Que Saudade dos meus 15 anos
Às vezes eu queria poder não pensar tanto! Meus pensamentos parecem um ramister correndo em sua roda.
Se há uma mensagem metapolítica em meus romances, é sempre uma mensagem, de uma maneira ou de outra, de um compromisso, compromisso doloroso, e da necessidade de escolher a vida em lugar da morte, a imperfeição da vida em lugar das perfeições da morte gloriosa.
Você faz dos meus dias algo inexplicável. É como as estrelas. Elas estão no céu, lindas e brilhantes e não sabemos dizer o porquê de estarem lá, mas estão e nos fascinam com tamanha beleza. Assim é o meu dia: um presente iluminado dos céus quando do meu lado você está.
Sou um homem fragmentado, silencioso. Somente a escrita constrói pontes entre os meus abismos, somente ela dá voz e eco à solidão dos meus penhascos.
Onde estão os meus amigos quando eu preciso?
Quem são os meus amigos que até hoje não visualizo?
(São os novos ou antigos?), estou ainda indeciso
Não são os mortos nem os vivos (que fique o aviso)
Este monólogo não é recente e já me assombra o juízo
Quando olho-me atentamente, já virei um narciso
Embora descontente consigo soltar um riso
Vivo assim indiferente e apartado da «ISO»
Estou frustrado, zangado e sinto-me abandonado
No chão fui lançado, pisado e humilhado
Excluído, ignorado, sem motivo apartado
Quase sempre isolado, no ermo refugiado
O que fiz de errado? Por que sou desprezado?
Sei que serei mal interpretado pelo que tenho falado
Então, que fique explicado por que estou revoltado
(Males tenho enfrentado sem ninguém do meu lado)
Tudo que faço não presta, para vocês sou um falhado
Toda malta me detesta e na rua sou apontado
Tratado como a besta, de todo mal sou culpado
Mas se olhas a minha testa
Não há nenhum número marcado
Escrevo assim e assado, de como estou inspirado
Escrevo hoje estressado e amanhã mais relaxado
Escrevo o quanto sou odiado e o quanto posso ser amado
Mas escrevo preocupado se serei devidamente captado.
Não sou um chorão em busca de consolo
Se achas-me um bebezão, és mesmo um tolo
Isto sai-me do coração, digo-te, não enrolo
Estende então a sua mão, dá-me então o seu colo
É simples amigão, será que é pedir de mais?
Quero acreditar que não, sejamos cordiais
Estou sozinho na escuridão onde os demónios são reais
Afundo nesta podridão, deambulando em espirais
Conheço bem a solidão, já explorei todas vantagens
Hoje acabou a diversão, preciso de novas viagens
Sair do meu quarto, contemplar novas paisagens
Ouvir novos sons, escutar novas mensagens
Mas sozinho já não, necessito de um companheiro
Dispenso a multidão, procuro o verdadeiro
Os poucos que virão, que venham por inteiro
Está é a condição para atarmos o laço derradeiro
No Inverno, no Verão, no Outono, na Primavera
Em qualquer estação, estarei a sua espera
Serei o seu guião, seu escudo contra a quimera
E espero de si irmão que remuneres da mesma maneira
Termina assim este monólogo que inicia com uma questão
Os meus amigos quem são, os verdadeiros onde estão?
Será que aparecerão e os falsos se afastarão?
Ou nem se quer saberão por desconhecerem esta Compilação.
Meus sonhos...
Uns me dizem que é impossível, outros me acham louca, mas eu...
Eu sei que é real e que por mais que pareça "impossível", eu prefiro me alimentar das expectativas de que isso é real. A frase "nada é por acaso" é a que mais alimenta minhas expectativas hoje.
Eu não entendo o proporção dos meus sentimentos, pois logo que o vi eu quis desmaiar, fugir para longe. Depois quis beijá-lo. Mais adiante eu quis cuspir na cara dele como ele foi idiota, idiota, idiota! Ele trocou um diamante por uma bijuteria, pois doa a quem doer, eu sou um diamante! Há gosto para tudo nesse mundo. Inclusive, há mulheres que preferem bijuterias a ouro, enquanto outras têm alergia a qualquer coisa que não seja ouro pois qualquer outro material causa uma irritação na pele, uma vermelhidão, uma coceira...
As cinzas renascem de passados obscuros e solitários.
O futuro que me aguarda é reflexo dos meus pensamentos indevidos.
"Paulo disse sede Meus imitadores como eu sou de Cristo, ele não disse sejam iguais, porque imitar é chegar mais perto possível da semelhança, igual só existe um e Jesus é único"
1 Coríntios 11:1
Do meu banho consigo te observar. Entre uma fumaça e outra teus olhos se encontram nos meus, e para meu corpo você se permite olhar por todos os cantos, que minutos antes estavam entre seus dedos. Cada pedaço meu entrelaçado em tudo que é teu.
Meus dias são"zumbizado"com alunos vivos mortos de sono,e a arrogância dos que não suportam a realidade: pensando está vivos.
Marcas que dão sentido!!
A serenidade de meus passos não dizem de insegurança, mas de cautela.
Assim, atravesso campos de batalha, ilesa eu não saio, mas com marcas que vem ressignificando a minha história.
Não se pode atribuir, aos meus itinerantes pensamentos e nem a mim, a infalibilidade, pelo simples fato de tê-los proferidos por meio da escrita.
"Fascínio"
Fascínio são os meus olhos
Somente com meu olhar
Entro na sua vida...
Te amo, te beijo...
Deixando você sem ação
Com o coração na mão
E assim não te dou opção
De ser meu pra vida toda
Não tem jeito!
Você é todo meu agora...
Amarrei seu coração
Com laço da minha desenfreada sedução
Comigo é assim!
Se não der certo eu vou dormir com o sonho desfeito
E você na minha imaginação
Sou poeta e não tenho outro jeito de ser
Minh'alma não aceita e nem quer, ser diferente!"
Autora:Simone Lelis
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