantes, imigrantes,
lindos ou feios, haverá a essência viva, a verdade e a vida. Seres humanos em sua integralidade e vibração amorosa que expõe em seus valores, habilidades e diversidades, o movimento, a vida.
Com consciência de amor, valores e diversidades é a riqueza do Ser e também de uma nação e para além, no planeta e também no universo.
O amor é a força capaz de retirar a humanidade da ignorância excludente e miserável, estabelecendo patamares de verdades, respeito, união e transcendências. Que o coração vibre e que a boa semeadura se faça, para que em união num futuro muito próximo todos os seres colham as belezas desse plantio. E viva a consciência do amor.
Lutar contra o fascismo é defender a dignidade humana, a liberdade de ser e a diversidade que nos fortalece – nenhum passo atrás na construção de um mundo justo e igualitário!
Não pode haver oprimido sem que haja um opressor. Da mesma forma, não pode haver libertação sem que haja um libertador.
... Mas, cá entre nós, se você é hater, vai procurar o que fazer, cara!
A internet oferece tanta possibilidade! Vai fazer algo bacana
ao invés de ficar detonando os outros por aí, fazendo terrorismo virtual.
Abre os olhos cara, sai da escuridão e desperta pra luz!
Para os preconceituosos...
Não é o cabelo, religião, opção sexual, raça ou cor que incomoda e sim,
a amargura existente neles mesmo.
Pobres infelizes, perturbados e doentes de espírito.
Que incapazes de viver a própria vida,
preferem tentar denegrir, diminuir, atacar, ofender e desmerecer a alheia.
O problema não é a cor da pele, mas a escuridão do coração de quem não tem o brilho nos olhos de ver que somos todos iguais.
A pessoa preconceituosa causa intenso mal à pessoa que discrimina. A dor do preconceito é a pior dor que uma pessoa pode sofrer.
Diga não ao racismo ou a qualquer espécie de preconceito.
Quando suas crenças e opiniões vão contra as regras e as Leis, você vai estar dando murro em ponta de faca, e vai sofrer as conseqüências disso.
Quantas crianças mais precisarão morrer? Quantos negros, brancos, jovens ou idosos ainda terão suas vidas arrancadas brutalmente?
Nada trará de volta quem foi levado pela violência alimentada pelo desamor, negligência, racismo e ódio.
A desigualdade social, enraizada no racismo estrutural, faz novas vítimas todos os dias. Enquanto isso, culpados pagam fiança, respondem em liberdade e continuam impunes.
Você ainda não vê? O racismo está matando adultos, jovens, crianças. A morte não escolhe cor, profissão ou classe social: ela leva policial, bombeiro, morador de rua, rico ou pobre, a dor é a mesma.
Fechar os olhos para essa realidade é condenar a própria alma. Todos os dias, histórias são interrompidas; vidas são silenciadas.
A vocês, governantes, magistrados, autoridades: vocês têm o poder de mudar esse destino. Façam justiça, façam a lei ser cumprida, façam a Constituição prevalecer.
Não deixem que mais inocentes paguem com a vida pela omissão de quem deveria protegê-los.
Parem, parem de agir como idiotas, pessoas infelizes que criticam a todo momento pessoas, por serem negras, homossexuais, pobres, feias, a beleza mais linda é a do coração, não existe outra a não ser essa, não suporto mais tanta hipocrisia vinda de seres que apenas "são humanos".
Fragmento III – Quimérica desigualdade
Há certa semelhança entre a igualdade oferecida pela lei, a proposta pelo racismo e a que é esperada pela sociedade. Talvez a percepção oferecida pela lógica substantiva, da ética valorativa, não contemple o propósito da reciprocidade em uma relação social.
Assim, a desigualdade é mais um reflexo quimérico e sistemático, refletido por qualquer modelo de coletividade, gerando toda forma atrofiada de ética, moral civilizatória e percepção sensorial do mundo externo, destoante de qualquer equilíbrio.
Nella città III - A cor da carne
Há dores que nascem antes do grito.
Não do corpo, oráculo por vezes calado,
nem da alma, que cedo se curva ao pranto.
Mas da identidade, lançada à sombra, à face do repúdio,
antes mesmo de saber-se ser.
Nasce, então, a dor sem nome,
antes que a luz do mundo pudesse tocar a pele — nua.
É o peso de um tom que destoa,
aviltado pela violência do olhar.
A cor da carne, que não é da alma,
não é identidade,
mas adorno passageiro —
incompreendido por olhos de cárcere,
que desferem o açoite mudo da ignorância,
a face vertida.
Vê:
a cor sublinha o corpo,
e não pede perdão pelo que é.
Aqueles que esperam que a cor se renda
não entendem o enigma da pele — nua,
que nenhuma voz pode enunciar.
