Quase
Se tem algo que quase todos os seres humanos almejam muito mais do que dinheiro, é autoridade e poder.
O dinheiro compra conforto, abre portas e, muitas vezes, oferece uma sensação de segurança.
Mas o poder oferece algo ainda mais sedutor: a sensação de estar acima, de ser ouvido, obedecido, temido ou necessário.
Talvez por isso tantos estejam dispostos a perder a paz, a ética e até a própria dignidade para conquistá-lo.
O problema não está necessariamente em ter autoridade, mas naquilo que fazemos quando a temos.
Porque o poder não costuma transformar ninguém; ele apenas revela, com mais nitidez, quem a pessoa já era quando não podia mandar em ninguém.
Há quem, ao chegar ao poder, o utilize para proteger os que estão abaixo.
E há quem o use para humilhá-los.
Uns entendem autoridade como responsabilidade; outros, como licença para controlar.
Uns desejam ser respeitados; outros precisam ser temidos.
E talvez essa seja uma das diferenças mais profundas entre liderança e dominação.
O poder às vezes é muito perigoso porque alimenta uma ilusão: a de que quanto mais pessoas dependem de nós, mais importantes somos.
Mas nenhuma posição é permanente.
Cargos terminam, aplausos cessam, portas se fecham e o mundo continua girando sem pedir autorização a quem um dia acreditou ser indispensável.
No fim, a verdadeira grandeza talvez não esteja em conseguir mandar, mas em não precisar mandar para ser respeitado.
Não está em ter pessoas aos nossos pés, mas em conseguir permanecer de pé sem precisar colocar ninguém de joelhos.
Porque há uma espécie de poder que nenhum cargo oferece: o poder sobre si mesmo.
E talvez seja justamente esse o mais difícil de conquistar — e o único que, quando verdadeiramente alcançado, não precisa de plateia, título ou autoridade para existir.
Para as nossas
Velas Machucadas, quase
todos os Ventos são Tempestades.
Há momentos em que não é o mundo que se tornou mais cruel; somos nós que chegamos diante dele carregando feridas que ainda doem.
Então, qualquer palavra parece agressiva, qualquer silêncio parece abandono, qualquer mudança parece ameaça.
O vento, que para outros poderia ser apenas brisa, em nossas velas rasgadas transforma-se em tempestade.
Talvez por isso devêssemos ter mais cuidado ao interpretar aquilo que nos acontece.
Nem todo vento veio para nos derrubar.
Alguns chegam justamente para nos tirar do lugar onde permanecemos tempo demais.
O problema é que, quando estamos machucados, confundimos movimento com perigo e liberdade com perda de controle.
Há feridas que não aparecem no corpo, mas alteram a maneira como navegamos.
Após certas decepções, passamos a desconfiar até da esperança.
Após algumas perdas, começamos a chamar de prudência aquilo que, muitas vezes, é apenas medo.
E, para não sofrer novamente, construímos uma espécie de abrigo dentro de nós — seguro, silencioso e, às vezes, solitário demais.
Mas nenhuma embarcação foi feita para permanecer eternamente ancorada.
É preciso reconhecer as próprias feridas sem permitir que elas se tornem bússolas.
Curar-se não significa esperar que o mundo deixe de soprar; significa fortalecer as velas para que nem todo vento pareça uma ameaça.
Talvez a Maturidade Emocional esteja justamente nisso: aprender a distinguir tempestades de ventos necessários.
Entender que algumas mudanças assustam, mas não destroem.
Que algumas partidas doem, mas abrem caminhos.
E que nem tudo aquilo que nos tira do lugar está nos tirando de nós mesmos.
Porque, no fim, a vida continuará soprando.
E talvez a nossa tarefa não seja pedir ao vento que seja mais brando, mas cuidar das nossas velas para que elas voltem a suportar a viagem.
Dele,
quase ninguém sabe mais nada…
Só sabe postar no Pensador.
Talvez seja esse um dos destinos mais doces e curiosos de quem se aventura pela arte de escrever: passar a existir mais nas frases atribuídas a si do que na própria história.
O nome permanece, a obra envelhece…
A ideia sobrevive, mas o ser humano que a pensou vai ficando para trás, reduzido a algumas linhas que circulam de tela em tela, como se fossem órfãs de um livro que quase ninguém mais procura.
Escrever tem dessas crueldades.
A gente começa escrevendo porque precisa dizer alguma coisa e, com o tempo, descobre que talvez escreva justamente porque não consegue deixar de dizer.
O escritor se torna dependente de brincar com as palavras.
Mas é uma dependência boa.
Não necessariamente da publicação, do reconhecimento ou dos aplausos — mas do próprio ato de transformar inquietação em frases.
Escrever é uma espécie de vício sem ressaca.
A folha em branco — ou hoje, a tela iluminada — funciona como confidente.
Nela depositamos aquilo que não conseguimos explicar numa conversa, aquilo que não cabe num abraço e, muitas vezes, aquilo que nem nós mesmos compreendemos.
Escrevemos para organizar o caos, mas também para descobrir que o caos tinha mais coisas dentro dele.
E há uma estranha vaidade nisso.
Quem escreve gostaria de ser lido, embora às vezes finja que não.
Gostaria que uma frase encontrasse alguém, atravessasse uma manhã, uma tarde ou uma noite, interrompesse um pensamento.
No fundo, todo escritor alimenta a esperança de que suas palavras façam companhia a um desconhecido.
Mas o tempo também é muito impiedoso com as palavras.
Hoje, uma frase pode alcançar milhares de pessoas antes que alguém saiba quem a escreveu.
Amanhã, pode continuar circulando sem nome, ou com o nome errado.
E talvez não haja grande tragédia nisso.
Afinal, se uma ideia sobrevive ao seu autor, alguma coisa de sua escrita venceu o esquecimento.
Talvez seja por isso que escrever seja um vício tão particular: o escritor sabe que não controla o destino daquilo que escreve.
Depois de publicada, a palavra deixa até de ser dele.
Ganha outros olhos, outras interpretações, outras vidas.
E ele continua escrevendo…
Escreve porque algumas coisas até doem quando permanecem caladas.
Escreve porque certas lembranças pedem uma segunda existência.
Escreve porque há pensamentos que só se tornam mais claros depois de colocados no papel.
Escreve, enfim, porque talvez seja essa a sua maneira de permanecer inteiro num mundo que o tempo inteiro tenta nos fragmentar.
No fim, talvez muito pouco importe se lembrarão da autoria.
Que alguém se lembre da frase já é alguma coisa.
Que alguém se reconheça nela — é quase tudo.
E, para quem tem o vício de brincar com as palavras, talvez seja essa a única recompensa realmente necessária: descobrir, de vez em quando, que uma palavra que nasceu solitária dentro de nós encontrou morada dentro de outra pessoa.
O mundo e quase tudo que nele existe foi criado pela palavra… Mas é pela ironia que ele quase sempre subsiste.
Antes de ser matéria, quase tudo foi ideia.
Antes de ser gesto, foi intenção.
Antes de ganhar forma, alguém precisou nomear, imaginar, ordenar ou simplesmente dizer: seja.
A palavra tem esse estranho poder de inaugurar realidades.
Com ela fazemos promessas, construímos pontes, declaramos amores, iniciamos guerras, criamos leis e inventamos futuros.
Uma palavra pode levantar alguém do chão ou empurrá-lo ainda mais para dentro de si.
Pode aproximar desconhecidos, separar amigos e transformar um instante em memória.
Mas há algo curioso na condição humana: aquilo que construímos com tanta seriedade, frequentemente só consegue continuar existindo porque aprendemos a rir de sua própria seriedade.
É aí que entra a ironia.
A ironia talvez seja uma das formas mais sofisticadas de lucidez.
Ela nasce quando percebemos que o mundo raramente corresponde ao que dizemos sobre ele.
Falamos em justiça, mas almejamos privilégios.
Pregamos a tolerância, mas escolhemos cuidadosamente aquilo que estamos dispostos a tolerar.
Defendemos a verdade, desde que ela não contrarie aquilo em que já acreditamos.
E seguimos…
Talvez porque a ironia nos permita suportar essa distância entre o que somos e aquilo que gostaríamos de ser.
Rimos de nossas contradições porque, muitas vezes, levá-las inteiramente a sério seria insuportável.
O homem constrói monumentos à eternidade sabendo que morrerá.
Escreve declarações de amor como se o sentimento pudesse vencer o tempo.
Cria regras para organizar o caos e, logo depois, inventa exceções para conseguir viver dentro delas.
Somos criaturas paradoxais: precisamos acreditar nas palavras que criamos, mas também precisamos desconfiar delas.
Porque a palavra constrói, mas pode aprisionar.
Um nome transforma uma coisa em conceito.
Um conceito transforma-se em certeza.
E uma certeza, quando ninguém mais ousa questioná-la, pode se transformar em dogma.
Talvez por isso a ironia seja tão necessária.
Ela abre uma pequena fresta na parede das nossas certezas.
Não necessariamente para destruir aquilo que acreditamos, mas para lembrar que nenhuma construção humana deveria ser tão sagrada a ponto de não suportar uma pergunta.
A ironia nos sussurra: olhe novamente.
Olhe para aquilo que você chama de sucesso.
Olhe para aquilo que chama de fracasso.
Olhe para as convicções que herdou e que nunca examinou.
Olhe para as verdades que defende com tanta veemência — e pergunte se ainda acredita nelas ou apenas aprendeu a repeti-las.
Talvez a maturidade esteja justamente nesse movimento: continuar usando a palavra para construir, sem esquecer que toda construção humana é provisória.
Criamos o mundo quando falamos sobre ele.
Mas também podemos recriá-lo quando encontramos novas palavras para aquilo que antes parecia definitivo.
No fim, talvez a existência seja essa curiosa negociação entre a palavra e a ironia.
A palavra diz: “É assim.”
A ironia pergunta:“Será?”
E, entre as duas, nesse pequeno espaço aberto pela dúvida, talvez esteja aquilo que chamamos de liberdade.
Quase todo mundo lendo — quase ninguém interpretando. Seria um começo admirável, se o fim não negasse os meios.
Vivemos a curiosa contradição de uma época em que a informação nunca esteve tão acessível, mas a compreensão parece cada vez mais escassa.
Lemos frases de efeito, compartilhamos pensamentos, colecionamos citações e reproduzimos discursos com uma facilidade impressionante.
Mas, entre o contato com as palavras e a assimilação de seus significados, existe um abismo que nem sempre estamos dispostos a atravessar.
Porque ler é um exercício dos olhos; interpretar é uma disposição da consciência.
É uma questão de querer…
A leitura nos apresenta às palavras, mas é a interpretação que nos confronta com aquilo que elas exigem de nós.
E talvez seja justamente aí que muitos desistam.
Afinal, compreender de verdade não significa apenas reconhecer a beleza de uma ideia, mas aceitar o desconforto de perceber o quanto ela questiona nossas certezas, denuncia nossas incoerências e expõe nossas conveniências.
É relativamente fácil admirar um texto sobre empatia.
Difícil é exercê-la quando o outro pensa diferente.
É simples compartilhar uma reflexão sobre humildade, desde que ninguém toque no nosso orgulho.
É confortável aplaudir discursos sobre respeito, até que a liberdade alheia contrarie aquilo que julgamos correto.
Há quem leia sobre amor sem aprender a cuidar, sobre liberdade sem respeitar escolhas, sobre justiça sem abandonar privilégios e sobre humanidade sem conseguir enxergar a humanidade de quem está do outro lado.
Não por falta de acesso às palavras, mas, muitas vezes, por excesso de apego às próprias convicções.
O problema, portanto, não está necessariamente na ausência de leitura, mas na resistência à transformação que uma leitura verdadeira pode provocar.
Afinal, interpretar exige mais do que inteligência: exige honestidade para reconhecer que nem sempre estamos certos, maturidade para rever posições e conceitos, e coragem para permitir que uma ideia nos modifique.
Talvez por isso tantas pessoas saibam citar grandes pensadores, mas tão poucas consigam traduzir seus ensinamentos em pequenas atitudes.
Confundimos conhecimento com sabedoria, eloquência com consciência e a capacidade de falar sobre virtudes com a disposição de praticá-las.
Eis uma das maiores ironias do nosso tempo: podemos terminar um livro e continuar exatamente no mesmo lugar em que estávamos antes de abri-lo.
Podemos atravessar centenas de pensamentos sem permitir que nenhum deles atravesse nossas certezas.
No fim, a leitura só cumpre plenamente seu propósito quando deixa de ser um hábito dos olhos e se torna um compromisso com a maneira como enxergamos o mundo.
Porque não basta compreender o que está escrito; é preciso perceber o que aquilo revela sobre nós, sobre os outros e sobre a responsabilidade que carregamos diante do que aprendemos.
Talvez a maior prova de que alguém realmente interpretou uma boa leitura não esteja naquilo que consegue explicar, mas naquilo que já não consegue continuar fazendo sem se questionar.
Afinal, de que adianta ter acesso a tantas palavras capazes de nos tornar melhores se continuamos encontrando justificativas para permanecer os mesmos?
Quase todo mundo lendo.
Quase ninguém interpretando.
E, entre uma coisa e outra, a humanidade segue acumulando conhecimento, enquanto ainda tropeça no básico: aprender a transformar aquilo que sabe naquilo que vive.
Acreditar
em quase tudo
é tão fácil quanto não Praticar
quase nada.
Afinal, entre o Discurso e a Atitude existe um abismo que muita gente atravessa diariamente sem sequer perceber.
Somos excelentes em defender ideias que não vivemos, em aconselhar caminhos que não percorremos e em professar verdades que desmentimos com nossas próprias escolhas.
A teoria nos torna sábios aos olhos dos outros; a prática nos revela quem realmente somos quando ninguém está olhando.
É muito confortável acreditar.
A crença não exige — necessariamente — transformação.
Podemos acreditar no amor sem amar de verdade, na justiça sem renunciar aos privilégios, na humildade enquanto alimentamos a arrogância e na empatia enquanto ignoramos a dor alheia.
Podemos defender a paz com palavras e promover guerras silenciosas com atitudes.
O pensamento aceita quase tudo, mas o caráter não se sustenta apenas com intenções.
Talvez seja por isso que existam tantas pessoas cheias de convicções e tão poucas dispostas a assumir as consequências daquilo que dizem acreditar.
Porque acreditar é, muitas vezes, apenas uma posição; praticar é um compromisso.
O primeiro pode ser declarado em público, enquanto o segundo se revela nos pequenos gestos, nas renúncias necessárias e nas escolhas que fazemos quando agir corretamente nos custa alguma coisa.
Há uma diferença enorme entre admirar uma virtude e incorporá-la à própria existência.
Uma coisa é reconhecer a importância da honestidade; outra é permanecer honesto quando a mentira parece mais vantajosa.
Uma coisa é falar sobre lealdade; outra é não abandonar ninguém quando a conveniência sugere o contrário.
É justamente nos momentos em que nossos princípios são colocados à prova que descobrimos se eles são genuínos ou apenas ornamentos.
No fundo, talvez não sejamos definidos por aquilo em que acreditamos, mas pelo quanto estamos dispostos a viver de acordo com nossas crenças.
Afinal, convicções sem atitudes são apenas pensamentos bem vestidos, e discursos sem coerência são promessas que nunca encontraram coragem para sair do papel.
A maturidade começa quando deixamos de perguntar apenas no que acreditamos e passamos a questionar o que nossas atitudes estão comprovando.
Porque não basta ter fé naquilo que é bom, justo ou verdadeiro; é preciso permitir que essa fé transforme a maneira como tratamos as pessoas, enfrentamos os conflitos e conduzimos a própria vida.
No fim das contas, não é a quantidade de verdades que falamos da boca para fora que revela a nossa essência, mas a presença delas em nossas ações; da boca para dentro.
Afinal, o mundo não precisa de mais pessoas que saibam explicar o que é certo.
Precisa de pessoas que tenham coragem de praticá-lo, sobretudo quando ninguém aplaude, quando ninguém observa e quando fazer o certo deixa de ser conveniente.
Porque acreditar pode ser uma escolha íntima, mas praticar é a prova pública, ainda que silenciosa, daquilo que realmente somos.
Às vezes, o valor só é percebido na ausência.
O sal quase nunca recebe elogios por estar à mesa, mas basta faltar para que todos percebam a diferença.
Por isso, seja bom naquilo que faz, mesmo quando ninguém aplaudir.
Faça o seu melhor sem depender de reconhecimento.
Porque algumas presenças só são verdadeiramente valorizadas quando deixam de estar presentes.
Numa discussão dificilmente haverá um vencedor. Enquanto num diálogo é quase impossível haver perdedores.
"Árvore alta nas suas copas altas,
Quase encontra as nuvens altas
Suas folhas caiem no chão
Depois de longo tempo já mortas.
Seus frutos que antes eram flores,
Hoje são sementes caem no chão.
Germinação lenta por anos...
Brotam pequenas folhas,
Longos anos se passaram".
“Se apaixonar é negociar o coração, é trocar tudo o que se tem por talvez um nada quase nada que o outro tem a oferecer.”
“Se apaixonar é negociar o coração, é trocar tudo o que se tem por talvez um nada quase nada que o outro tem a oferecer.”
Faz dois anos e cinco meses desde a última vez que negociei meu coração, confesso que não foi a melhor negociação, acho que o contrato de amor reciproco não ficou muito claro. Eu não consigo entender como pude me deixar ser tão lesada neste processo, eu acreditava piamente que estava realizado o maior e melhor feito da minha vida, eu cria que aquilo seria a perfeição mais evidente do que é o amor. Fui enganada. Usaram como moeda de troca pelo meu coração palavras vazia em formato de amor, fui cativada sem a intenção de ser amada, segundo o autor Saint Exupéry em seu livro O Pequeno príncipe cativar significa “criar laços”, eu entendo por “ se tornar importante e fazer falta quando não se esta presente” e pelo que tenho visto eu não ando fazendo a menor falta. Fui enganada. Tudo o que se espera de um grande amor é que seja grande e se não for que possa crescer e ficar grande. Quando não existe amor há 50% de chance de um dia vir a existir, mas se tem a 25% de chance de crescer (quando alimentado) e 25% de acabar (quando não alimentado – meu caso).
O amor é nada mais que uma criança faminta e mimada (minha professora de educação infantil me corrigiria neste momento, afinal falta de atenção não é manha!) que pede desesperadamente por atenção, por carinho, um cuidado, uma comidinha bem fresquinha e gostosa, um passeio no domingo de sol, um doce bem colorido. O amor precisa ser velado, precisa de que alguém fique com ele a todo o momento, ele é frágil.
Tenho uma lista de negociações que deram errado, tenho um trilhão de experiências frustradas, mas também já frustrei, já enganei, já magoei infinitos corações que a proposito nunca mereceram, minha existência é marcada por uma sucessão de COISAS que não deveriam ter acontecido, sou marcada pelo erro desde a minha concepção, mas creio que ainda assim tenho a chance e o dever de ser feliz, por que SER FELIZ é o que procuro!
Eu queria ter coragem suficiente para acabar com essa palhaçada que vivo, essa mentira que persiste em acompanhar meus dias, eu só queria poder recomeçar tudo de novo, num precisa ser de onde errei, pode ser daqui, de onde cai. Eu quero um dia poder acordar e saber que quem dorme comigo, ou quem sonha comigo, sonha porque ama e não porque esta honrado com compromissos. Eu só poder um dia ouvir que alguém me ama de verdade, de coração limpo e alma tranquila. Eu não sou amada eu não amo, eu tolero e sou tolerada. Eu nunca fui amada. Palavras tristes de uma mulher de 22 anos, com todos os sonhos pela frente, mas eu acredito que um dia isso vai mudar, eu acredito que um dia eu vou acordar bem disposta, com um sorriso largo e coração tranquilo, vou colocar meu melhor vestido, e simplesmente vou fazer aquilo que mais penso o tempo todo: Eu vou tratar de ser feliz!, e não importa o que vai me custar, nome , reputação, emprego eu vou ser feliz, vou voltar a admirar as borboletas que voam ao meu redor, sentir cheiro de flor, e andar como quem sabe onde quer chegar. Hei de ser feliz, e nunca negociar de forma fútil meu coração!!!
Mais o Menos Assim
Procuramos no fundo do baú aquelas músicas antigas, quase que medievais do século passado, quando não éramos nem projeto de vida, músicas que tocam a alma, começamos a ouvir aqueles MPB’s que quase não tocam mais nas rádios e sons dos vizinhos porque a geração de hoje é outra geração, ouvimos sons que tocam a alma, ouvimos musicas com o intuito de lembrar de outro ser, que nem sabemos se lembra de nós, talvez lembre, ou não, quem sabe? Não importa o que a outra pessoa faça, sinta ou não faça o que importa é a sensação de vida que sentimos o desejo, o sentimento e tudo mais. Escrevemos versos, assistirmos dramas, romances coisas que não é do cotidiano, talvez até não com tanta freqüência como hoje, lemos Vinicius de Moraes, Shakespeare e outros, escrevemos cartas a moda antiga, tentamos fazer o que nunca fizemos tudo sem medo, tudo com carinho e mais carinho, tudo numa felicidade sem explicação, no final, começou e inicio queremos se sentir sempre assim, receber um elogio e que isso é bonito mesmo quando muitos acham arcaico e fora de moda, tudo isso sem medo de chorar, sofrer, arrepender ou qualquer outra circunstâncias, enfrentamos quase tudo ou tudo. Aventuramos, acreditamos e tentamos tirar dos sonhos os sonhos e tentamos fazer tudo de verdade. Quando aprendemos a andar de bicicleta e caímos nos zangamos, xingamos nos revoltamos e falamos algumas vezes para si mesmo que nunca mais vou tentar andar de bicicleta, e olhamos e vemos outras pessoas andando e vamos aprender a andar até conseguir andar, até depois de saber andar caímos, porém nos levantamos sem medo e continuamos a andar. É mais o menos assim ou é assim muitas coisas na vida, ainda mais quando se trata de sentimentos e relacionamentos. Quando encontramos aquela pessoa que nos preenche depois de muitos anos. Vivemos em um mundo onde falar que gostar dedicar-se a uma pessoa é errado, onde devemos ser egoísta mesmo não devendo, dizem que não devemos pensar em casar, ter filhos ou qualquer coisa do tipo. Pergunto-me que medo é esse de amar se a resposta esta em nos mesmo que somos frutos de um amor, de uma relação não só de um, mais de dois, nascemos, crescemos e vivemos em uma família e muitos de nós temos medo de ter uma família. Devemos deixar o capitalismo e o materialismo as vezes de lado e vivermos a vida e não a vida viver a nossa vida. Não tenha medo de fazer o que se tem vontade de fazer, sinta-se bem, ame, sinta-se amado(a) viva a vida e não finja a vida.
"Eu que nunca bebi, fiquei de porre. Eu que nunca me droguei, quase morri de overdose. Você me dá nos nervos. Você está em meus nervos. E me faz chorar, amor."
Quando o nada é quase tudo
E quando o tudo já passa a não significar nada
Quando um infinito cabe nos seus olhos
E os seus sonhos não cabem em um infinito
Quando o fogo arde, mas não queima
quando o fogo queima mas não aquece
Quando o horizonte não está tão distante
Quando a linha horizontal está fora dos limites da imaginação
Quando cada verso, perde a rima
e as rimas já não encaixam nos versos
Quando o amor deixa de encantar
e os poetas descareditam na essencia do amor
Por que um universo pode caber em uma lágrima
mas não uma lágrima em um universo todinho seu...
Por que uma brisa pode destruir e devstar
e um tornado pode enxugar um rosto molhado
E aquele que vê custa a enxergar
mas aquele que não vê enxerga de imediato
Por que mesmo sem ar
pode-se respirar...
E mesmo sem sentindo
pode-se entender...
Sobre desistir
Você sabe quantas vezes eu já quase desisti do amor? Esse som que você ouve é o som dos meus passos, quando eu estou me distanciando de você. Consegue ouvir? Será que você sabe o quanto me machuca o fato de você não querer se importar? Eu nunca havia parado pra pensar em quantas vezes me arrependi de tudo. Me arrependo de alguns sentimentos, mas todo mundo precisa amar alguém. Temos essa necessidade, seja lá porquê. Uma grande parte de mim se importa e grita por socorro. Eu não aguento mais essa sensação estranha. Eu já perdi as esperanças de tirar ela de mim. Como eu queria não senti-la. Como eu queria não demonstrar tudo o que eu tô sentindo, mas chega a ser involuntário. Você não faz idéia. Não reconheço mais meu coração, agora ele não passa de um amontoado de cacos que eu fui juntando todos os dias. Ainda sinto doer cada pedaço, embora estejam no seu devido lugar. Você não faz idéia de quantas vezes me fez chorar. E sim, eu me importo. E muito.
“Quero ouvir uma qualquer-quase-palavra tua, pretenção ou passageira vontade de me dizer que não há nada no mundo melhor do que eu e você. Mas se for pedir demais, eu peço pela gente, volte e devolve a sorte que levou daqui e traz consigo todas as partes que de mim retirastes e aderistes as tuas mãos e já que não tens a intensão de ficar, nao os vai usar pra ser em vão, deixei-os em meu coração, para que sirvam em alguma outra vez, se é que me surgirá a coragem de um novo recomeço, a partir do nosso tropeço em falsos amores espatifados sob os nossos passos, impedindo-nos de amar, reamar, nos amarrar. Pra sempre.”
