Quando menos Esperava Voce Aparece

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Quando amamos – e o amor é espiritual – a presença quase não se faz necessária, pois os espíritos se reconhecem e se complementam.

Raízes que sustentam


As raízes que nos sustentam, mesmo quando fortes, por vezes se rompem diante das lutas travadas para alcançar aquilo que almejamos. Para que cresçam firmes e consigam sustentar nossa base, é necessário cuidado constante. Nem sempre estamos atentos, nem sempre conseguimos superar os traumas – por isso, precisamos cultivar também momentos leves.


Nossos passos desenham nossos caminhos, e nossas lutas revelam nossos ideais. Para que nada seja capaz de nos derrubar, é preciso fortalecer o que nos sustenta, mantendo nossa base integra.


Raízes são a nossa estrutura. Somos como uma casa: no início, o concreto dá sustentação à fundação. Em nós, porém, são as raízes o elemento essencial dessa construção. É por meio delas que seguimos erguendo quem somos – fortes, resilientes e capazes de enfrentar as intempéries da vida.

Quando chegamos ao topo da montanha, conseguimos enxergar com clareza que superamos os obstáculos.

O ócio de possuir somente se fará presente quando não houve a ânsia de possuir.

⁠O amor é solitário e ele só consegue ser eterno quando solitário.

Seja uma pessoa compreensiva o bastante para saber, inclusive, como e quando dizer 'não' — ou 'foda-se'.⁠

Amor visto de forma crua também é belo. Acho que, quando alguém diz que desiste do amor, não está, de fato, desistindo do Amor. Está desistindo da versão romântica, idealizada, fetichizada, banalizada e transcendentalizada do amor. Portanto, invista na versão menos colorida desse conceito antes de dizer que desiste.
— Rob Sings

Arte é o "fazer humano" quando convertido em algo significativo⁠

Essência Primordial

Natureza, entranhas do meu Ser.
Parte de mim é a Natureza.
Quando meu folêgo de vida se esvair, livre.
Quero que meu corpo volte para dentro de ti, ó Natureza!
Pertencemos ao todo e somos o todo e o nada, jamais individual.
Resista Mãe Natureza de toda destruição,
Estamos aqui os que te amamos e das tuas entranhas saimos.
Eu cuido e te admiro como minha maior paixão e pertencimento.
Eu te amo Natureza, em sua perfeição imperfeita.
Mesmo nas partes da cadeia alimentar, e das suas vulnerabilidades,
Isso tudo, em toda sua pureza,
Em sua essência, és minha essência!

- Ramile Godon

QUANDO FRANKL ENCONTROU C. S. LEWIS

Imaginei certa manhã que Viktor Frankl e C. S. Lewis estavam sentados diante de uma velha janela. Do lado de fora, a vida seguia indiferente: pessoas apressadas, folhas levadas pelo vento, alguma coisa começando enquanto outra terminava. Sobre a mesa, apenas duas xícaras de café e uma pergunta antiga demais para pertencer a qualquer um deles: por que continuamos quando a vida dói?
Frankl olhou demoradamente pela janela. Ele conhecia um tipo de sofrimento que poucas palavras seriam capazes de carregar. Tinha visto o homem perder nome, liberdade, família, dignidade e quase tudo aquilo que acreditava possuir. Ainda assim, aprendera que, mesmo quando não podemos escolher nossas circunstâncias, alguma coisa dentro de nós continua procurando uma razão para permanecer.
Lewis permaneceu em silêncio. Também conhecia a dor. Sabia que a fé não impede que o coração se despedace e que acreditar em Deus não significa receber explicações para todas as perdas.
— Talvez — pensei ouvindo aquele silêncio — o sofrimento não faça perguntas sobre aquilo em que acreditamos antes de entrar em nossa casa.
Frankl pareceu concordar.
Para ele, a questão não era perguntar apenas por que a vida havia permitido determinada dor, mas descobrir o que ainda poderia ser feito com a existência depois dela.
Lewis acrescentaria outra inquietação: talvez algumas respostas estejam além daquilo que conseguimos compreender enquanto estamos dentro da própria história.
E então percebi que os dois, apesar de caminharem por estradas diferentes, chegavam perigosamente perto de uma mesma porta.
Frankl chamava aquilo de sentido.
Lewis talvez chamasse de esperança.
Um procurava aquilo que permite ao homem continuar mesmo diante do absurdo da dor. O outro procurava aquilo que existe além daquilo que os nossos olhos conseguem alcançar.
Fiquei pensando nos dois e compreendi uma coisa: talvez a vida nunca tenha prometido explicar-se completamente.
Existem perdas que não compreenderemos.
Existem despedidas para as quais nenhuma filosofia será suficiente.
Existem noites em que até a fé parece falar muito baixo.
Mas talvez viver não seja receber todas as respostas.
Talvez viver seja descobrir uma razão para levantar quando algumas respostas nunca chegam.
Frankl encontrou essa força no sentido.
Lewis encontrou-a também na esperança de que nossa história seja maior do que aquilo que conseguimos enxergar.
E nós?
Talvez estejamos exatamente entre os dois.
Carregando nossas cicatrizes, nossas perguntas, nossos amores e nossas ausências, tentando compreender por que algumas coisas aconteceram e outras jamais acontecerão.
Até percebermos que a pergunta mais importante talvez não seja:
“Por que isso aconteceu comigo?”
Mas:
“O que farei com a vida que ainda permanece em minhas mãos?”
E naquele instante imaginei Frankl olhando para Lewis, Lewis olhando novamente pela janela e nenhum dos dois dizendo mais nada.
Porque algumas perguntas não foram feitas para receber uma resposta.
Foram feitas para nos ensinar a viver.

A ditadura não começa quando o tirano viola a lei; começa quando a lei passa a justificar o tirano.

Quando a lei se ajoelha diante do poder, o Direito continua escrito, mas deixa de existir.

Mentiras, falsidades e traições viram ferramentas comuns quando a única meta na vida é acumular riquezas a qualquer preço.

A vida não para quando o trabalho termina. Apenas muda de direção.
Nossa mente é como um jardim: aquilo que cultivamos é o que cresce.

Quando a literatura infantil também precisa ser olhada com carinho

Como professora, muitas vezes vejo doações de livros e materiais chegando às escolas. E toda doação que amplia o acesso à leitura merece ser valorizada.

Mas também me pego pensando: será que todo livro oferecido às crianças realmente contribui para sua formação?

Nem sempre uma história traz uma experiência significativa. Às vezes, encontramos contos que repetem os mesmos valores, as mesmas fórmulas e as mesmas mensagens, enquanto tantas outras possibilidades de infância continuam esperando para serem contadas.

E é aí que penso nos professores e autores que estão diariamente observando as crianças, ouvindo suas perguntas, percebendo suas dificuldades, seus medos, suas descobertas e suas diferentes formas de aprender.

Há muita gente produzindo literatura infantil com cuidado, pesquisa, sensibilidade e experiência pedagógica — mas que ainda encontra dificuldade para ser vista, publicada e reconhecida.

Talvez o que falte não seja talento.

Talvez faltem oportunidades, caminhos acessíveis, espaços de escuta e, algumas vezes, aquela pessoa que ajuda a abrir a primeira porta.

Também precisamos conversar, com serenidade, sobre o mercado editorial. Publicar um livro pode ser um sonho, mas nem sempre é um caminho simples para quem está começando. Existem modelos de publicação, custos e contratos que podem tornar o autor dependente de estruturas nas quais seu trabalho recebe pouco retorno.

“A vertigem da ausência começa quando aquilo que já não está continua se movendo dentro de nós.” - Os`Cálmi

Não vejo diferença, quando todos sentem o mesmo.

Um casal não pode ser feliz ,quando se constrói algo sozinho.

Quando a emoção toma conta, a razão se cala. No auge da raiva, do desespero, da dor — pare. Respire. Não decida nada enquanto o coração estiver gritando mais alto que a mente. A calma não é fraqueza: é o espaço que damos a nós mesmos para enxergar com clareza, para agir com sabedoria, para não deixar que o momento destrua o que o tempo construiu. Espere a tempestade passar dentro de você. Só então tome sua atitude. Porque a decisão tomada com emoção pode trazer arrependimento para sempre; a decisão tomada com calma, essa, te serve para a vida toda. 💙

Por não entender a crueldade, um animal não sabe quando é abandonado.
E vai sempre esperar pela sua volta.