Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
A gente, às vezes, se afoba e se abafa desnecessariamente. Os mais lindos bordados da vida são feitos com os fios de delicadeza que respeitam a sabedoria amorosa do tempo do coração.
Peço licença à população brasileira que me ouve para dizer que, mais uma vez, de maneira tenebrosa, aviltante, repugnante, sórdida, torpe, vil, ignominiosa, ela está sendo enganada - e isso é uma torpeza sem limites.
Aprendi que o sentimento do amor não é mais nem menos forte conforme as idades, o amor é uma possibilidade de uma vida inteira, e se acontece, há que recebê-lo.
E quando o amor chegar,
meus olhos estarão no mar...
Não estarei mais morta em vida,
minhas doces feridas
estarão cicatrizadas,
minha alma inteira e perfumada...
E quando o amor chegar,
o céu se enfeitará,
as estrelas me beijarão,
e eu finalmente, saberei
onde está o meu coração...
E quando o amor chegar,
meu jardim estará em orquídeas,
meus jasmins mais puros,
nada mais estará escuro...
Minhas borboletas estarão em alegria,
minha poesia mais perfeita,
e eu estarei refeita
em luz e em beleza...
E quando o amor chegar,
a vida será surpresa,
cada segundo será revelador...
A vida terá um diferente valor...
E quando o amor chegar,
estarei infinita e eterna...
Minhas mãos estarão abertas,
e a solidão será mais terna...
E quando o amor chegar,
saberei reconhecer,
saberei escolher sem errar...
saberei realmente o que é prazer...
E quando o amor chegar,
serei abençoada em flor,
estarei aquecida no teu calor...
E quando o amor chegar,
estarei pronta para amar.
Deteve-se numa adolescência magnífica, cada vez mais impermeável aos formalismos, mais indiferente à malícia e à desconfiança, feliz num mundo próprio de realidades simples. Não percebia por que razão as mulheres complicavam a vida com corpetes e saiotes, de modo que coseu um balandrau de canhamaço que enfiava simplesmente pela cabeça e resolvia sem mais delongas o problema de se vestir, sem lhe tirar a impressão de estar nua, que era na sua maneira de ver as coisas, a única forma decente de estar em casa. Aborreceram-na tanto para que cortasse o cabelo e para que fizesse carrapitos com travessas e tranças com laços coloridos, que muito simplesmente rapou a cabeça e fez perucas para santos. O que era espantoso no seu instinto simplificador era que quanto mais se desembaraçava da moda em busca da comodidade, quanto mais passava por cima dos convencionalismos obedecendo à espontaneidade, mais perturbadora se tornava a sua beleza incrível e mais provocador o seu comportamento com os homens.
Eu compreendo os mais diversos medos, porque abrigo em mim os mais estranhos. Sei das precisões absolutas de carinho e proteção. Eu seria perfeita pra você, se você ao menos existisse.
Você disse “Oi”; eu respondi.
Você não tinha mais cigarros; eu ofereci.
Você queria andar; corremos.
Você queria beijar; eu também.
Você tinha medo; eu não.
Você tinha algo; eu não tinha ninguém.
Você me beijou. Você me beijou.
Eu queria beijar; você não sabia mais.
Eu queria correr, você fugiu.
Eu tinha você; você não queria nada.
Eu disse “Oi”; você disse “Adeus”.
Eu tenho tantos cigarros; você nem fuma mais.
Queria que você ligasse; você não ligou.
Queria que você falasse; você se calou.
Queria que o tempo passasse; você voou.
A: Vamos nos encontrar?
B: Já nos encontramos. Inclusive, já nos perdemos.
A: Vamos tentar!
B: Já tentamos, mais de uma vez. Vamos parar por aqui?
A: Estamos parados há muito tempo.
B: Então, vamos deixar tudo como está.
A: Não podemos. Já mudamos tudo.
B: Vamos fazer o quê?
A: Não sei, me liga.
O que dá mais raiva
A garota comia sardinha e arrotava caviar, adorava gabar-se entre amigas do Audi A3 Sportback vermelho que você comprou e não pagava uma caixa de fósforos. Essa vai ser fácil esquecer!
A gatinha tinha ciúme até da dona Silvina, sua vizinha que só se alimenta através de sonda, dá pra contar nos dedos do Lula quantas baladas na companhia dela não terminaram em auê e você vivia na iminência de ser o próximo ator principal do teste de fidelidade da Márcia Goldschmidt. Um beijo e adeus!
Sua ex-namorada dava pelota até para o Adamastor, o porteiro do seu prédio, contava mais homens que o Romário gols e a arquibancada geral do time da cidade já tinha cânticos personalizados com o nome da ninfa. Essa raiva vai passar!
Quando a gente ama, mas os defeitos são condenáveis, fica mais acessível esquecer. Perverso é omitir de nós mesmos, uma mulher que amamos por inteira, alguém cuja mistura de qualidades e defeitos resultava numa parceira irreparável. Assim, tentar esquecer é lembrar. E lembrar dá raiva.
O que dá raiva não é a capacidade que ela tinha de bisbilhotar a vida alheia. O que dá raiva é lembrar do instinto maternal que acordava nela toda vez que você contraía um resfriado. Não dá raiva lembrar da atração irremediável dela por utensílios da Dolce & Gabbana. O que dá raiva é lembrar dos beijos prolongados antes do sol raiar.
Não dá tanta raiva lembrar dela assassinando a voz da Adriana Calcanhoto debaixo do chuveiro, quanto dá raiva recordar dela trajada de vestido florido, calcinha de algodão, chinelo havaianas e cabelos soltos desafiando o vento. A raiva que você sente da insensatez da garota para tratar das doenças sociais mundanas nem se compara com a raiva daquele jeito sapeca que te fazia desejar uma garotinha com o xerox daquele sorriso correndo pela casa.
Não é que ela fez de errado, nem os muitos defeitos, nem o que você viveu colado naquela têia. A pior raiva é das lacunas vazias que adeus nenhum é capaz de apagar.
Pra ser sincero eu não espero de você mais que educação
Beijos sem paixão crimes sem castigo aperto de mãos
Apenas bons amigos
Pra ser sincero eu não espero que você minta
Não se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo
Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos
Pra ser sincero eu não espero de vc mais que educação
Beijos sem paixão crimes sem castigo
Aperto de mãos apenas bons amigos
Pra ser sincero não espero que vc me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma ao diabo
Um dia desses num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre
Talvez a gente encontre explicação
Um dia desses num desses encontros casuais
Talvez eu diga minha amiga
Pra ser sincero prazer em vê-la
Até mais
Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não dexam suspeitos
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim, sim
Tem dias que dá preguiça mesmo de viver. A gente olha pra própria vidinha mais ou menos e se pergunta: o que, diabos, eu estou fazendo aqui? A resposta, a gente não consegue dar. Mas tem dias que simplesmente não dá. Não dá pra acreditar no futuro, no presente e desconfiamos até mesmo do passado. Tem horas que a gente parece estar no meio de um pesadelo (ou no meio de um sonho bom que nunca vai se realizar). Tem dias que não dá pra acreditar que a Xuxa usa hidratante Monange, que a Gisele Bündchen usa Pantene e que a Carolina Dieckmann tem dentes sensíveis. Chega uma hora que a realidade te espreme num canto, te dá um tapa na cara e te pergunta: o que é que você está fazendo aqui?
Estou muito mais perto de ti, agora, mas entre nós ainda existe uma centena de paredes, uma dezena de dúvidas e uma só saudade.
Quero olhar em teus olhos somente mais uma vez, poder sentir seu abraço por mais um momento...
Quero olhar em seus olhos somente pra lhe dizer que estou sentindo sua falta, que eu não consigo te esquecer...
(Music By Quézia)
de tudo que tenho, o mais importante, sem dúvida, é o teu amor
e pensar numa explicação...
pensar numa forma de te fazer entender seria impossível...
sou um tanto ruim no falar...
prefiro te escrever, pra tentar descrever o que sinto...
não quero fazer rima, nem poema...
quero que entenda, só entenda...
rimas fiz.. poemas tbm...
tá tudo dentro de mim
guardado, como quase o mundo todo...
mas pra ter uma idéia, pensa na maior alegria..
pensa no sorriso mais gostoso..
pensa na paz
pensa nos carinhos intermináveis..
pensa no sonho encantado e no castelo encantado também
sabe o céu de verão? cheio de estrelas? então...
e o mar??? então...
o além mundo... é tudo!
te amo assim.. de dentro e de fora, de certo e errado.. amo a porção toda, inteira
cada cantinho, cada gestinho, cada beijinho, cada defeitinho, cada reina, cada palavra, cada movimento
cada olhar, cada cara de descontentamento, cada cara feia, cada brabeza
te amo como sei lá o que, como...
só amo..
amo como quem quer cuidar e zelar..
proteger.. adorar.. tratar bem
não tenho uma forma..
um nome..
um significado q explique..
amo!
e só..
A gente se arrisca porque gosta de chorar de vez em quando. E se arrisca mais forte ainda porque gosta de sorrir também, digo eu, que não gosto (nem um pouco) do verbo prender. Prender o riso. Prender o choro. Prender o grito. Prender o verbo. Faz a gente deixar de ser, a gente.
Em outros tempos eu ficaria chorando pelos cantos, mas aprendi e não sofro mais. Se não me faz bem eu largo mão, sei que a espera valerá a pena. Quero amores inteiros, chega de paixão pela metade.
