Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Conto: O sequestro
Preciso ser sequestrada desta selva de pedra.
Os dias cinzentos e caóticos da cidade grande enfim estavam chegando ao fim para Kayra. A correria constante, o barulho ensurdecedor dos carros e a falta de natureza ao seu redor estavam começando a sufocá-la. Ela sentia um desejo profundo de fugir, de se desconectar de toda aquela loucura urbana e se reconectar com a natureza, com ela mesma.
Foi então que Kayra decidiu que precisava ser sequestrada. Mas não um sequestro comum, feito por criminosos ou por necessidade de resgate. Ela queria ser sequestrada por algo maior, por algo que a libertasse da selva de pedra que a envolvia. Queria ser sequestrada por um lugar de paz, de beleza e de tranquilidade.
Para isso, ela estabeleceu alguns requisitos para o seu sequestro. Queria ser levada para um lugar de natureza exuberante, com árvores centenárias, flores coloridas e aromas silvestres que enchessem seus sentidos de alegria. Queria ouvir o canto dos pássaros e o som suave das águas correntes de um rio cristalino. Queria dormir em uma rede na varanda, sentindo a brisa fresca acariciar sua pele enquanto ela se entregava aos sonhos mais doces.
Kayra queria vestir trajes simples, feitos de materiais naturais, que a conectassem com a terra e com o universo ao seu redor. Queria saborear um café da manhã com frutas colhidas no pomar, almoçar e jantar com alimentos frescos e saudáveis da horta cultivada ali mesmo. Queria se alimentar não apenas o corpo, mas também a alma, nutrindo-se da simplicidade e da pureza da natureza.
E durante as noites, Kayra queria serenatas ao luar, com canções suaves e românticas tocando em seu coração. Queria sentir o encantamento da noite, a magia do momento, e ter seus lábios beijados suavemente por quem a sequestrasse. Queria se entregar ao amor, à paixão, à beleza que só a natureza poderia proporcionar.
E assim, Kayra se viu sendo sequestrada da selva de pedra, levada para um refúgio de paz e harmonia, onde podia finalmente respirar fundo, sentir-se viva e em paz consigo mesma. Ali, entre as árvores centenárias, as flores coloridas e os rios cristalinos, ela encontrou a liberdade que tanto buscava, a felicidade que tanto almejava.
E naquele lugar mágico, Kayra descobriu que o verdadeiro sequestro não era feito por mãos criminosas, mas sim pelo desejo profundo de se entregar à natureza, de se reconectar com sua essência, de se libertar das amarras da vida urbana. Ali, ela encontrou o seu lugar de pertencimento, o seu refúgio de paz e amor, onde finalmente podia ser quem realmente era.
E assim, entre as árvores centenárias, as flores coloridas e os rios cristalinos, Kayra viveu feliz para sempre, sequestrada pela beleza e pela magia da natureza, sequestrada por sua própria vontade de ser livre. Porque, afinal, o verdadeiro sequestro é aquele que nos liberta, que nos faz sentir vivos, que nos faz amar a vida como nunca antes. Kayra encontrou seu verdadeiro sequestro, e nele encontrou a si mesma.
Remediação
Assentado
Na pedra
De assuntá
Observando
O que há
Pra observá
Com prazo
De validade
Vencido
Ainda
Na prateleira
Por descuido
Quem está Remediado
Remediado está
"A história de Pedro nos lembra que somos como 'fragmentos' de pedra, esculpidos nas areias da fragilidade humana."
De que matéria pensas que és feito humano? Até o ferro enferruja, a água faz cavidades na pedra e ela por sua vez evapora.
Ser bailarina é dançar entre pedra e agua, de rosto pra cima.
Ser bailarina é esboçar o corpo suave no vento, como se estivesse voando, sem fazer esforço.
É assim que a alma revela, a emoção.
Homem
Homem é igual a pedra
Bate,joga na parede mais dura,usa a
espada mais poderosa,feitiços
inexistentes.
Não quebra. Não racha .Lasca não sai
Do coração mais puro.
Da mente mais ingênua.
Da alma mais bela
As simples palavras vindas da pessoa
certa.
Quebram o coração.
O amor que não será amado.
A raiva que não será baixada.
A calma que não mais existe.
Machista será?
Não.
Apenas não as trata com.
Vim de baixo.
Vou para cima.
O bem vai.
A raiva fica.
Perdoar aquele que quebra e não consegue
consertar.
Minha amizade tu terás.
Meu perdão terá que conquistar.
CULTURA EXTINTA
Durante a escravidão
fazia cerca de pedra;
carregava pedra pesada
que nem trator arreda.
Fazia cerca de madeira,
tão junta, que chega veda.
Fazia casa de enchimento,
dormia em cama de jirau,
cobria casa com palha
ou com casca de pau,
fechava porta com vara,
rezava pra livrar do mau.
Dormia em couro de boi
ou em colchão de palha,
bebia água de cabaça
ou de pote numa galha,
cozinhava em panela de barro
e fazia renda sem uma falha.
Antigamente não tinha carro,
Iam pra São Paulo a pé.
Iam à Lapa de pau de arara
ou caminhando pela fé.
Comia farinha com rapadura,
pagava promessa e cheirava rapé.
O gado era criado solto,
vaqueiro tocava boiada,
passar perto de arco-íris
tinha sexualidade trocada,
acreditava em superstição,
a mulher vivia confinada.
Dançava forró de sanfona,
fiava linha pra tecer,
cantava cantiga de roda,
fazia penitência pra chover,
jejuava na Sexta-Feira Santa
e dava da comida pra peixe comer.
Moça tinha que casar virgem,
senão ninguém queria ela.
Se galo cantasse fora de hora,
tinha rapaz raptando donzela.
O pai escolhia o noivo da filha,
e na última, quebrava a panela.
No outro dia da fogueira,
rodava a cinza com coroa.
Fazia simpatia pra saber
se as águas seria boa.
Fazia compadre e batizado;
e apagava o fogo com garoa.
Usava pedir a benção,
tinha confissão de pecado,
fazia muito benzimento,
mulher quebrava resguardo,
mascava fumo e pitava cachimbo,
havia arataca e mundéu armado.
A cultura mudou muito
com a chegada da televisão.
Em Urandi começou na praça
com Diógenes, na sua gestão.
Ficava na parede da prefeitura
e o povo sentava até no chão.
A PEDRA DE BENDEGÓ:
Cuitá, traz uma mensagem do céu. Uma prece, a benção um credo um véu, uma profecia a se cumprir.
"A pedra que atiras no teu próximo, quando te retornar, será teu tropeço! Os degraus da vida te acompanham após a queda."
A humanidade se acha grande coisa. Os dinossauros eram gigantescos e bastou uma pedra para eles serem varridos da face da Terra.
-I-
Aos julgadores clemência, atire a primeira pedra aquele que nunca errou;
E o que podemos definir como erro exatamente? Cada um luta da forma como acha correto, tenta até onde o seu limite chega e cada um tem o seu nível de limite e tolerância certo?
Como separar a decepção da empatia? devemos nós mesmos fazer justiça com nossas próprias mãos? E o que seria justiça? Deixar padecer aquele que em algum momento te decepcionou e agiu errado com você?
Talvez o segredo da vida, consista em exatamente agir diferente do opressor e mostrar que sim, você é muito melhor e sim ele perdeu uma pessoa maravilhosa para seguir ao seu lado!
Jamais perca a sua essência, por mais que a vida tenha te colocado em situações amargas.
Seja o melhor que puder, para que seu amor e essência, germine, e que as sementes plantadas, floresçam, e que mais pessoas de coração limpo e brando como você, renasçam.
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