Racismo
O sentimento de inferioridade leva a pessoa a se ver no mundo como alguém que é vítima de preconceito.
Vestiram minha nudez,
Trilharam meu caminhar,
Limitam meu ser...
...e, resta apenas;
Fragmentos de um desejo.
(Nepom Ridna)
A escravidão continua aprisionando a TODOS.
Com algemas reais e outras ilusórias!
As que nos causam mais danos são as ilusórias.
(Nepom Ridna)
Não se relacionem nem apoiem aqueles que querem o seu mal. Ideias racistas, xenofóbicas e misóginas não são apenas opiniões divergentes — são promessas à espera de oportunidade.
Como pode um nordestino apoiar alguém que o despreza abertamente? Como pode uma pessoa LGBTQIAPN+ dar voz a quem nega sua existência? Como pode uma mulher defender quem insiste em reduzi-la à inferioridade?
A adesão a discursos que negam a dignidade de um grupo pode vir da desinformação, da manipulação emocional, de promessas individuais ou da ilusão de que "não é bem assim". Mas é exatamente assim. Palavras constroem narrativas, narrativas moldam políticas, e políticas definem vidas.
Não se enganem: o ódio normalizado hoje se torna a violência legitimada amanhã. Nenhuma promessa econômica justifica a negação de direitos fundamentais. Nenhuma tradição pode servir de desculpa para a opressão. O caminho para a barbárie começa com a aceitação da intolerância como mera opinião. E, contra isso, não há espaço para neutralidade.
"Mesmo com as provas biológicas de que não existem raças, nossa sociedade ignóbil e com acromatopsia cerebral só distingue o que são pretos e brancos."
"Preta é a cor dos meus mestres", negra é a consciência dos políticos hipócritas, que somente lembram dos valores de uma raça, uma vez por ano.
A minha escrita sempre foi combativa. Essa é a graça de poder me expressar pelas palavras. O que não digo falando, escrevo — e tenho muito a dizer. Não tente me calar. Nasci e cresci em meio à guerra. Se eu não estiver o tempo todo lutando, a sociedade me mata simplesmente por ser quem sou.
Quando se tem empatia, a conscientização acontece, naturalmente. E empatia se aprende em casa, ainda na infância.
Se o filho do Pelé fosse pobre, talvez ele já teria sido espancado e morto, como acontece com muitos por aí. Eu posso até estar errada, mas tenho pra mim que o negócio, aqui no Brasil, não é cor não, e sim dinheiro. Tem gente que só respeita dinheiro, infelizmente.
No dia que pararem de falar de negro e branco e começarem a falar de GENTE, a coisa muda, ou melhor, acaba.
Não fui criada para distinguir pessoas pela cor, ou qualquer outra condição, eu fui criada para distinguir o bom e o mau caráter.
Sei que estou sendo repetitiva, e continuarei sendo, porque a TV também continua repetitiva. E eu não sei ficar ouvindo calada. Então eu insisto e repito, é a classe social que dita a capacidade de competir, e não a cor. Quanto mais pobre for a pessoa, maior o riSCO de ela ficar pra trás, e de até sofrer violência e de morrer também. Mas parece que preferem colocar a culpa na cor do que exigir do Estado políticas que visam melhores condições de vida pra todos nós, brancos, negros, pardos, indígenas..., uma política comprometida com a erradicação da fome, da exclusão social, e com o fortalecimento da educação... e que isso não viesse a ser só no papel.
Deveriam focar no talento, em vez da cor, da aparência, de uma pessoa. Como se estivessem diante de algo sobrenatural. Isso também parece racismo.
