Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Perfeita És - Fernando S. Dias (Poetry)
Encontrei em ti, ó minha formosa eleita, que em minha alma se fazia desfeita
Nada se iguala ao teu raro fulgor
Tu és joia bendita, perfeita és, meu amor
Flor do acaso, Diamante escondido
Mais valiosa que o rubi do mundo todo
Tão pura qual lírio ao orvalho exposto
Branca qual neve nos montes de agosto
Branda és tua voz, suave e calma vens a ser
Tua longuíqua presença envolvera-me
Envolveu-me com teu amor estonteante
Um repentino romance o qual não obliterarei-me jamais
"Com um espírito de Caio Fernando Abreu dentro de mim. Descrevo nessas entrelinhas, como me sinto bem em viver. Em levar a vida. Como ele diria ” Vou indo. Sem muita bagagem. Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias.” Isso. Dessa forma creio que vou longe. Quebrando paradigmas. Destruindo barreiras. Ultrapassando obstáculos sem olhar pra trás. Reconhecendo minha humanidade. Reconhecendo minhas limitações. E pedindo sempre a Deus, força e coragem suficientes pra continuar vivendo. Sem medo."
Já dizia Caio Fernando de Abreu: “A gente passa a vida inteira achando que é imortal”.
E nessa de achar imortal, a gente acaba se privando de sentir, fazer e falar certas coisas por medo do que as pessoas irão dizer.
Deixamos de fazer o que mais queremos por medo de julgamentos.
Deixamos de falar o que sentimos por medo da resposta da pessoa ou do ceticismo dela.
E, às vezes, nos privamos até de sentir. Como se isso fosse possível...
Sendo certo ou errado, bom ou ruim, o fato é que sempre seremos julgados. E se passarmos a nossa vida dando ouvidos a esses comentários, esqueceremos de viver.
Porque viver é isso: Cair e levantar, acertar e errar... E, às vezes, viver significa errar mais e acertar menos, até porque não recebemos manual de instrução da vida quando nascemos.
Precisamos errar, seguir alguns caminhos tortos, fazer escolhas não muito boas, mas, algumas vezes, precisamos fazer isso por nós mesmos. Precisamos cair, errar, chorar, ver o erro assim: cara a cara. Necessitamos ver se é realmente ruim para então dizer que não vale à pena. Isso é que é viver: fazer escolhas erradas e certas. Precisamos acreditar na mentira para sabermos que ela ser trata de mera ilusão. Precisamos desperdiçar uma oportunidade para sabermos dar valor àquelas que irão aparecer. Precisamos buscar nossa felicidade da maneira que quisermos sem passar por cima dos outros.
Nós não somos gatos, que na teoria, têm sete vidas. Não dá pra dizer "vou deixar isso pra amanhã" porque o amanhã não nos pertence e hoje pode ser o nosso último dia aqui na terra.
Precisamos viver para saber o que é a vida.
"Tambor de Mina do Maranhão e Seus Encantos"
Por Prof. Esp Fernando Luis
O Tambor de Mina é mais do que uma expressão musical; é um verdadeiro coração pulsante da cultura maranhense, que ecoa nas ruas de São Luís e nas almas de seu povo. Essa tradição, que une música, dança e espiritualidade, carrega consigo a rica herança afro-brasileira, refletindo a diversidade e a resiliência de um povo que celebra suas raízes.
No centro dessa história, encontramos figuras icônicas que moldaram e continuam a moldar o Tambor de Mina. Jorge Babalaô, com sua Casa de Iemanjá, foi um dos grandes mestres que dedicou sua vida ao ensinamento e à preservação dessa cultura. Seu legado é sentido até hoje, reverberando nas vozes de seus seguidores e na prática religiosa que ele tão bem representou. Pai Jorge foi mais do que um sacerdote; ele foi um guardião da sabedoria ancestral, cuja influência se estende muito além de sua passagem.
Hoje, Wender Pinheiro, conhecido como Obajedô, assume essa responsabilidade com um carinho e uma devoção admiráveis. Sacerdote do Ilê Axé Oba Yzoo e iniciado no tambor há mais de 21 anos sob a orientação de Pai Jorge, Wender traz consigo um vasto conhecimento acumulado ao longo dos anos. Ele não é apenas um praticante, mas um verdadeiro instrumentador da cultura, unindo o sagrado ao cotidiano, e promovendo uma conexão profunda entre as gerações.
O Tambor de Mina, com suas batidas envolventes e danças vibrantes, é um convite para a comunidade se reunir. É um espaço onde as pessoas se conhecem, compartilham histórias e se conectam com suas ancestrais. Em cada celebração, a energia coletiva se eleva, criando um ambiente de amor, respeito e alegria. Os rituais são momentos de encantamento, onde a ancestralidade é exaltada e a identidade afro-brasileira é reafirmada.
Wender, em sua posição como líder, traz à tona a importância da tradição em um mundo que muitas vezes tenta desviar o olhar das raízes culturais. Ele tem a missão de manter viva a chama do Tambor de Mina, não apenas como um rito religioso, mas como uma forma de resistência cultural. Sua atuação vai além dos templos; ele se envolve na comunidade, promovendo eventos que celebram a cultura e educam as novas gerações sobre sua importância.
Através do Tambor de Mina, o Maranhão se apresenta ao mundo como um mosaico de ritmos, cores e histórias. É um testemunho do poder da cultura em unir as pessoas e fortalecer laços. À medida que o tambor ecoa, ele nos lembra que, independentemente dos desafios, a riqueza cultural é um legado que deve ser celebrado e perpetuado.
Em suma, o Tambor de Mina do Maranhão é um verdadeiro tesouro que, através de mestres como Jorge Babalaô e Wender Pinheiro, continua a encantar e a inspirar. A cada batida, a tradição se renova, garantindo que os encantos do passado permaneçam vivos e vibrantes no presente, enriquecendo ainda mais a diversidade cultural da capital maranhense e de todo o Brasil.
POESIA EM MEMÓRIA ÚLTIMA
(para ti, Avelino Fernando do Couto Ribeiro)
Rezaram-te a missa,
O solista cantou,
O órgão tocou,
Em premissa.
Eu assisti e rezei
Diferente, por razão
De fé ao Corpo
Do Homem morto
E Crucificado que eu sei.
Tanta gente caminhando
Em passo quase de tropa
Rumo ao campo sagrado
E eu atrás de todos pensando
Se a morte é vida ou pecado
Por ter a coragem de morrer
Antes do prazo aprazado.
Deus - que fria é a morte
Criada de nascente
A poente,
Sem norte.
Dois barrotes de madeira
Duas cordas na horizontal,
Uma cova funda na vertical,
Um caixão que desce anormal
De cabeça para baixo,
Abismal,
Um corpo quase vivo
Afinal,
Que se não fosse a terra
Que mais aterra e pesa
Na sua função de singeleza
Entre a definição da morte,
Quiçá, quando for da nossa sorte
Entremos de pés ao baixo
E de cabeça ao alto,
Sem sobressalto,
Ou suspiros,
Não vá, mesmo lá dentro
Do ataúde fatal,
Vomitarmos os diospiros
Ingeridos há tempo que tal.
(Carlos De Castro in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 06-04-2026)
POEMA PARA TI
AVELINO FERNANDO DO COUTO RIBEIRO
(ou quando a morte fardada de roupagens negras se transforma em cristais de lágrimas puras que nem o sol consegue secar. © Carlos De Castro)
Há poucas horas te via
Na madrugada passar,
À minha porta.
Ias cedo, para o pão ganhar
Cedo ou tarde não importa
Quando o coração tem vida
Na noite que vai parir o dia.
E sou eu nesta elegia,
Neste paradoxo sem fim
Que afirmo com precisão
Que a morte é tão cobarde,
Se não,
Era fogo que não arde
E levava-me só a mim.
Assim, fico sem tino
Sem vontade de seguir
Esta vida, Avelino.
Pode ser que ao Divino,
Já no Reino do Eterno,
Possas rogar meu menino
Para que eu amado primo,
Jamais desça ao tal inferno.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Muito Trista Por Escrever, em 06-04-2026)
A Porta da Liberdade — Paulo Fernando | Menino Confuso
Na calada da noite, acordei com alguém batendo na porta. Logo pensei que fosse na minha casa. Quando escutei a vizinha perguntando quem era, uma voz bradou dentro do meu quarto: um “sou eu” que estremeceu tudo o que há dentro de mim.
Levantei-me, andei pela casa, sentei, e logo pensei: poxa, será que nunca vou sair daqui? Será que ninguém vai notar que estou preso? Que preciso ver o sol raiar novamente? Que preciso de um abraço?
Com os olhos fechados, senti uma calmaria dentro de mim, e as lágrimas molhavam o meu rosto. Comecei a lembrar do meu pai, aquele que vem cuidando de mim mesmo eu não merecendo. Senti saudade de falar com ele. Eu tinha tanta coisa para conversar, mas ao mesmo tempo sentia vergonha, pois eu tinha me afastado, mesmo ele estando ao meu lado.
No estado decadente em que eu estava, me humilhei e me prostrei aos seus pés. Pedi perdão, pois compreendi que ele é a minha verdadeira liberdade. Em silêncio, ele estava ali me ajudando, e naquele chão ele começou a dizer o quanto eu era lindo, magnífico, sublime. Ali, matei a saudade do pai.
Quando abri os olhos, olhei para a janela. Me levantei e fiquei observando, esperando forças para poder abri-la. Então fui em direção à luz que ultrapassava pela fresta da janela e a abri.
O céu, a terra, as flores amarelas e azuis… um sol nascendo.
Não consegui segurar as lágrimas e deixei cair.
Precisei sair do meu cômodo para receber o que eu precisava: a minha liberdade. Pois ela já morava dentro de mim.
— Paulo Fernando | Menino Confuso
Labirinto de Migalhas — Paulo Fernando | Menino Confuso
Você me fez derramar lágrimas.
Meu coração começou a sangrar ao te ver partindo, e meu sonho foi, pouco a pouco, se destruindo. Não imaginava que eu precisaria dessa realidade para perceber que eu e você acabamos — e que esse foi o nosso fim.
Cego pelas tuas palavras bonitas, perdi-me no teu labirinto, onde você não me permitia sair. Vivi a ilusão de que poderia ter você para sempre na minha vida, como nos contos de fadas, que sempre têm um final feliz.
Te ver partindo foi como um flash, que me mostrou a realidade: você não está nem aí para o que eu sinto por você. Então vi minha venda cair ao chão, e as lágrimas que rolavam no meu rosto foram, aos poucos, se secando.
Respirando fundo, comecei a procurar uma saída. Uma porta para sair de perto de ti, porque já não dava mais.
Eu te amo, mas ficar sofrendo não.
Na minha solitude, comecei a ver o mundo de outra maneira. Percebi que eu precisava me amar, buscar o meu eu, me encontrar novamente.
Diante disso, fui em busca da minha felicidade, porque o seu amor de migalhas eu já estava cheio.
Sim, estou conseguindo viver sem pensar em você. Logo poderei te ver novamente e dizer que você não foi um erro, mas sim um acerto que me fez crescer e criar camadas de proteção contra pessoas assim como você.
Enquanto esse dia não chega, vou vivendo.
Feliz.
Longe do teu labirinto.
Longe de tudo que ainda te envolve.
— Paulo Fernando | Menino Confuso
Algumas Ilusões — Menino Confuso | Paulo Fernando
Não sei se já aconteceu com vocês, mas comigo sempre acontece.
Eu começo a me envolver com a pessoa e passo a sentir muito por ela. E tem gente que não sabe lidar com isso. Promete céu, terra e mar… mas você já entende, no fundo, que aquilo não vai passar de palavras bonitas.
Mesmo assim, você acredita. E acaba mergulhando de cabeça nesse começo de relação.
Passa o primeiro mês e tudo parece maravilhoso. Um sonho mesmo. Você conversa até o sol aparecer e só para quando o cansaço chega. Abraça, beija, sente demais.
Mas os dias passam… e tudo começa a mudar.
O tempo que era muito vira pouco. A atenção vai se afastando aos poucos. E aquela pessoa que prometeu céu, mar e terra já não está na mesma sintonia que você.
E então as lágrimas começam a cair.
A pessoa parece não se importar. E o pior: ela diz que você “não é pra ela”, que “não está no momento”, que “está confusa com tudo isso”.
E vocês terminam aquilo que nem deveria ter começado.
Passam 30 dias depois do término… e você ainda sente.
Porque sentimento não passa como dor que se resolve com um simples remédio. Não é rápido assim.
E então você, sem muita força, pergunta:
“Você ainda gosta de mim?”
Você espera uma resposta positiva. Mas, na verdade, a pessoa finge não entender:
“O quê? Como assim?”
Engraçado como algumas pessoas mudam depois de conseguirem o que querem.
Você fica arrasado, claro. Quem gostaria de se sentir esquecido por alguém que amou?
Acho que ninguém.
Mas uma coisa é certa: nem tudo precisa ser do jeito que a gente quer.
Quando você vira sua própria prioridade, esse tipo de pessoa deixa de ser amor… e vira só uma ilusão.
E como ela mesma disse:
“Eu estou vivendo, e você também. Você está bem, e eu estou ótimo.”
Guarde isso: você não precisa de um namorado agora. Você precisa de você mesmo.
De conhecer seus gostos, suas manias, seu cheiro, seu silêncio.
Lembra: quando você começa a deixar de lado o que tanto queria, você começa a receber sem precisar correr atrás.
Bom… acho que é isso.
Qualquer coisa, me chama. Vamos conversar.
— Paulo Fernando | Menino Confuso
A esperança está na inocência dos corações que queimam e enxergam mudança.
Fernando Antonio Almeida Ferreira
MANIFESTO SOBRE A RESILIÊNCIA HUMANA
Por: Abel Manuel Fernando
“A vida do homem sempre foi feita para ser dificultada.”
Esta premissa não é um lamento, mas sim uma constatação profunda sobre a natureza da nossa
existência. Desde os primórdios, a jornada humana nunca foi desenhada para ser um caminho linear
ou isento de barreiras. Pelo contrário, são os obstáculos que surgem ao longo do percurso que
validam o nosso crescimento, testam as nossas convicções e transformam o potencial latente em
força real.
Evitar as dificuldades é ignorar a própria ferramenta de lapidação do carácter. Cada contrariedade,
cada barreira aparentemente intransponível, funciona como um espelho que reflete quem realmente
somos quando despidos das facilidades do quotidiano. O homem que não enfrenta a resistência
permanece frágil, incapaz de sustentar o peso das suas próprias ambições.
Assumir a autoria desta visão é aceitar o desafio de viver com protagonismo. Compreender que a
vida é intrinsecamente difícil permite-nos abandonar a postura de vítimas das circunstâncias e
adotar a postura de arquitetos do destino. Não escolhemos a ausência de problemas, mas
escolhemos, soberanamente, a magnitude da nossa resposta perante eles.
Especialista confirma que dados de pesquisas prejudicaram Fernando Mineiro
Publicação: 09/10/2012 13:02 Atualização:
Do DN Online
"Os institutos de pesquisas erraram completamente no que seria apontar um resultado próximo ao final nas eleições para prefeito em Natal". A afirmação é do professor Daniel Menezes, autor de livro sobre pesquisas eleitorais, entrevistado nesta terça-feira no Clube Notícia, rádio Clube FM (97,9). O especialista afirmou não ter dúvida que os números desfavoráveis divulgados pelas pesquisas influenciaram os eleitores a não votarem em Fernando Mineiro (PT).
"Alguns eleitores escolheram Hermano conforme as pesquisas porque o considerou capaz de derrotar Carlos Eduardo, e o eleitor de esquerda, optou pelo candidato pedetista para derrotar o PMDB", explicou Menezes.
Segundo o professor, com a aproximação do pleito, há uma tendência à cristalização das pesquisas, ou seja, uma consolidação que faz com que os dados da pesquisa se aproximem o máximo do resultado real, e o erro tende a ser mínimo. Com isso, Daniel Menezes esclarece que houve um erro muito grande nas pesquisas realizadas sobre a eleição para prefeito em Natal, tendo em vista que o candidato do PT não foi para o segundo turno por 0,2% e nenhuma pesquisa divulgada apontou esse resultado.
Cadê a transparência? Teremos que aguentar mais 4 anos de desrespeito a população natalense?
De acordo com o especialista o candidato Fernando Mineiro foi prejudicado em decorrência ao imenso equívoco dos resultados finais das pesquisas. Ou seja, não era esse resultado que a maior parte da cidade de Natal queria. Cadê a Democracia? Não somos peças de xadrez para que indivíduos como o que nos manipulou, continue com essa grosseira contra a sua própria população. Estratégias? Use nos seus joguinhos que brinca, o tempo todo quando acha que "não tem o que fazer na Prefeitura de Natal". (lá tem muito o que fazer) .
Com pais, mães, jovens, crianças, cidadãos, não se brinca. Respeite a vida!
E o responsável que se aproveitou de nossa boa fé, nos mostrando resultados incorretos, que nos fizeram de fantoches sairá impune? Uma hipotese, além de sair impune ainda ficará 4 anos no poder de nossa administração. Afinal, que chances tem o canditdo que ficou no 2º lugar ganhar? A probabilidade é mínima, já o candidato Fernando Mineiro, indo pro segundo turno seria uma vitória certa. A população natalense foi mais uma vez feita de boba!
A população merece uma democracia que tanto os brasileiros se orgulham de ter conquistado. Democracia de verdade! começando pelo direito de uma nova eleição! Onde os números reais das pesquisas já estão claras, onde as máscaras e os joguinhos sujos já foram descobertos. Os cidadãos merecem respeito!
A população tem força para exigir seus direitos a uma eleição justa, limpa, transparente!
Sim a uma nova eleição!!!
Ele se chamava Fernando,e ela, coincidentemente,Fernanda.
A cinco anos atrás, eles se conheceram,quando ela se mudou para uma casa ao lado da dele.No começo,ele só à observava,pois do quarto dele,dava pra ver o dela.Depois de semanas a observando,ele foi falar com ela,já que eles dois eram da mesma sala na escola.Poucos dias depois da primeira conversa deles,já erammelhores amigos,inseparáveis,faziam tudo juntos,quem via de longe pensava que eles eram um casal.Eles não tinham nenhum segredo,todos os dias ,quando voltavam do colégio ,eles paravam no parque para sentarem e contar todos seus segredos,vontades,sonhos e desejos.Mas tinha uma coisa,que Fernanda não o deixava ver:Seu diário. Fernando não entendia o porquê disso,às vezes tentava descobrir o que ela escrevia ali toda noite,mas preferia deixa-la livre,e mostrar para ele quando desse vontade.Fe,-como ela gostava de chama-lo- a tratava com o maior carinho possível,o que deixava Nanda -como ele gostava de chama-la-,vermelha,ela não conseguia conter o enorme sorriso quando ouvia Fe dizer que ela era linda,ou que ela era a pessoa mais importante na vida dele,e ele,não conseguia controlar aquela sensação de borboletas no estômago,quando ela o abraçava forte,e sussurrava o quanto ele era importante ,e que nunca o deixaria,nunca. Estava na cara que ele amava,e ama Nanda como nunca amou ninguém. E estava na cara que Nanda sentia o mesmo. Pena que nenhum dos dois conseguiam perceber isso.
Os anos se passaram e agora está Fernando,sentado no banco do parque onde sentava com Fernanda todos os dias,estava chorando silenciosamente ,sentindo falta de sua Nanda.Mas porque saudades? Será que Fernanda se casou com outro homem,e esqueceu seu Fe? Ou será que simplismente ela foi embora ,sem levar Fernando junto a ela? Nenhuma das alternativas. Nanda tinha falecido,no dia do aniversário de seu Fernando.Ele mesmo viu a morte de sua amada. Ela estava indo abraça-lo ,quando um carro a atropelou quando Fernanda foi atravessar a rua.
Ainda chorando,Fernando fala olhando para onde Fernanda se sentava,com a esperança que ela estivesse ouvindo,e ele podia sentir que ela estava ali,então,ele começa a falar.
”Fernanda,minha Nanda,será que ainda lembrastes de mim? Se não lembra,vou tentar clarear tua mente;Eu sou seu Fe,aquele que voltava da escola contigo todo dia,aquele que te chamava de linda todo dia,que sentia ciúmes de seus amigos,sou aquele homem que te amou,desde a primeira vez que viu você.Me desculpe amor,me desculpe por não ter cuidado de você como eu deveria,me desculpe por ter sido um idiota por te amar esse tempo todo e não lhe dizer,mas eu tinha vergonha,como você iria querer um cara como eu? Me desculpe,e mesmo que você não esteja mais nesse mundo,eu irei te amar,te amarei de segunda à segunda,de janeiro à janeiro.
Logo depois que ele acaba de dizer a última letra ,vem a mãe de Fernanda em sua direção,quando chegou mais perto,o puxou pela mão,e falou para ele ir ver uma coisa que Fernanda guardava,que tinha achado hoje,o único dia que teve coragem de entrar em seu quarto depois de sua morte.Então,ele foi,quando entrou no quarto,veio todas as lembranças das noites que tinha passado naquele quarto,assistindo filmes e comendo pipoca com Nanda,então,logo foi em direção ao guarda-roupa,que estava aberto,lá,tinha seu diário,com um bilhete na frente,escrito:
”Para meu querido Fe,feliz aniversário” ,então,ele abriu,e na primeira página,tinha vários corações desenhados,com seu nome em meio deles,ele virou a página,e começou a ler:
”Fernando,nunca deixei você ler esse meu diário pois sentia vergonha,eu sei que você nunca vai me ver mais como amiga,mas hoje é o dia que eu quero que você saiba de tudo que eu nunca tive coragem de lhe dizer,mesmo quando nós contávamos todos nossos segredos naquele banco do parque. Eu vou entender se você não gostar de mim como eu gosto de você,mas eu só queria que você soubesse,que eu sempre cuidarei de você,mesmo que você não saiba.”
Ele chorava ainda mais,e com tantas coisas para pensar ,ele pensou: Eu sou um idiota mesmo,ela partiu,e eu não disse que a amava,e nem consegui ouvir o ”eu te amo” de Nanda. Então,com um calor de 40 graus lá fora,as cortinas da janela se balançaram,e um vento aconchegante entrou,e Fernando só ouvira um sussurro que dizia: Eu te amo.
Será que Fernando Botero, o pintor dos gordinhos, ao ouvir falar em regime alimentar, perde a inspiração?
Mesmo que as suas intenções sejam todas boas, nenhum valor terão sem o verdadeiro amor. (Fernando Lapolli)
Se o amor fosse único, o que seria dos nossos filhos? (Fernando Lapolli)
Do amor posso até falar, mas só com ele posso ser feliz. (Fernando Lapolli)
Para falar 'amor' preciso de quatro letras, para viver amando preciso de emoção. (Fernando Lapolli)
A distância entre duas cidades pode até separar dois corpos, mas não separa o amor que existe entre eles. (Fernando Lapolli)
"O sorriso é a manifestação dos lábios, quando os olhos encontram o que o coração procura."
"Se cada vez que fechasse os olhos, ganhasse um beijo teu, fecharia-os eternamente."
"De que vale o delírio dos olhos, se eles se fecham quando os lábios se tocam"
"O verdadeiro amor é como os fantasmas. Todos falam nele, mas ainda ninguém o viu."
"O amor é a força mais subtil do mundo."
"Por mais longe que o espírito alcance, não vai tão longe quanto o coração."
"Quero estar contigo num momento chamado sempre"
"Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade."
"A felicidade é uma palavra de dez letras. A minha resume-se em duas: Tu."
"A vida só é vida, quando é vivida por duas vidas em uma só vida."
"Te amei no passado, te amo no presente, se o futuro permitir, te amarei eternamente."
"Queria que tu fosses tudo na minha vida, mas quis demais. Tu foste apenas um sonho, nada mais."
"Se pensas que eu te amo, se pensas que eu choro por ti, se pensas que eu te quero e não vivo sem ti, pensas-te certo.!"
"Tu és como as estrelas, posso amá-las mas não posso tocá-las nem tê-las."
"O momento mais forte do amor, é quando sabemos que ele precisa morrer, mas não temos força para matá-lo."
"Em cada momento, um instante, Em cada instante, uma afirmação. Em cada afirmação, uma certeza de que jamais te tiraria do meu coração."
"Eu queria ser invisível, para entrar em teu quarto e no silêncio da noite, teus lábios beijar."
"Vivo no mundo da lua, lá é mais fácil pensar em ti."
"Por dentro estou sofrendo, sabendo que ti perdi. Por fora estou vivendo, fingindo que te esqueci."
"Não existe amor à primeira vista. O que existe é a pessoa certa, no momento certo. Tu por acaso estavas lá."
"Se eu tiver que escolher entre ti e o sorriso, escolho-te a ti, pois sem ti nunca irei sorrir."
"Nunca te esqueças que dentro de mim, bate um coração que te ama."
"É impossível uma pessoa se sentir completa e segura quando esta sozinha. Que tal tu seres minha outra metade?"
"Pelas ruas que passei, e pessoas que encontrei; Tu foste uma delas que jamais esquecerei."
"Não consigo aceitar que te perdi, o meu coração esta morrendo de saudade."
"Ontem éramos três; eu, tu e a felicidade. Hoje somos dois; eu e a saudade."
"Se pedires a minha vida, eu te darei sorrindo. Se pedires que eu vá embora, para sempre partirei. Mas não me peças para te esquecer, pois jamais te esquecerei."
"Uma linda viagem é ir do nariz ao queixo bem devagarinho e parar no meio do caminho."
"Mesmo que o ouro perca o seu valor, mesmo que o sol deixe de brilhar, por toda vida eu vou te amar."
"Saudades de ti terei, saudades que me vão fazer chorar, saudades do teu beijo, saudades do teu olhar."
"De perto conheço o amor. De longe conheço a bondade. Hoje conheço você que amo de verdade."
"A nossa amizade pode ter várias vírgulas, mas nunca um ponto final!"
"Antes de ferires um coração lembra-te que tu podes estar dentro dele!"
"O sorriso é a manifestação dos lábios, quando os olhos encontram o que o coração procura."
"Nunca provoques o florescer de um sorriso dizendo eu te amo, para depois fazer rolar uma lágrima pedindo: esqueça-me."
"Sempre que estiveres triste lembra-se que alguém é feliz pelo simples facto de tu existires."
"Só deixarei de gostar de ti, quando um pintor conseguir pintar o barulho de uma lágrima caindo."
"Nunca feches os olhos para o mundo, pois há pessoas no mundo que esperam o teu olhar."
"Preciso esquecer que te adoro... para lembrar que te amo."
"Muitos são os que amam, pouquíssimos são os que sabem amar."
"O amor é como um espelho. Quando se ama uma pessoa, se transforma no espelho dela e ela no seu!"
ENCONTRO COM A PALAVRA
"Aqui jaz Fernando Sabino. Nasceu homem, morreu menino". A frase poética escolhida pelo autor de "O Encontro Marcado" para a sua lápide expõe de maneira sucinta, mas explícita, um pouco da personalidade, dos desejos e anseios de um protagonista da palavra. Um autor cuja pena produziu, desde a mais tenra juventude, textos fundamentados na sensibilidade capaz de captar a angústia humana como poucos de sua geração souberam fazer. Sobre ele, um dos maiores críticos literários brasileiros, Antonio Cândido, avalia: "Fernando tinha um olhar infalível para os pormenores expressivos e uma capacidade prodigiosa de invenção verbal". Com a morte de Sabino, encerra-se um tempo singular que, por um desses desígnios inexplicáveis, teve o mérito de reunir, em uma mesma época e em um mesmo cenário - a cidade de Belo Horizonte -, o famoso quarteto de escritores mineiros composto por Sabino e pelos amigos Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos. Sabino foi o único dos quatro a chegar aos 80 anos. O único a sentir a ausência corrosiva provocada pela perda das grandes amizades. Suas dezenas de romances, crônicas, novelas, correspondências e relatos de viagem trazem em sua essência o cerne de um dom raro: o de fazer dessas histórias uma ponte entre a ficção e a reflexão. Um elo entre o eu e o outro. Entre o particular e o universal. A narrativa de Sabino instiga os leitores à realização de uma busca rumo ao autoconhecimento - virtude característica dos grandes mestres da palavra. Foi assim com o personagem Eduardo Marciano que, desde 1956, com a publicação de "O Encontro Marcado", prossegue arrebatando corações e mentes. A escrita fluente e a leveza que dava a textos de temáticas muitas vezes angustiantes nasciam de um cuidado extremista de Sabino com a palavra. O mesmo que dedicou à música. Eclético, como todos que possuem espírito inquieto, Sabino era baterista de uma banda de jazz - estilo caracterizado pelo predomínio do improviso sobre a técnica. Assim também era Sabino na literatura: artista cujo compasso ritmado era marcado pela junção da técnica e da sensibilidade. A perda do escritor mineiro já seria motivo suficiente para que o reino das palavras ostentasse luto por prazo indefinido. Entretanto, dois dias antes, o mundo das letras, da filosofia, do pensamento dava adeus ao filósofo Jacques Derrida, famoso pela teoria da "desconstrução", cujo princípio era desfazer o texto do modo que foi previamente organizado para revelar significados ocultos. Suas pesquisas apontavam que, tanto na literatura como nas demais formas de arte, é possível observar - por meio de análises detidas - numerosas camadas de significados não necessariamente planejados pelo criador da obra. Assim como Sabino, Derrida era o único sobrevivente de um grupo ímpar de personagens que ajudaram a compor a história de uma geração. Juntos, Althusser, Barthes, Deleuze, Foucault, Lacan e Derrida tornaram-se conhecidos como "os pensadores de 1968". Desde então, o filósofo contribuiu sobremaneira para o entendimento de questões essenciais à compreensão do século 20. O autor de "Espectros de Marx" não se furtava, mesmo já muito doente, o direito de viajar pelos continentes lançando luzes sobre temas variados e polêmicos como a literatura, a política, a ética, os conflitos árabe-israelenses, a luta contra o aparthaid, os últimos atentados em solo americano, a rapidez dos processos tecnológicos. Derrida era um cidadão do mundo, um homem que viveu apaixonadamente e defendeu sua ideologia e seus propósitos de todos os modos. A justiça, os direitos humanos, a conquista da cidadania e a dignidade da pessoa humana eram, invariavelmente, bandeiras que empunhava em favor da edificação de um tempo mais pacífico e igualitário para povos e nações. Foi ele, também, o criador, em 1983, do Colégio Internacional de Filosofia, a que presidiu até 1985. Sem dúvida, as vidas de Sabino e de Derrida são exemplos de entusiasmo e de dedicação. Convites a uma existência mais pró-ativa, passional, conectada à nossa verdade interior e à procura da felicidade individual que se expande para o coletivo. Foram-se dois grandes homens. Ficam duas grandes lições. Que todos tenhamos sabedoria para apreender os ensinamentos que deixaram em seus livros e que os manterá, para sempre, vivos. Afinal, como afirmou Derrida em uma das tantas entrevistas que concedeu: "(...) a vida é sobrevida. Sobreviver no sentido corrente quer dizer continuar vivendo, mas também viver após a morte".
Publicado no jornal Diário de S. Paulo
Garib
Acho que se Fernando de Noronha é o sonho de todos os brasileiros. O Garib e o desejo de todos os poetas.
