Querer bem e uma Prece que se Reza por Alguem
"É tolice querer enganar a tristeza com pequenas distrações ou fingir que ela simplesmente não existe, escondê-la, varrê-la para debaixo de um tapete inexistente. Quem assim procede armazena-a nalgum recanto d'alma onde continua viva em segredo, pronta a dar notícia de si mesma de uma hora para outra.
A tristeza escondida é uma tensão que se vai acumulando e logo afeta física e psiquicamente a pessoa, prostra-a. Conforme o tempo passa, quem a padece passa a não mais identificar onde tudo começou, e muitas vezes atribui-lhe causas irreais, o que agrava deveras a situação, porque então a amargura se soma à tristeza.
Triste e armargurada, se não tomar cuidado a pessoa corre o risco de deixar crescer outro mal secreto em seu coração: um sentimento de vingança contra eventuais pessoas que a desagradaram por qualquer coisa, assim como um ressentimento contra gente genuinamente alegre, sem mais nem menos. Sim, quem tenta enganar a própria tristeza planta na alma uma semente de crueldade e indiferença, sem o saber.
Há certas paixões que não podem ser combatidas com placebos nem com autoenganos pontuais, pois cedo ou tarde a realidade se impõe, e com um peso proporcional ao tempo em que a pessoa mentiu para si mesma, seja por que motivo for.
Chorar, rezar e buscar a companhia de verdadeiros amigos são atitudes bem melhores do que fugir à dor, pelo seguinte motivo: a balança das dores e prazeres não é como a da justiça, pois quando pende para um dos lados geralmente arrebenta.
Outro procedimento razoável é meditar a respeito do que suscitou a tristeza, pois sabemos que há tristezas sumamente injustas.
Por fim, quem crê verdadeiramente em Deus pode – e deve – pedir-Lhe luzes, discernimento.
Só é capaz de ser alegre quem sabe ser triste, quando a situação exige.
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Algumas personalidades instagrâmicas ilustram bem isto: são cruéis na exata medida da sua falsa alegria".
O orgulho em sermos sem subterfúgios quem, de fato, somos faz-nos querer sermos cada vez mais autênticos.
O que quero não é o que preciso, se definir precisar;
Há urgência nisso, querer nem sempre é poder precisar;
Fazer o que precisa fazer, por que é necessário,
Tenha sempre em mente que, precisar não é querer.
Como não te querer
se tudo o que eu mais
quero é você.
Como não te amar,
Se foi você
quem me trouxe o amor.
_ Sueli Matochi
Partilhar a nossa verdadeira e momentânea felicidade,
É querer, e tentar ver o outro sempre buscando ser feliz...
Ainda que incerto, deve sempre ser uma busca e prioridade,
Ser e fazer feliz de verdade, nem que seja por um triz...
“Amar sem confiar”
É amar com o pé no freio,
É querer se jogar, mas ter medo do chão.
É sorrir com o rosto e chorar por dentro,
É abraçar e sentir a alma em tensão.
É dormir pensando no beijo,
E acordar lembrando da decepção.
É esperar uma mensagem com saudade,
Mas tremer de medo da intenção.
É ver beleza até no erro,
E, mesmo assim, saber que não dá.
Porque confiar…
É a raiz de tudo que faz o amor durar.
E quando o amor cresce num terreno rachado,
Onde a mentira cavou seus vales,
A flor que nasce é linda…
Mas vive cercada de espinhos letais.
Acredito que temos que querer o melhor para nós mesmos, mas o constante inconformismo não pode ser natural do homem.
Utopia do presente
Adianta se adiantar?
Querer ter a certeza que estou no caminho certo
Ou que pelo menos esse caminho é o que espero.
Uma corrida contra o tempo,
Parece que viver o amanhã é mais importante do que o momento.
Eu lamento.
Lamento ser assim, pensar na frente e querer controlar tudo,
Controlar o que pensam, falam ou julgam.
Limito o meu ser para não desagradar.
Até que ponto vou chegar?
Na minha cabeça está tudo confuso.
O meu ser, o ser outro, o outro ser.
Será que eu sei quem sou?
Medo de ter vivido uma fantasia,
De ter pintado uma profundidade
E de profunda, não ser nada.
E esse nada assusta,
Quero preenchê-lo sempre.
Mas chegou a hora,
Encarar a solidão, os vazios e expressar meu eu!
Sair dessa caixa,
Me descobrir,
Descolar de tudo.
Quero ser eu, mas não sei o que sou.
Será que o que sou, é o que quero ser?
Na busca infinita de me achar, me perdi...
De novo, mais uma vez.
Me parto em mil pedaços.
Só quero que isso acabe.
Síndrome do Cristiano Ronaldo: a armadilha de querer ser o melhor a qualquer custo
Vivemos em uma era onde o desejo de ser o melhor muitas vezes ultrapassa os limites saudáveis da ambição. Chamo isso de “Síndrome do Cristiano Ronaldo” — não por desmerecer o atleta, mas por representar essa figura idealizada de perfeição, superação e busca incessante por ser o número um. O problema surge quando essa busca deixa de ser um objetivo pessoal e se torna uma comparação constante com o outro, alimentando sentimentos como angústia, ansiedade e ganância.
Um mestre do boxe me disse certa vez: “o adversário que você precisa vencer todos os dias é você mesmo”. Essa frase me marcou. Porque a verdadeira evolução acontece quando buscamos ser melhores do que fomos ontem, e não melhores do que quem está ao nosso lado. Comparar-se o tempo todo com os outros gera frustração, e muitas vezes nos leva a trilhar caminhos tortuosos.
Quando queremos ser o melhor a qualquer custo, corremos o risco de agir por interesse, nos aproximando das pessoas apenas para alcançar nossos próprios objetivos. Surge também a inveja — não aquela que admira e se inspira, mas aquela que deseja o que o outro tem sem reconhecer o valor do esforço alheio. Isso é perigoso. Precisamos aprender a admirar o próximo, reconhecer quando ainda somos pequenos e nos inspirar naqueles que estão em um estágio mais avançado da caminhada.
Convivi com isso no meio esportivo e universitário. Ali, vi de perto os dois tipos de pessoas: aquelas que somam, que admiram, que compartilham o caminho; e aquelas que se aproximam sem admiração, apenas por conveniência. São atitudes bem diferentes e que geram consequências diferentes.
Hoje, olho para tudo isso com mais maturidade. Entendo que muitos erram por não terem tido ainda a oportunidade de refletir profundamente sobre suas ações. E nesse ponto, cito Cristo como minha maior referência. Ele nos ensinou a amar ao próximo como a nós mesmos. Quando internalizamos esse ensinamento, passamos a lidar com mais leveza, paciência e compreensão diante dessas adversidades humanas.
E foi nesse contexto que fiz uma reflexão sobre Jesus e seus apóstolos, a qual me ajudou a compreender melhor as relações humanas. Jesus, mesmo sendo o Filho de Deus, teve níveis diferentes de amizade:
Os íntimos (Pedro, Tiago e João): os que estavam com Ele nos momentos mais profundos, nos milagres mais marcantes e na hora da dor.
Os necessários: os demais discípulos que, mesmo não tão próximos, foram essenciais para a missão acontecer.
Os estratégicos: como Judas, que mesmo sendo parte do grupo, tinha um propósito específico, ainda que doloroso, na jornada de Cristo.
Nem todo mundo que caminha com você está na mesma profundidade. E está tudo bem. O erro está em não discernir isso e se decepcionar por esperar do estratégico o que só o íntimo pode oferecer.
Hoje, entendo que muitos ainda não enxergam a vida com essa clareza. Estão presos em ciclos de comparação e competição. Mas quando trago à memória o que Jesus nos ensinou — "amem uns aos outros como a si mesmos" — tudo se torna mais leve. Amar não significa ser íntimo de todos, mas respeitar cada um dentro do seu espaço, com paciência e sabedoria.
Afinal, ser o melhor não significa estar acima dos outros — significa estar inteiro consigo mesmo, amando, evoluindo e servindo.
Essência em Breve Canto
Não sejas junco, firma teu querer.
Tua voz ecoe, teu caminho a fazer.
Desata os nós, a rédea em tua mão.
Em ser teu guia, reside a lição.
Se o curso pesa, muda a direção.
Ser autônomo: tua canção.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
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