Prosa Poetica

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Noite bastante acolhedora, a minha mente poética em constante atividade, trazendo a tua presença para os meus pensamentos, deixando esta ocasião ainda mais enriquecida pelo poder do teu charme, que aguça a minha imaginação intensa, numa expressiva criatividade

Um sorriso verdadeiro, cheio de vida, que ilumina como as estrelas, detalhes atraentes, primorosos, uma desenvoltura atrevida, emocionante e uma certa doçura, olhos que refletem a tua grande intensidade e uma dose sensata de loucura, essência da poeticidade

Imagino que até o teu perfume é provocante, passando as mãos pelas tuas curvas e que muito suave é a tua pele, mas é evidente que concordamos que somente a superficialidade não é o bastante e sim apenas uma parte de uma interação sincera e muito fascinante.

A Dança Poética a partir do Silêncio

As horas já estão avançadas. Mais uma vez, temporariamente, estou cercado pelo silêncio que, aos poucos, foi tomando conta. Entretanto, na minha mente, o seu poder não tem nenhum efeito; pois certos pensamentos despertaram e convidaram, gentilmente, algumas palavras para dançar uma dança poética. Tendo como plateia apenas o meu sono e a minha insônia, mostrando a eles uma apresentação intensa.

A Essência Elegante da Noite e O Valor da Reciprocidade

A expressão poética e atraente de uma noite intensa e inesquecível, expressada agora por tua presença — um vislumbre elegante do poder divino com este teu charme em evidência, que faz referência a um tipo de arte irresistível que passa verdade e beleza.

Vejo a viveza do teu amor inconfundível que incendeia o espírito como uma forte chama acesa que deixa o coração daquele que te admira ainda mais vivo, a grande recompensa após uma admiração sincera que será mais satisfatória se tal apreço for recíproco.

Por isso, coloco essa essencialidade noturna neste poema, por representar a elegância do anoitecer e a importância da reciprocidade; então, serás a lua de seus versos; a mulher de suas entrelinhas, que desperta o desejo poético no senso de euforia.

Uma visão poética sobre o amor

Amar não é perder-se no outro. É encontrar alguém que caminhe ao seu lado, na mesma direção, com a mesma disposição de cuidar. O amor verdadeiro não pede que você apague sua luz; ele encontra maneiras de brilhar junto dela. E lembre-se que a maturidade do amor está em abrir o coração sem abandonar a própria essência…

O Azul da sua Serenidade

Aparente serenidade que aparece no momento certo; que floresce poeticamente em um tom amável de azul, como se fossem as flores azuis desabrochadas nas suas vestes.

Leveza elegante da sua rara simplicidade; emoção da sua presença atraente; certamente, um fragmento notável da sua verdade, do seu coração resiliente.

Trata-se de um presente divino de muita integridade. A preciosidade de um olhar que não mente; que reflete a intensidade que se faz presente em cada detalhe.

EU & VOCÊ!

Sintetizando nosso laço

Somos a expressão poética da afabilidade.

Fazemos parte daquele grupo de pessoas que colore o mundo com bons sentimentos, levando a tudo o que nos cerca os matizes da felicidade. Despimo-nos da materialidade e, sem pudor, convidamos a alma para dançar.

Às vezes, mesmo diante dos poderosos argumentos da razão, a voz se cala, rendida aos apelos silenciosos dessa cumplicidade. Nosso olhar encontra o outro e se afina no envolvimento, numa linguagem feita de silêncio, conexão e entendimento.

Estamos vinculados pela inércia dos encantados. Permanecemos calados, enquanto sentimos acordes melodiosos e cifras mágicas despertarem a emoção. É a magia do amor, dedilhando suavemente sua canção em nossos corações.

Eli Odara Theodoro

A síntese de O Cristo Nu pode ser entendida como uma narrativa poética que aproxima a figura de Cristo da realidade cotidiana e social contemporânea.


Síntese


O poema apresenta Cristo despindo-se da glória divina para caminhar entre os homens, tornando-se humano e próximo dos marginalizados. Ele é visto nos trabalhadores comuns, nos diaristas, catadores, ambulantes e nos que carregam cruzes invisíveis. O texto denuncia as injustiças sociais, comparando o sofrimento moderno às imagens bíblicas da Paixão: boletos como chicotes, preços como lanças, mercado como calvário.


As “trinta moedas de pratas” simbolizam a corrupção e a ganância que ainda vendem destinos e silenciam vidas. Cristo chora junto aos Lázaros de hoje — os pobres, os esquecidos, os que dormem sob marquises e disputam restos. Ao mesmo tempo, o poema afirma que não virá salvador externo: cada pessoa é chamada a ser “seu próprio Cristo”, a assumir compaixão, esperança e resistência.


A ressurreição é apresentada como experiência diária, nos gestos simples e na sobrevivência diante da violência. O legado do Cristo nu é a força da humanidade que, mesmo abatida, renasce todos os dias.


Em resumo, O Cristo Nu é um manifesto poético que une espiritualidade, crítica social e filosofia existencial, mostrando que o divino se revela no humano e que a redenção se dá na luta cotidiana pela dignidade e pela esperança.






⁠O Cristo Nu


I – Abertura e cotidiano
Olhai, olhai os pássaros em seus voos misteriosos,
Olhai as flores em seu desabrochar livre.
Vede os lírios nos verdes campos: se vestem tão belos e trazem os aromas pela manhã, espalhando perfumes pelo ar.
Portanto, eu aqui, ao olhar com clareza, avisto: quão formosos são, assim como a alma dos que labutam suas lutas diárias.
Pois, se a alma brilha sob o peso do fardo,
o homem exala em si a rara fragrância da nobreza — o aroma sagrado de quem constrói o mundo.
E quando o Verbo habitou entre nós, revelou-se: Ele, o filho do carpinteiro,
moldou como artífice a madeira e os pregos que o sistema, um dia, usaria contra Ele.
Assim como o construtor de hoje, que ergue o prédio onde jamais terá morada,
Ele se ajusta agora em meio a rostos cansados, a operários e à multidão das ruas.
São os cristos diários, batendo ponto em fábricas e escritórios, sob as luzes das lanchonetes e o óleo das mecânicas.
Cristos na diarista, nos postos, no catador de lixo, no vendedor de água e nos trens com seus ambulantes.
Almas de mão de obra erguidas para construir presentes e futuros,
nos alojamentos distantes e no suor do asfalto.
Eis o corpo: o vigor entregue às máquinas e aos balcões.
Eis o sangue: o fluido que move a economia do cansaço.
O sagrado se transmuta no suor das batalhas, onde cada gota de lágrima é o vinho de uma nova aliança com a vida.
A simplicidade resiste ao ego insano.
Resta um Cristo nu, de braços abertos,
folheando páginas do tempo e da história.
Moedas ainda compram vidas; esperança ainda se esconde nos cantos da alma.


II – O Cristo que desceu patamares
Um Cristo que desceu patamares:
primeiro, despiu-se de sua glória celestial
e caminhou entre os homens;
depois, desceu da cruz para mostrar o caminho —
não de forma divina, mas humana —
o caminho da compaixão, da esperança,
da expiação que se revela no cotidiano.


III – O Cristo chora
Periférico caminha pelas ruas,
a compartilhar o pão vivo da esperança
com os largados nos corredores de hospitais,
com os espremidos nos ônibus e trens
das manhãs de segunda-feira.


São os Lázaros de agora:
os que dormem sob marquises,
disputam restos com ratos nas ruas,
caminham como almas perdidas,
envoltos em sua dura realidade ambígua,
carregando cruzes sem nome,
à espera de um milagre que não vem.


Seu Getsemani é o travesseiro nas noites traiçoeiras.
O traidor que o vende por trinta moedas
é a cegueira diante do enredo criado.
Sua Via Crucis é feita de congestionamentos,
lotações e filas intermináveis.
Um Cristo que não sorri, não reclama;
guarda uma vaga esperança de dias melhores, mesmo desajeitado na cruz.
Uma cruz herdada, uma cruz que nasceu com ele.
Sem saber, grita ao Pai:
“Perdoe, eles não sabem o que fazem.”


Num desses dias, o Cristo calou-se e começou a chorar,
não pelo amigo Lázaro, mas pelo leite azedo que puseram à mesa.
Ali, não teve o bom vinho; fizeram do leite, coalhada.
A esponja de vinagre veio em forma de luz cortada pelo dinheiro que faltou.
Houve quem, como o centurião,
agarrando-se ao seu manto escarlate, surtou;
mas aqui, o manto é a pele no sol a sol,
e o escarlate é o suor e o sangue deixado.
Houve um certo Cirineu que se juntou para arrastar o madeiro,
simpatizando com seu choro e sua dor.


IV – As moedas de pratas
Trinta moedas de pratas
ainda vendem destinos,
ainda compram silêncios,
ainda pesam na balança da injustiça.


São vendidas por um sistema caótico,
num banquete de ganância, prepotência e luxúrias,
onde vidas se tornam mercadorias
e esperanças se desfazem em pó.


V – O Cristo político-social
Eu vi meu Cristo sorrir quando chegaram
com pão e leite frescos, e no mesmo instante soou algo estranho na TV:
falavam dos dois ladrões — o capitalismo à direita, o socialismo à esquerda.
E surgia o terceiro, chamado Barrabás:
um mecanismo chamado governo,
eloquente e audaz, prometendo o céu
já que o paraíso não tinha dado certo.
O pão nosso é a labuta do cotidiano,
o templo se ergue no seio da família,
e o sagrado é a força motriz de quem tece dias melhores.
Meu Cristo Nu habita em cada alma que expia sua existência em dias tempestivos;
pois o sagrado não ocupa palácios majestosos, nem habita catedrais de pedra,
vindo Ele de uma manjedoura para brilhar na resiliência de quem não se dobra ao fardo
e na resistência de quem sustenta o mundo com as próprias mãos.
O cálice deste Cristo é o sistema corrompido, entre ternos, carros de luxo e vida boa.
O chicote que o açoita são os boletos diários e impostos extravagantes.
As carnes continuam rasgadas, sem esforço,
pelo braço forte da indiferença.


VI – O Cristo interior
A lança transpassada
é o anúncio na alta dos preços,
e o mercado é o calvário.


Não virá salvador algum
para fazer o que só você pode fazer.


Tu és o teu próprio Cristo.


O Divino já disse:
“Vós sois deuses.”


E, por isso, como pequenos cristos,
somos levados — dia após dia — cativos,
como ovelhas ao matadouro,
como cordeiros mudos ao abate.


VII – Paixão e ressurreição cotidiana
A Paixão de Cristo são os regalos dos passeios;
o piquenique no parque da esquina,
o vão das coisas ditas nos olhares cheios de ternura,
nos momentos simples.
A ressurreição é o mote diário,
equilíbrio entre estar vivo ou morto nas trevas da violência.
Num domingo qualquer verei o Cristo descansar.
O dia é dele.
E sagrou-se senhor do seu dia.
Um dia tranquilo, movido a cheiro de mirra e aloés:
a fragrância final de quem, enfim, cumpriu sua jornada.
Todos os dias nascem novos cristos.
E quando eu me for, matarão esses novos cristos que vieram à terra.
Só não matarão o legado do Cristo nu.
Nossa ressurreição é diária dentro deste ciclo.


Autor: Israel Soler

Teoria Poética na Poeira do Espaço


​O buraco negro nada mais é que uma panela de pressão se consumindo até acabar a água quente, enquanto o espaço vazio, refletido em alta velocidade, se torna um mero borrão.
​O núcleo gira tão rápido que a constante se transforma em um fenômeno visual: anéis de uma massa faminta orbitando a uma velocidade colossal. Daqui de dentro, parecemos olhar pela janela de um trem em movimento, onde o reflexo se projeta como uma onda contínua de espaço e matéria.
​A realidade se molda à visão de quem a observa. A mente impõe desafios e verdades relativas — válidas até que se prove o contrário. Cada verdade constrói um pensamento dentro de outra verdade, desde que fundamentada no conhecimento. E esse conhecimento nos lembra de algo fundamental: o núcleo só existe porque antes existiram teorias, possibilidades e probabilidades.
​Trata-se da verdade reconhecida por sua própria base: a causa e o efeito; a soma necessária para se obter um resultado. Tudo o que vemos parece um quadro binário, até que a curiosidade nos força a enxergar a multirealidade e a imaginar como é, de fato, o vácuo da imensidão.
​Quem está dentro da caixa sente-a chacoalhar. Não sabe o que há lá dentro; apenas ouve e espia pelas frestas. Ao escutar o tik-tak, tik-tak, a associação mental deduz que se trata de um relógio. Mas vivemos em um jogo de caixas pretas — uma dentro da outra — onde até um brinquedo chinês pode simular o tempo. A própria observação, no entanto, altera o resultado: o brinquedo está quebrado porque o ato de observar o quebrou.
​O buraco negro é uma passagem tridimensional para outro plano de existência; um funil que deságua em um buraco branco através de uma ponte de minhoca. O pulsar é a simplicidade abandonada pelo pensamento da antimatéria. É a matéria escura que preenche as lacunas enquanto a caixa balança. A compreensão está perto ou longe daquilo que ouvimos?
​O buraco na caixa é a toca do coelho: outra passagem no tempo-espaço para a interação da matéria escura. Olhamos para o microcosmo e vemos a partícula colapsar pelo simples ato de testemunharmos sua existência. A relatividade do emaranhamento quântico nos faz pensar no tik-tak, enquanto olhamos para a própria mente tentando decifrar os lampejos neurosinápticos dos neurônios.
​É um pensamento denso, complexo, mas a caixa continua lá, flutuando no vazio do espaço.
​Ela nos mostra a gravidade em plena ação: dobrando o espaço, curvando o tempo e alinhando pensamentos que nada mais são do que fragmentos desse mesmo tik-tak. Como olhar para dentro da caixa sem saber qual brinquedo foi quebrado? Olhamos espantados para os resultados. A genialidade consiste em aplaudir o nexo temporal — a percepção de que o tempo foi apenas um borrão no espelho multiversal da física.
​O efeito da causalidade pode ser visto na gravidade; ouvimos os sussurros de nossas próprias mentes enquanto encaramos a caixa. Enquanto isso, no microuniverso, vemos espelhos quânticos. A vida emerge sem que tenhamos dimensão da ação lógica da gravidade. Quando as dimensões balançam a caixa, ouvimos os ecos mais humanos — as vozes de "papai, papai" e "mamãe" — e vemos aglomerados de estrelas serem absorvidos por nossa consciência.
​Essas experiências nos dão a informação exata do tik-tak. As dimensões infinitamente sobrepostas finalmente dão sentido à escuridão do buraco negro e à gravidade sendo consumida por um núcleo em colapso.
​Diante do complexo inigualável da gravidade, olhamos para dimensões menores. Os lampejos dos neurônios dão o tom dos sons que ecoam na mente. Nesse instante caótico, avançamos pela escuridão dos nossos próprios pensamentos — feitos, afinal, de fragmentos de estrelas.
​Nossos pensamentos viajam na luz e no espaço, dando sentido às teorias. E o espelho temporal, envolto em nossas memórias, revela-se em elipses de espaço e tempo na constante e infinita construção do universo.
​Ainda sentimos o roubo de nossas almas quando tiramos uma foto.
Lapidado o espaço e o tempo numa convergência de memórias.
​— Por Celso Roberto Nadilo

Combustível Do Autoengano


A visão poética difere da realidade psicológica.
A realidade psicológica difere da realidade material.
Leve a vida e aceite a contradição constante.
É o que o mundo te diz.
Não parece uma escolha.
Não parece!


Não é romântico, não é!
Romantize, se iluda.
Se iluda para prosseguir.
Se auto engane.
Só você pode olhar para dentro.
No fim nada disso importa.
Nada disso importa!


- Ramile Godon

⁠Entre apoderar-me da Verdade para julgar alguém, prefiro togar-me da Justiça Poética para julgar os que o julgam.


Talvez porque a Verdade — essa palavra tão invocada — raramente chega pura às mãos humanas.


Quase sempre, ela vem filtrada por convicções, interesses, ressentimentos ou paixões mal resolvidas.


E, quando alguém acredita possuir a Verdade absoluta, o julgamento deixa de ser um exercício de consciência para se transformar num espetáculo de vaidade moral.


A Justiça Poética, por outro lado, não se preocupa em parecer infalível.


Ela apenas observa, com a paciência do tempo, como cada gesto humano acaba escrevendo a própria sentença.


Quem julga com excesso costuma revelar mais de si do que daquele que está sendo julgado.


No tribunal silencioso da vida, o eco das palavras denuncia as intenções que tentavam se esconder atrás delas.


Há uma estranha pressa em condenar.


Como se apontar o erro alheio fosse uma forma rápida de limpar a própria biografia.


Mas a experiência ensina que os dedos que se erguem para acusar, quase sempre ignoram o espelho que os acompanha.


Por isso, em vez de disputar a posse da Verdade — como se ela fosse um troféu moral — prefiro assistir ao lento trabalho da coerência e das contradições humanas.


A Justiça Poética tem um modo curioso de agir: ela não grita, não se apressa e não faz discursos inflamados.


Apenas permite que cada um seja, com o tempo certo, revelado pelas próprias atitudes.


E, no fim das contas, quase sempre descobrimos que julgar os juízes é menos sobre condená-los… e mais sobre lembrar que ninguém deveria ocupar o tribunal da consciência humana sem antes revisitar, em silêncio, o próprio banco dos réus.

Não há mau comportamento de um que possa ser tomado por indulgência poética para relativizar o do outro.

Ainda assim, é exatamente isso que fazemos, quase por instinto.

Criamos metáforas generosas para os erros de quem nos convém defender e reservamos o rigor nu e cru para os deslizes de quem já decidimos condenar.

Transformamos falhas morais em “contextos”, agressões em “reações”, incoerências em “complexidades humanas”.

E, assim, vamos esculpindo versões mais palatáveis daquilo que, em sua essência, permanece inalterado.

O problema não está apenas no erro em si, mas na régua elástica que utilizamos para medi-lo.

Quando a ética deixa de ser princípio e passa a ser instrumento, ela já não orienta — apenas justifica.

E uma ética que serve para justificar tudo, no fundo, não sustenta nada.

Há um conforto quase sedutor em relativizar.

Ele nos poupa do desconforto de admitir que, às vezes, estamos do lado errado — ou, pior ainda, que não existe um “lado certo” tão nítido quanto gostaríamos.

Mas essa indulgência seletiva cobra um preço alto: ela corrói a coerência e, aos poucos, dissolve a credibilidade de qualquer discurso moral.

Se o erro de um é sempre suavizado pela indulgência poética, enquanto o do outro é amplificado pela indignação seletiva, o que resta não é justiça — é conveniência.

E a conveniência, quando travestida de consciência, se torna uma das formas mais silenciosas de desonestidade.

Talvez o verdadeiro exercício de maturidade não esteja em apontar culpados, mas em sustentar critérios.

Em reconhecer que o desconforto da coerência é, muitas vezes, mais honesto do que o alívio da parcialidade.

Porque, no fim, não é o erro do outro que nos define — é a forma como escolhemos interpretá-lo.

Minh'alma Tapuia


feita de floresta,


poética nas nascentes


livre nas cabeceiras,


e nas encostas íngremes,


com o coragem flui;


Tudo teu me possui,


mesmo que só a sua


imaginação retribui.






O Rio Luís Alves


canta solene o amor


pelas criaturas,


e as absolutas


canções da vida,


e dos gentis ribeirões.






Sob o céu austral


dedico muito mais


do que versos e doces emoções,


Para quem sabe estar


contigo nas próximas estações.

Releitura de Jack Vigarista + Alegoria Poética Ficcional


O Nome que a Cidade Ainda Vai Lembrar


Criação da Releitura e Alegoria Poética Ficcional


Criada por: James Richard Ferreira Pantoja


Compositores da Canção Original


João Vitor de Oliveira Santos & Patrick Schmid






Seu nome é James — mas não se deixe enganar;
por trás desse nome engraçado, há muito a contar.
De tolo não tem nada, nem vive de aparência;
carrega no olhar, nas costas, nas mãos e na face
as marcas de uma longa experiência.


Vigarista nas histórias, de passado incerto,
entre o medo e o romance, segue pelo caminho deserto.
Bandido nas lendas, mestre em blefar,
faz da própria má sorte mais um motivo para arriscar.


No baralho, porém, há algo a seu favor:
o acaso lhe sorri com estranho fervor.
Quando a fortuna lhe fecha uma porta,
James embaralha as cartas e outra chance encontra.


Entre ases e reis, seu semblante permanece sereno;
guarda a própria mão como quem guarda um segredo.
O acaso espalha suas cartas diante de seus olhos,
mas James não revela o jogo antes do momento.


Pode perder uma rodada, sentir o azar se aproximar,
mas nunca deixa o medo seu pulso controlar.
Pois aprendeu uma verdade que poucos conseguem entender:
não é preciso ter as melhores cartas —
é preciso saber o que fazer com elas ao receber.


E nessa cidade, que hoje desconhece sua história,
amanhã seus feitos farão parte da memória.
Pois há façanhas que o tempo não consegue apagar —
e o grande feito de James ainda está por chegar.


Quando os sinos da catedral anunciarem o que o futuro escreveu,
todos saberão, enfim, por que seu nome sobreviveu.
Não será apenas fama, nem simples consagração;
será James transformado em lenda pela força de uma última mão.


E quando alguém perguntar quem foi aquele homem, afinal,
talvez a resposta pareça simples, quase banal:
um homem que aprendeu a sorrir diante da adversidade
e transformou cada revés em nova oportunidade.


Porque James jamais precisou controlar o baralho;
aprendeu a jogar com aquilo que o acaso lhe entregou.
Ninguém escolhe todas as cartas que recebe,
mas cada um decide como as coloca sobre a mesa.

A obreira dos sonhos


Obra poética


Rosimeire não cortava apenas tecidos. Com a bênção de Jesus, moldava memórias, alinhavava expectativas e sonhos.


Entre bainhas, fechos e o estalar da tesoura, suas mãos calejadas transformavam retalhos nos amanhãs que o Senhor já previa.


Cada ponto guardava oração, cada nó, fé e resiliência, cada peça pronta, uma promessa cumprida. Enquanto a vista alheia enxergava apenas pano, eu via o Mestre entrelaçando com Rosimeire o nosso destino.


Com agulhas incansáveis, sustentou a casa, enfrentou a usura do tempo e cerziu, no amor de Cristo, as rasuras do caminho.


Talvez conduzisse o traçado das estrelas sob a luz do Evangelho que a norteava, pois as mãos de Rosimeire não moldavam apenas roupas: vestiam a alma de graça e acertavam a fé ao corpo.


Autor: James Richard Ferreira Pantoja


Pseudônimo: KANGAL

Nova Veneza


Deixar que a brisa poética
do Sul de Santa Catarina
simplesmente nos conduza
a ver de perto Nova Veneza,
e deixar para trás a cantilena
da rotina que não merecemos,
Nós dois merecemos viver
o que ainda não vivemos.


Tirar a foto de casal na gôndola,
deixar que o Sol nos receba
com gentileza e nos abrace
entre as casas de pedra,
O que pertence a mesa da terra
provar sem nenhuma culpa,
e se deslumbrar com a beleza.


Sem exagero fazer o juramento
de amor com a mesma
pureza de jovens apaixonados
na Ponte dos Namorados;
E na Cachoeira do Cantão
escutar a canção d'água
com os ouvidos do coração,
entre os teus braços ---
e, com os olhos fechados.


É esse o sonhado desejo,
e não um mero lampejo,
que em breve contigo
eu hei de fazer realizado:
Se por acaso, formos
por alguém procurados
ali estaremos muito bem;
com os telefones desligados,
e simplesmente entretidos
com os nossos cuidados.

⁠Luzerna Poética

Linda a qualquer hora
do dia e da noite,
embalada pelo coral
da passarada no Meio Oeste
És minha Luzerna amada
deste solo catarinense.

Minha Luzerna poética,
és filha radiosa que esplende
neste Vale do Rio do Peixe,
e herdeira do Contestado
que mantém o peito apaixonado.

Linda a todo momento
é a minha Luzerna poética
que sempre encontra
abraçar a conciliação,
e faz um paraíso sublime
deste distante rincão.

Linda Luzerna poética
que me leva ao som da fanfarra
e da risada da juventude
ao Trapiche do destino
para caminhar contigo.

Minha Luzerna amada,
na cachoeira Linha Dois Irmãos
tenho a minh'alma lavada,
minha poesia cidade,
habitante poema do coração
e embaladora alegre canção.

Com os cabelos cobertos
de flores e escrevendo
poesia por onde em ti passo,
minha Luzerna adorada,
peço sempre aos franciscanos
que intercedam junto a Deus
para que sejamos abençoados.

⁠Mafra Poética

Mafra da minha História,
minha Mafra poética,
O balançar das araucárias
do meu destino falam
das minhas memórias
que um dia hei de contar,
Nunca deixei de te amar
nesta vida mesmo longe
de ti tendo que caminhar.

Poética Mafra poética,
por tudo o quê fostes,
és e para sempre serás,
Tudo de ti em mim
para sempre sobreviverás.

Mafra poética e amorosa,
quando fecho os olhos
ou vejo uma nectarina,
Recordo que há muita
História a ser contada
nesta Bela e Santa Catarina.

"A morte de Zilda Arns, em plena ação missionária, no Haiti, tem a dimensão trágica e poética do artista que morre em cena. Dedicou toda a sua vida de médica sanitarista à causa dos desvalidos. Sacrificou a perspectiva de uma vida regular e confortável, que sua qualificação profissional lhe permitia, ao nobre ideal de submeter-se ao mandamento cristão de amar ao próximo como a si mesmo.


Raras são as pessoas desse quilate espiritual, capazes de renúncias desse porte. Zilda Arns inclui-se numa seleta galeria de seres humanos integrais, em que figuram personagens como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce.


São pessoas que melhoram o mundo e seu tempo e impedem que o ser humano descreia de si mesmo. São beneméritas da humanidade, cuja biografia vale por um tratado de direitos humanos.


Fui seu colega no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e tive o privilégio de com ela conviver. Sua morte desfalca os que travam o bom combate, de que falava São Paulo, e enluta não apenas o Brasil, em que era peça-chave no desenvolvimento de políticas sociais, mas toda a América Latina, a que também estendia o manto de sua generosa ação humanitária".


CEZAR BRITTO


Presidente do Conselho Federal da OAB".

Inserida por danieldouglassl

Tramela poética

Poeta rabisca o que pensa
E não pensa pra rabiscar
Seus rabiscos aas vezes encanta
E outras faz chorar

Poeta é pensador
Que as vezes perde seu teor
Suas rimas as vezes magoam
Dependendo de como soam

E se se retratam nos rabiscos
Como é que eu, poeta, fico?
Pois jamais tive a intenção
De ferir a ninguém no coração

Uma tramela é preciso
Para não mais olvidar
Rabiscar conciso
E a ninguém...magoar

Inserida por Nanevs

Poética vida.

Vida. Significado poético onde
ficção e romance se misturam
em um so drama pelo resto da historia.
Finalmente estou procurando uma ação,
para quem gosta de mistérios, ela aje
de uma forma romântica, com amores
subpostos a te odiar para que
no final você possa descobrir
a quem te ama verdadeiramente.

Para aqueles que gostam de um
romance, ela aje injustamente,
com a mistura de ficção e ação
para manter o seu suspense.
No meio da historia, seus amores
aparecem sem que você perceba
e guarde todos eles na memoria
como os seus melhores amigos.

E aqueles que preferem drama,
sua vida estara repleta de fases,
que continuam a fazer de seus
lazeres um inferno, e de suas distrações
uma dor de cabeça. Mas, o seu
romance estara do lado certo, no momento
certo, no lugar certo do jeito perfeito,
sabendo que de qualquer forma,
a vida sempre acabara em poesia.

Vida. Significado poético onde
ficção e romance se misturam
em um so drama pelo resto da historia.

Inserida por tinhoowsantana