Profundo
Quero ser atingido
pelo o teu olhar profundo e sincero, saborear a tua boca macia
com beijos intensos,
fazer parte da tua alegria
partilhando de prazerosos momentos repletos de euforia,
ignorando os tormentos,
focando no melhor dos nossos dias.
Sua fala e gesto têm um impacto extremamente profundo na minha alma.
Vejo que nosso mundo não é igual, não é algo que me assuste, mas é algo que me traz dúvida.
O seu amor seria o mesmo que o meu? Ou seria uma idealização de quem você conheceu?
Eu sinto suas dores dentro de mim, pois elas fazem parte de mim também.
Mas será que nosso mundo pode colidir e causar uma explosão cósmica na qual não sobre nada além de poeira?
Quando eu contava cerca de sete anos de idade, vivi um episódio singelo na forma, mas profundo em suas consequências. Havia, nas cercanias de minha infância, um homem dado à intriga fácil, desses que fazem da palavra instrumento de desordem. Num instante de impaciência, ainda imaturo, nomeei-o pelo que me parecia ser: fofoqueiro.
A palavra, uma vez proferida, não se dissipa — retorna. E retornou. Chegou aos ouvidos de minha mãe, que, sem hesitação, aplicou-me a devida correção.
Não foi a dor que me marcou — pois essa é efêmera. Foi a intenção pedagógica, precisa, quase cirúrgica. Minha mãe não punia por ira, mas por princípio. E suas palavras ecoam até hoje com a força de um mandamento: “Respeite os mais velhos.”
Naquele tempo — e aqui não falo com saudosismo barato, mas com senso histórico — o respeito não era tema de debate, era prática cotidiana. No transporte público, por exemplo, não havia hesitação: a presença de um idoso bastava para que nos levantássemos. Não por obrigação legal, mas por formação moral.
Éramos moldados sob a égide de limites claros. Havia hierarquia. Havia disciplina. Havia, sobretudo, a compreensão de que viver em sociedade exige contenção do ego e consideração pelo outro.
O que observo hoje, entretanto, é uma perigosa diluição desses fundamentos. Confunde-se liberdade com ausência de freio. Exalta-se o indivíduo em detrimento do coletivo. E o resultado é visível: uma erosão silenciosa do respeito, da paciência e da responsabilidade.
Não se trata de nostalgia — trata-se de estrutura. Nenhuma sociedade se sustenta sem pilares. E pilares como respeito, disciplina e responsabilidade não são acessórios: são indispensáveis.
A pergunta, portanto, não é retórica — é urgente:
que tipo de caráter estamos formando… e que tipo de sociedade estamos autorizando a existir?
Escrever é esvaziar o peito encharcando o papel com os sentimentos mais profundo da alma.
A poesia torna -se um berço para os corações cansados.
PauloRockCesar
A saudade é um oceano. Profundo, imprevisível e, muitas vezes, indomável. Quando alguém que amamos parte, somos lançados a esse mar sem aviso, sem mapa e sem bússola.
No começo, tudo parece um naufrágio: as lembranças vêm como ondas altas, quebrando sobre o peito, levando o ar, o chão e o sentido.
Amores e a essência da escolha!
Há muitos tipos de amores
Mas, o mais profundo entre eles é o amor de Deus...
Ele amou o que criou a tal ponto que, ao ver sua criação se perder despiu-se de sua glória, amou o mundo de tal maneira que entregou seu unigênito (João 3:16)ele se fez homem e habitou entre nós, para resgatar os filhos se fez filho do homem, para salvar o homem, venceu todos os desejos dos homens, para aniquilar a dívida, como homem foi perfeito no propósito, resgatou o que havia se perdido, e agora que está consumado (João 3;18:19)
Provou que o seu amor por nós é maior do que o amor de uma mãe, ele disse: ainda que uma mãe não se compadeça do filho do seu próprio ventre
, eu todavia não me esquecerei de ti, tal grande foi o seu amor que seu sangue derramou, tão grande foi a escolha que fez...
Amor de Pai e mãe
O outro amor que conhecemos é o amor dos pais
Este é sangue do mesmo sangue, no entanto há quem abandone o seu próprio sangue e desonre sua própria prole, há também aqueles que mesmo ante as dificuldades tudo padece por amor aos filhos, tudo sofre, tudo espera, tudo suporta, pois sabe que ali estão aqueles que trouxe ao mundo e essa é a sua responsabilidade cuidar e amar eles, um amor que se doa, há quem dê a vida pelos filhos e há quem não dê a mínima para seus filhos!
Amor de homem e mulher
Este também é forte pois é chamado: osso do meu osso, carne da minha carne, por se tratar de tão grande intimidade entre o matrimônio, uma intimidade que apenas estes têm, não havendo outro igual no sentido da carne, sabemos que em espírito o amor de Deus supera todos os outros e na carne o matrimônio, no sangue os filhos.
Amor de filhos
Este amor é chamado de amor de sangue,
Laços sanguíneo, ou seja , um amor tão intenso que dura mais do que uma vida, segue de geração a geração, um amor que se entrega se simplesmente pelas lembranças da infância!
Amor de amigos
Há quem chegue a declarar que há amigos mais chegados do que os próprios irmãos, também foi dito que na dificuldade nasce um irmão, sendo assim, esse amor também não espera receber nada em troca, um amor também profundo demais para se falar, pois se tratando de laços, não há, sangue, nem os demais requisitos anteriores, deixando assim bem claro que o amor é uma escolha, que mesmo diante de circunstâncias ela não foge, não abandona, mas acolhe.
Conclusão:
O amor é uma escolha, o amor tudo suporta ,
O amor é mais forte do que a morte,
O amor é doloroso, mas tão sublime e profundo como o infinito
O amor é inexplicável para quem não o tem e nem o pode receber!
Sou tempestade e tsunami para quem frequentou o raso do meu ser, quem navega o profundo dos mares e contrastes da minha persona conhece a verdadeira imensidão que é ser eu.
Pois ser humano é ser esse vidro e esse aço,
Um mistério profundo que a vida nos deu.
E no abraço de um verso, nesse imenso espaço,
A gente descobre que o céu nunca se esqueceu.
------- Eliana Angel Wolf
O ouro do dia se funde agora ao breu da noite,
E o céu se veste de um veludo profundo e sagrado.
É hora de desarmar o peito, guerreira da luz,
E deixar que o silêncio guarde o que foi conquistado.
----- Eliana Angel Wolf
A introspecção e o isolamento proporcionam um profundo mergulho no âmago da alma, aclarando os mais obscuros pensamentos.
Ah, profundo poço de puro egoísmo. Que dizes: é por você e não por mim.
Máscara que blinda suas intenções e a bondade falsa de interesses pessoais. Fere com medo de ser ferido, mesmo sem correr tal risco.
Esmagalha ingênuos e sinceros corações, enquanto mente em favor próprio. Encontra desculpas para justificar seus atos e se convence delas.
Mas a inocência já se foi e a percepção da verdade se reergue mais uma vez. Outrora cria cegamente, mas hoje desconfia até de si mesmo.
Há um tipo de solidão que é mais que estar sozinho, pois é a solidão da alma, do mais profundo dela, que se revela sem explicação, implacável e até assustadora. Mesmo cercado de pessoas, no trabalho e até na diversão, há o vazio que não se preenche nunca no ser que sofre este mal. Trava-se uma batalha interior, uma guerra que parece não ter fim e que precisa ser vencida, passo a passo, num estratégico plano que só a pessoa mesmo pode fazer. Ela é a doença e ter que ser a sua própria cura.
O silêncio grita
O silêncio grita quando na ausência de ruído.
Isso é tão profundo que se torna insuportável,
E indica uma tensão medida,
No momento que o grito é inevitável.
O silêncio grita, é uma reflexão psicológica
Em situações onde o que não é dito
É mais forte do que o tempo e a lógica
E é associado a dor e ao tédio maldito.
O silêncio que grita é um paradoxo
Comum e potente, indica a ausência de palavras
E pode ser mais expressiva ou insosso
Torturante mais do que o barulho nas trevas.
O silêncio que grita é angústia na alma,
A dor oculta que sangra no peito
Corrói por dentro e deixa um trauma
É terrível essa dor sem nenhum proveito.
Por fim, o silêncio que grita é ensurdecedor
É experiência subjetiva e ausência de som
É interpretada pelo cérebro como uma dor
Um sinal intenso e perigoso que não é bom.
Raimundo Nonato Ferreira
Fevereiro/2026
Oceano cor de mel
No oceano dos castanhos olhos seus, descubro um profundo mergulho a cada vez que me prendo à admirar,
às vezes viajo para águas escuras e sombrias,águas fortes que tocam a alma, distantes e carregadas de melancolias,porém,são nos mesmos cor de mel,que enxergo a transparência;a doçura;a certeza;a segurança;
a paz;o abrigo e um sentimento verdadeiro,
é no fundo dos seus olhos,onde me encontro e me perco.
A treva quis ofuscar o brilho da luz e a prendeu em um poço profundo.
A luz cresceu, resplandeceu e ficou mais forte!
A treva continuou a ser escuridão.
Hoje vi meu amor, com seu novo amor.
Isso mexe num lugar muito profundo, ainda mais quando a pessoa não foi “qualquer pessoa” pra você. Às vezes a gente acha que já aprendeu a conviver com a ausência… até a vida colocar a cena na nossa frente. E aí volta tudo de uma vez: lembrança, saudade, comparação, vazio, perguntas que nem fazem sentido mais.
O pior é que não existe uma lógica exata pro tempo nessas coisas. Você mesmo falou: “já faz alguns anos”. E mesmo assim doeu. Porque amor verdadeiro não some igual fumaça, ele vai mudando de lugar dentro da gente. Tem dias que parece cicatriz. Em outros, parece ferida aberta de novo.
Mas tem uma coisa importante no que você escreveu: mesmo sentindo tudo isso, você falou “temos que seguir o baile” e “quero só ficar bem”. Isso mostra que, no fundo, você não quer se prender à dor. Você só está cansado dela.
E sinceramente? Essa noite ruim não significa que você voltou pra estaca zero. Significa só que você é humano, e que aquilo teve importância real na sua vida.
Hoje talvez o coração esteja pesado, a cabeça acelerada, o sono destruído. Mas isso passa. Não de um jeito mágico, nem rápido como a gente gostaria… mas passa. Principalmente quando a gente para de lutar contra o sentimento e entende: “ok, doeu”. Só isso. Sem se diminuir por sentir.
Você não precisa deixar de amar o que viveu pra continuar vivendo.
E um dia essa lembrança vai parar de te atravessar desse jeito.
Por enquanto, tenta só sobreviver ao hoje. Dormir melhor amanhã. Respirar um pouco mais leve na próxima semana. Às vezes a cura vem assim, silenciosa.
