Quase Namoro
Então te amo de novo, infinitamente, quase sem ar. E depois isso passa. Depois te esqueço. Como já esqueci tantas vezes.
Desleixo
Ah, eu não canso de olhar pra ele. Olha só como ele segura o cigarro, quase deixando ele escorrer entre seus dedos. Não, eu não concordo com esse vicio dele, mas esse pequeno detalhe me arranca suspiros porque eu percebo seu desleixo. Eu não agüento esse ar de não estou nem ai que ele passa para todos, eu não agüento as camisas maltrapilhas que ele usa. Como se não se importasse, e de fato eu acho que ele não se importa. Repare agora como ele joga a fumaça para o ar, como se quisesse fazer um desenho com ela. Isso me lembra o dom que ele tem de transformar tudo em arte, como quando ele usa as palavras, ao falar, ao cantar e ao escrever. São coisas tão simples que ele usa, mas ele faz tudo ficar fora do normal colocando essas palavras em ordens e contextos surpreendentes. E agora repare por um segundo em como ele amassa o cigarro e o joga fora com a ponta dos dedos fazendo um estalo. Eu não sei, mas é como se ele não se importasse para a vida em si, é como ele só usasse as coisas para tirar o melhor proveito delas e quando conseguia jogava fora o que restava, só tirava proveito do que havia feito com aquilo. É esse jeito de to nem ai, de não ligo pro que vão dizer, de vou usar qualquer roupa, vou fazer qualquer coisa que me cativa nele, é esse jeito de sorrir como um cafajeste depois de tudo que me faz refém dele, e eu não consigo evitar, porque no fundo, no fundo eu gosto, e ele sabe.
O que faz ela ser quase um segredo é ser ela assim tão transparente, ela é livre e ser livre a faz brilhar. Ela é filha da Terra, Céu e Mar.
Quase sem querer nos conhecemos,quase sem querer namoramos,quase sem querer comecei a gostar demais de você.
E quase sem querer,aprendi a te querer tanto que nem sei mais viver sem você.
Na solidão da escuridão, quase consegui sentir a finitude da vida e sua preciosidade. Não damos valor, mas ela é frágil, precária, incerta, capaz de terminar a qualquer momento, sem aviso. (John Grogan)
Nefasto este meu desejo pelo teatral romantismo. Quase um suicídio da alma. É jogar-me de um abismo e procurar a calma... No fundo, no chão.
Adquirir o hábito da leitura é construir para si mesmo um refúgio de quase todas as misérias da vida.
O primeiro passo quase sempre é titubeante, mas o segundo será relevante para o terceiro iniciar sua perseverança.
Não tenho quase nada, mas possuo o que muitos talvez não tenham: o prazer e a gratidão de ser feliz!
Amar é parar, refletir e dar atenção.
Amar é admirar as qualidades dele(a).
Amar é quase sempre ceder pela harmonia.
Amar é procurar comungar idéias.
Amar é trocar o grito pela moderação.
Amar é aceitar o mesmo programa de tv.
Amar é pedir desculpas pelos erros.
Amar é se oferecer para esfregar as costas.
Amar é ligar para o trabalho dele(a) e dizer “Eu Te Amo”
(...) até que um dia, por astúcia ou acaso, depois de quase todos os enganos, ela descobriu a porta do labirinto. (...) nada de ir tateando os muros como um cego. Nada de muros. Seus passos tinham - enfim! – a liberdade de traçar seus próprios labirintos.
O outono escorregadio nos olhos de quem espera flores. Inverno quase quente. As folhas se soltam como numa leve partida. E se desprendem. Feito pensamento. Feito alegria oca. E explodem depois da frieza de Agosto. Na delicadeza chamada primavera
