Racional
Ser humano, ser ou não ser?
Espécie pseudo racional, animalesca, disputam territórios e lutam pela sobrevivência. Já se agarraram a ideais desconhecidos e mataram por eles, porque precisam da fé para dar sentido a sua existência desconhecida. Usaram a própria espécie como escravos pois a ideia do poder ultrapassa a da união. Lutaram pelo individualismo, pela propriedade privada, por dominar uns aos outros. Porque já dominaram os recursos naturais, desmataram florestas e exploraram os minérios para se sobrepor aos demais. Dominaram o reino animal, matando em série para produção de alimentos que prejudicam a saúde da espécie, mas não tem problema, porque o objetivo para eles não é crescer como espécie, é lucrar e ter mais controle sobre a mesma. Sempre em lutas animalescas com eles mesmos, matando o próximo, trapaceando, manipulando. Os líderes não representam seu povo, armam estratégias contra a população para privilegiar a si mesmo e seus comparsas. E os demais não percebem que são uma espécie e enquanto a grande maioria não evoluir, a raça ficará estagnada, com um grande risco de ser extinta antes de conhecer outros planetas e civilizações espaciais. É preciso evoluir individualmente sim, mas sem prejudicar outro sujeito ou a espécie como um todo. Porque o processo de evolução individual está em se sacrificar pela própria raça, respeitar as inferiores e almejar chegarmos juntos a uma raça superior. Ser humano começa ao perceber que não somos, sem sermos.
O que incomoda é o conformismo do ser racional em não pensar e não criar no mundo, fora dele, para o mundo ou para o ego.
Quero mais é te deslumbrar !
Te deixar sem clareza racional...
Te quero todo emoção...
Estou sendo!
É pegar ou largar.
O homem por ser racional, é capaz dentro do associacionismo, capaz de construir várias essências com postes de Pasárgada e caiadas de branco por fora e por dentro. Mas também é capaz de criar postes e muros fétidos se não fores capaz de, tão horrorizado, dobrar-se sobre as poucas certezas.
E eu que fui tão racional, encontro-me presa na tentativa de um suicídio passional, uma janela de oitavo andar com três lados pra pular.
Um lado eu já não quero mais, fica ao sul e jurei que se fosse pular, não voltaria atrás.
Na frente eu vejo um passado que sempre foi presente, mas se desmotivava ao ver o sul. Mal sabia o poder que tinha, o sul foi ocupado por sua falta de espaço, quer dizer, por ter expandido esse espaço pra tanta gente, tantos lugares... Hoje você faz uma festa interna e me convidou, será que vou?
Ao lado eu vejo a verdade, a própria sinceridade em forma de relevo. Veio no momento em que o sul precisava ser desocupado, de um modo sutil engraçado e com o cheiro da terra muito agradável. Se eu aqui acampar, corro o risco de fazer morada.
Hoje preciso dormir em algum lugar, não sei se é festa ou acampamento, sei que preciso residir, pois essa inconstância nômade emocional já me agonia. Eu quero um terreno pra chamar de meu, pra regar e fazer chover, pra plantar e conhecer até enquanto Deus quiser.
No dia em que eu conseguir colocar a razão na frente da emoção com certeza serei mais racional e terei menos problemas.
Sou favorável à filosofia do diálogo racional e aberto do que a simples aceitação do dogma religioso em temas ditos sagrados. O pior cego é aquele que se deixa ser levado por outro cego. Questione-se!
Corrente da Ignorância
Rédea mental
do desenvolvimento racional.
A limitação intelectual.
Para uma evolução real
e revolução social.
Rompê-la é essencial.
Ser humano não é apenas ser racional, ser humano é entender as pessoas, entender sentimentos, ser humano e viver a vida sem esquecer que voce não esta sozinho e que somos todos irmãos, ser humano e amar a todo o mundo como a si mesmo...
Quando decidimos tirar uma foto com alguém, não se trata de uma escolha racional, mas do coração. É a inconsciente necessidade de congelar o momento, na certeza de que um dia, aquela imagem será o único caminho para voltar no tempo e matar as saudades de quem não estará mais ao seu lado, na incontestável certeza de que fomos felizes!
