Quanto Vale um Abraco

Cerca de 383185 frases e pensamentos: Quanto Vale um Abraco

⁠Minha história é feita de renascimentos, em cada queda, um amanhecer incendiado, em cada dor, um poema forjado no fogo da perseverança.

Inserida por TiagoScheimann

⁠No reino onde o som se cala, o silêncio é um espírito inquieto, grita em frequência surda, ecoando na mente, ferindo o vazio. Nem todos o escutam,
mas quem sente sabe: não é ausência, é presença, um convite ao encontro interior. No grito do silêncio habita a verdade que não precisa ser dita.

Inserida por TiagoScheimann

⁠O amor é um cavalo xucro, selvagem, ferido, em fuga. Não teme o outro, teme ser preso. Mas o amor verdadeiro chega sem rédeas, espera em silêncio, acolhe sem moldar. E o cavalo, enfim, permanece. Não porque foi domado, mas porque, livre, escolheu confiar, escolheu ficar.

Inserida por TiagoScheimann

⁠Como um carvalho retorcido, com marcas cravadas em seu tronco, sigo crescendo. A dor me molda, o tempo me endurece e a cada estação que passo, crio raízes mais fundas, mais fortes, mais minhas. Não sou árvore reta, mas feita de curvas, cicatrizes e permanência.

Inserida por TiagoScheimann

Pela singularidade que certos sentimentos transcendentais carregam, há um instante de suspensão do tempo quando nos encontramos na presença de quem verdadeiramente amamos.

Inserida por TiagoScheimann

⁠Exageradamente adornada de fábulas, nossa infância é um despreparo; um ensaio muito ruim para o que viveríamos em seguida.

Inserida por TiagoScheimann

Sou como um riacho humilde que, entre pedras e barreiras, traça seu curso sinuoso; nunca estanco, apenas me desvio, impelido por uma força invisível que me arrasta para o mar infinito, um destino maior que me orienta e transcende meu próprio ser.

Inserida por TiagoScheimann

⁠Num canto repousa um violão silenciado, ansiando por mãos que o façam lembrar do que é ser música. Eu, a poucos metros dele, também espero: que alguém me toque com a mesma delicadeza que se dedica a um som prestes a nascer.

Inserida por TiagoScheimann

A tempestade que se forma no fundo de um copo de uísque, após algumas doses, não é efeito da embriaguez, é o desbloqueio silencioso de lembranças mal enterradas, de amores antigos e mal resolvidos. Não necessariamente são meus, mas ainda assim doem como se fossem.

Inserida por TiagoScheimann

⁠O tempo é um mestre tardio, só entrega respostas quando já não há perguntas, cura quando a dor já foi assimilada e oferece lições quando já não há mais como aplicá-las. Sua sabedoria chega sempre depois da necessidade.

Inserida por TiagoScheimann

⁠O amor, em sua natureza mais crua, é um paradoxo temporal e emocional, sua verdadeira dimensão só se revela na experiência da perda. Enquanto presente, é banalizado pela rotina, negligenciado pela falsa segurança da permanência. Somente na ausência é que suas camadas mais profundas se tornam perceptíveis, como uma arquitetura invisível que só se desenha no vazio.

Inserida por TiagoScheimann

⁠Poesia espelhada ao contrário do poema Negra, de Carlos Drummond de Andrade. Um exercício...

Branco

O sinhô branco tem tudo
o sinhô branco manda em todos:
__ Negros, vão carpir arar
aguar
extrair carregar estocar no celeiro
empacotar
subir paredes
rachar lenha transportar
limpar os sinhozinhos
fêmeas para servi-lo
parir.

O sinhô branco manda em tudo
tudo que seja tudo tudo mesmo
até o minuto final de vida de seus escravos
(único tempo que têm para se libertar)
enquanto o sinhô branco desde sempre
libertado está!
Agosto/ 2022

Inserida por hidely_fratini

⁠Falso positivo


Minha união
parecia ser tão positiva e firme...
Até perceber, um dia, ser aparência,
o seu revés:
-- a necessidade de ser o que não era; ser o seu contrário.

O positivo
do não-ser.

Inserida por hidely_fratini

⁠Tarde suspensa - choros e céus abertos


Olho o horizonte com céu aberto.
Parece um espaço mágico sobre a Terra.
Enxergo pedacinhos encantados de vários céus:
__ Azul, azul com traços de água a vapor.

Nuvens voam pelo espaço entre o meu eu e o ser ao lado,
Um choro forte emana de profundezas ancestrais,
Mas não serve de consolo.
Vejo nuvens ora pesadas, ora leves como o nada,
Ora como poeiras cósmicas ou de estradas.

Escuro total, breu emana sem limite demarcando meus vazios.
Ouço o Sol nascente, a pino ou poente,
Agora a indicar limites consistentes.

Água...
Água voadora entre hemisférios a umedecer e fecundar a vida.

Água:
...Vaporizada
...Líquida
...Gelada
...Pesada ou leve como pétalas
...Ou em flocos levados pelo vento
...Sadia
...Contaminada
...Rebelde, como tempestades e tormentas.

Pedacinhos encantados por vários céus...

Meu céu interno aproveita o tempo e se manifesta:
...Vibra
...Chora lágrimas em vapor, profundas ou em cascatas!

Digo adeus e bato a porta.
Sono profundo, por hoje, basta!

junho/ 2021

Inserida por hidely_fratini

⁠Saudade e um vazio

Um livro qualquer da estante...
Pego-o
Aquele vazio de não me acostumar
Bate em mim
Forte.

Uma data simples, comum: outubro de 2019,
Marcou aquele fim de ano.
Penetra-me
Sem machucar!
Finca o pé sem estreitar visões
Sem deixar sinal
É só um passado... quase distante,
Vindo de livros

Um passado que está onde deve ficar,
Pois lembranças nada são que memórias
_______> Vêm e vão _______>
Passam
Nada mais são!

11/09/2024

Inserida por hidely_fratini

⁠Tentações humanas
(Inspiração adolescente)

Da escuridão gélida da noite,
Sem conter um ar de vida em cores,
O feroz ser das multidões longínquas
Fez-se mais uma vez presente!

Conseguias derrubar montanhas onipotentes,
Destruir mil vidas encarniçadas.
Enquanto outras, ainda mais desgraçadas,
Se debruçavam no mundo tristemente...

Em cada face amiga que surgia,
Mais um tremor entre o céu e a terra se fazia,
Mais uma vez plantar seu ódio conseguias!

Tu, o que queres?
O que desejas?
Nenhuma resposta!
Mas algo era certo: era o diabo que surgia!

Agosto/1968

Inserida por hidely_fratini

⁠Sem nome
(inspiração adolescente)

Iluminou-se um caminho.
Fez-se em chamas o Universo.
Estrelas entreolharam-se
Mas simplesmente não se viram...
-- e nem podiam.
Voltaram-se todas para o mesmo caminho...

Num pequeno fim de mundo
Encontram e iluminaram um tesouro,
Tesouro que transmitia amor...
Era um pequeno mundo sem fim,
Onde um menino surgiu, abençoando a Humanidade!

Dezembro/ 1969

Inserida por hidely_fratini

⁠O velho
(versão II)

Quis depor dentro de mim, mas impossível
Não cabia dentro de mim um juiz,
Mas um dia coube o meu eu, tão orgulhoso!

Os meus defeitos continuaram sãos por muito tempo
As minhas mãos, aniquiladas pelo perdão que nunca veio
O bolor tomou conta de toda a minha pele.

Envelheci...
Mais caduco era antes com aqueles risos falsos
Hoje, orgulho-me de não ser nada e falar claro.

Muitas vezes sou criança e todos correm atrás de mim
Falo do mundo, xingo, brigo com os gatos!
Mas que importa? Sou um velho sincero como tantos.

Às vezes paro numa época da vida
Lembro-me dos filhos, colho flores
Procuro a namorada que antes me acariciava...
Sinto seus beijos e suas mãos em meus cabelos.

Sou um velho rabugento e espero passar o tempo
Aguardo a morte e vejo minha eterna namorado me acenando
Ralho com os mortos, pois é mais perto deles que me encontro agora.

abril/ 1971

Inserida por hidely_fratini

⁠*Chuva e fantasia*

Chove fininho lá fora.
Cada gotícula, um mundo!💦
Fora de mim, chuva constante.
Dentro, o Sol resplandece,💥
Segue seu rumo.
Zênite a pino,
Reluz.💥
Clareia.
Sigo meu curso!

junho/ 2021

Inserida por hidely_fratini

⁠BEIRA
(inspiração adolescente)

Com licença!
Aqui não é lugar pra mim.
Eu sou um revoltado...
-- Ora quero amor.
-- Ora a solidão.
Com licença!
Aqui não é lugar pra mim.
Eu sou um neurótico.
-- Ora não sei por onde vou.
-- Ora encontro só caminhos.
Mas com licença!
Aqui não é lugar pra mim.
Bem, eu sou um quase louco.
-- Ora não reconheço imagens.
-- Ora, há hora em que há menos ainda.
Com licença, eu me vou!
Aqui não é lugar pra mim.
-- Ora nem para ti.
-- Ora nem para nós todos!
Nós somos... quase.
Só isso!
Um pouco de nada com um toque de cor!

Set/ 1970

Inserida por hidely_fratini