Que Saudade dos meus 15 anos
Olha nos meus olhos...
Olha nos meus olhos e diz que não sente?
Não sente meu desassossego...
Não sente minha solidão...
Não sente meu temor?
Olha pra mim e diz que não sente...
Que não sente o meu amor...
Que não sente o meu presente e futuro pendentes...
Que não sente que sem você tudo fica incompleto, feito um rascunho esquecido no fundo de mim mesma...
Que não sente que minha vida te pertence, desde a primeira vez que me olhou diferente...
Você sente?
Sente que sou tua e você é meu?
Sente que nós dois juntos somos um presente de Deus?
Por favor!
Diz que sente.
Era engraçado a dança
Meus pés cansadas
Meus cigarros
Minhas vidas
As suas, que foram minhas
As minhas que foram suas
Sufocadas
Eu apenas queria respirar
Não te deixar.
O que seriam dos meus dias sem suas poesias....seus dramas...suas reflexoes, seriam como praia deserta, sem sol, jogados ao marasmo ao vento e a poeira !!!
Meus olhos não escondem como estou...
Se gosto ou não...
Se vou ou fico...
Confio em você...
Mas não no meu olhar...
Meus Medos
Dos dias que vivi
Pude ver
A fome, a miséria do povo.
A triste luta para sobreviver
È muito aterrorizante a destruição do ser humano
Todos procuram à perfeição
A luta para ser melhor
E esquecem da humanidade
Esquecem o espírito de carinho
De amor
E partem a esmagar outros iguais
É tão apavorante pensarmos
Que a loucura esta em nós
Uma grande cidade
Vemos luzes, prédios altos.
Construções em busca de mais e mais
Caminho sem fim
Essa grande luta é pelo que?
O que através disso tudo procuramos
Se a morte nos levará tudo
Andando pelo vale das sombras a selva de pedra
Vejo o total esquecimento do sentimento
Pessoas nascem e crescem
Vivem como robôs
Do sistema a selva de pedra
Essa corrida desesperada
Traz descontrole
Traz a loucura
Vejo gritos gemidos de dor
Vitimas inocentes sofrem
Esta ai a destruição do ser humano
O louco
Que parte aterroriza
Vejo o medo das pessoas que sofrem em ataques
Os gritos desesperados ao abrir de suas bocas
Seus olhos se abrirem e o medo à vista de todos
Gritos espalhados, gemidos de dor.
O frio sem calor
Pessoas dormem aos chãos
Tornam-se invisíveis
Esquecidas pelo sistema
Passar uma noite tremula com frio cortante na carne
E bater dos dentes
O choro o esquecimento
O frio a dor
A loucura é tão grande imensa
Que os céus já não são claros como antes
As estrelas do céu já não iluminam mais
A selva de pedra
Na noite sem fim no dia que já é noite
Ando pelos túneis de terra
Vejo muitos olhos perdidos
Sem vida
Atormentados
Pelo atraso
Pela luta
A loucura
Ruas o grito
A irritação pela busca do tempo
Sem sono
Não temos mais compreensão
Não temos mais paz
Nem alegria
Na corrida sem fim o melhor lugar
É fugir da selva de pedra
Essa selva é o castigo
A loucura
É o tempo que corre a luta que nos esmaga
O descontrole que bate a nossos olhos
A vontade de sumir
Deitado em minha calma
No escurecer da noite
Procuro entender
E partir a procura da paz interior
Ao esquecimento
A anestesia da dor
Ouço uma canção e choro
A lembrar e ver toda essa dor
Sinto minhas mãos tremulas
O corpo cansado
Lagrimas a escorrer pelo meu rosto
Por longo tempo
Até o cansaço me levar
Apagar
Desmaio.
Nos meus sonhos um belo mar a natureza sem fim
O canto dos pássaros amacia meu ouvido
O barulho das folhas o cheiro do perfume
Deitado na areia sentindo a água aos meus pés ao paraíso cheguei.
Chorei de alegria, sorri gritei acordei.
Era tudo um sonho.
Prefiro meus desesperos, minhas desgraças, minhas lágrimas, meus exageros, a ouvir você falando de você.
Hoje
Hoje tu voltas-me ao rosto se ao teu lado passo
e abaixo meus olhos se ti avisto. Assim fazendo com que tudo isso pudesse varrer nosso passado.
Aquele que enflorou minha vida de suprema aventura e encantamento ,hoje me ferez porque esquecida nunca mais me teras no pensamento.
aquele que de Amor me deu um mundo de sonhos e quimeras meu viver se transformou nos caos profundo.
Aquele que me prostou no isolamento repousa em meu olhar sem eu querer jamais no pensamento.
Amo-te não deu certo...tu foste uma miragem deslumbrante que em meu sonho sonhei tão perto e desfe-se deixando-me diante da tristeza vazia do DESERTO.
E eu que lutei contra os meus desejos cruéis, não encontrei mais nada para me libertar. Não havia mais em quem confiar, não tinha mais chance de encontrar a saída para qualquer lugar, onde nada fizesse meu mundo desmoronar. Foi difícil, olhar e não encontrar mais aquele sorriso, ele nunca mais se mostrou. Se distanciou... e foi assim que eu encontrei a dor que sempre existiu em mim. Os dias voaram, eu continuo com o lápis na mão escrevendo nessa mesma página a meses, não adianta olhar para o relógio, os minutos parecem sempre os mesmos. É um sufoco andar pelos mesmos lugares, ver os mesmos rostos, mais não o rosto que eu preciso ver.
"A estrada é longa, há subidas, há descidas perigosas e meus pés ardem, borbulham, pinicam ... Mais desistir não é humano."
Quando minha boca se cala, meus pensamentos se expandem, a minha face adormece, e escrever é a solução.
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