Quando Morre Alguém que Amamos
Pensamentos meus
Passam-se os dias em correnteza,
e o silêncio testemunha
tudo o que morre em nós...
entre sombras e luzes,
o represado desejo de seguir,
na cruciante rotina de redescobrir caminhos,
nas tentativas de retomada dos passos estacionados...
Pode sim, ainda, haver forças,
das lutas enfraquecidas,
pode haver o perdão a todo o crucifixado,
moderações do egoísmo,
decoro às próprias vontades,
estiagem pra todo pranto...
Não é possível deter a correnteza
nem mesmo se desfazer
dos sentimentos retidos;
dos dias que foram apagados
nem dos silêncios contidos...
Não é impossível seguir
na luz de fluir desejos;
de ser inteiro e metade,
de não seguir paradigmas,
de acatar diferenças,
de triunfar em liberdades...
Trancado em meu quarto me aprofundando
em pensamentos e lembranças
sei que é mais fácil você morrer primeiro
do que as minhas esperanças.
E bem aqui em frente o computador,
pensando em rimas que possa calar
também a pessoa que nos calou
mas em um dos pensamentos fui pensando, boiando e lembrando que enquanto eu fazia a poesia o beck estava
queimando.
Estação do amor
O amor não regado morre.
Amor flor, se não cuidada, desfolha...
Pétalas se espalham ao vento.
Estações mudam
Céu da boca não se vê estrelas
Sol resseca lembranças
Chuvas de lágrimas formam enchentes
Tempestades invadem a mente...
Mas a esperança primaveril
Prevalece... Serena, pensativa, reflexiva,
a espera do tempo certo...
Tempo de fertilizar corações
Para se permitir florir
Em essência
E completude do
verdadeiro amor.
Quem não se arrisca não corre
Os riscos de quem se arrisca;
Pensa ser o sol e morre
Sendo somente faísca.
Nessas predições de que o mundo vai acabar em certas datas,há sempre o acerto para quem morre nelas.
Somos humanos e, para nós, nem o vislumbre da morte mata o sonho da esperança, que não morre nunca!
Pedro Marcos
Dentro de mim existe essa esperança que não morre, já sufoqueia com o travesseiro, já a atirei do precipício, já a lancei ao mar, já a joguei na lareira, mas ela é uma fênix, ressurge ainda mais forte.
Quero teu bem, por favor, acredite em mim, não estou jogando maus fluídos no seu romance, mas você nasceu pra mim.
Eu vejo vocês, e meu coração se parte em dois, três, quatro, mil pedacinhos incolavéis, quando termino de juntar cada um, traço um novo caminho para longe de você, mas você sempre aparece, como uma praga no velho Egito.
Tento recriar um novo eu, gostar de coisas novas, e quando vejo você também teve a mesma ideia. É como se nossos pensamentos estivem interligados, o que eu quero, você também quer e ao mesmo tempo, e então nos esbarramos.
Fica difícil matar um sentimento imortal, já tentei te ver como estrela, como artista, como amigo, como vizinho, mas meu coração diz que és o meu amor.
Você tem uma venda sobre os olhos, uma cenda morena e bronzeada, com sorriso largo e risada frouxa, você pode até se sentir sozinho estando com ela, mas ela é o máximo que você pensa que irá conseguir, então se agarra a esse amor, e jura ser para sempre, constrói casa, tem filhos, faz festa, enfeita até o rodapé para que ela passe do lado.
Te quero feliz, mas vejo seus olhos distraídos olhando o nada, um sorrido cansado. Te quero pleno, mas vejo você exibindo-a como uma medalha de bronze.
Tenho medo que ela te ame mesmo, e você a magoe, tenho medo que do seu jeito torto você a ame e ela te magoe, porque olhando daqui é nítido ver que há algo de podre no reino da Dinamarca.
Fuga da seca!
A seca a tanto tempo me maltrata
a cada dia a esperança morre mais
e a dor que matou meus ancestrais
se eu ficar nessa terra ela me mata
não sei porque a vida é tão ingrata
e amordaça a esperança desse jeito
se procuro outro lugar pra ter direito
sinto no peito o valor do nordestino
é a espada atravessada no destino
e a faca na mão do preconceito.
sinto teu coração até você morre...
numa madrugada seus sussurros...
atravessa as profundezas da minha alma.
nasci no gueto
hoje morrer um preto, amanha morre um preto, parece está satisfeito
vivo onde o preto e escravo
e o branco e rei
princesa isabel
me ensinou o que eu sei
nada bom
na mente nada
bom ou bombom
e a poesia na lata
eu penso tanto
que o que eu penso mim causa dor
emocionalmente já to morto
no livro de historia
minha historia vai ser contada
de poeta que tinha poesia
mas na vida não tinha nada
pensador
me faz pensar sobre a minha dor
minha poesia, meu flow
Vou morre pelo o que acredito
não sou a lei
não quero quebra elas
mas né um mundo sem regras
por que eu vou aceitar regras
brinde
acende um verde
sobre a lua
e a espera de um remake
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