Quanto mais me Conheco Fernando Pessoa
Não vejo o frio como ausência de calor.
Na forma mais poética de enxergar o mundo,
é o jeito do inverno falar sobre o amor:
aqueçamos nossos corpos no abraço.
Vem, deita, se aconchega.
Fica mais um pouco.
Os desafios mais difíceis muitas vezes nos mostram uma força que nem sabíamos que existia em nós... superar é pegar a dor pelas mãos e, aos poucos, transformá-la em coragem para seguir em frente.
Maternidade
A maternidade é pesada para um pai. Para uma mãe, ela se torna mais pesada quando não tem ninguém, quando a mãe carrega o peso sem a ajuda, principalmente quando quem precisa ajudar não está.
Maternidade é difícil para todos, principalmente para quem está só!
Quando somos capazes de olhar para nós mesmos com esmero, tornamo-nos mais abertos à compreensão do outro. É como se desenhássemos um mapa emocional que nos guia para interações mais genuína e positiva.
"Que sejamos mais gratos a nós mesmos, mais empáticos com o próximo e mais resilientes diante das adversidades. Afinal, antes de sermos profissionais, somos seres humanos."
Quando descobrimos que a chave que destrava o nosso sucesso é doar mais do que receber, passamos a viver uma vida mais ativa e proativa. Dessa forma, somos transformados por Deus e transformamos pessoas: consolando e sendo consolados, amando e sendo amados, fazendo o bem e colhendo-o como fruto de uma vida íntegra.
A reflexão profunda é desoladora.
Mas não se preocupe:
daqui a cem anos isso não importará mais.
Nem para mim,
nem para você.
Não basta ter força de vontade, é necessário algo mais que determinação, é preciso ser obstinado para ser o melhor naquilo que faz.
Não sou só mais um — sou aquele que levanta quando todos param.
— Maycon Oliveira - O Escritor Invisível
A paciência é uma maneira de expressar o que sentimos. Oque acontece e o que vivemos.
Mais uma coisa que eu não tenho é a paciência.
Como dizem "A paciência é inimiga da perfeição"
Blá blá blá eu não tenho nem um pouquinho de paciência 😒☝🏻
A Trapezista que Voou
Havia em ti um ímpeto raro,
um desejo insaciável de subir mais alto,
de lançar o corpo e a alma aos ares,
como quem nasceu para cruzar o mundo
sem pedir licença ao chão.
Foste trapezista da própria vida:
voaste, saltaste,
atravessaste oceanos,
colecionaste cidades, diplomas, histórias —
cada passo teu foi um risco,
cada vitória, um voo certeiro.
Enquanto eu te olhava,
meus pés cravados na terra,
tu dançavas lá no alto,
livre, bela, intrépida,
desenhando no ar caminhos que nunca ousei seguir.
E um dia…
sim, um dia,
quando percebi,
tinhas ido tão longe,
tão além do meu alcance,
que só me restou a lembrança desse espetáculo teu,
desse número perfeito e irrepetível.
Ainda guardo o momento,
aquele instante silencioso em que percebi teu destino:
não eras feita para ficar,
eras feita para ir.
E assim, teu nome ficou suspenso,
oculto, mas vivo,
gravado na memória como num truque secreto:
Jamais esquecerei teu riso ao partir,
Unindo coragem e sonho numa mesma bagagem,
Cruzando fronteiras como quem cruza a linha tênue do trapézio,
Elevando-se, sempre mais,
Lançando-se ao mundo,
Intensa e invencível.
E eu, que te amei e ainda amo,
fiquei no picadeiro vazio,
aplaudindo tua liberdade,
mesmo que ela tenha me levado para longe de ti.
Que bom que soubeste voar,
que bom que soubeste viver —
mesmo que, nesse voo,
eu tenha ficado para trás.
Te celebro, trapezista,
com alegria e com saudade,
sabendo que amores como o nosso
não acabam:
eles apenas aprendem a aplaudir,
em silêncio,
o espetáculo da vida que segue.
