Quando menos Esperava Voce Aparece
Eu sei, mas não gostaria
Sei que quando nos afastarmos
Voltarei ao ostracismo malfadado.
A ele serei relegado.
Não tem como ser presente
Se o alimento é só do passado.
Eu sei que etapas terminam.
Que gelo derrete-se em água,
Que as flores efêmeras duram só um dia.
Que amores mal acabados viram agonias.
Eu sei que se for falso não brilha.
Que azurita nem sempre trará alegria.
Que nenhum ser humano é uma ilha.
Que o sonho é irmão da fantasia.
Ao começar eu não queria
Que fosse finito um dia.
Contudo prevalece o que é real
E não o que eu gostaria.
O pequeno criador
Quando a fêmea ficou sozinha devido à morte do macho, passou a esconder-se na mata perto de um pequeno rio de águas mansas.
Todo final de tarde chegava ela.
Com gestos desconfiados comia seu trato e ia lentamente desaparecendo pelo costado da cerca.
O menino que lhe servia comida, muitas vezes a seguia. No entanto, nunca descobrirá onde era seu esconderijo. Tinha medo de adentrar a mata fechada e ser notado por algum animal selvagem, que segundo ouvia, seria perigoso.
De manhã ninguém via a ave. O menino despertava e corria. Percorria o caminho da casa até o rio na esperança de encontrar, ao menos alguns ovos, num ninho, que pensava ele, seria bem ornamentado com folhas e palhas.
Um dia a ave não apareceu para a alimentação habitual. O menino ficou preocupado. Acreditou que ela deveria ter ficado no mato devido ao cansaço que era subir a ladeira que levava à casa da família. Porém, no segundo dia ele pensou que estivesse acontecido algo de grave.
Mal amanheceu o dia se pôs a procurar. Jurou que não voltaria sem descobrir o que estava acontecendo.
Ouviu um barulho. Em seus olhos brilhou a esperança. Parou. Baixou a cabeça e viu por entre a mata pequenas aves. Aproximou-se. Sentiu-se muito feliz. Tentou apanhar uma, mas foi barrado pela mãe ave. Deixou todos ali e saiu em disparada. Entrando em casa abraçou a mãe. Entusiasmado pediu comida. A mãe disse que o café estava servido.
-Não, comida para os patinhos.
Já com o alimento para seus pequenos amiguinhos, sumiu na mata cantando e pulando.
Pura felicidade.
Quando chegou às margens do rio, mal pode ver aquela unida família que descia pelas águas lentas. Chorando largou a comida na água e abanou para os nadadores.
Quando morremos nossas almas permanecem inerte aguardando o julgamento final ? Acaba-se tudo ? Existe vida após a morte ? A reencarnação é estudada apenas como um poético evento possível, ou já é dada como um acontecimento concreto ? Inerente a filosofia religiosa ou na ausência da mesma, o fato, é que quando nos referimos a morte, estamos nos referindo sobre o futuro no entanto, a infalível matemática nos aponta que assim como o presente é resultante do passado, o futuro com certeza resultará do presente, o que poderíamos nomear como; “ O teorema da existência no tempo “ contudo, fica bastante claro que para termos como desfecho futuro a felicidade absoluta, temos que construí-la absolutamente agora pois o presente, é o único tempo em que de fato existimos, e que podemos realizar, construir e concretizar a nossa história ou seja, ainda que a morte não nos venha amanhã, a felicidade somente nos virá se a cultivarmos hoje e se assim o fizermos, o que vier depois da morte será lucro.
Prudência na liberdade de expressão e ação
Não se deve meter-se em toda causa humana quando não se conhece a fundo, a ação que resultou tal causa. É melhor permanecer apenas na observação, porque cada causa é resultado de uma ação anterior.
Muitas pessoas, mesmo sem o conhecimento da causa de algum efeito, seguem, compartilha, e mergulha da cabeça aos pés em coisas das quais deveria apenas observar. A mídia atual provoca essa inserção impensada nas pessoas, quando cria algum dogma de alta relevância, fazendo com que uma grande massa da sociedade abrace causas que nem mesmo compreendem o seu real significado, e o alcance que isso venha a atingir.
A prudência sempre foi amiga da razão, por isso é melhor estudar todo o contexto de uma história, antes de adentrar em uma disputa acirrada de direitos e obrigações sociais.
Cada um deve se ocupar da sua própria vida e tentar melhorar o seu modo de agir diante da liberdade de expressão do outro, porque a igualdade de pensamentos nunca será possível em um mundo no qual se encontra diversas formas de vida já divida por grupos desde o princípio do mundo.
O cuidado com a própria liberdade é fundamental. A união de pessoas somente acontece em torno de um objetivo em comum, que seja benéfico para todos, e não por uma mudança forçada de como o outro pensa, de suas crenças individuais, e de como ele deve viver a sua vida.
Como já disse Paulo de Tarso, "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém", um pensamento que explica bem esta questão da liberdade de expressão, de escolhas no modo de viver, e na forma de agir na vida de todos nós. Sendo assim, tudo na vida precisa ter limite.
A liberdade de exprimir e de agir de uma pessoa, termina aonde começa os limites impostos pela outra, e este espaço não pode ser ultrapassado pela imposição de força e pensamento contrário.
A prudência nos ensina a não ultrapassar os próprios limites da razão.
Cada pessoa é um mundo próprio em si mesmo, e compartilha desse mundo com o seu próximo delimitando seus espaços acessíveis, já preparados para ser recebido e compartilhado. Enquanto não houver uma abertura do espaço de um indivíduo para que o outro possa entrar e expor seus pensamentos, ideias e experiências, esse deve evitar usar sua plena liberdade para com o outro.
Quando eu vivi
Quando eu vivi,
Nunca fui notado.
Nunca estive no centro.
Sempre fui deixado de lado.
Pra sobreviver aprendi.
Perdoei para ser perdoado.
Externei tudo o que senti.
Amei para ser amado.
Erros e acertos equilibrados.
Sucessos e fracassos suplantados.
Matéria só tem valor
Antes de ser sepultado.
no teatro quando me apresentei pela primeira vez sentir que já estava tudo calculado em minha mente apesar de estar tremendo de medo do publico pois prefiro as árvores do que as pessoas
Sem legados
Quando eu partir,
Serei pouco lembrado.
Se alguém perceber minha ida
Lembrará já conformado.
Não deixo nenhum legado,
Nem saudades arquivadas.
Deixo apenas um poema inacabado
E lembranças do passado.
Depois que a dor ao passar entrou,
Nunca. Nunca mais me alegrei.
Se a vela Deus assoprou.
É que ausente eternamente estarei.
Quando se faz algo bem feito, tem que se perseverar, afinal a sua consciência pode contagiar a outros e fazer um mundo melhor.
A gente nunca sabe quando os ventos vão mudar, quando as pessoas mudam ou quando o fim se aproxima. Elas simplesmente esfriam, tornam-se geladas e perdem o brilho no olhar.
Apenas sei que dizem, que quando acaba, morre, vira pó! Talvez não morra, adormeça ai dentro em algum lugar. Num quanto qualquer dessa sala vazia. Talvez vire retrato na parede, livro de cabeceira ou sonhos na madrugada. Pode ser! Mas se morre, porque vive na memória e nas lembranças. Porque dói tanto a saudade de ver portas e janelas se fechar? O abraço afanado, o beijo por dar, o andar que se perde e a voz que se cala. Ainda penso, ainda sinto, mesmo morrendo, ainda vivo tudo isso aqui dentro. Mesmo sabendo que virou estrela cadente! Posso fazer um pedido? Faça? Me acorde quando isso tudo acabar!
Somente quando o homem conhece a si mesmo, é que ele sente-se em paz, independente daquilo que pensam a seu respeito.
Framboesa
Quando me perguntam quem sou eu.
Eu não respondo.
Não sei quem sou.
Sou apenas pedaço.
Que foi salvo pela sorte.
Ou quem sabe serei vida
Amparado pela morte.
Posso ser teu azar
Ou tua sorte.
Faça-me ser o que sou.
Serei o que queres que eu seja.
Posso ser amargura
Ou o doce da framboesa.
Posso correr pelo mundo
Com as rédeas do destino.
Posso ser homem formado e cruel
Ou um frágil e sensível menino.
A exatamente 10 meses e 21 dias, comecei a namorar com a tal menina dos meus sonhos, quando a encontrei pela primeira vez, ela me olhava e sorria, com aquele sorriso de canto de Boca, sabe ? Aquele sorriso de quem esta com vergonha ? Então esse era o sorriso dela , eu era todo atirado, talvez mais adiantado em certos assuntos, já ela, era certinha, gostava das coisas todas , na linha, eu era um idiota, melhor dizendo ainda sou, deixei a garoto dos meus sonhos ir embora ! Por que ? Vacilei, eu tentei, mais tentei do jeito errado, ela queria me mostrar o jeito certo, mais eu não queria nem saber, desse tal jeito , hoje eu olho pra trás , e vejo o tanto de coisa que fiz de errado, sim , eu me arrependo, " dos abraços , dos beijos, dos sorriso, que deixei de te dar " , me arrependo dos momentos que eu poderia ter passado ao seu lado, e não passei, me arrependo, de tanta coisa, principalmente, de não ter cuidado de você, eu ainda amo ela , só que não sei como dizer ! Será que ela ja esta com Outro ? Será que já tem outro em meu lugar ? Será ? Olho pro céu , e me lembro dela, simplesmente me dar vontade de chorar, uma vontade tao grande que eu mal sei explicar, eu só queria ter aquele sorriso novamente, ter outra chance, pra fazer tudo, tudo diferente , de um jeito que nem eu mesmo, saberia explicar !
Cuide enquanto você tem, por que Depois, vai ficar assim , que nem eu, chorando pelos cantos !
- Brendo Felix
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