Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Dia chuvoso, gotas caem do céu, lágrimas escorrem dos olhos sem permissão, pensamentos vazios, vagos e frios... mas, a saudade que bate nos impede de ter bons pensamentos e criar expectativas positivas de amor.
brincar é legal e saudável sabia?
não permita que a falta de idiotice
deixe seu dia chato monótono
todo dia quando você acorda você tem duas opções:
ficar de mau humor ou sorrir. então
libere a criança presa dentro de você
dê risada bem alta,ande descalço,
corra na chuva,seja um idiota de vez em quando!
não é porque a nuvem é escura que ela vai trazer uma grande tempestade,ela pode trazer apenas uma chuva leve só para regar as plantas.
Eu tinha desenhado um sol pra que não chovesse
Mas choveu assim mesmo
E eu desesperado com minha fé roubada por aquela chuva
Me escondi num abrigo junto com todas as minhas vontades
Até perceber que a chuva não era o problema
Meu problema era a preguiça.
deixar-me-ei
assim
como tentar
parar
uma tempestade...
encharcada
mas feliz
pelos
pingos da chuva a
molhar
meu
rosto...
Você é minha luz,
que ilumina meus pés,
que me acorda todo dia
- que me seduz.
Você é a luz,
do meu viver,
que brilha mesmo,
depois te chover...
Banho de Bica
Quando eu era pequenina
Do tamanho de um botão
Morava em Vila Pereira
Morava em Minas Gerais
Bem longe do sertão.
Tomava banho de rio
Tomava banho de chuva
Tomava banho de bica
Da casinha onde vivia.
As gotas d´água da chuva
Refrescavam o meu viver
Pois molhavam minha cabeça
Alimentando o meu ser.
O que mais me atraia
Eram aquelas pedrinhas
Chamadas “granizos”
Que caiam do céu
Na palma da minha mão.
Para uma criança sensível
Que linda sensação!
tão simples... a vida... a água do céu... na vida. aparentes cotidianos sagrados, raros, especiais dentro da fisicalidade... e daqui a um tempo não teremos mais... o corpo se vai, a sensação, a terra, a chuva, o sol... vamos aproveitar esta vida material com sabedoria... equilíbrio... o que levamos dela? para onde vamos depois daqui? Esta menina é uma sábia! Esta mágica dos planetas, gravidade, distancia solar, fotossíntese, respiração - oxigênio, movimento de andar, máquina humana, cores, sabores e aromas das frutas, reinos vegetal e mineral... infinidade refinada e sagrada... o som, as oitavas, o canto, a dança, o arco iris... prismas prismas, olhares, olhares, sintonia, sintonia, alinhamento... essências!!!!!!!!!!!!!!! verde, crescimento, pesquisador, descobertas. que possamos ser como as crianças: puras, inteiras, simples, alinhadas, vivendo a doação deste corpo e terra com sabedoria!!!! - 6/2/2014
Quando guardamos sentimento criamos tempestades descontroladas dentro de nós.
Quando falamos sobre eles nos derramamos como chuva.
As gotas de amor caem, regam o que é bom e levam embora o que não faz bem.
Se permitir chover é permitir limpar.
Sempre depois da chuva vem o sol. 🙌
E o sol sempre cura❤
Permita-se🙏
As coisas mais leves são as únicas que o tempo não consegue levar assim como um sorriso, uma doce palavra, um olhar, o cheiro da chuva, o aroma do café em uma manhã de outono...
Mesmo quando o sol não sai
e os caminhos das nuvens
nos levam a dias nublados,
ainda assim é uma beleza sem par.
Ver a chuva reavivando as plantas,
limpando e purificando o ar
e ouvir o som dos pingos no telhado.
Hoje choveu muito aqui em Pernambuco, região metropolitana. De manhã tive, muito a contragosto, de sair. Acordei as nove e meia, e um toró caindo, desanimador... Normalmente não sairia, mas tive que ir mesmo. Nem guarda chuva eu uso, detesto, sai correndo na hora da estiadinha, exercício forçado correr na chuva, pular buracos e poças d'água. A cidade parece que é feita de açúcar, fui prá Afogados. Afogados... Olha ai, como se não bastasse, ô lugar pra gostar de agua, um bocado de canto tem: Afogados, Caixa D'água, Águas Compridas, Água Fria, Aguazinha, Peixinhos, Brejo, Ilha do Leite, Ilha do Retiro, Rio Doce, Porto da Madeira, Caçote... Porto da Madeira?! Caçote?!, Sim, Porto, Caçote=sapo, tem a ver com agua também. Nesses dias de chuva, pronto, junta tudo, escorre e alaga. Sem contar que é cortada por dois rios. Levei um tempo danado pra chegar em Afogados, o tempo que eu levei dava pra viajar pro Rio, (Rio? Ih...Mais agua), São Paulo, visitar vocês. Teve uma hora que me arrependi de não ter levado uma maquina fotográfica, não tenho smartphones, e ter tirado umas fotos da janela do ônibus, parecia que estava num barco, escritinho, atravessando um rio, as ruas mas apropriadas para transportes náuticos. Náutico... também tem um time com esse nome, mais agua. Fui em Afogados e na volta passei em Peixinhos, chegando em casa as 4 da tarde.
estremecem as flores, ansiando pelos dias de sol primaveril que se negam a aparecer, tristes esquecem-se ao que vieram e desfolham com a impiedosa chuva, porém nos montes e vales dos nossos corações, permanece a imagem da sua beleza ou permanecem à porta dos nossos olhos...que anseiam céus claros.
rebento
depois da gestação do estio
a nuvem desembrenhou
no cerrado, e num envio
de seu rebento
num magnifico sobrevoo
chove... neste momento!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
18/10/2019
Cerrado goiano
DOMINGO CHUVOSO NO CERRADO (soneto)
Cerrado, as nuvens se encolheram
O céu abriu-se em gotas molhadas
A voz do vento dando gargalhadas
E as trovoadas o silêncio corroeram
Devagar veio o cheiro em pancadas
As folhas secas lânguidas desceram
Ao chão, encharcado e, obedeceram
Silenciosamente as suas chamadas
Uma a uma, gota a gota, vieram
Mansamente forrar as esplanadas
Cumprindo o fado que advieram
Aí, a relva e as árvores prostradas
Usufruindo, agradecimento fizeram
As chuvas no cerrado, tão clamadas
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Domingo, 27/11/2016
Cerrado goiano
Manar
Porque acoberta meus olhos
Translúcido e brilha na luz
Sua verdade é como o vento
Que perpassa meu corpo e seduz
Tu é a mãe do sentimento
Que flui condizente ao mar
Expira em frente a praia
Como ondas na areia a passar
Você é a emoção viva
É simples e se pode enxergar
Qual o seu nome minha lágrima
Não escorra sem me falar.
Mutante
As chuvas que vem e vão
sobre a sequidão do cerrado
Dos ipês, atapetando o chão
enfeitando o pasmo encantado
No horizonte o céu encarnado
flor de pequi e buritis na enseada
Trafegam entre o pó ensebado
dos galhos, folhas e cor desbotada
Na vastidão as luas de prata
das noites cheia de tudo e de nada
E nesta estrada tão pacata
mutante o vem e vai da esplanada
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, outubro
Cerrado goiano
CHOVE... (soneto)
Chove... que sussurro no humedecido
Cerrado molhado. O cheiro se enleva
Em nubladas nuvens, o temporal leva
O dia, perfumado, no chão lânguido
É a poesia! Palpita a vida num alarido
E nos meus versos a saudade eleva
Na chuva, e que vai caindo em treva
A melancolia de este tempo chovido
Chuva, lá fora, cá dentro um roteiro
De solidão. Encharcando a emoção
Doudejante, em um silêncio inteiro
Entre os tortos galhos nus, troveja
E a enxurrada numa doce canção
De um latente gotejar, a terra beija...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 9 de novembro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
novembro
já é novembro, dos ventos
o tempo fugaz caminhando
as quimeras em movimentos
rodopiando, e que seja brando
inflados de sentimentos...
as coisas já esquecidas
no bolso da promessa
que não sejam retorcidas
e tão pouco tenha pressa
que cure, todas as feridas...
há tempo após a existência
tenha fé, no nosso Criador
mais louvor... mais reverência
e assim, mais sal, menos dor
afinal, o penúltimo mês do ano
que o recebamos com amor
e que não sejamos, profano...
no coração todo o valor
lembranças, sem dano
mês de finados, luz, fervor...
bem-vindo!
- mês 11 do calendário gregoriano
chegou novembro, que seja lindo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/11/2019, 05'35"- Cerrado goiano
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