Quando as Coisas Estao Ruins
Boa é a sensação que vem
Quando a gente se sente só
E mesmo estando assim sozinho
Só faz assim porque sabe
Que em algum lugar deste mundo
Tem alguém que sente saudade
E se sente só também
Bom é quando a gente
Não se cabe de alegria
Quando começa ou termina o dia
Tendo em mente que está lá
E que aquele coração
é outro que se apressa
Pra depois arrefecer, sereno
Aguardando que um mais um
Sejam dois
E que dois seja um só
Bom saber que ela queria
Em grata, simplesmente se molhar
Na tempestade que aqui choveu
Olhar pro mesmo Sol que eu vejo
Saltaria aos olhos dela
Se me visse a rir à toa
Sentindo essa coisa boa
Só por saber que ela existe
Lá, sem saber onde esconde
A alegria que lhe vem ao rosto
Por saber que é querida
E só por ela eu penso assim
Em tê-la até o fim da vida
Aqui, muito perto de mim.
Edson Ricardo Paiva.
Não basta fazer o ninho
Sob a soleira da melhor das casas
Se quando chega a primavera
O passarinho bate as asas
E ao raiar do primeiro dia
A sua ausência se torna alegria
Não basta a presença de um sorriso
É preciso sempre alguma coisa a mais
O melhor remédio
Também tem hora certa pra ser ministrado
E quando o momento passa
Pode acontecer de tornar-se um veneno
O passarinho simplesmente
Percebe
Que o ninho não mais possui
Aquela graça
Que o quis fazer ficar.
Edson Ricardo Paiva,
Eu penso
Nas cores dos pensamentos
Quando poucos de nós as vê
Penso também
Nem sabermos dizer
Sobre as cores que as coisas tem
Mesmo se acaso as virmos
Penso ser muito triste
Ter o tempo se arrastando
De vez em quando
Uma estrela cai lá do Céu
Ninguém faz um pedido
Perdendo pra sempre
O tempo que foi perdido
As cores estavam lá
Nuvem branca passou
Sete Céus pintados de azul
O vermelho do pranto
Uma gota prateada, ali num canto
A luz se apagou
Sem traduzí-la as cores
Nem calor pra secá-la
Só cinza-escuro
dos pensamentos a conduzir
Em brancas nuvens
Tantos pés, onde não querem ir
As cores dos pensamentos
Finalmente prosperam
Em algum momento da vida
Assim o quiseram.
Edson Ricardo Paiva.
Eu gosto de andar sem rumo
Mas eu sempre guardo o caminho
E quando sozinho, imagino
O que será que eu poria no meu destino
Se acaso eu pudesse ser Deus
Pois sei que minha vida aparenta
um caos
E que toda escuridão do mundo
Não esconde os meus passos
E agradeço a Deus
Por não permitir
Que eu tropece
Quando caminho
Sozinho e sem rumo
No prumo dos Seus escritos
Traços tortos
É o preço que a vida exige
Pra gente poder
Caminhar descalço
No passo da dor, que corrige
E sempre guardo o caminho
Sabendo que não vou voltar
Confesso meus medos
Ao ar que me rodeia
Assim me acostumo
Como de costume
A manter-me no rumo
Distante de o Saber
Imagino
Quantos sonhos sonhados
Será que seriam meus
Quantos passos apressados
Ficaram guardados na areia
Qual a luz verdadeira
das luzes que vejo
Desvenda a verdade distante
E me pergunto
O que será que eu deixaria
Em meu caminho
Se eu tivesse a qualidade
de pensar o que pensa Deus
Por um único instante.
Edson Ricardo Paiva.
" Quando alguém conquistar tua confiança à primeira vista, desconfia... pois à vista, nada se fia. E o que existe pra ser eterno, não se conquista em um dia"
Edson Ricardo Paiva.
Procura.
O real saber
Não é saber onde fica
O lugar em que a gente se machuca
Quando vai lá
...e por isso não ir
Nem tampouco saber
Como não se machucar
Bom mesmo é não saber.
Desconhecer que o dia renasce
Pois o mesmo dia
Nunca existiu duas vezes
Pra isso é preciso sorver
Um novo cálice de vida
Assim que o dia amanhece.
Entender
Que não existe um novo amanhecer
Pois, quase sempre
Amanhece de novo
Mas que nada
Nunca é novo eternamente.
Guardadas as devidas proporções
Olhar um pouco além
Do lugar onde a rua termina
Comer doce de Lua
E quando precisar
Parar um pouco e descansar
Se possível
Que seja lá no alto da colina.
O calor do asfalto incomoda
E se acaso a roda gira
Que seja uma roda gigante
Pra poder passar a vista
Lá do alto do mirante.
Cada segundo de vida
Que se vive neste mundo
Dura somente um instante
O Mundo gira
O tempo passa
O giro é pra frente
Se a gente olha em derredor
Lugares iguais
São iguais
Por mera opção de escolha
Nada mais.
É preciso aprender
Que cicatrizes
Não são cura
Antes, lembranças
de lugares que não guardavam
Aquilo a que se procura.
Existem noites claras
Manhãs escuras
E nunca é tarde pra saber
Que apegar-se à dor
É algo que ninguém queria
Mas um dia, sem perceber
A gente jura.
Edson Ricardo Paiva.
Quando chega o tempo
da Lua da colheita
Quanta gente satisfeita
A olhar a rua
É momento de festa
Dia de alegria
Porque
Desde que inventaram a vida
Toda alegria tem hora certa
Beleza prazo
Amizade vez
Quando chega a noite de Lua
Gente a olhar a Lua
Mente
Pra ser olhada
Olhando a Lua
Depois
Que a Lua se foi
Simplesmente.
Edson Ricardo Paiva.
Aprendi a ser eu mesmo
Praticando ato de ser
A mim mesmo de vez em quando
Eu não posso e não preciso
Ir a todos os lugares
Mas posso olhar calado
E descobrir o que não quero ser
O que restar, sou eu
Aquele que traz no coração
O que merece ser lembrado
Aprendi a errar sem pedir ajuda
Meus erros me ensinam
Que o mundo muda
Mas que há coisas no mundo
Que serão sempre as mesmas
Do pouco que aprendi
Eu sei que tem coisas ali
Que devo levar comigo
Pois não devem ser ensinadas
A mais pura manifestação de vida se dá
Nos momentos em que não se sabe como agir
Pra todas as outras se olha os ponteiros
Enquanto o relógio enferruja
Sem que se veja
Qual dos dois tempos foi mais verdadeiro.
Edson Ricardo Paiva.
Acabrunhado, infeliz
Quis o mundo seguir assim
De olhar parcial
Igual a quando te olha
Qual folha caída
Assim quis a vida
Tal luz escondida
Se vida se ausenta
Na noite perdida
Novamente vai-se a vida
Era nau na tormenta
Mera imagem pintada, aquarela
Apesar de procela, era o nada
Conforme é o passar do tempo
Os tempos mudam
Quis o vento soprar assim
De olhar enviesado
E se olhava de perto
Era só desalento
Triste vento, desenxabido
Mormente destituído
de graça e de vida
Uma adaga escondida a brilhar
Em cada desvão do caminho
Um triste cantar passarinho
Cantando baixinho
O seu triste cantar
Era quase um lamento
Meramente uma questão de escolha
Eram dois os caminhos
Simplesmente
Ser gente ou ser folha
A pensar-se imparcial
Mas o dia amanhece outra vez
E outra vez parece igual
Infeliz desarvorada
desejando , quase calada
Que seja feliz o dia
Esperança ela tinha
Qual folha caída
Alegrias de outrora
Isso eram coisas ... lá de outras horas
Demora, demora
e não vinha.
Edson Ricardo Paiva.
Quando é noite
O Sol do outro lado da rua
Escreve um recado na Lua
E me diz que pode haver
Outros Sóis mais brilhantes
Mas que o Sol menos distante
Brilha mais
Tem noites em que a voz do vento
Diz tanto
Quanto todas as vozes juntas
Mas, se alguém quiser entendê-la
É preciso um coração calado
Pois o silêncio já sabe as perguntas
E as melhores respostas
Serão sempre insatisfatórias
Quando a mente brilhante
Se encontrar brilhantemente
Abastecida dos melhores ventos
A noite mais escura
É sempre aquela
Que permite conhecer
A paz que emite
Simples, singelamente
A voz da vela
É preciso um pouco mais
Pra tentar ouvir o que ela fala
Perceba que em noites assim
Mesmo a luz da maior estrela.
Humildemente se cala.
Edson Ricardo Paiva.
Quando vir que o dia começa
Não se apresse em declarar-se grato
Pelo simples fato de viver ainda
Os pássaros e as flores demonstram gratidão
Sendo parte integrante da natureza
E o fazem com simplicidade
Sem mostrar ou demonstrar
Nem pressa e nem gritaria
Observe o silêncio do vagalume
Na nuvem de tempestade
Que se agiganta e encobre a montanha
A outra montanha, de altura tamanha
Cujo viço leva o cume a sobrepor-se à chuva
O som das águas na voz do rio que canta
A sombra sob a árvore
Onde a abelha faz colmeia
E a aranha monta e desmonta
Sua linda e complicada teia
Atravessando a sua breve vida
Em divina serenidade
Permeando a nossa, enquanto isso
Compromissada em viver
Sem compromisso e nem nada
A verdade perene
Eternamente equilibrada
Pois as grandes obras
Mesmo despercebidas
Estarão sempre lá
Pra quem ainda quiser aprender
Que reconhecer a tudo isso é, sim
Agradecer a Deus
Guardando em paz o coração
Enxergar a palavra
No silêncio das coisas que Ele faz
Exortar gratidão
Buscar a ciência e a justiça
Ler nas entrelinhas
Das coisas que estão invisíveis
Apesar de simples e cristalinas
Deus trabalha humildemente
No pulsar da maior estrela
e na forma da formiga
Que recolhe a folha morta
Por isso, se o dia amanhecer
Agradeça a vida em atos
Veja que a resposta estava junta
Muito antes do advento das palavras
Pensamentos ou perguntas
Onde o vento somente as multiplica
E assim como o dia começa
Enfim, toda vida termina
Culminando quase sempre
Em súplica que descreve
E apesar de tudo isso
Aquilo que não se via
Sempre esteve
E estava lá todo dia.
Edson Ricardo Paiva.
Eu peço ao dia de hoje
Que ele esteja vivo
E seja livre como o pássaro
Que fugiu quando eu abri a porta
E que se a vida pudesse
Ser ao menos boa
e deliberadamente linda
Qual canto do grilo
Cantando pra Lua
Antes que finde a madrugada
E que a Lua empalideça
Grilada dos pés à cabeça
Carente daquela beleza
Que mata a gente de saudade
Mas que à luz da verdade
O morrer por saudade
Nâo seja morte que vem à toa
E quando a chuva cair
Ela jamais impeça
Que a gente peça ao dia
A presença
do pássaro que voa
Nem das flores
Que a chuva planta
Na beira das estradas
Que se percorre
durante o correr da vida
E se a vida puder ser assim
Não peço ao dia mais nada.
Edson Ricardo Paiva.
No mundo das ilusões
De vez em quando
Opiniões que divergem
Encontram o centro de gravidade
Como se deuses fôssemos
Capazes de estabelecer a perfeição
No campo das escolhas
No mundo das folhas ao vento
Há momentos que nos encontramos
Nos reconhecemos, flutuamos lado a lado
E depois seguimos cada qual seu rumo
Porque não há prumo e pouca coisa permanece
Parecia parecido, igual não era
Éramos sociáveis porque nos convinha
Mas não tinha de ser
No mundo dos espelhos
Fomos nossas próprias matrizes
Apaixonadas por si mesmas
No momento de mirar-se atentamente
Eram tantas cicatrizes que tentamos esquecer
Nada as podia unir
No mundo das medidas
Era hora de partir, de ir embora
Porque a conta de maior importância
Era a que contava o tempo
Superando imensamente a distância
Nos piores momentos de indiferença
Fomos nós apenas gentes
Cujas visões que, por demais diferentes
Refletidas, no espelho da vida
Enganadas, nos remetiam
A um mundo de ilusões
Como folhas ao vento
Perdidas, em desmedida distância.
Edson Ricardo Paiva.
Vida Flor.
A vida é o dia de uma flor
Quando a chuva aproveita
Bota as pétalas de lado, assim
Se espelhando numa poça rasa
Detalhando os seus tim-tins
Orgulhosa da própria beleza
Ajeita luz do sol
Renovando a folia
Acredita, enquanto há tempo
Tempo é tudo quanto mais havia
Quando o tempo de já não mais crer vier
Ele vem, crer ela não quer...aceita
Bota espinhos, tenta defendê-la
Tristes mãos que, porventura, recolhê-la
Assim, como um sol que renasce
E que jamais se opõe
Ao orvalho das trevas
Escolhe uma melhor lembrança e a leva
Molha-te por molhar-se
Escolhe um ramalhete pra passar teus dias
Que, por ora, ornamenta e tenta e tenta
Tanto tenta que, quando desiste
Já não sente assim, tanta tristeza
Tenta, mas aprende a desistir também
Nem jamais te arrependa de nada
Desaprenda o sorrir
Mesmo assim, depois, aprende
Rir-se de si mesma.
Edson Ricardo Paiva.
Infinito.
"A diferença
É que quando amanhece
Cá da Terra vemos
O lugar onde nascem os dias
Mas as estrelas, quando acordam
Podem olhar para o infinito
Um lugar
Infinitamente mais bonito"
Edson Ricardo Paiva.
Quando te encontrei não acreditei na sorte que tive...
ao te perder não acreditei que essa imensa sorte que eu tive tinha acabado...
Ademir oliveira
E quando se apagam as luzes com os olhos aberto no escuro desenho seu rosto com os dedos só para te acariciar no meu intimo silêncio...
E agora o que eu faço quando todas as palavras já se foram só o desejo de te tocar permanece em mim e quando a madrugada se aproxima me envolvendo em solidão apertando com sentimentos indo e vindo adentrandro meu coração e no ar só ouço uma canção''gans n roses patience''
E quando os olhos se enchem e brilham de alegria dissipa toda névoa que nos impossibilitava de vermos quão grande e bondoso é o nosso Deus...
Tudo Fica bem quando você vem...ainda que no pensamento num breve momento, até quando não posso desviar minha atenção você vem na minha mente feito um clarão, você vem você veio e nunca mais vai embora você veio na minha mente agora e certamente vira outrora....
