Que meus Pes me Levem
Fragmento lasso
Quero arrancar
Os teus lábios
Dos meus...
Quero traçar
O teu corpo,
No meu!
Louco sozinho
À noite!
Quero teu corpo.
Cachoeiras
Descem
Nos seixos
Delírio nós dois
Feito cometa
No cais...
Nós dois grudadinhos
Na chuva, no mar!
A miséria
Oh! Dores
Que me pegam me prende
Saem ou não dos meus pecados?
Oh! Deus.
Cai do céu uma cachoeira
Devorando casas
Sai dos telúrios
Uma quentura
Oh!Meu senhor nos castiga por quê?
Somos seres impetuosos
Governados por tiranos,
Fazemos muitas das vezes
As nossas próprias lástimas
Não deixando de ser ambicioso
Oh! Vida
A terra está se tornando
Um sofrimento
Fabricado por nós mesmos,
A miséria.
O que me faz feliz na vida, é ser amada pelo que sou, ou melhor; que me amem apesar dos meus erros e defeitos, apesar do que eu sou.
Que eu tenha hoje e a cada dia, A força do Céu e a luz Divina para iluminar meus caminhos, para que quando a tristeza e o desanimo me fazer desistir, a esperança ressurja como uma flor a desabrocha bem no meio do caminho.
SENHOR JESUS, ensina-me a olhar meus irmãos, além da aparência, que o meu olhar seja repleto de amor, compreensão, ternura e paz. SENHOR, muda todo meu ser!
HOMENAGEM AOS MEUS QUERIDOS COLEGAS PROFESSORES PELO NOSSO DIA.
Profª Lourdes Duarte
Em nome das minhas filhas que são professoras competentes e dedicadas, quero homenagear todos os meus colegas de profissão de onde trabalho e de todo Brasil.
O Professor É parte integrante De nossas vitórias, Mas nem sempre recebe mérito justo.
Se parássemos pra pensar o quanto vale um professor daríamos bem mais valor á essa profissão de ensinar. Pois independente de seu salário procuram ensinar com muita dedicação ajudando pessoas a enxergar o mundo letrado com clareza decifrando letras, palavras frases e números...com esse seu trabalho diário e muitas vezes árduo. E não haveria nenhum doutor se no início de sua carreira não tivesse tido um professor.
Que bom que escolhi essa missão e dou graças a Deus que por minhas mãos foram plantadas muitas sementes e que hoje dão bons frutos. Doutores, engenheiros, professores, e tantas outras profissões são exercidas por ex alunos e para mim não tem recompensa maior.
Aos meus ex professores e aos colegas de profissão meus agradecimentos e PARABÉNS pelo nosso dia!
O AMOR QUE NASCE
Profª Lourdes Duarte
Cavalgando entre as colinas
Envolto em meus pensamentos
Gelaram-me os sentidos e a razão
Mudando todo meu pensamento
Teus olhos, quando os vi, pela primeira vez
Ardentemente me apaixonei.
Paisagem e sentimento desvairando meu coração
Numa manhã ensolarada, entre campos floridos
O cantar dos pássaros, a relva fria,
Minha alma, impregnada de sonhos
Num misto de realidade e fantasia
Cavalgamos juntos, como em sonhos.
Sentimentos que nascem entre flores
E o gorjear dos passarinhos
Tão puros e tão loucos e ao mesmo tempo incansáveis
Marcando duas vidas e dois corações.
Inebriante é o amor de duas almas que se cruzam
Nos campos verdejantes, testemunhas dos amantes
Entre beijos e carinhos, nasce um grande amor
Que até então, só em sonhos existia.
MEUS DEVANEIOS
Profª Lourdes Duarte
Oscilando entre a fantasia e a realidade
É Hora de ensaiar os meus devaneios,
Tentar me reencontrar nas minhas fantasias
Ou compreender que somos humanos, apenas...
Ainda existem almas para as quais,
O amor é o contato de duas poesias,
Nos meus devaneios te tenho por inteiro
Minha alma gêmea, mais perfeita.
A fusão dos meus devaneios é tão intensa
Vou buscando o que me convém
Um amor profundo correspondido
Um amor que permanecerá até no além.
O sangue ferve no meu corpo em êxtase
Contemplando os olhos brilhantes, apaixonados
Me entrego aos devaneios até acordado,
Então eu desço da solidão, olho no espelho e vejo
Que são apenas desejos, sonhos e meros devaneios.
******************
Flávia Abib diz que , "Cada pessoa tem seu modo de olhar o mundo, suas aspirações, seus devaneios, cada qual com seu discernimento. Mas, quando fala-se de amor, não há vontade nem desejo que explique, não importa o prisma, pois a capacidade de amar é o olhar mais aristocrático que uma pessoa pode ter."
MARINHEIRO, NAVEGANTE DO AMOR
Profª Lourdes Duarte
Nos horizontes longínquos
Meus pensamentos voam até lá
Talvez nas águas do mar bravio
Meu marinheiro, hei de te encontrar.
Num mar bravo e revolto
Em ondas de fortes movimentos
Dois amantes se encontraram
No sentido mais romântico.
O brotar de nobres sentimentos
Nesse mar, gigante, imenso!
O viver com esperança
De um grande amor,
Soprado pelo vento.
Como um pássaro cruza os mares
Meu coração te encontrará
Fascinação da minha vida
Sob o céu, ou sobre o mar
Meu amor por ti viverá.
Reinas entre a natureza!
Na imensidão deste mar,
Marinheiro, navegante do amor,
Nas idas e vindas outra vez,
Hei de te encontrar.
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Às vezes Deus acalma as tempestades, às vezes Ele acalma o marinheiro. Outras, Ele nos ensina a nadar.
Tem um verso de Guibson Medeiros, que diz assim:
DESTINO
Soprava o vento
na vela de um veleiro
e o marinheiro
aportou em outro cais
fecha os portais
do coração aventureiro
que o verdadeiro
amor não se desfaz.
O amor quando é verdadeiro, vence até os mares!
CORAÇÃO INGRATO
Autora: Prof Lourdes Duarte
Oh! Coração ingrato que consome meus dias
Igual deserto que sorve com avidez a água do céu
Não acumula ou acresce, nem produz coisa alguma,
Permanecendo a sequidão dos meus dias.
Coração ingrato que marca a ausência da minha alma
Prolonga a hora da inconsciência da beleza,
Deixa a vida como deixa o tédio, descolorida,
Do deserto, o poento andarilho do destino.
Rompo barreiras visíveis e invisíveis
Até mesmo o Olimpo é um deserto sem amor,
Sofro por ti mesmo sem querer sofrer,
Esperançoso de amor vou morrer.
Olho para longe e não vejo o que passa perto
Coração ingrato venda meus olhos e afoga meus sentidos
Meu coração é puro deserto de areia escaldante
A espera de ti, amor não correspondido.
VEM PRA MIM MEU AMOR
Autora: Profª Lourdes Duarte
Vem pra mim, meu amor,
alegrar meus dias
Com teu amor que é meu repouso.
Perturba-me com teus desejos,
Com tua voz que é um canto milagroso.
Com teus beijos, com tuas carícias.
Cada palavra que pronuncias
Nos meus ouvidos me faz esquecer,
dos dias de solidão.
Vem pra mim, e não tremes, nem vaciles,
Te espero e te desejo a todo instante,
teu olhar atraente e forte..
Penetra na minha alma
E mexe com meu coração.
E há ao nos olharmos atração tão forte!
Que tudo desdenhamos, vida e sorte,
Suspensos só no brilho das pupilas,
as vezes me interrogo!
Do mistério em que me abismo,
um sentimento que me domina
Tão forte e invade meu coração.
Entrou, sem permissão,
Apenas sentindo, dominando,
Te amando!
SONHOS AUDAZES
Autora: Lourdes Duarte
Navego em meus sonhos noite e dia
Sonhos audazes ou realizáveis
Nos sonhos, levanto torres milagrosas
E encho celeiros transbordantes
Para matar a fome, dos irmãos que choram.
Para as lucilantes metrópoles
O homem sertanejo tem de tudo,
Por vezes lhes faltam o básico
Comida é água com fartura.
Do sonho e da sabedoria
Vem a força para driblar os medos
Vencer a fome, mesmo com dores
De ver um filho a chorar de fome,
Oh! País imenso com tanta riqueza!
Porque jaz o homem faminto,
Aniquilado pela dor de ver seus filhos
Dormir sem cobertor e sem comida.
Sonho um dia ver igualdade
E que vidas amargas sejam ceifadas
Com fartura na mesa dos irmãos que chora
O filho que se foi, por falta de tudo!
Ameaça da catástrofe tremenda,
Se dilua e floresça a bonança
Na mesa dos que hoje passam fome
Por falta de pessoas mais humana.
Respeito e dignidade,
é para todos! Sonhamos.
Quem morre de fome e de frio,
Sem teto, sem roupa e sem cama,
passa fome, passa sede...
Não vive dignamente, vive no abandono,
não é justo! Sonho um dia, que todos
tenham comida e matem sua fome,
tenham teto, tenham cama.
Quando adolescente meus heróis eram pessoas que eu nunca conheci na minha vida. Quando adulto vi que meus maiores sempre foram os meus pais.
Eu tenho muitos pais e tenho muitas mães
E eu tenho muitas irmãs e tenho muitos irmãos
Meus irmãos são negros e minhas mães são amarelas
E meus pais são vermelhos e minhas irmãs são brancas.
E eu tenho mais de cinquenta mil anos
E meu nome é humano
E eu vivo pela luz e vivo pelo amor
E eu vivo do ar e vivo do pão
E eu sei que algum dia iremos viver juntos
E seremos amados
E o planeta Terra
Ele pertencerá a todos nós, a todos os nossos irmãos, animais, plantas e lagos, rios e montanhas.
E todos terão o que precisam.
É Outono!!!
Mal dei-me conta que o tempo está passando mais rápido que meus pensamentos. Sinto os ares da estação, nem calor de sois exaustos nem frio de pedra silente, adormecida. É a minha estação, o outono, que me foi dada a vida e, agora, no meu outono, escrevo, escrevo para mim mesma.
Assim como as folhas não caem porque querem, caem porque chegou a hora, hora de renovação, mas não de deixar a memória esquecida num canto qualquer qual folha amassada como papel velho. Por isso escrevo, escrevo para guardar na parte mais sagrada do meu coração todos os que estão ao meu lado, todos que pisaram meu chão e os que surgiram na minha vida rapidamente e deixaram seus nomes gravados nas minhas linhas do tempo.
Tempo de renovação, tempo de reflexão, de gratidão às generosidades que a vida proporcionou a cada um, o amor, a família, a plenitude que se instala nos nossos céus franjados de estrelas para que cada um encontre a sua (já disse o pequeno).
Que crianças possam desfrutar sobre as folhas caídas, de calmaria, de alegria, bem longe da dor, da violência e do sofrimento.
Outono!!! Amo a estação e faço dela meus momentos de reflexão e de preparação para o caminho que sigo, reservado para a continuação da minha história, nem maior nem menor que qualquer outra, porque cada história é única.
(Bia Pardini)
Centro o olhar em ti,
encaixo minhas mãos às suas,
apoiando meus lábios a sua boca,
fecunda atração
que se move alimentada,
pela emoção.
Envolta em anseios nada pueris,
e sim por desejos não menos sutis.
Exortação
Quando eu morrer voltarei para contemplar os momentos que não pude abraçar nos meus viveres
para provar que a matéria acaba e para que não abandonem os deveres
para acariciar os passarinhos que cantavam à minha janela
para revelar que oração não é terço na mão, mas aos seus a total entrega.
Quando eu morrer voltarei para cantar a canção que minha voz em vão a repetiu sem que me ouvissem
para dar de beber às plantas que cultivei com carinho sem que sentissem
para dar as mãos às crianças que docemente me amaram sem desdém
para ensinar que gratidão ao Universo vem da alma para usufruir do bem.
Quando eu morrer voltarei para perdoar a quem não entendeu o quanto amei no meu viver
para mostrar que vale a pena aceitar quem deseja o acolher
para olhar com olhos do bem o mundo que não me tolerou
para perdoar a quem tanto atormentou minha alma e a violentou.
Quando eu morrer voltarei para caminhar em paz sobre as pedras que me foram atiradas.
(Bia Pardini)
