Quanto Vale um Abraco

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⁠Deus nos dá a dádiva do tempo como um presente sagrado. Cada dia é uma chance de plantar, de amar, de servir, de perdoar e de cumprir o chamado. O tempo da ação é o presente, porque depois que partirmos, a nossa missão neste mundo se encerra.
Aplica a prática:
• Perdoe hoje.
• Ame hoje.
• Evangelize hoje.
• Ore hoje.
• Obedeça hoje.

Inserida por MiriamLeal

⁠Nada é por acaso. A vida não é uma linha reta de vitórias ou provações, mas um caminho cheio de altos e baixos que Deus usa para nos moldar. A verdadeira sabedoria está em reconhecer que tudo vem das mãos dEle, e que mesmo o que não entendemos hoje pode fazer parte de um propósito eterno amanhã.

Inserida por MiriamLeal

⁠O céu se move quando há um coração quebrantado, sincero e disposto.
Se você estiver disposta(o), Deus fará o resto.

Inserida por MiriamLeal

⁠Crescimento não vem só por ouvir,
vem por permanecer.
Mais do que um minuto apressado,
é hora com o Pai,
é entrega, é sede, é verdade.

Inserida por MiriamLeal

⁠Não foi sorte, nem esforço meu,
Foi graça pura, derramada.
O mundo via um derrotado,
Mas Deus já via uma alma amada.

Não porque eu era o melhor,
Mas talvez o mais quebrado.
E foi ali, no fundo do poço,
Que fui por Ele chamado.

Inserida por MiriamLeal

⁠Eu era o pior entre tantos caídos,
Coração duro, olhos perdidos.
Mas o Céu desceu na forma de um Homem,
E me chamou pelo nome.

Cristo Jesus — veio não para acusar,
Mas para amar, perdoar, levantar.
E fez da minha culpa uma ponte,
Da minha queda, um monte.

Inserida por MiriamLeal

⁠Reflexão :
Você não é um caso perdido.
Se Deus teve paciência com Paulo, também tem com você. O mesmo Cristo que transforma corações rebeldes em servos fiéis está te alcançando agora. Ele não apenas te perdoa, Ele te escolhe, te molda e te usa para mostrar ao mundo o quanto Ele é bom.

Inserida por MiriamLeal

Subiram dois ao templo santo,
Um com orgulho, outro com pranto.
Um olhava ao céu com soberba no olhar,
O outro ao chão, com temor no falar.

⁠O fariseu erguia voz segura:
“Jejuo, dizimo, guardo a escritura!
Não sou como os outros, injustos, perdidos,
Muito menos como este, aqui, caído.”

Inserida por MiriamLeal

⁠Ele não espera que venhas perfeito,
Mas que venhas com um coração aberto.
Não exige beleza, nem aparência de santo,
Só quer a verdade que vem com o pranto.

Inserida por MiriamLeal

⁠Jesus veio com os pés no pó,
Com o coração cheio de céu,
Com palavras que curam,
E um toque mais doce que o mel.

Ele amou os que o desprezavam,
Perdoou os que o feriram,
Lavou os pés dos que o negariam,
E abraçou os que o traíram.

Inserida por MiriamLeal

⁠Pois se o Céu celebra o arrependido,
Quem é você pra ficar ofendido?
Há um espírito sutil e perigoso,
Com aparência de santo e piedoso,
Mas por dentro é trono falso, é vaidade:
Rejeita o caído, nega a verdade.
Se esquece do Filho Pródigo voltando,
Enquanto o irmão mais velho vai murmurando.
Reclama da festa, recusa o perdão,
Mas o Pai diz: “Esse é meu filho do coração.”

Inserida por MiriamLeal

⁠Tua santidade é um espelho,
Que mostra o que eles não querem ver.
Preferem que fiques igual a eles,
Pra não sentirem que precisam ceder.

Eles te chamam de exagerada,
Mas é porque tua fé é viva e ousada.
Não se dobra aos costumes da maioria,
Nem troca unção por companhia fria.

Inserida por MiriamLeal

⁠Fragmento I - Ankou

Um vulto indistinto, entre outros vultos distantes.
Não houve um tempo em que ele era, não houve sequer um instante.
Os outros deixam para trás seus sonhos, desejos e deveres, seus inconstantes.
Ele, porém, em seu sadismo divino, ínsito na própria penumbra,
flutua, do nascimento ao desaparecimento, protegido no seio da imortalidade.
Saulo Nascimentto

Inserida por CatarinaL

⁠A meia lua

Um lugar tão longe.
Ao ser, um vazio.
Uma lua ao distante.
Um distante tão sombrio.
Foi da lua tal o brilho
Que do ser, um lugar
Um vazio tão distante
Foi-se longe ao luar.

Inserida por CatarinaL

⁠O homem sente por sentir vontade

E quem me dera um dia ver-me diferente, encontrando sentido além das razões por trás da mente, sendo coração que pulsa apressadamente, apenas por saber que é verdade. E se é verdade, dou-te tudo o que encontrar no caminho do meu eu; do apego à solidão, que habita nessa imensa vastidão desconhecida, à medida dosada da paixão.

Inserida por CatarinaL

⁠Máscaras do apresentável

Há sempre uma oportunidade, um convite à observância do nosso homem interior, pois se o deixarmos ao tempo, o tempo o tornará estranho até mesmo para nós.
Quem não molda seu interior acaba se acostumando às máscaras do apresentável, passando a viver em uma constante emulação do subjetivo, ou seja, uma intimidade oportunista e concomitantemente contraditória.

Inserida por CatarinaL

⁠Novo amanhecer

O arrependimento não nos permite voltar a um momento desejado para realizar-mos uma mudança almejada, contudo, o ato de arrepender-se nos liberta do loop punitivo da consciência diante daquilo que é absurdo até mesmo para nós. Acredito que essa é a força de um novo amanhecer; o prazer de vivermos um novo dia em nosso mundo interior e, assim, sermos transformados pela renovação da nossa própria consciência. Um novo dia não é garantia de mudança, tampouco o arrependimento, porém ambos são ferramentas para tal, diferentemente do remorso, que nada pode fazer, exceto reviver a dor em um ciclo de culpa.

Inserida por CatarinaL

⁠Fragmento IV - Conação

Entre corpo e alma, eu.
Um entre-espaço, dito maneira, que tange a esfera transcendental da mística à relação lógica e contemplativa do abstrato.
Assim, o corpo existe apenas como relação meramente espacial da afirmação, ao passo que, a mente flutua, introspectivamente, em busca de sua intuição.
Nesse radiante e permeável oaristo, de um ao outro, eu.

Inserida por CatarinaL

⁠Liberdade é Desobediência

Vivemos sob a ilusão da liberdade, como se o livre-arbítrio fosse um dom absoluto e não uma condição imposta pela percepção. O mundo se constrói sobre dicotomias: real e percepção, relativo e absoluto; mas nós, em nossa finitude, ainda não aprendemos a lidar com isso.
A verdade, tal como é, é que não somos livres. Nunca fomos. Deus não nos fez para a liberdade, mas para o pertencimento, a obediência e a servidão. A liberdade, se fosse real, seria plena; e, sendo plena, não poderia coexistir com leis, normas ou limites. Onde há regra, não há liberdade; onde há ordem, há sujeição.
A própria escritura nos inicia nesta consciência com a simplicidade terrível de Gênesis 2:

"E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás."

Aqui se revela o primeiro paradoxo: a permissão ampla precedida de uma interdição absoluta. E, novamente, não há liberdade onde há interdição. O verbo “ordenou” ecoa como revelação da condição humana. O homem é posto no Éden para lavrar e guardar, não para escolher o que é ou para não ser. Sua função é ação sob comando, e não criação de destino.

O engano nasce com a serpente, mas floresce na consciência humana...

" [...] se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal."

Até então, vivíamos numa percepção de liberdade, pois não havia transgressão. Não éramos livres, mas tampouco sabíamos que não éramos. Com a queda, descobrimos a medida da nossa servidão. O bem e o mal, antes indistintos, tornam-se fronteiras visíveis, e com elas nascem o medo, o pudor, a culpa e o peso da escolha.
Não se trata de uma questão de estado de ser, mas sim de percepção. Só quem se percebe servo pode ser tentado a ser livre. Quem acredita ser livre passou da percepção ao estado de consciência inerte, desapropriada da realidade, e também da percepção.
Para Deus, talvez, bem e mal sejam a mesma coisa — expressão de Sua vontade e de Sua justiça. Mas, para nós, homens, feitos carne a partir da poeira, são abismos distintos, assim como percepção e realidade. Não sabemos lidar com isso, porque fomos feitos para obedecer, e não para compreender o abismo.

Inserida por CatarinaL

⁠Nella città V - Vestal

Ergui-me entre autos, decretos e selos,
um número, um nome à pena do Estado.
Eis-me: carne julgada em papel amarelo,
alvura que a ferrugem envelhece.

Mas tu, que és fogo, sê chama sem dono,
não te prostres à mão que molda o aço.
Pois só no caos é que o homem tem sono,
sonhos, alma e pés.

Inserida por CatarinaL