Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Portanto, DEUS está dizendo:
Eu coloquei diante de vocês
vida e morte, fogo e cinzas, altar e ciclo.
Não Me apresentem o ano
se não Me entregarem o coração.
Não Me tragam cânticos
se continuarem negociando a verdade.
Eu não sou Deus de viradas vazias.
Eu sou Deus de alianças eternas.
Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (João 10:10).
Não é vida perfeita;
é vida plena, mesmo em meio às lutas.
miriamleal
Quando a vida passa a ser sobre o que Deus quer, o “eu” deixa de ser o centro. E isso não é perda, é libertação.
miriamleal
A vida deixa de ser sobre, o que eu quero viver;
e passa a ser sobre, como posso honrar Aquele que me salvou.
miriamleal
Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.
(João 14:6)
"Se você colocar Deus primeiramente em tudo na sua vida. Não tem como percorrer caminho errado."
─By Coelhinha
"A vida tem um jeito lindo de nos encaixar em lugares e pessoas que são um bom lugar. E eu acabei aprendendo que sou uma pessoa que no final não são necessárias tantas pessoas. Apenas as necessárias. Lembre-se. Sua certeza precisa ser maior do que a dúvida dos outros."
—By Coelhinha
Não espero mais que a vida seja leve, eu apenas escolho ser forte, leveza é consequência, força é decisão, e eu decidi.
Há uma diferença entre estar vivo e estar consciente da vida, e eu já não consigo mais separar os dois, porque cada instante carrega uma análise implícita, e, nesse excesso de lucidez, a simplicidade se tornou inacessível.
A vida não ficou mais leve, eu que aprendi a carregar o peso com uma dignidade que nasceu do sofrimento.
A vida não me moldou com cuidado, ela me atravessou até que eu descobrisse o que em mim era inquebrável.
Há dias em que eu não quero ser forte. Quero apenas descansar de mim mesmo. Mas a vida não oferece pausa para a alma cansada. Então sigo, mesmo exausto, porque desistir nunca foi uma possibilidade que o destino me permitiu.
Apesar de todos os sofrimentos que na vida eu fui submetido
E até me submeti
De uma coisa estou certo
Que nunca me desamparou
Ele sempre me enviou pessoas certas na hora certa
Mesmo sofrendo chorando e só
Quase desistindo de mim mesmo
No último momento a mão de Deus
Sempre surgia em forma de homens e mulheres humanos repletos de gentileza
Ao meu socorro
Eu sou grato a Deus.
De Marcio Melo
Nasci no mundo, século, década, ano e vida errada!
Pois eu sempre amei e nunca tive reciprocidade para mim!
Adeus amor...
Adeus...
Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo
Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.
Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.
Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.
Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.
Fiquei parado. Não consegui seguir andando.
Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?
Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.
Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.
Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.
A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.
E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.
Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?
Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.
E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?
Ysrael Soler
O Sol, a Pedra e a Rosa
Eu olho uma flor
E vejo suas pétalas
Enxergo no broto
O talo da vida
O chão que eu piso
Pisou tantos outros
A flor que eu vejo
É rosa vermelha
O orvalho que de mansinho
Amacia a rosa
A rosa que pendurada
No caule é rosa vermelha
O sol que aquece a pedra
Incandeia a rosa
A mão que afaga a rosa
É bruta...
A bruta que é pedra
Sosleia a rosa
O vento sopra e carrega
O pó que cobre os pés
No caminho
O caminho que
Lápida a pedra
A pedra bruta deságua
No fundo do mesmo espinho
E a rosa resiste ao tempo
Vermelha de sangue e calma
Enquanto a mão que a machuca
Também lhe entrega a alma
Ysrael Soler
#israelsoler
#ysraelsoler
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