Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
O que temos é tão inexplicável
Quanto a forma com nos encontramos
Mas você sempre tão amável
Então nos conectamos
Então eis o que quero que vivamos:
Que vivamos tudo que cada momento nos permite
Pois você é minha dose de serotonina
E que nada nos limite
Nem nada nos defina
quando eu falo das tuas pintas em voz alta
é para me lembrar o quanto amo tuas pintas
e os caminhos que elas percorrem pelo teu corpo
por falar nisso
tu consegue saber até onde tuas pintas habitam teu corpo?
eu poderia te propor um jogo mas
me obrigaria a ter a mínima noção de geografia
me obrigaria a ter a mínima noção de como manusear compassos
e réguas
e fitas métricas
e pinceis de tinta que saem com água corrente
me obrigaria a ter a mínima noção de descobrir teu corpo de forma imediata
eu não tenho pressa
tu me fez passar a não ter pressa
então, toda semana quando descubro uma pinta nova vasculhando tua pele
anoto em um post-it
a data o mês a cor da tua blusa e
a quantos graus estava a pinta e a quantos com meus olhos estavam dela
claro que faço isso de forma aproximada
a única coisa exata disso tudo seria eu descrever tua cara quando eu falo delas
“tuas pintas são as coisas que eu mais gosto em tu”
eu poderia casar esse poema com o poema que fiz sobre as minhas marcas
desculpa eu não tenho tantas pintas
mas o caso é que eu sonhei esses dias com o jogo que não propus
nem vou te propor
traçar tuas pintinhas de modo que me ajude a seguir de forma linear
sem me atrasar na chegada
traçar tuas pintinhas de modo que eu me acomode com um único trajeto pelo teu corpo
isso não se faz
eu tenho poucos planetas em terra você sabe
mas ao mesmo tempo penso que se eu traçasse não uma
mas tantas rotas para chegar em algum ponto
que eu descobrisse também como preferido pelo teu corpo
me levariam talvez a partes ainda não exploradas pela minha pele
Sim, eu sonho com você. Deu pra perceber o quanto você me afeta? Nós nem nos falamos direito e eu sonho com você. Eu quero falar com você mas não consigo. Eu tento esquecer mas não dá.
Deve parecer bem egoísta eu falando só de mim né? Mas eu não sei o que você sente. Não faço ideia. Eu nem fiz a diferença na sua vida, não fui um marco ou uma boa experiência. Eu fui só uma frase num livro enorme cheio de histórias interessantes. Eu queria ser mais. Queria ser mais do que a menina que gosta de você e vem pra cá escrever. Queria ser mais do que eu sou. Mais do que eu quero ser, mas não sou. Eu sou só isso e você não precisa disso. O problema é que eu sou orgulhosa demais pra te dizer isso tudo, tenho que escrever pra você saber, mas não faz diferença, nunca fez, nunca vai fazer.
Quando o caminho está muito difícil. Não olhe para frente, de modo a ver o quanto falta. Olhe para trás e veja o quanto você caminhou.
Quando me perguntam:
"Quanto você ganha para lecionar ?"
Eu respondo:
"Não GANHO NADA, eu RECEBO x valor em TROCA do meu empenho, tempo e serviço que disponho para a instituição que me PAGA! "
É uma troca entre meu serviço e o dinheiro que me pagam para eu lecionar!
Passamos tão rápido pela vida que as vezes esquecemos de agradecer o quanto de bom ela nos oferece!
Precisamos ser responsáveis com a dor do outro, tão quanto somos responsáveis conosco em alguns aspectos. O que o outro sente não é brincadeira. Não é bobagem. Não é banalismo. Chega de usar os sentimento alheio como arma para inflamar seu ego barato, como motivo para causar mundo à fora e usar isso contra ele quando te convém. Chega de fingir empatia, amor e compreensão. Quando ele estiver quebrado e fizer você odiá-lo, tu ainda será capaz de guardar os segredos que poderiam determinar sua continuidade? Você não pode decidir a vida de ninguém, não pode decidir a liberdade, não pode decidir até quando aquela pessoa terá paz e sossego. Porque cá entre nós, mesmo que você se esconda, no final da noite ao encontrar seu travesseiro, é você e a sua consciência. Ela não dói? Mas um dia ela chega para todos.
Tão importante quanto o amor-próprio, é o respeitar-se a si mesmo. No fundo, sabemos, que sempre existe uma voz interior que nos diz exatamente o que ela quer que façamos naquele dia. Em uns ela nos instiga a sair, viver, interagir. Em outros momentos tudo que precisamos é de um pouco de solitude. Ouvir essa voz é fundamental para um dia de paz. Tem dias que simplesmente não sabemos o porquê de estarmos aqui, tendo a estranha sensação que não pertencemos a nada, mesmo em meio a outros, nos sentimos sós. Em outros acordamos distribuindo abraços, porque o simples fato de estarmos aqui, é o suficiente para sermos gratos. Na verdade, nunca estamos sozinhos, essa “bipolaridade” é própria do ser humano. Quando finalmente entendemos isso não nos cobramos tanto! Aprender e entender tudo isso é uma parte difícil do processo. Compreender que devemos nos cuidar e autoconhecer para estarmos bem em qualquer um desses dias.
Mulher culta, que escuta e se oculta.
Observa a labuta, sabe o quanto tem a dar.
Moça capaz, que não quer o tanto faz,
Tantas vezes se refaz, em busca do algo a mais
Todo dia vai atrás de uma guerra pra travar.
Ter a certeza de que estamos fazendo o melhor para nossos cães é tão satisfatório quanto ver a felicidade deles em nos receber. Por isso, decidi seguir o caminho da alimentação natural.
𝙄 𝘿𝙤𝙣'𝙩 𝘾𝙖𝙧𝙚!
𝙄𝙛 𝙔𝙤𝙪 𝘿𝙖𝙧𝙚!
Quanto aquele dia de sol...
Quanto aquele si bemol...
Quanto à razão de viver...
Quanto ao doer por saber,
Se serei o que sou contigo.
Uma trégua pro castigo,
Outrora meninice,
De um tal e qual quanto sei,
Se é que alguma vez pensei no que te disse...
Ou se na verdade precisarei,
Do gramado verde e da tolice.
Tal e qual como preciso agora,
Do teu olhar de meninice.
Ver naquilo que pensei
Não sabendo se me lembro no que algum dia eu te disse!
Enquanto penso se a verdade é ser só dois,
Rogo ao senhor da poltrona lá sentado,
Que me devolva a puerícia.
Com a magia do bater do seu cajado,
Rogo um indulto à razão de ser tolice
E dou por ser verdade,
Dou por ser castigo.
Dou a vida à humanidade,
Dou comigo a ser contigo,
Dou comigo a ser julgado.
Luto por ti com um martelo,
Contra a percussão
Do bater de um cajado!
De fronte para o ver:
Quantos de nós crescemos,
De costas viradas para o espelho?
Quantos de nós nos tememos,
Ao querer vermo-nos livres de vãos concelhos?
Sem vísceras que sobrassem,
Nem cargas que suportassem o arriar dos joelhos.
Enquanto no reduto forte de um chão,
Se esparramava um diamante em bruto...
Enquanto nas lezírias solitárias de um colchão,
Se esparramava a esperança em luto...
Enquanto no taciturno da solidão,
Se esparramava um pranto enxuto...
Enquanto outro bater de um outro coração,
Se dava ao luxo de subjugar estatuto!
Uma outra razão,
Sem razões pra dissabor,
Desconhecendo seu amor,
Recruto de pulsões,
Com medo e vergonha...
De ser chão,
De ser forte,
De ser reduto.
Absurdo!
Absoluto!
E nisto...
A flor de laranjeira,
Dá seu fruto.
Dá seu grito ao tempo!
Dá seu tronco,
Ao calor de uma lareira
E lugar...
À Romãzeira!
A Romãzeira cresce ser saber,
Que aquele lugar,
Já deu fruto.
Que naquele lugar,
Já teve luto
E que também ela um dia dará flor,
Cor de laranja!
O tempo,
Lugar ao fruto
E enquanto a gente que passa esquece,
O fruto aquece.
Fende
E revela-se por dentro ao espelho.
Seu escarlate vermelho,
Pende... sobre o gramado verde
E parece tudo uma tolice,
Daquelas que eu um dia disse
E aparecem risos e sorrisos,
Das lezírias caudais
E alegrias causais
Daqueles sentimentos,
Tamanhos tais!
And i don't care,
I won't care,
Fruto, flor e laranjeira,
É tudo arguto da mesma mulher!
If you dare!
I will care!
A beleza entristece a alma da gente
Principalmente quando amamos alguém
Tão bonito quanto a Gente.
A insegurança é maior e você fica pensando que a pessoa que nos relacionamos irá nos trocar porque alguém melhor
Com um corpo maior
Com um rosto mais limpo
Mas a beleza não nos torna tão íntegro
Mas dói querido de se ver que terá alguém melhor
Que pode ter você
Eu não quero ter um relacionamento
Se for algo só do momento
Se não for pra vida inteira
Prefiro passar a minha vida só sentada na minha área balançando a minha velhacadeira.
