Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Rua sem fios
Profusão de equipamentos fotovoltaicos
Aurora de um novo tempo a cada dia
Transmissão de pensamentos e energia
Condução simbiótica, veículos elétricos
Um transitar de ideais fecundos
Postes escassos, fios ausentes
Visões científicas presentes
Seccionando diferentes mundos
Diálogos abrandados, cantos de aves
Espantoso cenário urbano futurista
Ouve-se dos pneus os atritos suaves
Reservas especiais de pensadores e naves
Vanguardas para astronauta e motorista
Passado é presente aperfeiçoado em caves.
Rotina
É chegada à aurora, a maré começa a subir
Antes do nascer do sol, em plena alvorada
Acordo para trabalhar, eu tomo o café às pressas
Para minha condução poder pegar
Vejo a minha amada no crepúsculo matutino
E as mesmas coisas se repetindo
O sol nasce começa a raiar e os pássaros emigram
As crianças vão para escola quase dormindo
Ao chegar o meio do dia vou almoçar
As crianças chegam da escola, famintas
E ao matarem quem as está matando
Vão para aquele sono obrigatório de fininho
Ao cair da tarde no momento vespertino
Os pássaros que fizeram a alegria do nosso dia
Voltam em revoadas para os seus ninhos
Eles terão mais uma noite de descanso
E quanto a mim eu chego em casa cantando
Revejo a minha amada e a saudade eu vou matando
Vamos deitar dormir de conchinhas e descansar
Para no novo amanhecer ver tudo recomeçar
Plácido é o brilho da aurora em seus cálidos lábios.
Me apaixona, me alegra e me consome.
Fazem dos sentimentos somente brincadeiras.
Logo, me entrego, e conseqüentemente me perco.
... Você se torna a direção da minha vida.
Emana seu falso amor e invade meu coração.
Pisa, me devora, me abraça, e me namora.
Quando n tenho mais saída, simplesmente vai embora...
Solidão, em tuas deixas sentimentos se confundem...
Liberdade ou abandono?
Saber-me só da aurora ao crepúsculo é inevitável sentença, então... Aceito-te como preço da minha liberdade!
NOITE
Acaricia o horizonte da noite, busca o coração de azeviche que a aurora recobre de carne. Ele te porá nos olhos pensamentos inocentes, chamas, asas e verduras que o sol ainda não inventou.
Não é a noite que te falta, mas o seu poder.
De Capitale de la Douleur (Capital da Dor), 1926
CANTO DO SER SEM AURORA E ALVORADA
Um rio agônico que deságua
O ocaso emanando dos moribundos olhos que derramam lágrimas
A cordilheira que se metamorfoseia em cinzas de montanha
A espera impressa e circunscrita na hirta parede da lembrança
O estro que tomba ante o eclipse total da esperança
A criança que dorme, morre e não sonha
O bardo que é maninho pasto, desrepasto, marasmo, secura, insônia
Insânia!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Linda como a aurora da manha, e em nuvem, carregada de encantos, virtudes, e lá estava, você sentada nela, desceu em uma escada de ouro, degraus de cristais, refletino aquele anjo que desceu na minha janela pela manhã, era realmente você com tua voz harmônica, clara como o sol.
Amanheceu!!!
E a única estrela que ainda brilha é a Dalva.
Mas, o amanhecer me trouxe a Aurora de uma manhã Clara, que com toda luminosidade me fragilizou a Íris.
E aqui estou, com o perfume de uma Rosa nas mãos, Margarida nos cabelos, Violeta desenhada no vestido te esperando para o chá de Amarílis...
Tenho Dália enfeitando a mesa, pétalas de Hortênsia perfumando o lavabo e tenho Acácia na banheira.
Na porta do quarto tem Açucena pra dar um ar agradável ao nosso ninho.
A Gardênia está sobre os lençóis minha paixão, onde você poderá me escravizar sem direito a lei Áurea.
E quando anoitecer, ainda quero gemer lá no jardim de Carmélias, olhar para o céu e dar piscadinhas para as três Marias mesmo que isto lhe pareça coisa Bárbara.
Assim, quero ter você Perpétua pra mim, pra poder com toda minha Alma, e em toda minha Glória me aventurar, tocar-te e chamar-te pelo nome: .....................!!!
CHEGADAS E DESPEDIDAS
Ao cair da tarde ou ao romper da aurora,
Entre nuvens se pondo ou nascendo o sol,
É mais um dia que nasce ou que se vai embora,
Para cumprir ou ter cumprido sua missão e história.
São esperanças de um novo dia,
Ou são lembranças que se despendem,
São saudades de amores ou nostalgias,
São novos sonhos que aparecem.
Agradecer a Deus por mais um dia que se despede,
Agradecer a Deus por esse sol que nos aquece,
Pois em cada manhã, por cada sol que aparece,
Em gratidão louvamos a Deus a nossa prece.
E os raios que o sol lança sobre nós,
Trazendo uma sensação de amor e paz,
São bênçãos de luzes do céu como faróis,
Levando saudades que talvez não voltem mais.
Em cada dia um novo sonho, uma emoção,
Nesse diário cheio de idas e de vindas,
De saudades e marcas no coração,
No cotidiano das chegadas e despedidas.
"Amanheceu...chegou a aurora.A grande obra se inicia. Ascende-se todo o brilho do sol numa tela imensa de luz e cor.
Anoiteceu...veio o crepúsculo. Deus esteve aqui e terminou sua obra em tons dourados. Guardou os pincéis, sorriu e foi descansar."
Tanto no crepúsculo como durante a aurora, tanto durante as tempestades que agitavam suas camadas mais profundas, como quando estava brilhando ao refletir a cara luz do sol ou mesmo nos momentos em que era escurecido pelas sombras que voavam pelo céu e vinham em minha direção.. ainda que momentaneamente ensombreado, este mar em constante movimento trazia para mim, em suas mudanças constante aos longo do dia, as imagens de um espetáculo que nunca me cansava.
Poema do Ékstasis
Reflexo de notas frescas na aurora.
Levemente adocicadas, elas dançam.
Uma magnitude de acordes se anuncia.
Envoltos em essência, me transpassam.
Transformam o silêncio em percussão.
Melodias que minha alma vestem.
Notas que inebriam, desnudando verdades.
Revelam-me inteiro, sem disfarces.
Uma viagem íntima acrescenta-se ao viver.
Levando ao ápice, ao estado de Ékstasis.
Onde cada compasso é um respiro.
E a música, a última verdade, me envolve.
Quando o dia nasce
Quando a aurora desponta no horizonte,
Cores suaves pintam o céu distante,
O sol desperta, um guerreiro ardente,
Trazendo luz, banhando o dia nascente.
Montanhas e vales em mística beleza,
Revelam segredos, em paz, com leveza,
O rio murmura canções de eternidade,
Abençoa a Terra com sua bondade.
Assim, nasce o dia em esplendor gentil,
Uma tela viva, um poema sútil,
E o coração , em grata reverência,
Abraça o novo dia com pura inocência.
RUÍNA
Aurora,
Obsecro à mente sublime
Que está a atordoar
Um frágil corpo carnal.
Crepúsculo,
Suplico à mente celeste
Que está devastando
Um frágil corpo carnal.
Enoitecer,
Imploro à mente extensa
Que assassinou
A ruína restante acolá.
Pensa ?
Sabe?
O que pensa que sabe?
O presente, vestido de futuro,
travestido de aurora boreal,
diz Não à mesquinhez de um pensamento aprisionado.
A arte do pensar
debulha-se
em versos
em formas
em cores
em liberdade
Valnia Véras
A aurora, depois de surgir tão bela,
se vai sem esperar por um monarca.
E o cão, não sabe o simbolismo do
automóvel caro, ou roupas de marca.
Isso significa que a "importância"
de uma pessoa é um "blefe"
que não merece muita atenção.
Quando desci em belo horizonte , renascimento do sol
Conduz Os passos lentos em busca da aurora
Enfim, somos essenciais de Porto de essência.
Kaike Machado
Nasce uma nova esperança, um novo despertar, mais uma aurora se desenha no firmamento, do alto do Iracema se percebe uma manhã calma, silenciosa, a alma e o corpo pedem para ficar, mas tudo bem, a missão, parcialmente cumprida, o coração pede para ficar, a insurgência do Corpo, o néctar da alma, calma, logo tudo passa.
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