Que os nossos Sejam nossos
Há promessas que a gente espera a vida toda que sejam cumpridas. Promessas que fizemos a nós e que ficaram tão distantes, que foram se tornando pó na estrada passada.
Há tanta coisa que ainda não fizemos, que por descuido não olhamos com a bússola para nos mostrar a direção. É que a vida passa feito raio que corta o céu e cai no chão, quando a gente olha, já são 50, 60, 70, 80, 90, 100 e assim os anos se vão, um a um.
Fim.
Nildinha Freitas
A América Latina, de uma forma geral, tem uma tendência a ser atraída para os caudillos, sejam esses caudillos de direita ou de esquerda.
É essa mesma tendência, que precisa ser explicada ainda, que faz com que a Europa seja atraída para a fragmentação, o agrupamento e o reagrupamento ou a China seja atraída para a manutenção de sua unidade territorial.
(2010-10-12)
O problema das leis novas, por melhores que elas sejam, é que elas enfrentam um inimigo poderoso: o hábito...tanto daqueles que são prejudicados quanto daqueles que são beneficiados.
(2018-06-21)
Não adianta querer que as pessoas sejam como defendemos que deveriam. Se seguem como são é porque ainda encontram vantagem nisso, e mudarão apenas quando a conseqüência se mostrar pior do que a escolha.
Tranquiliza o espírito suaviza a mente deixa o corpo descansar, para que teus passos sejam a tua vitória.
Quando os muitos problemas vierem a te não vá fechar a porta, permitam que eles sejam apenas visitantes possam entrar fazer uma varredura e logo vão fugir da sua vida.
A vida cobra o tempo mostra o propósito, a vida vivida deseja que todos sejam fortes em qualquer situação para não mendingar migalhas por onde passar, seja forte a ponto que a fraqueza não vá cruzar o teu caminho.
Que meus oponentes sejam muito fortes, pois quando eu derrotá-los, não sentirei nenhum remorso!!!
Jean C. de Andrade
Através da vivência, percebi que para ser feliz não é preciso ter muitos amigos, que sejam poucos, mas que sejam realmente, bons amigos!
Para ser feliz não é preciso ter muitos amigos, que sejam poucos, mas que sejam realmente, bons amigos!
E quando eu ficar mais velho, que minhas dores sejam acalmadas pelo verde e o ar puro que ainda restam...
Os milagres que existem no Mundo
Eu os vejo nas menores coisas
Mesmo que sejam grandes
Pois é nos detalhes, que se escondem
os seus significados mais profundos.
A escuridão que precede o amanhecer
traz junto a si uma paz e uma temperatura
Que a gente não há de ver ou sentir
Em todo restante do dia
O canto dos pássaros ao longe
Misturando-se ao silêncio
entrecortando-lhe, extingüindo-o
Findando-lhe aos poucos
A coloração acinzentada
misturada a uma tonalidade rósea
é a luz do Sol brincando entre as nuvens
Tornando menos plúmbeo
o milagre pluvial
Algo lindo de ser ver!
E assim
A noite e o silêncio morrem
Na rua as pessoas correm feito loucas
Quando cumprimentam-se, velozes
Suas vozes denunciam, roucas
Um misto de tristeza e alegria
Pelo milagre do nascer de mais um dia
Bom dia!
Eu não aceito
Viver em um mundo
Em que as coisas sejam
Todo dia do mesmo jeito
Não quero aceitar essa lógica
Tão trágica
Onde se admite
A inexistência da mágica
Um mundo
Onde tudo faz sentido
E pra tudo
Existe uma explicação
Enquanto
Eu olho ao meu redor
E enxergo uma infinidade
de absurdos
Que o mundo aceita, simplesmente
Como fatos consumados
Prefiro conversar com as nuvens
E viver em uma época
Em que todos os relógios
Andem também para trás
Um mundo mais suave
Sem vozes tão graves
Talvez até
Sem gravidade
Pra que a mente possa
realmente voar
Sem medo de altura ou de queda
Eu quero viver em um mundo
Onde o adulto se cala
Enquanto a criança fala
E ambos seriam a mesma pessoa
O mais triste é
Que essa outra dimensão existe
Bastaria pra nós
Aceitá-la
Quando a gente ainda é jovem
É preciso que muitas coisas
Sejam pulsantes, brilhantes,
gritantes e extravagantes
Pra que assim a gente as veja
E pouca coisa nos comove
Pois o jovem
Implora pra que haja chuva
Enquanto chove lá fora
E jamais percebe a perda
de cada dia que vai embora
Mas a vida corre
E por mais protegida que seja
e por menos que a gente veja
Fatalmente, um dia
A Inês é morta
E o tempo corrige
A maneira torta, tortuosa
e às vezes pretensiosa
de pensar que as coisas eram
E feras vem bater à porta
Porque fomos nós
Quem as chamamos
Quando a gente é jovem
Tudo precisa ser exuberante
Mas o tempo ensina a gente
A enxergar mais profundamente
e também a pensar com clareza
e com isso enxergar a beleza
Que a gente não via
Com nossos olhos e alma fria
Imaginando milagres e maravilhas
onde nada havia
e passa a descobrir
Os milagres e maravilhas
Que existem e sempre existiram
Mas agora a gente sabe
Onde eles estão.
Edson Ricardo Paiva
De tantas ruas quanto atravessei
Quantas mãos eu segurei
Creio sejam tantas quantas me largaram
Quantas delas, ao longo do caminho
A gente pode confiar, não sei
Creio sejam tantas quantas
Hoje eu vejo aqui por perto
Estando assim, sozinho
Quantas pressas eu vivi
Nenhuma dessas eu guardei
Ficaram todas tão perdidas e esquecidas
Quanto os pés que alcançam
O outro lado
Das ruas que a vida atravessa
Cada esquina fria
Cada olhar atrás se esconde
Onde estão tantas cortinas
Vãos, desvãos, janelas e retinas
Todo olhar que nos espia e vê
Cada rotina
Nossas mãos perdidas
Esquecidas e vazias
Quase tão vazias quanto as nossas vidas.
Edson Ricardo Paiva.
Depois que a chuva se for
Que sejam as coisas assim
Como aquele céu leve e pesado
De montanhas cinzas, flutuantes
E que nunca mais elas estejam
Do jeito que são agora
E que aquele peso que nos mantinha
A todos presos num momento eterno
Num morno inferno, como era antes
Uma esperança que não se encaixa
A visão de um barco que navega
A gente aqui, de longe olhando
Tanta amplidão de infinito
Da chuva que se vai, se foi
O Sol se esconde atrás da nuvem
Nuvem que se oculta
Atrás da linha do horizonte
O barco que também se foi
Restando apenas uma espécie de saudade
Igual aquela que o circo deixa
Bela, alegre, suave
Mas que, com o passar dos dias
Se faz em grave melancolia
E é por isso que as coisas são
Do jeito que são agora.
Edson Ricardo Paiva.
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