Racismo
Pobre Pensador
A minha vida daria um filme uma Mulher Negra com um filho nos braços sem Pai solitária na floresta de concreto e aço que dar frutos de petróleo
Fugindo dos pecados e das perseguições que eu sofro por causa da minha alta taxa de melanina
pensando no futuro.....o que eu vou fazer?
tenho pena da minha mãe que tem um pobre pensador em casa e que dificilmente lhe dará um futuro digno de uma guerreira que nunca descansou no meio da guerra.
Solidão de Maria
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Maria nasceu lá nas décadas de sessenta. Do século passado.
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Maria aprendeu que o sexo é proibido.
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Maria também foi perseguida. Não por soldados, mas pela sempre pronta e atenta, nossa querida sociedade.
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Quem mandou Maria nascer Maria e não João?
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_ Ela é que pague o preço de sua escolha!
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Maria tem que ser calada, voluptuosa e burra. Porque Maria que é Maria, é mulher!
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Mas Maria não foi nada disso.
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E ainda teve a ousadia de nascer preta. Preta sim! Não sou de meias palavras.
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Negro, não é nem raça. Preto é cor!
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Maria, além de negra, é preta. Não tem vida cor-de-rosa!
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Essa pobre coitada. Teve o desplante de perguntar.
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Nasceu inteligente e não foi sábia de esconder sua mente.
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Maria percebeu o mundo. Não gostou! Mas as horas Maria não era para sexo? Não é para isso que o Brasil vende Marias e o mundo inteiro compra?
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Oras! Maria era para ser enganada! Mulher e negra? É classe e situação permanente. É o regime de castas brasileiro. Que a gente age.... Mas psiu! É impróprio falar.
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Maria que é Maria, é pra usar.
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Mas Maria não aceitou.
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Maria... tola Maria! Questionou.
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E o tempo foi passando. Os anos se tornaram pesados. Maria ficou só.
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Sem homem. Sem sexo. Apenas com seu gênero, raça e inteligência.
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Maria que é Maria. Tem que se resignar. Porque Maria quando não é Maria... fica só, por questionar.
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E Maria ainda inventou de estudar. Teimosa, petulante e atrevida Maria! Como ousa?
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Vai chorar muito pra chegar lá. Mas num tenho pena! Nasceu assim, então tem que sofrer! Tenho nojo dessa cor. Detesto esse jeito sinuoso de mulher, que não se serve para os homens. E fico com raiva dela ser feliz! Ainda assim, Maria!
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Eu me alegro com cada sofrimento de toda Maria goiana.
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Êita! O que é que eu vejo ali? Mas não é que é Maria! Toda faceira. Solta, alegre a andar? Que absurdo!
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Sozinha e sem homem? Como pode? Toda aprumada, com documentos a carregar.
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Num é que Maria hoje, depois de muito sol, está estudada!
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Onde este mundo vai parar? Dar emprego para uma Maria se tem tanto José pra trabalhar?
Eu adoro roupas, glamour e ser invejada nas redes, sério. Mas às vezes sinto, como uma mulher não magra e não branca, que tenho que me esforçar em dobro. Tipo: “Sou mulata e curvilínea, mas estou usando um vestido caro e fiz escova, então é seguro! Me aceita!” É exaustivo. E caro.
Não sou a favor de negros, nem de brancos. Sou a favor da justiça, da paz, da união e do amor entre os homens.
O Menino
Jovem, Negro e Pobre
Assim começa a vida do ‘Menino’
Antes de nascer ele já luta contra as porcentagens
Coisa que ele não sabe lutar contra, pois
“Não se combate algo que não se crê”
Um Dia com seus dez anos
Perguntou a sua mamãe.
Onde está á vida, e os seus direitos, que tanto se fala
Ela o Observa com espanto e desprezo, e responde:
- Você num terá futuro, como tudo nois aqui, nascemos com vida útil de escravo.
O menino assustado foi para o quarto compartilhado com seus três irmãos.
Perturbado pelo que acabou de ouvir.
Aos 13 foi chamado para o crime pela terceira vez.
Não foi, e foi chamado de decepção.
Ele queria ir, era tentador. Iria conseguir ajudar mamãe
Porém, queria provar o contrario.
Quando fez 16, o seu primeiro aniversario.
Bancado pelo irmão mais velho, que foi pelo outro lado
Com um bolo de pote e velas refeitas.
Motivado, começou a estudar.
Sonhando em dar o melhor para a família
Sem mudar de caminho.
Com 18, estudou tudo que deveria estudar em anos, em meses.
Finalmente Aprendeu porcentagem.
Conseguiu 70% em uma faculdade.
Porém agora, a casa dependia dele.
Na metade da faculdade.
Precisava de dinheiro,
Apenas R$ 200,00 Para fechar o mês.
Foi com os amigos que moravam com ele.
Se perdoando a seu deus, e jurando ser a única vez.
A caixa estava tão assustada quanto ele.
Quando observou a televisão
Famosos, sonegavam impostos de milhares
Políticos roubando mais milhares,
E todos perdoados.
Parou e pensou que não valia á pena,
Não pela TV, mas pela sua trajetória,
Largaram a ‘peça’ e saíram,
Mas na porta a arapuca estava armada,
Ao Finalmente Aprender porcentagem
Tornou-se ela.
O que distingue um ser humano de outro não é a cor da sua pele, mas a nobreza da sua alma e a grandeza do seu caráter.
O Que Fizeste de Ti?
O que passa por sua cabeça?
O que dizem seus pensamentos
Quais as suas certezas e desejos?
Que sanidade fias que trás em si?
Roubas de ti os próprios cabelos, a barba
Veste-se como reles e inglório apátrida
Se encanta com desenhos insanos na pele
Desses que expõem símbolos de violências
O que pensas sobre ti e tua honra?
Que hombridade lhe restou nos anos
De amor, a ti dedicados, por mim e teu pai?
Que valia teve alegrias e dores a cuidar-te?
Trago ainda, de tua infância, tanta saudade
Seu carrinho azul, sua bola de meia
Hoje, trocados por tatuagens de símbolos
Que ao mundo, remontam ao terror e maldade
Que amigos lhe são caros e íntimos?
Os intolerantes? Os racistas? Os covardes?
Tenho por ti sentimentos de amor de mãe
Mas, não reconheço-te, saído de meu ventre
Dizem que sangue é vida,mas todos tem sangue vermelho,e mesmo assim são divididos pela cor da pele,como se a vida de quem tem pele branca valesse mais.
Podemos e devemos viver com direitos, deveres e tratamentos dentro de uma mesma medida, mesmo nos mantendo diferentes uns doutros.
Quem tem pensamento são, não pratica preconceito, ou simplesmente não tem os pensamentos completamente compreendidos.
Todo racista que já conheci era de esquerda. Nunca vi tanta discriminação racial quanto num grupinho de progressistas. Há um cuidado, uma cautela, para com o amigo negro, e um medo de tropeçar em seu racismo amordaçado, de tal modo que o tratam sem nenhuma naturalidade, com um zelo forçoso e calculado, mascarando de "dívida histórica", a dívida que ele tem (e esconde) de si próprio.
O sujeito livre de todo e qualquer racismo, passado ou presente, convive naturalmente, e do mesmo modo, com gente de qualquer cor de pele, sem ponderar palavras ou gestos por... cor de pele. Isso é tão óbvio, tão lógico, que dizê-lo, em tempos relativistas, soa absurdo.
Uma das maiores covardias ao negro, foi negar-lhe sua identidade, fazendo com que os próprios refletissem o racismo como uma forma de serem aceitos na sociedade.
Parem, parem de agir como idiotas, pessoas infelizes que criticam a todo momento pessoas, por serem negras, homossexuais, pobres, feias, a beleza mais linda é a do coração, não existe outra a não ser essa, não suporto mais tanta hipocrisia vinda de seres que apenas "são humanos".
