Que meus Pes me Levem
Minha alma de criança
Meu sangue português
Meus pés entre o céu e a terra
Minha mente de poeta
Minha vida é minha alma de de criança
Meus pensamentos... minha poesia
Simplesmente um desejo puro
do meu espírito de nenino
Acredito que o carrinho que utilizo debaixo dos meus pés não é só um mero acessório que me exercita e mostra-me toda minha habilidade que tenho;
Mas sim minha vida que me dá cada vez mais segurança em meu caminho fazendo-me superar todos os obstáculos com coragem e seriedade;
Vejo-me livre nas entrelinhas que me dão a liberdade de expressão fazendo que eu sinta os meus pés no chão e com a minha imaginação ainda sim posso tocar o céu;
Ainda estou aqui elevando o meu coração, esperando o meu momento para me realizar de forma única e perfeita;
Meus pés não toca mais o chão e seu coração não sente mais o querer que alimentava a chama da paixão que havia entre nós;
Sei que perdi o jogo sem você não tenho mais o encache do meu quebra cabeça;
Esqueci do meu orgulho e me humilho para você voltar e entre o meu choro que sem você nada sou;
As vezes acho que não sou amado como mereça mesmo parecendo que tivesse o mundo aos meus pés;
Mesmo não querendo me ver assim e o que tenho é tudo o que sinto e minha vida é um livro aberto;
Tudo é sem sentido mesmo conversando comigo mesmo, acostumando com minha própria lei e sabendo o que tens a me reservar;
As dúvidas do caminho pregam as certezas do amor
Mas com a coragem vou seguindo
Com os meus pés descalços sinto dor
Umedecendo as minhas expectativas
Vou matando a minha sede
E se realmente vale a pena só vivendo ao que procede;
Às vezes caio em momentos de fraqueza e dúvida.
Meus pés pisam em brasas e se jogam ao mar.
Quem sou eu frente ao espelho?
Minha alma quebra-se no despertar dos dias;
Mais um vazio a suportar.
"... Precisei tear em tua face, meu olhar.
Costurar entre meus pés, tua andança.
Para não furtar-me de deixar em mim,
O dia em que te arquitetei na espera..."
In Fragmento Poema Quando Tateei Tua Face
Um dia de cada vez
A terra seca sob meus pés
não é menos dura que o peso do dia.
O corpo ainda aprende a habitar-se,
a não exigir mais do que pode,
a suportar o silêncio sem o entorpecimento do esquecimento,
a segurar o fruto da liberdade que insiste em escorrer pelos dedos.
Já fui campo sem cerca,
onde a ânsia galopava sem freio.
Uma chuva que não rega,
e apenas fere a raiz.
Hoje sou roça semeada
na paciência do tempo,
esperando que algo brote.
Há uma fome que não se vê,
uma sede que não é de água.
Elas gritam no calor do meio-dia,
na solidão dos olhos que evitam encontros.
Mas eu, com mãos calejadas,
mesmo após uma década,
aperto o arado do instante
e traço linhas que só o amanhã saberá decifrar.
Sei que as marcas do passado
não se dissolvem como o barro das unhas.
Elas permanecem, silenciosas.
Mas, enquanto o sol nasce,
me permito regar o presente.
Um dia de cada vez.
E isso, por agora, basta.
Manifesto analógico
Caminho ao contrário da pressa digital.
Meus pés fazem questão de tropeçar.
Gosto de esbarrar nos nomes,
perder o rosto e achá-lo na lembrança.
Lembrar os números e discar.
Deixar a voz ferver no ouvido sem acelerar o áudio.
Não quero que um robô faça o que minhas
mãos ainda tremem para fazer.
Escrever torto, borrar o caderno, errar sem a
opção de apagar.
Minha mente é ilógica, se perde no meio da
frase porque está ocupada sentindo.
Fora do trabalho, me divorciei do virtual.
Não confio o que amo às nuvens —
nuvens não sabem ficar.
Mudam de forma, trocam de nome,
desaparecem sem se despedir.
Voltei a imprimir memórias,
fazer backup na gaveta,
guardar fotos para que o tempo não as engula.
Escrever cartas com minha letra,
imprimir no texto minha personalidade.
Não tenho pressa de chegar a lugar algum.
Dificilmente chegarei ao dobro dos anos de hoje.
O destino já não me interessa tanto quanto o caminho.
Quero o que importa perto.
Quero ter rabiscos nas margens dos livros,
esperando o reencontro com minha versão mais ingênua.
Detalhes pessoais
Gosto dos meus pés descalços
E meu pescoço descoberto
Gosto da delicadeza dos tecidos sobre o meu corpo
Gosto da minha pele macia
Do meu traseiro redondo em roupas coladas
Gosto da minha feminilidade
Dos meus passos e tropeços
Gosto do meu olhar selvagem as vezes
Das feições nada meigas
Os detalhes dos meus movimentos
Gosto de ser quem sou e de brilhar onde vou
De atrair, desejar e ser desejada
Sou menina mulher
Sou levada.
No vasto deserto, sob o céu sem fim, Caminho com fé, Deus guia-me assim. Areia aos meus pés, sol a queimar, Mas no coração, a esperança a brilhar.
Cada passo é prova, cada duna um altar, Na travessia árida, Deus vem me amparar. Oásis de paz, em miragens a vislumbrar, É na fé que encontro forças para caminhar.
Pois mesmo no vazio, onde tudo é provação, A presença divina é minha orientação. E ao final do deserto, com o corpo a pesar, É a fé em Deus que me faz continuar.
Arrepiou-me da cabeça aos pés
Como um sussurro
Passou por cada parte do meu corpo
Invadindo meus sentidos
Deixou-me a pulsar
Desejando o querer
Ela roubaste a beleza de todo o "Amazonas"
Deixou-me alucinado; Feito meus pés de mamonas.
Acompanho-me viajando; Sentado em minha poltrona,
Ponderando...
Perto desta garota
Quem é Beyoncé ou Rihanna?
Por diversas vezes me achei grande.
Tão pequeno,
Tropecei nos meus próprios pés
Engasguei com a própria saliva
Acreditando ser o que não era.
Sou homem mortal de carne e osso
Humano, desses que voltam ao pó.
Origens!
Fui lá, fiz da pedra meu assento, calcei meus pés descalços com lama,as espadas protegeram meu corpo, enquanto a terra endurecida me serviu de encosto, abrigo seguro para meu corpo. "
ÊXTASE !
Carinhosamente a areia vestia meus pés, as águas vestiram meu corpo, caminhei livre, desprovidas dos clichês sociais, abraçada a liberdade, o vento me acompanhava surrando ao ouvido, faz-me arrepiar, o sol que assistia ciumento, logo afastou as cortinas de nuvens, veio me iluminar...
