Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Quer mesmo aumentar a intimidade?
Quer algo mais sério?
Firma-se na palavra, e usa,
e encontrará dentro desta palavra o que precisa.
Os mais belos hinos e poesias foram escritos na tribulação, e da harpa a doce melodia se ouviu no meio da escuridão.
E veio um enviando do diabo para me destruir, mais DEUS com sua infinita graça mandou um agente DELE para me reconstruir❤️🔥!!!
Nada aqui neste mundo é mais importante do que a salvação da alma,
Viver na dependência de Deus, então terá uma eternidade que te espera!
Aproveite cada estação da sua vida, mesmo que seja de dor, porque sairá mais forte,
E se a estação da sua vida for de regozijo e júbilo então aproveite para ser um alguém, uma pessoa-do-bem!
Quando querer ficar perto é chatice. Provavelmente dedicação é burrice. Partir não é mais uma opção, passa a ser dever e libertação.
O rio segue seu curso.
O rio leva, consigo, seus peixes.
Leva-os para cada vez mais fundo.
Há rios em desuso.
Há outros que atravessam o mundo.
Vi e vivi muitas vezes.
Par Deus, que água gelada!
É quente, mas também fria.
Que peixes lindos!
De onde são vindos?
Cadê a dama que, nos meus dias de glória, para mim sorria?
A água está gelada, muito gelada.
O Sol aquece o rio;
O rio esquenta.
Por que não aparenta?
O que ocorreu para haver o desvio?
Os outros reclamam da água quente.
Afirmar-lhes-ia que está gelada.
Engraçado o que cada um sente.
Está gelada.
Para mim, já se manifesta congelada.
Tinha comigo a melhor das rosas,
A mais linda das flores.
Junto ao meu corpo, conduzia um regador.
Regava-a até o seu florescer.
A rosa, ainda tímida, encolhia-se quando via perigo.
Contudo, levantava as pétalas quando via seu amigo.
Faça Sol, faça chuva, ele sempre estava lá para a regar.
Quando a tristeza batia, a flor, de sua mão, nunca saía.
Ela dava-lhe o seu olhar.
A lua cheia daquele mês avisou da sua chegada;
O rapaz - com ânimo excepcional - beijou-lhe a mão para irem ao encontro da convidada.
A flor aceitou com um grande pulo de alegria, chocando assim os olhos daquele que lhe propôs o divertido encontro.
A flor e o rapaz correram pelo vale campestre e escorregaram no campo.
A moça - comovida com tudo aquilo - gargalhou um canto.
O rapaz - com os olhos presos ao fio que a prendia - sorria para a situação.
Ela levou-lhe sua mão; ele beijou-lhe mais amavelmente que antes.
Eles dançavam,
Eles se amavam,
Eles riam,
Eles se viam.
A noite se foi como o sopro de uma forte ventania;
Os dias - carregados por um coche - não paravam para deixar seus cavalos aspirarem o ar, que lhes dava energia.
A moça não o via mais com tanta frequência;
O rapaz - tomado por um ato de desespero - pedia-lhe a mão para correr pelo céu.
Ela não o respondia da mesma maneira.
Ele enviava-lhe cartas recheadas, mas, de sua querida, recebia meia dúzia de letras.
Os pássaros pararam de gorjear, mantiveram-se quietos em respeito à lucidez daquele que, com sua voz, ajudava-lhes a cantar das mais diversas canções.
As árvores - cuidadas e podadas todo ano por ele - encontravam-se turvas, em luto por aquele que lhes dedicava tanto zelo; suas folhas murcharam e destacam-se dos galhos que lhes davam sustentação.
O campo - que costumava ser rodeado e cuidado pelos lindos animais e pela cadeia alimentar destes - perdeu suas gramíneas, sua vivacidade e aquilo que mais temia: aqueles que, em seu solo, desfrutaram da mais bela benção que o ser humano é capaz de ser presenteado; em compasso com os outros, observava o rapaz e o lia.
O jovem - em prantos com a vida que levava - prostrou-se no chão e suplicava a Deus com a mão no coração.
“Por que me deste aquilo que tanto Te pedi para que, com uma frieza cruel, tirar-me?”
O cenário convergia sua visão àquele que implorava por respostas. A partir deste momento, tudo estava íngreme.
“Por que quando experimento da felicidade dada pelas Tuas mãos, tu a tiras de mim? Então, Pai Celestial, meu Deus, por que me concedeste a dádiva do amor se tinha em Tuas mãos, Pai, um fio amarrado em Teu mindinho para puxá-la de volta a Ti?”
As aves - com as penas caídas e descoloridas - aconchegaram-se no rapaz, que, naquele instante, com as lágrimas na mão e regando o chão com elas, era dominado pela mais intensa sanha.
Ele batia contra o chão; o campo soltava um gemido doloroso a cada vez que sofria, mas não se importava, pois aquele que mais lhe regou se sentia desconexo com aquele que lhe deu a vida.
“Diga-me, Senhor dos Céus, com qual objetivo Tu me sopraste com a vida? Fora para teres o luxo de me ver o sofrimento alheio?”
“Por qual razão, Deus, Tu, com um arsenal infinito de força, fazes da minha vida um grande paraíso para o Diabo?”
O campo, as aves e as árvores, todo o meio campestre derramava o gelo derretido de suas faces.
O jovem - ainda prostrado - prosseguiu com um longo silêncio.
Ele estava sem meio,
Enxugando as lágrimas, caminhou para longe.
Não se sabe em qual sege adentrou, mas que a razão não é mais aquilo que o tange.
Ele desmoronou sua estrutura no campo;
Este - gentilmente - enrolou-o num grande cobertor que lhe protegeria do frio que ali costumava a castigar.
As aves lhe beijaram o lábio;
As árvores, suor que escorria em seu olhar;
O campo, o braço que costumava regar.
O céu, cansado de tanto azul, se esvaiu.
Aos poucos cada um de nós vai deixando de existir, vai perdendo a importância, vai ficando mais velho, às vezes pode até perder a memória. A vida não é eterna, os dias não são eternos. Aproveitem cada um que está convivendo com vocês no hoje. Vivam um dia de cada vez mas vivam com fé em Deus e com a intensidade necessária pra ser grato pela saúde e pela respiração.
Meu pecado, Ele tomou.
Minha culpa, Ele levou.
E agora, quando me vejo fraca,
é quando mais posso ver
a força da Sua Graça.
As lágrimas tocam, mas a fé move;
Há momentos em que nossas lágrimas falam mais alto do que mil palavras. Deus não despreza o coração quebrantado, Ele recolhe cada lágrima (Sl 56:8). Mas existe um lugar ainda mais profundo: o lugar da fé.
A lágrima mostra a dor, mas a fé mostra a confiança. A lágrima expressa fragilidade, mas a fé declara vitória antes de ela se manifestar.
O louvor é mais do que uma música bonita: é uma arma de guerra espiritual, uma chave para destravar milagres e um decreto de vitória.
Quando o povo de Deus aprende a adorar antes de ver a solução, o inimigo já é derrotado no mundo espiritual.
