Quem Vive
SONETO SÓ
Eu tenho pena da solidão
Tão só, tão falta, tão “inha”
Coitadinha, vive sozinha
Chorando na submissão
E tal como a erva daninha
Arrasta o ventre pelo chão
Em uma triste e nua ilusão
Que revés, catástrofe tinha
Ai nessa pesada frustração
Tem tristura na entrelinha
E um vazio oco no coração
Então, ô aflição, pobrezinha
Contigo pranteia a emoção
Soluçando a solidão minha
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Dezembro, 2016 - Cerrado goiano
Andei pensando sobre o tempo e sobre como o usamos e por quê. Por que uma pessoa vive muito e outra vive só alguns anos.
IMAGINARIUM
Alguns momentos não queria imaginar queria vivê-los, todos envolvem você moça, todos. Imagino aqui ou eu aí, não precisamos complicar algo assim, só fala sim.
A diferença entre o louco e o sábio, é que o sábio se controla e vive a vida nos padrões das outras pessoas, no que os outros acham e dizem que é certo, já os loucos vivem de acordo com o que acham certo e não o que dizem que é certo, por isso viva como se fosse o ultimo dia de sua vida arriscando tudo.
Para votar certo, você tem que estar consciente da realidade em que vive e pensar não apenas em seus interesses pessoais, mas também naquilo que vai beneficiar as pessoas ao seu redor e o país como um todo.
O seu maior inimigo vive ao lado do seu maior incentivador, ambos estão dentro de você, e você define quem guia o seu destino.
O Deus desperto em teu olhar, ao ver a miséria da fome ao redor, aciona o Deus que vive em teu coração.
E assim a caridade se faz...!
"Detalhes sobre ela"
Ela tem romance na alma
Vive cada emoção
Ela tem doçura no sorriso
Tem poesia no coração
Ela não é toda perfeitinha
Afinal de contas ninguém é
Se conquistares o amor dela
Seja decente
Ela não merece e nem precisa
ser tratada como uma qualquer.
Meu amor vive em uma cabana
No final da estrada
A porta está aberta
Mas minha alma está trancada
A solidão senta ao meu lado
Descortinando qualquer desculpa
Que impeça o famigerado amor próprio
De revelar a sua culpa
O vazio inebriante nada oferece
Mas entristece minha esperança
Sigo o sentido do vento que me chama a fugir
Mesmo sendo difícil existir, me tire daqui
Me deixe correr
Me ensina a viver
Me permita estar inteira para quando eu te ver
Não perecer
Não consigo não te esperar, só sei te esperar
O faço porque a ti pertenço
Vem ao meu encontro, que seja em sonho, meu coração grita
Mas permaneço em silêncio
Em algum lugar do cosmo reside uma alma inquieta
Compartilhando a mesma dor
Sucumbindo em ruínas, assistindo apagar
As fagulhas desse pseudo amor
Meu anjo desapareceu
Na penumbra luz do dia
Sem tempo de defesa
Sem hora predefinida
Vejo o denso vazio que guarda escondido o eco de suas carícias
Os rascunhos de minhas declarações
O desejo de mais, mas não há, ainda que intrínseco, nada concreto
Do que parecia infinito nesse imenso deserto
A solidão singela e lenta retira de mim um pouquinho a cada dia
Corrói minha vontade de ser, tão forte e fria
Carnaval sem alegria, o arco-íris cinza
O amor em cadeados a cada esquina
Nas lágrimas não há violência, são brandas, mas constantes
A saudade latente suga e consome
Vago a sua procura
Meu anjo codinome
Exponho a vulnerabilidade do meu sentimento
Me mostrando em toda luz e sombra
É ardiloso explicar para nossa alma que ainda temos que esperar o momento
Pra viver lá fora o que já existe aqui dentro.
Ela já não vive para impressionar,
tão pouco cabe nas impressões.
Exibe jeito, formas e olhar,
é incansável nas demonstrações.
