Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa

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O que há de mais belo, nobre e elevado no ser humano é justamente o processo no qual, por transmutações sucessivas, o mais egoísta dos instintos se transfigura em bondade, generosidade, perdão e auto-sacrifício.

"Quando jovem, você acha que pode conquistar o mundo, mas a medida que fica mais velho, sente que já não é mais assim. Dia após dia, você comprova que é um escravo do ambiente e do hábito. Em vez disso, deve afirmar, todos os dias: "Sou o conquistador de tudo. Posso morrer, mas morrerei livre, no regaço de Deus. Não ficarei atrás das barras dos maus hábitos e do destino."

A liberdade virá se você meditar todos os dias e fortalecer a força de vontade. Foi você quem criou a prisão. Você forjou as barras e, portanto, é você quem precisa rompê-las. Seja um fugitivo: fuja da prisão da carne. Escape de todas as celas de maus hábitos, apegos, emoções, desejos, vida e morte. As barras da cadeia em que sua alma se encontra prisioneira podem ser serradas com a serra da sabedoria. Quanto mais usar a serra da meditação, mais livre ficará. Nele, saberá que esta vida é como um sonho, é simplesmente uma apresentação teatral."

Mentes Vazias

Mais que uma pergunta, um dilema. Após várias saídas desastrosas você mais uma vez se predispõe a sair e tentar conhecer alguém, porém você não faz o tipo de pessoa que acha que o termo quantitativo supre o qualitativo.

Primeiramente, você chega à balada e observa que metade das mulheres estão com um vestido que parece uma toalha enrolada ao corpo, já a outra metade está com uma regata branca, um casaquinho de couro, saia alta, uma bolsa transversal e o insistente 212, mas até aí tudo bem pois o uniforme faz parte.

Não muito distante disso você vê alguns homens com uma camisa polo com “número 43” nas costas, barriga saliente e com as mulheres mais bonitas da festa. Alguns gastando dinheiro que não tem, outros gastando por gastar e outros como eu agora, pensando em como funciona tudo isso…

Nesse instante por algum motivo você se sente diferente daquelas pessoas.

Culturalmente instruídos a sempre segurar um copo na mão seguimos o nosso caminho em busca de algo que no fundo não sabemos se realmente faz sentido.

Alguns caras querendo se divertir e outros numa disputa inútil para ver quem é o mais frouxo. Frouxo simplesmente por não conseguir pegar uma mulher só com o papo, por não saber jogar esse jogo de homem pra homem, mas novamente até aí tudo bem pois cada um usa as armas que tem.

Em meio a tudo isso me pergunto: onde está a conquista? Cadê o charme, o ato de arrancar um sorriso sincero, de você ficar com a mulher por ter falado a coisa certa na hora certa, sem sensacionalismo só acho que as coisas estão perdendo um pouco da graça.

Então depois de consecutivas experiências dessas, você acaba vendo que o mundo de balada é muito limitado e o mais importante, que o que você tanto procura não está e nem estará ali. De forma alguma estou dizendo que não gosto de balada ou que balada é algo de pessoas “vazias”, mas infelizmente na maioria das vezes é isso que eu vejo, mulheres que só querem levantar seu ego e homens que acham que baixar um litro de bebida lhe faz ser o macho “alpha “da festa.

Cada vez mais as pessoas têm a necessidade de mostrar ser uma coisa que não são e principalmente terem seu ego exaltado, agora só falta elas perceberem que isso não leva a lugar nenhum.

Chegamos num ponto chave da sociedade, onde máscaras valem mais do que expressões, garrafas de bebida em cima da mesa valem mais do que apertos de mão e companhias falsas valem mais do que uma conversa sincera com a menina menos atraente da festa.

Por fim entenda que você pode ser uma pessoa super charmosa, educada, inteligente ou qualquer outro adjetivo, mas se a outra pessoa não for equivalente ela não irá perceber o quão valiosa você é.

"Eu tive muita raiva de ser a narradora de uma história que eu não controlava mais. Você podia ter me poupado da sua autonomia, mas saiu, no meio do parágrafo, atravessando as ruas, saltando minhas vírgulas, tropeçando minhas aspas, desrespeitando meus parênteses."

Neste ano que passou, aprendi...

Que o coração não para de bater por mais ferido e desritmado que esteja;
Que os pensamentos não param de se formar por mais que a cabeça pareça explodir;
Que o tempo não para enquanto vivo coisas boas, mas que pode voar quando elas são ruins;
Que boa parte do dia pode ser difícil, mas a madrugada, trás o sono e juntos amenizam tudo;
Que as mesmas lágrimas que caem, mais cedo ou mais tarde secam;
Que os mesmos lábios que murcham, uma hora voltam a sorrir;
Que a mesma fé que se balança, inesperadamente pode se fortalecer;
Que as mesmas dúvidas sem resposta, podem com o tempo responder;
Que o vento trás a tristeza, mas ele mesmo a leva;
Que “amores vem e vão, mas que os verdadeiros amigos ficam”;
Que literalmente “vão-se os anéis e ficam-se os dedos”;
Que é em vão tentar ignorar lugares, momentos e pessoas. O que passou, passou, mas ficou;
Que ser lembrado é muito bom, mas contar com isso é as vezes um atraso de vida;
Que por mais que tenha perdido horas no cinema, ainda há muitas a serem perdidas.
Que por mais que muitas músicas sejam marcantes, existe uma infinidade para escolher como minhas;
Que por mais que tenha ido a muitos lugares, o mundo é mesmo muito grande;
Que tirar fotos é eternizar momentos, mas jogá-las fora é deixar se perder a minha história;
Que tocar o telefone ou a campainha é sempre bom, mas é ainda melhor se for surpresa;
Que conselhos clichês na hora são dispensáveis, mas lá na frente fazem todo sentido.
Que quando me sinto invisível, alguém me vê;
Que não há tempo certo para voltar a sentir sensações, as borboletas no estomago um dia voltam;
Que outros olhos me olham; Mãos me tocam; Braços me abraçam; Vidas me vivem;
Que não estou surda, cega ou muda, por mais que a sensação seja de morte;
Que reconhecer um erro é difícil, mas ignorá-lo é me ferir aos poucos;
Que começar algo pelo fim pode ser interessante, mas pode me desviar do caminho correto;
Que tentar me encontrar, pode significar me perder;
Que valores fazem parte da moral e bons costumes, que posso aprender novos, mas sem perder os velhos;
Que não ter alguém pode ser difícil, mas ter alguém pode significar a mesma coisa;
Que ter a mim mesma, é nunca estar sozinha;
Que minha família é só minha;
Que meus amigos são só meus;
Que meus objetivos são só meus;
Que humildade é fundamental, mas neste caso, o egoismo não é um pecado;
Que o que me faz feliz, não necessariamente faz outra pessoa;
Que o que quero para mim, depende só de mim;
Que posso pensar positivo, mas o meu destino está traçado;
Que posso fazer meu hoje, mas não o meu amanhã;
Que hoje tudo pode ir embora, mas amanhã quase tudo pode voltar;
Que sonhos são sempre possíveis, mesmo em meio a tantos pesadelos reais;
Que entender minha necessidade pode significar entender que a vida vai ou não bem;
Mas...
Que nessa minha vida, sou eu que mereço mais: mais amor, mais carinho, mais sorrisos, mais saudade, mais paz, mais saúde, mais sucesso, mais amigos, mais surpresas, mais mimos, mais esperança, mais VIDA.
E nessa busca de auto conhecimento, quem tem isso, tem TUDO!

Eu sou o Amor e retribuo assim,
com mais amor,
a todos que passam por mim.
Por isso, esta prece é silenciosa,
não tem gritos e nem clamores,
como o sol no entardecer,
não é prece de pedir,
é prece de agradecer.

Talvez as pessoas mais fáceis de se apaixonar são aqueles sobre os quais não sabemos nada.

Você tem um diamante em seu coração, uma luz que brilha mais que as estrelas, não tenha medo de ser tudo o que você é

Eu sou uma vitória!
Estou aqui, vivo, pronto para mais um dia,
crente na certeza de poder realizar o melhor de mim.
Perdoo meus inimigos, os que me maltrataram,
perdoo as injustiças e me perdoo,
não me cobro, não me culpo,
sou fruto do tempo, semente do Criador,
e nesse agradecer, me encho de amor.

O mais importante é não deixar que o desgaste das lutas diárias te faça esquecer quem você é.

É fácil confundir o que é com o que deveria ser, ainda mais quando o que deveria ser convém com seus ideais

⁠Eu desmoronei diante dos seus olhos
Cheguei ao fundo do poço e afundei mais
Vou pegar o último pedaço de esperança
Mesmo que eu estenda as duas mãos

Em vez de viver mais um dia sem agarrar um sonho que está ao meu alcance, eu prefiro viver meu sonho e agarrar a morte.

Só mais um pouquinho, pensou. Uma lasquinha. Pra dormir feliz. Amanhã era amanhã. Depois ela resolvia...

Quando eu lembro
Você sorrindo
Não há mais nada, nada mais lindo

Tribo de Jah

Nota: Trecho da canção Morena raiz.

Eu não sou o presidente pobre; pobres são aqueles que querem mais.

Estou em uma fase nova da minha vida. Um novo ciclo. Estou mais madura. Mais humana. Mais mulher. Sei muito mais o que eu quero e, principalmente, o que não quero em minha vida. Sei identificar as amizades que quero levar pra vida toda, das que são só de alguns momentos. Sei quando uma pessoa vai marcar a minha vida e não apenas passar por ela. Estou feliz, realizada. Mais confiante. Corajosa. Embora as decepções sejam várias. Devemos esperar e não agir por impulso. E que sempre é hora de recomeçar. Reinventar. Valorizo as pequenas atitudes, assim como condeno pequenas mancadas. Sou rancorosa, guardo por anos uma coisa que me magoou de verdade. Sei perdoar. Passo por cima dos erros pra ficar junto das pessoas que eu gosto. Tenho meus limites. O primeiro deles é meu amor-próprio. Perdoo uma vez, porque errar é humano. Perdoo duas porque o ser humano é estúpido às vezes. Mas não posso viver perdoando porque isso seria incompetência minha. Hoje não aceito qualquer coisa. Já aceitei demais. Hoje, só quero estar feliz. Pois isso é o que realmente importa.

Uma das missões mais nobres de um indivíduo é fazer com que os outros saibam prosseguir sem sua presença.

Sabe o que é mais caro na engenharia? O desconhecimento.

No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.

O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.

Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar
É lá que eu quero morar.

Quando faz lua no terraço
fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.

Os passarinhos lá se escondem
para ninguém os maltratar:
no último andar.

De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:

no último andar.