Queda
Do cair ao vôo mais alto
Caí.
Não foi tropeço leve —
foi queda funda,
daquelas que fazem a alma se perguntar
se um dia foi feita pra voar.
Silêncio.
Poeira.
Cicatriz.
Mas ali,
entre os estilhaços do que fui,
uma brasa acendeu,
quieta, tímida,
mas viva.
Não era o fim.
Era o chão firme onde nascem asas.
Era o ponto exato onde a dor
vira lição,
e o medo aprende a ser coragem.
Levantei.
Não porque tudo estava certo,
mas porque dentro do caos
eu descobri um novo rumo,
um novo ritmo,
um novo “eu”.
E onde muitos viram queda,
Deus viu impulso.
Onde o mundo julgou fracasso,
o céu soprou recomeço.
Hoje, voo.
Não com asas de ilusão,
mas com força de quem já caiu.
Com fé de quem já rastejou.
Com brilho de quem acendeu sua própria luz
na noite mais escura.
E se eu cair de novo?
Ah, eu sei:
há sempre um voo mais alto
esperando quem não desiste de levantar.
Leve é o Caminho
Aprende, sim, com cada dor,
com cada queda, cada amor.
O ontem foi teu professor,
mas o agora é o condutor.
Não carregues em tuas costas
o que já foi, as horas mortas.
O que te trouxe até aqui
não precisa mais te seguir.
Deixa que o tempo leve embora
o que já não serve agora.
Fica só com o que te ensina,
com a força que ilumina.
Tua história é ponte, não prisão,
é semente em evolução.
Olha à frente — céu aberto —
o teu destino é sempre incerto,
mas tua fé é bússola no peito.
E mesmo sem saber o jeito,
caminha. Um passo de cada vez.
O futuro floresce por tua vez.
O passo é uma queda evitada por outro passo.
Por exemplo, diante de uma queda nas vendas, a maioria das empresas corta o orçamento de publicidade. Mas a verdade é que você precisa anunciar mais quando as pessoas não estão comprando.
Entre a queda e o voo, habito o intervalo das coisas esquecidas, sou pássaro de asas frágeis, que escuta o chamado do céu, mas repousa entre galhos secos, esperando que o vento, um dia, lhe ensine a direção.
Minha história é feita de renascimentos, em cada queda, um amanhecer incendiado, em cada dor, um poema forjado no fogo da perseverança.
Engana-se aquele que acredita que a queda de Salomão teve início no princípio de sua velhice. Na realidade, o problema começou a se manifestar no auge de seu governo, muito antes do surgimento dos primeiros fios de cabelo branco em sua cabeça.
Perpetuar orgulhosos a Cascarilla
Poesia intocável sobre duas terras
Não travar nem queda de braço
Manter o coração encantado
Se desviar da última consequência
Não buscar o quê cria atribulados
Como rito íntimo andar despojados
Não seguir jamais os deslumbrados
Um ser para o outro o porto seguro
Ser a cura, dar a mão ou o ombro
Estar prontos para se dar refúgio
Não deixar a delicadeza se evadir
Manter como regra a chama a luzir
Congregar-se com a rota a seguir.
Piavuçu cruzando
a queda d'água,
A poesia remando
no tempo,
Poetisa de remanso
que pelo amor vive
o tempo todo esperando.
Desta Pátria recheada
de escândalos vejo
o destino do meu povo
em queda livre,
Peço todos os dias
que Deus nos proteja
do futuro obscuro,
Porque golpes
em todo o continente
seguem em curso,
A vida pede de nós
paciência e mansidão.
Da Pátria vizinha
só tenho notícias
de sequestro da sigla
dos tupamaros,
De prisões, mortes
e desaparecimento
de líderes chavistas.
A vida pede de cada um
resiliência e serenidade.
De que há mais
de cento e sessenta
dias estão fechados
todos os tribunais
E do General e outros
tantos presos políticos
ninguém sabe mais.
A vida pede de todos
paz e reconciliação.
Calmon Profunda
Do broto a queda
da Araucária
dos nossos destinos,
Foste parte protagonista
da Guerra do Contestado
e da Saga da Ferrovia.
Na foz do Rio do Peixe
tu levas o curso
da vida ao Meio Oeste,
Calmon profunda,
a bênção do teu
padroeiro permanece.
Na Cachoeira da Esmeralda
tu me levas pela mão
para tocar o Sol,
a Lua e as estrelas
com os meu poemas.
Calmon profunda,
eu te devoto todo
o meu amor à tua
feita de amor para toda a vida.
" A prova não impõe a queda, apenas oferece o campo onde a virtude pode afirmar-se pela resiliência demostrada. "
Seus tornozelos doloridos,
Um repuxão, devido à queda do balanço.
Mas surgia um novo dia,
Ela enrolou seu lenço no pescoço,
Vivendo e apostando pra ver,
Perdendo se manteve elegante,
E afirmou: - Da queda em diante,
Coisa alguma irá me deter...
Da queda em diante
“Quando chegamos ao topo,
O próximo passo é a queda...”
Caiu com a cara na lama,
Socou um murro na mesa,
Xingou aquilo que ama,
Cuspiu no prato e na presa.
Comprou, não pagou a despesa,
Dever de ladino exerceu,
Deu um calote na empresa,
Não mais do que ela lhe deu.
O ataque é melhor que a defesa,
Por tanto atacou desleal,
Não repartiu sobremesa,
Canhoto, esquerda radical.
Ultrapassou em mão dupla,
Passou do limite aceitável,
Parou em local proibido,
Assumiu ser um ser imutável.
O arrebalde devia pra ele,
Estreou temas chocantes,
Estreitou seus laços na máfia,
Foi amante das boas amantes.
Vivendo e apostando pra ver,
Perdendo se manteve elegante,
E afirmou: - Da queda em diante,
Coisa alguma irá me deter...
